Santa Catarina

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Santa Catarina é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizada no centro da região Sul do país. É o 20.º estado brasileiro por área territorial e o 11.º por população. Além disso, é o 9.º de maior povoamento, com 295 municípios. O catolicismo é a religião da maior parte da população. O idioma oficial, da mesma forma que nas outras unidades federativas, é a língua portuguesa. Compreendem as dimensões de seu território uma área de Predefinição:Fmtn, atingindo superfície mais extensa do que Portugal ou a somatória dos estados brasileiros do Rio de Janeiro e Espírito Santo e o Distrito Federal.

Suas divisões administrativas limítrofes são os estados brasileiros do Paraná (ao N) e do Rio Grande do Sul (ao S) e a província argentina de Missiones (a O). Além disso, o oceano Atlântico banha a região costeira do estado (a L). O percurso do litoral é de mais de 450 km, isto é, cerca da metade da costa continental de Portugal (943 km). A cidade-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário estaduais é a capital Florianópolis. O município de Joinville, contudo, é o mais populoso do estado. Além do Espírito Santo, Santa Catarina é o único estado cuja capital não é a cidade mais populosa.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Totalmente ao sul do trópico de Capricórnio, situado na zona temperada meridional do planeta, o estado tem um clima subtropical. Essas condições são variáveis segundo o relevo da região: no oeste e planalto serrano é relativamente frequente que ocorram geadas e neve, ao passo que no litoral o clima é mais quente, sendo possível que se atinjam temperaturas elevadas no verão.

Seu território, que abrange parte da extensão do antigo Governo do Rio da Prata e do Paraguai à época do grande Império Espanhol, era um dos estados mais antigos do Brasil, desmembrado de São Paulo em 1738, sendo seu primeiro governador o senhor José da Silva Pais. Foi criado por um só motivo: estender os domínios portugueses para o sul do Brasil, então colônia de Portugal, até atingir a região do Rio da Prata. É também a mais antiga unidade federativa da Região Sul do Brasil, superando o Rio Grande do Sul (1807) e o Paraná (1853). Santa Catarina foi muito povoada por imigrantes europeus: o litoral foi colonizado pelos portugueses açorianos no século XVIII; o Vale do Itajaí, porção da região sul e o norte catarinense foram povoados pelos alemães na metade do XIX. O sul do estado foi povoado pelos italianos nos últimos anos do mesmo. Filhos e netos de imigrantes italianos e alemães que se deslocaram do Rio Grande do Sul povoaram o oeste catarinense, em meados do século XX. Filhos, netos e bisnetos de africanos e de índios também povoaram o estado.

Os índices sociais do estado estão entre os mais altos do Brasil. Tem o mais elevado índice de expectativa de vida do país (empatando com o Distrito Federal), a menor taxa de mortalidade infantil e também é a unidade federativa com a mais baixa desigualdade econômica e analfabetismo do Brasil. Santa Catarina possui o sexto mais alto PIB do país,<ref>Predefinição:Citar web</ref> com uma economia variada e com fortes afinidades à industrialização. Importante polo de exportação e de consumo, é um dos estados que mais expandem na economia brasileira e que responde por 4% do produto interno bruto do país.

Etimologia[editar]

Predefinição:Artigo principal A denominação Santa Catarina seria dada por Francisco Dias Velho, que veio para a ilha hoje homônima em 1675, quando naquele local construiu uma capela em devoção a Catarina de Alexandria, da qual, ao que se diz, uma filha sua possuía o nome.<ref name=":0" /><ref name="Revista Galileu">Predefinição:Citar web</ref> Demais autores afirmam que a denominação é atribuída a Sebastião Caboto, que consagraria a ilha, durante sua passagem entre 1526 a 1527, a santa Catarina, ou antes, homenageou sua esposa, Catarina Medrano.<ref name="Revista Galileu" /> O estado empresta seu nome da ilha.<ref name=":0">Predefinição:Harvnb.</ref>

Seus habitantes naturais são denominados catarinenses<ref>Predefinição:Citar web</ref> ou barrigas-verdes, por causa do colete que utilizavam os recrutas das tropas de Joaquim Francisco do Livramento, as quais, em 1753, partiram de Santa Catarina para que batalhassem no Rio Grande do Sul e que assegurassem ao Brasil a posse daquela capitania.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Harvnb.</ref>

Originário da religião católica, o nome homenageia a santa padroeira do estado.<ref name=":0" /><ref name="Revista Galileu" /> Os romanos cultuavam uma divindade antiquíssima, Sancus, que não deixava violar as promessas e juramentos, mandando cumpri-las. Da sua denominação vem o verbo latino sancire, “consagrar”. Sanctus, “santo, consagrado, o qual tem que, sobretudo, ser tratado com respeito” é o particípio passado do próprio verbo. Etimologicamente, o termo Catarina vem do grego ekaterina (?????????), “puro, imaculado”.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

História[editar]

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Período colonial e imperial[editar]

Arquivo:Sfs chegada.jpg
Chegada dos franceses liderados por Gonneville à terra que futuramente seria São Francisco do Sul.

No começo do século XVI, a região que é hoje o estado catarinense era povoada pelos carijós, tribo do grupo tupi-guarani, catequizados (que se instruíram e pacificaram no catolicismo romano) desde 1549.<ref>Predefinição:Harvnb.</ref>

A partir do início da época em que o Brasil foi descoberto, expedições vindas de Portugal e Espanha visitaram a costa catarinense.<ref name=":02" /> No ano de 1526, Sebastião Caboto, viajando ao rio da Prata, tinha passado pela ilha então denominada dos Patos e a chamou de Santa Catarina. D. João III doou as terras continentais para Pero Lopes de Sousa em 1534. No entanto, em todos os anos do século XVI, as terras ficaram desabitadas, recebiam a visita de jesuítas, colonizadores espanhóis e portugueses, porém, sem população permanente.<ref name=":02" />

Os portugueses somente começaram a se interessar pela região na metade do século XVII. No ano de 1658, a povoação permanente mais antiga do estado, o povoado de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco, foi fundada por Manuel Lourenço de Andrade e seus amigos.<ref name=":02" /> Em 1675, o bandeirante paulista Francisco Dias Velho, seguido de seus filhos, escravos e criados, criou a povoação de Nossa Senhora do Desterro (hoje Florianópolis) na ilha de Santa Catarina. Em 1676, o povoado de Laguna foi estabelecido por Domingos de Brito Peixoto. Criou-se a Capitania de Santa Catarina, vinculada à de São Paulo, em 1738. A capitania desmembrou-se de São Paulo e passou a pertencer à do Rio de Janeiro, em 1739.<ref name=":02" /> Um sistema defensivo insular foi criado e cerca de cinco mil imigrantes açorianos começaram a povoar a ilha e o litoral da capitania, de 1748 a 1756. Portugal e Espanha entraram em guerra. Em consequência disso, a ilha de Santa Catarina foi devastada e invadida por tropas espanholas em 1777. Os espanhóis foram obrigados pelo Tratado de Santo Ildefonso a devolver a região que haviam conquistado.<ref name=":02">Predefinição:Harvnb.</ref>

A Capitania de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, fundada pelo Marquês de Cascais em 1656,<ref>Predefinição:Harvnb.</ref> substituiu a Capitania de Santana,<ref name=":6">Predefinição:Harvnb.</ref><ref>Predefinição:Harvnb.</ref> que teve início na foz da baía de Paranaguá e fim na atual cidade catarinense de Laguna.<ref name=":6" /><ref>Predefinição:Harvnb.</ref><ref>Predefinição:Harvnb.</ref><ref>Predefinição:Harvnb.</ref> Tem como limites a de Santo Amaro (parte da segunda seção da de São Vicente) ao norte,<ref name=":6" /> as águas salgadas do oceano Atlântico a leste<ref name=":7">Predefinição:Citar web</ref> e o Governo do Rio da Prata e do Paraguai a oeste,<ref>Del Vas Mingo, Marta Milagros (1986). Las Capitulaciones de Indias en el siglo XVI. Edición Cultura Hispánica del Instituto de Cooperación Iberoamericana por la conmemoración del V centenario del descubrimiento de América. Madrid.</ref> estados extintos delimitados pelo Tratado de Tordesilhas.<ref name=":7" /><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Com a independência do Brasil que foi proclamada, a capitania foi elevada à categoria de província. A Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul em 1835, teve suas consequências sofridas pela então província. Em julho de 1839, a República Juliana foi proclamada pelos revolucionários, chefiados por Giuseppe Garibaldi e David Canabarro, que tinham tomado Laguna. Derrotados pelas tropas do Império do Brasil, os rebeldes deixaram Laguna.<ref name=":02" /> O novo país sul-americano teve curta duração, pois, quando sua independência foi proclamada, deixou de pagar à República Rio Grandense por falta de dinheiro.<ref>Predefinição:Citar livro</ref> Em 1840, as trincheiras farroupilhas mais recentes foram extintas. Em meados do século XIX vieram os imigrantes europeus, especialmente alemães e italianos, estes últimos em quantidade muito pequena. Foram criadas as colônias de Dona Francisca, atual Joinville, em 1850, Blumenau em 1852 e Brusque em 1860.<ref name=":02" />

Período republicano[editar]

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A proclamação da República foi apoiada pela província agora elevada à categoria de unidade federativa em 17 de novembro de 1889, data que aparece na bandeira e no brasão estadual, no entanto, a revolta do governador indicado, que aderiu à Revolução Federalista gaúcha em 1893, foi contrária ao governo central. Desterro foi transformada em base naval da esquadra revolucionária chefiada por Custódio José de Melo.<ref name=":02" />

Arquivo:Mapa do estado de Santa Catarina.tif
Mapa do Estado de Santa Catarina, 1907. Arquivo Nacional.
Arquivo:Contestado-war02.jpg
Mapa da Guerra do Contestado no Museu do Contestado, em Caçador.

As lutas expandiram-se por toda a costa de Santa Catarina. Derrotados em 1894, os revolucionários foram seriamente castigados pelas tropas legalistas. Em 1894, Hercílio Luz foi escolhido por voto popular como governador e elaborou uma política que pacificasse a região e que reparasse os problemas infraestruturais que o estado sofreu. Homenageando Floriano Peixoto, a cidade de Desterro recebeu o nome de Florianópolis, após uma reviravolta que custou a vida dos defensores da revolução.<ref name=":02" />

No ano de 1912, teve início a Guerra do Contestado, conflito de oposição entre os habitantes empobrecidos da região que se situa entre os rios Negro, Iguaçu, Pelotas e Uruguai, e as forças oficiais. José Maria de Santo Agostinho, um curandeiro considerado sagrado, liderava os sertanejos, além do Paraná e Santa Catarina disputarem a região onde moravam, motivo pelo qual a área recebeu o nome de Contestado.<ref name=":02" /> Ambas as unidades federativas se desentenderam e os sertanejos lutaram contra as forças oficiais, e tudo isso somente deixou de existir em 1916. Em 1930 o território de Santa Catarina foi invadido pelas forças revoltosas, as quais saíram do Rio Grande do Sul, apesar da resistência de Florianópolis, que se estendeu até a vitória da revolução no país inteiro.<ref name=":02" />

Na época da Segunda Guerra Mundial, foi necessário que o problema da infiltração nazista fosse enfrentado no estado, em que o esforço militar brasileiro não conseguiu ser prejudicado por agrupamentos de alemães, diante de uma tentativa infrutífera. Em toda a administração de Getúlio Vargas, até 1945, interventores governaram o estado. Desde os anos 1950, colaborou ao progresso catarinense o estímulo concedido para que o extremo oeste e o centro do estado fossem povoados por colonos ítalo-brasileiros que vieram do Rio Grande do Sul. A Universidade Federal de Santa Catarina foi criada em 1960 e a Universidade para o Desenvolvimento do Estado de SC foi fundada em 1965, e tudo isso impulsionou em muito a educação estadual.<ref name=":02" />

Após um grande período de eleições indiretas para governadores no Brasil, Esperidião Amin foi escolhido por voto popular em 1982. Foi substituído pelo governante eleito Pedro Ivo Campos (1987–1991). No mês de março de 1991, tomou posse do poder executivo Vilson Pedro Kleinübing, do PFL (hoje Democratas), renunciando em abril de 1994 e sendo trocado por Konder Reis, que concluiu o mandato. Nas eleições de 1994, foi escolhido por voto popular Paulo Afonso Evangelista Vieira, que tomou posse do poder executivo estadual em 1995, ficando no cargo até 1999, quando foi substituído por Esperidião Amin. Luiz Henrique da Silveira venceu as eleições de 2002, permanecendo no cargo até 2006, no momento em que assumiu seu vice Eduardo Pinho, que completou o mandato. Luiz Henrique da Silveira, eleito em 2006, foi substituído por Leonel Pavan, que concluiu o mandato. Em 2010, Raimundo Colombo foi eleito governador, sendo reeleito em 2014. Raimundo Colombo ficou no cargo até 2018, quando foi sucedido pelo seu vice Eduardo Pinho Moreira.<ref name=":17">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2018, Carlos Moisés foi eleito governador,<ref>Predefinição:Citar web</ref> assumindo o governo do estado em janeiro de 2019.<ref name=":43">Predefinição:Citar web</ref>

Geografia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Santa Catarina é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizada no centro geográfico da região Sul, numa posição de estratégia na UNASUL. Suas divisões administrativas limítrofes são os estados brasileiros do Paraná, ao N e o Rio Grande do Sul, ao S e a província argentina de Misiones a O, além do oceano Atlântico a L.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O fuso horário é igual ao de Brasília: três horas anteriores em relação a Greenwich, UTC-3.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Uma vez anualmente, com frequência de outubro a fevereiro, é adotado o horário de verão, em que se adiantam os relógios em uma hora para economia de energia.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Geomorfologia e hidrografia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Com 77% de seu território com altitude superior a 300 metros e 52% com altitudes superiores a 600 metros, Santa Catarina destaca-se dentre as unidades federativas brasileiras de relevo mais alto. Quatro unidades geomorfológicas, que vão do litoral ao interior, formam o relevo estadual:<ref name=":1" /> baixada litorânea, serra do Mar, planalto paleozoico e basáltico.<ref name=":1">Predefinição:Harvnb.</ref>

A baixada litorânea engloba as terras que se localizam numa altitude menor que 200 metros. Na parte norte, é bem alargada, entrando sertão adentro, por meio dos vales que correm da serra do Mar. Em direção ao sul, é progressivamente curta.<ref name=":1" /> Ela é dominada pela serra do Mar na parte oeste. Menos na porção setentrional do estado, em que compõe a borda montanhosa de um planalto razoavelmente médio, a serra possui traço bem diversificado em relação ao demonstrado por ela em demais unidades federativas como Paraná e São Paulo. Em Santa Catarina, constitui uma faixa de montanhas, com altitude superior a mil metros, formada por um grupo de maciços separados pela profundidade dos vales dos rios que descem para o oceano Atlântico.<ref name=":1" />

Na retaguarda da serra do Mar, a superfície aplainada do extenso planalto paleozoico divide-se em espaços separados pelos cursos de água que descem em direção ao oceano Atlântico. A altura do planalto paleozoico é perdida na direção norte-sul; no sul do estado vai se confundindo com a planície litorânea, já que a serra do Mar não vem para esta região de Santa Catarina.<ref name=":1" />

A maioria do território da unidade federativa é abrangida pelo planalto basáltico. Este é constituído por sedimentos basálticos (derrames de lava), que se alternam com depósitos areníticos, tendo como limite a leste uma borda montanhosa denominada de serra Geral. Na porção setentrional do território estadual, a borda do planalto basáltico está situada no sertão; em direção ao sul, chega aos poucos perto do litoral até o seu declive direcionado ao mar. A área do planalto é razoável e inclina-se com leveza para oeste. Vales aprofundados foram abertos pelos rios que descem em direção ao estado vizinho do Paraná.<ref name=":1" /> São pouco férteis os terrenos da floresta ombrófila mista, da mesma forma que os solos dos campos, os quais se aproveitam para a pecuária leiteira e de corte. Os solos de floresta subtropical úmida caracterizam-se por sua fertilidade, apesar de seu grande desgaste por sua utilização imprópria.<ref>Predefinição:Harvnb.</ref>

Os rios que descem pelo território do estado fazem parte de ambos os sistemas autônomos delimitados pelas serras Geral e do Mar. A bacia do Atlântico Sul é constituída por bacias delimitadas entre si, como as dos rios Itajaí-Açu, Tubarão, Araranguá, Tijucas e Itapocu.<ref name=":2" /> No sertão do estado, duas bacias se juntam para que formem a bacia da Prata: a do Paraná, cujo afluente de maior importância é o rio Iguaçu, e a do Uruguai, que tem como maiores afluentes os rios Pelotas, Canoas, Chapecó e do Peixe.<ref name=":2" />

Clima, vegetação e biodiversidade[editar]

Predefinição:Artigo principal

O território catarinense abrange dois tipos climáticos, a saber: o subtropical úmido com verões cálidos (Cfa) e o úmido com estios amenos (Cfb). O subtropical Cfa é o tipo climático da baixada litorânea e das porções de menor altitude do planalto (extremidade oeste e vale do rio Uruguai). Possui temperaturas médias registradas de 20?°C, na baixada e no vale do Uruguai, e 18?°C, na extremidade oeste; a quantidade de chuvas, com boa distribuição ao longo do ano, alcança 1 500 mm por ano.<ref name=":2">Predefinição:Harvnb.</ref>

O subtropical Cfb é o tipo climático do restante do planalto. Possui temperaturas médias registradas entre 16 e 18?°C, porém, as de verão e de inverno são diferentes, por isso há grande amplitude térmica ao longo do ano. As invernadas são bem frias: em algumas regiões, são observados anualmente cerca de 25 dias de geada. A quantidade de chuvas é igual à do tipo anterior. O fato único, no entanto, é que uma diminuta porção chuvosa cai no formato de neve na região de São Joaquim,<ref name=":2" /> especialmente a do Brasil onde mais neva,<ref>Predefinição:Citar web</ref> assim como em nações do hemisfério norte como Canadá, EUA e Rússia.<ref group="nota">Veja a localização dos climas do mundo em Ficheiro:World Koppen Map.png.</ref> Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Urubici e Urupema são os municípios mais gelados do estado e encontram-se dentre os mais gelados do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No entanto, a mais baixa temperatura que já se registrou no país, Predefinição:Fmtn, aconteceu no município de Caçador, em Predefinição:Dtlink.<ref name="Mínima_absoluta">Predefinição:Citar web</ref> No fim de novembro de 2008, enchentes depois que choveu muito foram sofridas por certas regiões do estado, especialmente o Vale do Itajaí.<ref name=":40">Predefinição:Citar web</ref> Diversas cidades ficaram ilhadas e algumas foram devastadas.<ref name=":40" /> Predefinição:Imagem dupla

A vegetação original do estado abrange duas formações vegetais: florestas e campos. As florestas, ocupantes de 65% do território de Santa Catarina, foram muito desflorestadas. No entanto, a silvicultura cresceu bastante, porque o governo incentivou muito para que acontecesse tal reflorestamento e também porque a indústria de madeira se desenvolveu. No planalto, são apresentadas no formato de florestas que misturam coníferas (araucárias) e latifoliadas e, na baixada e sopé da serra do Mar, somente como floresta latifoliada. Os campos aparecem como manchas que se espalham dentro da floresta mista. Os principais são os de São Joaquim, Lages, Curitibanos e Campos Novos.<ref name=":2" />

O estado de Santa Catarina tem em seu território o registro de cerca de 600 espécies de aves,<ref>Predefinição:Citar web</ref> cerca de 150 mamíferos,<ref>Predefinição:Citar periódico</ref> cerca de 140 denominações sistemáticas de anfíbios<ref>Predefinição:Citar livro</ref> e cerca de 1150 Lepidoptera (borboletas e mariposas),<ref>Predefinição:Citar periódico</ref> bem como o cadastro de cerca de Predefinição:Fmtn plantas vasculares.<ref>Predefinição:Citar livro</ref> Predefinição:Panorama

Demografia[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Anexo Predefinição:Crescimento populacional de Santa Catarina

A população do estado de Santa Catarina no censo demográfico de 2010 era de Predefinição:Fmtn habitantes, sendo a 11.ª unidade da federação mais populosa do país, concentrando cerca de 3,3% da população brasileira<ref name="IBGE_Pop_2010">Predefinição:Citar web</ref> e apresentando uma densidade demográfica de 65,29 moradores por quilômetro quadrado (a oitava maior do Brasil).<ref>Predefinição:Citar web</ref> De acordo com este mesmo censo demográfico, 83,99% dos habitantes viviam na zona urbana e os 16,1% restantes na rural.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Ao mesmo tempo, 50,38% eram do gênero feminino e 49,52% do masculino, tendo uma razão de sexo de 98,48.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em dez anos, o estado registrou uma taxa de crescimento populacional de 16,80%.<ref name="Evolução populacional paranaense">Predefinição:Citar web</ref>

Dos 293 municípios catarinenses, apenas um tinha população acima dos quinhentos mil: Joinville, no nordeste do estado. Outros onze tinham entre Predefinição:Fmtn e Predefinição:Fmtn (Florianópolis, Blumenau, São José, Chapecó, Criciúma, Itajaí, Jaraguá do Sul, Palhoça, Lages, Balneário Camboriú, Brusque e Tubarão), quinze de Predefinição:Fmtn a Predefinição:Fmtn, 34 de Predefinição:Fmtn a Predefinição:Fmtn, 60 de Predefinição:Fmtn a Predefinição:Fmtn, 64 de Predefinição:Fmtn a Predefinição:Fmtn, 96 de Predefinição:Fmtn a Predefinição:Fmtn e doze até dois mil (Alto Bela Vista, Ibiam, Marema, Cunhataí, São Miguel da Boa Vista, São Miguel da Boa Vista, Macieira, Barra Bonita, Tigrinhos, Jardinópolis, Presidente Castello Branco e Paial).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Sua capital, Florianópolis, com seus Predefinição:Fmtn habitantes, concentrava 6,7% da população estadual,<ref>Predefinição:Citar webPredefinição:Ligação inativa</ref> além de possuir a sexta maior densidade demográfica, cinco vezes menor que Balneário Camboriú, em relação aos demais municípios (627,24 hab./km²), enquanto Capão Alto, no noroeste, detinha a menos populacionalmente densa (2,06 hab./km²).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Índice de Desenvolvimento Humano de Santa Catarina é considerado alto conforme o PNUD. Segundo o último Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, divulgado em 2013, com dados relativos a 2010, o seu valor era de 0,774, estando na terceira colocação ao nível nacional e na primeira ao regional. Considerando-se o índice de longevidade, seu valor é de 0,860 (1.º), o do de renda é 0,773 (4.º) e o de educação é de 0,697 (3.º).<ref>Predefinição:Citar web</ref> O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,39 e a incidência da pobreza de 27,19%.<ref name="GINI">Predefinição:Citar web</ref> A taxa de fecundidade de Santa Catarina é de 1,71 filho por mulher, uma das mais baixas do Brasil.<ref name="Atlas_2013">Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Municípios mais populosos de Santa Catarina

Idiomas[editar]

Predefinição:Artigo principal

Falam-se em Santa Catarina ambos os agrupamentos de idiomas diferentes: as línguas autóctones<ref name=":4" /> e as alóctones, sendo certos desses os minoritários.<ref name=":5" /><ref name=":3" /><ref name=":11">Predefinição:Citar web</ref><ref name=":8" /><ref name=":9" /><ref name=":10" />

Há três línguas autóctones ou indígenas: caingangue, mbyá-guarani e xoclengue.<ref name=":4">Predefinição:Citar web</ref> Depois que o estado foi colonizado pelos europeus, idiomas alóctones ou de imigrantes apareceram e continuam existindo hoje, como o português, o talian e demais dialetos italianos,<ref name=":5">Predefinição:Citar web</ref> e os hochdeutsch ou deutsch e plattdüütsch, ou plattdietch. Faz parte deste o dialeto pomerano comum próximo a Blumenau e Pomerode.<ref name=":3">Predefinição:Citar web</ref><ref name=":11" /> Certos dialetos apareceram regionalmente, como o portunhol, uma combinação de português e castelhano que se fala nas regiões de fronteira com a Argentina,<ref name=":8">Predefinição:Citar web</ref> e o katarinensisch, originário da língua nacional da Alemanha.<ref name=":3" /> Demais núcleos linguísticos em menor escala abrangem castelhano, polaco, lituano, japonês, árabe, iídiche, etc.<ref name=":9">Predefinição:Citar web</ref><ref name=":10">Predefinição:Citar web</ref>

Religiões[editar]

Arquivo:Santuário madre paulina.JPG
Santuário Madre Paulina, construído em homenagem à primeira santa do Brasil e localizado no município de Nova Trento.

De acordo com o censo demográfico de 2010, a população de Santa Catarina é formada por católicos apostólicos romanos (73,07%); protestantes ou evangélicos (20,4%); espíritas (1,58%); testemunhas de Jeová (0,74%); mórmons (0,11%); c. a. brasileiros (0,17%); budistas (0,05%); novos religiosos orientais (0,04%), dentre os quais os messiânicos (0,03%); islâmicos (0,01%); ortodoxos (0,07%); umbandistas (0,14%); judaístas (0,02%); espiritualistas (0,03%); tradições esotéricas (0,17%); indígenas (0,03%); candomblezeiros (0,09%) e hinduístas (0,01%). Outros 3,27% não tinham religião, incluindo-se aí os ateus (0,29%) e agnósticos (0,6%); 0,29% seguiam outras religiosidades cristãs; 0,21% não tinham fé determinada; 0,04% não souberam, 0,04% outras religiões orientais e 0,03% não declararam.<ref name="Religião" />

Arquivo:IgrejaSagradaFamilia.jpg
Igreja de rito bizantino-ucraniano da Sagrada Família, em Iracema, Itaiópolis

Segundo a divisão da Igreja Católica no Brasil, Santa Catarina pertence à Regional Sul IV e seu território é dividido em uma província eclesiástica, formada pela arquidiocese de Florianópolis e pelas nove dioceses sufragâneas de Blumenau, Caçador, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville, Lages, Rio do Sul e Tubarão.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Santa Catarina também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, sendo a Igreja Universal do Reino de Deus, a congregação cristã, a batista e a Assembleia de Deus as maiores denominações. Como mencionado, 20,4% da população catarinense se declararam evangélicos, sendo que 10,98% pertenciam às igrejas de origem pentecostal, 4,20% às evangélicas não determinadas e 4,03% às de missão (4,87%).<ref name="Religião">Predefinição:Citar web</ref>

Composição étnica, migração e povos indígenas[editar]

Predefinição:Artigo principal

A população de Santa Catarina é composta basicamente por caucasianos, mestiços, afro-brasileiros e povos indígenas.<ref name=":15">Predefinição:Harvnb. </ref><ref name=":12">CABRAL, Oswaldo R. História de Santa Catarina. Rio de Janeiro, RJ: Laudes, 1970. </ref><ref name=":13">MATOS, Jacinto Antônio de. Colonização do Estado de Santa Catarina, Tip. de "O Dia": Florianópolis, 1917. 241 p.</ref><ref name=":14">EL-KHATIB, Faissal. História de Santa Catarina. Curitiba, PR: Grafipar, 1970. 4 v. </ref> No Brasil colonial, os colonizadores espanhóis foram os primeiros a iniciar o povoamento no território catarinense.<ref name=":12" /><ref name=":13" /><ref name=":14" /> Santa Catarina foi povoada por portugueses e demais imigrantes europeus (italianos, alemães, poloneses, ucranianos, lituânios, judeus, neerlandeses, belgas, suíços, austríacos, franceses, ingleses, irlandeses, noruegueses, suecos, dinamarqueses, checos, eslovacos, gregos, russos).<ref name=":12" /><ref name=":13" /><ref name=":14" /> Sobre a abolição da escravatura no Brasil,<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> diz um refrão do hino do estado com as seguintes palavras:<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Predefinição:Citação2

Arquivo:Aereal view of Florianopolis SC 69 03 2006.jpg
Vista aérea do centro de Florianópolis, fundada por vicentistas já em pleno século XVII.

Os vicentistas junto com indígenas aculturados iniciaram a colonização de São Francisco do Sul, Florianópolis e Laguna já no século XVII.<ref name=":15" /> Os portugueses, em sua maior parte, açorianos, vieram para Santa Catarina em 1748, para povoar e defender o Brasil meridional de inesperados ataques de espanhóis.<ref name=":15" /> Já, os castelhanos, que chegaram da Argentina, estavam a dominar terras portuguesas no sul do Brasil. Foram criadas colônias açorianas em pontos de estratégia na costa catarinense, que depois foram espalhadas por demais zonas do Brasil. Antes de 1753, entraram Predefinição:Fmtn açorianos no Brasil meridional, o que equivale a um terço da população inteira de Santa Catarina dos últimos anos do século XVIII.<ref name=":15" />

Um estudo genético feito em Costa da Lagoa e em São João do Rio Vermelho, duas comunidades afastadas catarinenses criadas por imigrantes açorianos, mostrou a permanência genética desta população perto da açoriana, apesar das colaborações africanas e indígenas. A ascendência dessas comunidades é sempre europeia em sua maioria (80,6% a 93,50%), mas não é restritamente açoriana, porque se detectou significativa miscigenação africana (12,6% a 4,1%) e indígena (6,8% a 2,4%).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Trezetilias17.jpg
Consulado da Áustria em Treze Tílias. A forte imigração europeia deixou legados como a influência linguística.

A imigração alemã em Santa Catarina começou em 1828, durante a fundação da colônia de São Pedro de Alcântara pelos primeiros 523 alemães, vindos de Bremen. O imperador Dom Pedro I, que queria colonizar o sul do Brasil e fazer a economia regional enriquecer, incentivou a chegada de alemães para o Brasil. Várias colônias alemãs foram fundadas no estado e expandiram-se pelo interior. As que mais tiveram bom sucesso foram as colônias de Blumenau, em 1850, e de Joinville em 1851.<ref name=":15" /> Ambas as colônias foram as que deram certo na colonização alemã no estado, porque foi por meio delas que os imigrantes alemães foram expandidos. Os alemães isolaram-se durante decênios em suas colônias, comunicando-se menos com o resto da população brasileira. Como resultado, os alemães, enfim, mantiveram seu idioma e hábitos intocados, sem que ganhassem uma grande quantidade de influências que viessem de fora.<ref name=":15" /> Esse afastamento fez com que surgisse em Santa Catarina uma fortalecida origem germânica, percebida em uma grande variedade de características da sua população. O estado catarinense tem atualmente a maior quantidade de filhos, netos e bisnetos de alemães no Brasil. Mais de 40% da população catarinense é originária da Alemanha.<ref name=":15" />

A imigração italiana foi a maior corrente imigratória já acolhida por Santa Catarina. Os italianos vieram ao estado em 1875, procedentes especialmente das regiões do Vêneto e da Lombardia.<ref name=":15" /> Dessa forma, como aconteceu com os alemães, fundaram-se mais de dez colônias de imigrantes italianos, sendo as mais desenvolvidas na região do vale do rio Tubarão.<ref name=":15" /> Criaram-se as mais antigas colônias de imigrantes italianos na costa catarinense. O clima com um pouco mais de calor e as doenças tropicais atingiram os imigrantes, levando assim colônias ao insucesso.<ref name=":15" /> No começo do século XX, italianos que vieram do Rio Grande do Sul migraram para o oeste de Santa Catarina, e ali as colônias italianas desenvolveram-se. Mais de 30% da população do estado são filhos, netos e bisnetos de italianos.<ref name=":15" />

Arquivo:Blumenau Brasil.jpg
Vista do castelinho da Moellmann em Blumenau.

Em agosto de 1869, veio ao porto de Itajaí, desembarcando do navio “Vitória”, o primeiro agrupamento de emigrantes poloneses da Alta Silésia, formado pelas famílias de Francisco Polak, Nicolau Wos, Boaventura Polak, Tomás Szymanski, Simão Purkot, Filipe Kokot, Miguel Prudlo, Simão Otto. No total, havia 64 pessoas.<ref name=":15" /> Estabeleceram-se na colônia Brusque, na região de “Sixteen Lots”. Mais de 5% da população catarinense são filhos, netos e bisnetos de poloneses (280 mil pessoas).<ref name=":15" />

Os escravos africanos e seus filhos, netos e bisnetos também contribuíram para formar o povo catarinense. No ano de 1796, os escravos formavam 22% da população da ilha de Santa Catarina e os forros 1,8%. Em 1864, a capital possuía 21 136 habitantes, e os escravos ainda eram por volta de 18% da população, ao passo que os “pardos e pretos” livres contavam 1381, 6,5% de todo o contingente.<ref>Da escravidão à liberdade na Ilha de Santa Catarina</ref>

Atualmente vivem no estado de Santa Catarina pouco mais de 16 mil indígenas, distribuídos em vinte e oito grupos, que ocupam área de Predefinição:Fmtn hectares de extensão. Um total de vinte e oito já se encontram demarcadas definitivamente pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do governo brasileiro responsável pela questão, e nelas se encontra a totalidade dos indígenas residentes no estado.<ref name="Terras indígenas do Paraná">Predefinição:Citar web</ref> Dessas, destaca-se a de maior área, a reserva indígena Xapecó, que abrange os municípios de Abelardo Luz, Ipauçu e Entre Rios.<ref name="Terras indígenas do Paraná" />

Arquivo:Casanv.jpg
Casa de pedra italiana na cidade de Nova Veneza.

Conforme pesquisa de autodeclaração do censo de 2010, 83,85% dos catarinenses declararam-se brancos, 12,61% pardos, 2,86% pretos, 0,41% amarelos e 0,25% indígenas, além dos sem declaração (0,01%).<ref name="Etnias">Predefinição:Citar web</ref> 99,81% eram brasileiros (99,72% natos e 0,10% naturalizados) e 0,19% estrangeiros.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Entre os brasileiros, 95,45% nasceram no Sul (82,11% no próprio estado) e 3,92% em outras regiões, sendo 2,37% no Sudeste, 0,95% no Nordeste (1,92%), 0,40% no Centro-Oeste e 0,21% no Norte.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Muitas pessoas migram de outros estados brasileiros para Santa Catarina em busca de trabalho ou melhores condições de vida. Dentre os estados, o Rio Grande do Sul tinha o maior percentual de residentes (6,76%), seguido por Paraná (6,58%) e São Paulo (1,59%).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Segundo uma pesquisa de 2013, a composição genética de Santa Catarina é a seguinte: 79,7% de sangue europeu, 11,4% africana e 8,9% indígena.<ref name="plosone.org">http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0075145#pone-0075145-g004 Revisiting the Genetic Ancestry of Brazilians Using Autosomal AIM-Indels</ref>

Hierarquia urbana e regiões metropolitanas[editar]

Santa Catarina localiza-se parcialmente na área influenciada pela capital paulista, em parte, na de influência de Porto Alegre. A cidade de São Paulo exerce domínio sobre a metade norte inteira, em que age nos centros modestos de Florianópolis e Blumenau, ao passo que a capital do RS vai dominando o sul, pelos mais intermediários de Lages e Joaçaba.<ref name=":32">Predefinição:Citar web</ref> As cidades mais populosas, fora a capital, são Joinville, Blumenau, Itajaí, São José, Lages, Chapecó e Criciúma.<ref name="IBGE_Pop_2016" />

Três regiões metropolitanas do Norte/Nordeste Catarinense, de Florianópolis e do Vale do Itajaí, instituídas pela lei complementar estadual n.º 162, de 1998, até serem extintas pela LCE n.º 381, de 2007, foram recriadas pela LCE n.º 495, de 2010. Em 2000, através da LCE n.º 221, foi instituída a Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, extinta em 2007 e recriada em 2010. As regiões metropolitanas Carbonífera e de Tubarão foram criadas em janeiro de 2002, extintas em 2007 e recriadas em 2010. Em 2007, a lei complementar estadual n.º 377 instituiu a RM de Chapecó.<ref name=":16">Predefinição:Citar web</ref> Em 2010, as RMs do Alto Vale do Itajaí e de Lages foram criadas pela LCE 495.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No ano de 2012, a lei complementar estadual n.º 571, instituiu as regiões metropolitanas do Contestado e do Extremo Oeste.<ref name=":16" />

Atualmente, Santa Catarina possui, ao todo, onze regiões metropolitanas, todas criadas por intermédio de leis complementares estaduais entre os séculos XX e XXI.<ref name=":16" />

Segurança pública e criminalidade[editar]

As mais importantes unidades das Forças Armadas em Santa Catarina com sede no estado são: no Exército Brasileiro, SC pertence ao Comando Militar do Sul (o qual possui um quartel-general em Porto Alegre)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e, junto com o Paraná, integra a 5.ª Região Militar e 5.ª Divisão de Exército,<ref>Predefinição:Citar web</ref> tendo sede na unidade federativa o 23.º Batalhão de Infantaria (Blumenau)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a 14.ª Brigada de Infantaria Motorizada;<ref>Predefinição:Citar web</ref> na Marinha do Brasil, Santa Catarina faz parte do 5.º Distrito Naval, sediado no Rio Grande,<ref>Predefinição:Citar web</ref> atuando no território estadual a Escola de Aprendizes-Marinheiros;<ref>Predefinição:Citar web</ref> na FAB, SC conta com uma base aérea (Florianópolis).<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Segundo a Constituição Federal de 1988 e a Estadual de 1989, os órgãos reguladores da segurança pública no estado de Santa Catarina são a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a P. Civil e o Instituto Geral de Perícias.<ref name=":03">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Constituição" />

De acordo com dados do “Mapa da Violência 2012”, publicado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que era de 6,7 em 1980, subiu para 13,0 em 2009 (ficando abaixo da média nacional, que era de 27,0). Entre 2000 e 2010, o número de homicídios subiu de 423 para Predefinição:Fmtn. Em geral, SC desceu uma posição na classificação nacional das unidades federativas por taxa de homicídios, passando da vigésima-sexta em 2000 para a vigésima-sétima em 2010. Florianópolis e RM possuíam taxas três vezes maiores que a do estado (16,9), enquanto, no interior, o mesmo era duas vezes menor que a média estadual (9,6).<ref name="Mapa da Violência 2012 - Paraíba">Predefinição:Citar web</ref>

Em 2000, 25 municípios registravam uma taxa de homicídios de 7,2, número que caiu para 4,7 em 16 cidades em 2010. Considerando-se todos esses municípios, totalizam-se 108. Entre os municípios acima de Predefinição:Fmtn, destaca-se apenas Joinville, que apresentou aumento relacionadamente equilibrado nos níveis de violência. Entre os municípios de 200 000 a 500 000 habitantes, se observa o maior aumento em Florianópolis, Blumenau e São José. Em segunda posição, no conjunto de 23 municípios abrangidos na faixa de 50 a 200 mil pessoas, destaca-se para os altos índices de violência e aumento de Itajaí, Balneário Camboriú e Navegantes. Ao mesmo tempo, a região metropolitana da capital registrou um forte aumento de 108,0% nas taxas de homicídios, enquanto o interior do estado tinha registrado uma queda de 9,6%.<ref name="Mapa da Violência 2012 - Paraíba" /><ref name=":34">Predefinição:Citar web</ref>

Conforme o “Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008”, também publicado pelo Instituto Sangari, as cidades catarinenses que apresentavam as maiores taxas de homicídios por grupo de cem mil habitantes eram: Santa Cecília (43,2), Lebon Régis (39,7), Abelardo Luz (34,1), Florianópolis (32,8), União do Oeste (31,2) e Planalto Alegre (31,1).<ref name=":35">Predefinição:Citar web</ref>

Governo e política[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Anexo

Arquivo:CruzeSousa Palace Florianopolis.jpg
Palácio Cruz e Sousa, antiga sede do governo catarinense e hoje Museu Histórico de Santa Catarina

Santa Catarina, assim como uma república, é governada por três poderes: o executivo, representado pelo governador, o legislativo, pela Assembleia Legislativa, e o judiciário, pelo Tribunal de Justiça, outros tribunais e juízes.<ref name="Constituição">Santa Catarina. Constituição, 1989. Constituição do Estado de Santa Catarina. Ed. atualizada com 62 Emendas Constitucionais – Florianópolis: Assembleia Legislativa, 2017.</ref> Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. A atual constituição do estado foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.<ref name="Constituição" /> Constituem símbolos estaduais a bandeira, o brasão e o hino.<ref name="Constituição" />

Desde 1823 a capital de Santa Catarina é Florianópolis, cuja denominação da cidade era Nossa Senhora do Desterro, em homenagem à sua santa padroeira. O nome foi alterado durante o término da Revolução Federalista, em 1894, e a população do município ainda contesta essa mudança. A denominação Florianópolis é uma homenagem ao então presidente Floriano Peixoto. Dessa denominação vem a alcunha Floripa, pela qual a cidade é conhecida.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O poder executivo catarinense está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e pode ser reeleito para mais um mandato. Ele é o responsável pela nomeação dos secretários de estado, que auxiliam no governo.<ref name="Constituição" /> A sede do governo estadual é o Centro Administrativo, localizado no bairro florianopolitano de Saco Grande.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Antes do Centro Administrativo, foram também sedes do governo o Palácio Cruz e Sousa, que é atualmente a sede do Museu Histórico de Santa Catarina, e o Palácio Santa Catarina, que se tornou sede após o primeiro ter sido tombado e tornado coleção de objetos raros.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Construída em 1952 e inaugurada em 1954, a residência oficial do governador do estado é a Casa d'Agronômica, no bairro florianopolitano de mesmo nome.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Desde o começo do período republicano, assumiu pela primeira vez o governo do estado o militar, engenheiro e diplomata Lauro Müller, que esteve no poder entre 2 de dezembro de 1889 e 24 de agosto de 1890. Depois da Revolução de 1930, que começou no Rio Grande do Sul, Santa Catarina foi o estado onde ocorreu a primeira invasão pelas forças que levariam Getúlio Vargas ao poder. Entre 1930 e 1945, interventores federais governaram o estado. No decorrer destes quinze anos, houve um pequeno período, entre 1935 e 1937, em que o Poder Executivo estadual foi dirigido por um governador eleito, Nereu Ramos, que o Estado Novo manteve como interventor em 1937.<ref name=":17" />

Foi apenas no ano de 1947 onde ocorreu a posse do primeiro governador eleito por sufrágio universal, Aderbal Ramos da Silva, escolhido democraticamente pela segunda vez para um mandato entre 1956 e 1961.<ref name=":17" /> Em 1966, assumiu o governador Ivo Silveira, escolhido por voto popular. Após essa época, dois governadores foram eleitos pela Assembleia Legislativa: Colombo Sales e Antônio Carlos Konder Reis; e um por voto popular, Jorge Bornhausen.<ref name=":30">Predefinição:Citar web</ref> O atual chefe do executivo catarinense é Carlos Moisés, tendo como vice, Daniela Reinehr.<ref name=":43" /> O vice-governador substitui o governador caso este renuncie sua posição, seja afastado do poder ou precise afastar-se do cargo temporariamente.<ref name="Constituição" />

O poder legislativo estadual é unicameral e exercido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Palácio Barriga Verde),<ref group="nota">Ver seção de Etimologia acima.</ref> formada por 40 deputados estaduais, eleitos de forma direta para mandatos quadrienais. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento estadual (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).<ref name="Constituição" /> No Congresso Nacional, a representação catarinense é de três senadores e dezesseis deputados federais.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O poder judiciário tem a função de julgar, conforme leis criadas pelo legislativo e regras constitucionais brasileiras, sendo composto por desembargadores, além dos tribunais de júri, juizados especiais e juízes de direito, substitutos e de paz.<ref name="Constituição" /> A maior corte do Poder Judiciário catarinense é o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, localizado no Centro Cívico Tancredo Neves.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Representações deste poder estão espalhadas pelo território estadual por intermédio de unidades denominadas de comarcas. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Santa Catarina possuía, em novembro de 2016, Predefinição:Fmtn eleitores, representando 3,403% do eleitorado brasileiro, o décimo maior do país.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Subdivisões[editar]

Predefinição:Lista principal Predefinição:Lista principal

Arquivo:Regiões Geográficas do Estado de Santa Catarina.svg
Divisão das regiões intermediárias em vermelho e das imediatas em cinza no Estado de Santa Catarina.

Surgiu como unidade política em 1738 com três cidades, sendo a mais antiga, São Francisco do Sul, fundada em 1658, e a última desse período foi Lages, criado em 1770.<ref name=":19">Predefinição:Citar web</ref> Com a Independência do Brasil as províncias foram organizadas em 1823 e nesse ano o território já estava dividido em quatro cidades.<ref name=":19" /> Do Império até a República passou de vinte para 295 cidades, sendo o sexto estado com o maior número de municípios e a terceira da Região Sul, atrás do Paraná.<ref name="anuario2012">Predefinição:Citar web</ref>

Os municípios são unidades constitutivas da União em patamar igual aos estados e são agrupados pelo IBGE em regiões geográficas intermediárias e imediatas. As regiões geográficas intermediárias congregam diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais, não constituindo uma entidade política ou administrativa, sendo utilizada apenas para fins estatísticos. Sete regiões geográficas intermediárias de Santa Catarina são: Florianópolis, Criciúma, Lages, Chapecó, Caçador, Joinville e Itajaí (ou Vale do Itajaí).<ref name="IBGE_DTB_2017">Predefinição:Citar web</ref><ref name=":22">Predefinição:Citar web</ref><ref name=":44">Predefinição:Citar periódico</ref>

As regiões geográficas intermediárias se subdividem em regiões geográficas imediatas, que constituem um agrupamento de municípios limítrofes, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. O estado é dividido em vinte e quatro regiões geográficas imediatas: Florianópolis, Criciúma, Tubarão, Araranguá, Lages, Curitibanos, Chapecó, Joaçaba-Herval d'Oeste, São Miguel do Oeste, Concórdia, Xanxerê, Maravilha, São Lourenço do Oeste, Caçador, Videira, Joinville, Mafra, São Bento do Sul-Rio Negrinho, Blumenau, Itajaí, Brusque, Rio do Sul, Ibirama-Presidente Getúlio e Ituporanga.<ref name="IBGE_DTB_2017" /><ref name=":22" /><ref name=":44" />

O governo do estado divide o território em regiões de gestão e planejamento, estabelecidas com o objetivo de centralizar as atividades das secretarias estaduais. Seus limites nem sempre coincidem com os das mesorregiões e microrregiões. As 35 regiões administrativas do estado são: Araranguá, Blumenau, Braço do Norte, Brusque, Caçador, Campos Novos, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Dionísio Cerqueira, Ibirama, Itajaí, Itapiranga, Ituporanga, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Laguna, Mafra, Maravilha, Palmitos, Quilombo, Rio do Sul, São Joaquim, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Seara, Taió, Timbó, Tubarão, Videira e Xanxerê.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Predefinição:Municípios de Santa Catarina

Regiões[editar]

Grande Florianópolis

Essa região, povoada por açorianos no século XVIII, possui um relevo de recortes, com baías, enseadas, manguezais, lagunas e cerca de quinhentos balneários naturais. É ainda uma das principais regiões de biodiversidade marinha do Brasil. As mais importantes cidades são Florianópolis, São José, Palhoça e Imbituba. As bases características da economia são pesca e o turismo.<ref name=":18">Predefinição:Citar web</ref>

Florianópolis, cidade-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário estaduais, localiza-se parcialmente numa ilha marítima com 523 quilômetros quadrados, a Ilha de Santa Catarina, e em parte no continente. É a capital com o mais alto IDH do Brasil e a terceira cidade que mais recebe turistas de outros países, estando à sua frente somente os municípios de Rio de Janeiro e São Paulo. Três pontes ligam a parte continental com a porção insular. Seus mais de 453 285 habitantes relacionam-se com a rapidez de uma cidade cidadã do mundo e com o silêncio dos vilarejos que os colonizadores açorianos ergueram. Os 100 balneários do município são em sua maior parte higienizadas e apropriadas para os banhistas aproveitarem as águas salgadas próximas ao litoral de toda a ilha.<ref name=":18" />

Vale do Itajaí
Arquivo:Brusque1.jpg
Panorama da cidade de Brusque

Um “pequeno pedaço da Alemanha” situado em Santa Catarina. Dessa forma é o Vale do Itajaí, que se localiza entre a Capital e o nordeste do estado. O legado dos pioneiros germânicos marcou a arquitetura em estilo enxaimel, a culinária e as festas típicas, os jardins muito caprichados e o fortalecimento da indústria de roupas. Seus morros, matas, rios e cachoeiras muito atraem os ecoturistas. Os mais importantes municípios são Itajaí, Blumenau, Balneário Camboriú, Itapema, Navegantes, Bombinhas, Gaspar, Pomerode, Indaial, Brusque, Guabiruba, Ituporanga, Rio do Sul e Porto Belo.<ref name=":18" />

Norte Catarinense

Com fortalecida cultura alemã, o nordeste do estado associa uma economia empreendedora respeitando a rica natureza. Fábricas de eletrodomésticos, produtos metálicos, em geral, máquinas, automóveis e demais veículos compartilham espaço com as espessas florestas da serra do Mar e as águas salgadas da baía de Babitonga na cidade de São Francisco do Sul. A região é muito rica e possui um elevado IDH. Seus municípios mais importantes são Joinville, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e São Francisco do Sul.<ref name=":18" />

Também nesta região, enriquecida de matas originais e reflorestadas, é concentrado o polo florestal catarinense — o de maior expressividade da América Latina, que compreende fábricas de madeira, móveis, papel e papelão. Municípios mais importantes: São Bento do Sul, Rio Negrinho, Canoinhas, Corupá, Mafra, Três Barras e Porto União.<ref name=":18" />

Planalto Serrano/Serra Catarinense

Predefinição:APO clima gelado e o turismo rural atraem muitos turistas a essa região, cujas fontes de renda são a pecuária e a indústria florestal. Devido às paisagens tranquilas e a neve que muito cai em certos municípios, a cada ano o planalto é visitado por milhares de pessoas no inverno. A rodovia da serra do Rio do Rastro, que vai descendo em curvas tortas de uma elevação de 1 467 metros ao nível do mar, é outro atrativo. Os municípios mais importantes são Lages, Curitibanos, São Joaquim, Urubici e Bom Jardim da Serra.<ref name=":18" />

Sul Catarinense/Região Carbonífera

A existência dos filhos, netos e bisnetos de imigrantes italianos é um aspecto característico da região. O visitante pode conhecer de perto as vinícolas e admirar a cultura italiana em festas típicas, bem como a colonização germânica, que existe em pouca quantidade. As mais importantes fontes de renda são o extrativismo mineral, indústria cerâmica (Eliane, Portinari) e de derivados do plástico (Grupo Incoplast/Copobras, Copaza, Canguru, etc). O sul do estado possui estações hidrotermais (Gravatal e Santa Rosa de Lima) e cânions (Lauro Müller e Urubici), bem como os famosos cânions Itaimbezinho e Malacara, os quais pertencem ao município de Praia Grande, e o cânion Fortaleza, o qual pertence à municipalidade de Jacinto Machado, e que são internacionalmente conhecidos por seus acidentes geográficos, como piscinas naturais, enriquecidos de biodiversidade. Seus municípios mais importantes são Criciúma, Içara, Tubarão, Laguna, Araranguá, Urussanga, Orleans e Braço do Norte. O sul de Santa Catarina também possui uma vasta potencialidade turística com Laguna, com suas ruas históricas e município onde nasceu Anita Garibaldi, Criciúma, com a única mina subterrânea do mundo que se abre para visitantes, e Morro dos Conventos com seus cânions costeiros. O sul catarinense, por causa da sua formosidade costeira, é visitado especialmente por turistas da Argentina e dos estados brasileiros do Paraná e do Rio Grande do Sul.<ref name=":18" />

Meio-Oeste

Nesta região de morros ondulados que se situa na parte central do estado estão localizadas comunidades pequenas e médias, povoadas por imigrantes da Itália, da Alemanha, da Áustria e do Japão. Sua principal fonte de renda é a agroindústria, pecuária e cultura da maçã. Também existem fábricas metalmecânicas e madeireiras. As cidades mais importantes são Caçador, Videira e Fraiburgo.

Arquivo:Chapeco01.png
Chapecó, capital do Oeste Catarinense.
Oeste Catarinense/Extremo-Oeste

Povoada por gaúchos, filhos em sua maior parte de alemães e italianos no século XX. Em Santa Catarina, criaram-se pessoas jurídicas como Sadia, Aurora, Perdigão e Seara, que produzem grande parte da produção de grãos, aves e suínos no Brasil. Frigoríficos grandes e médios associam-se aos produtores rurais num modelo de integração que deu certo: as empresas fornecedoras de tecnologia e insumos adquirem a produção de animais. A região inicia a exploração da potencialidade turística de suas fontes hidrotermais. Os municípios mais importantes são Chapecó, Joaçaba, Capinzal, Xanxerê, Concórdia, São Miguel do Oeste, Campos Novos, Xaxim, Treze Tílias, Piratuba e Maravilha.<ref name=":18" />

Economia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Arquivo:Tree Map-Exportacoes de Santa Catarina (2012).png
Exportações de Santa Catarina - (2012)<ref name="http">Predefinição:Citar web</ref>

A base principal de sua economia está nas seguintes atividades econômicas: a indústria (especialmente agroindústria, têxtil, cerâmica e metalmecânica), o extrativismo (minérios) e a pecuária.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Santa Catarina é o estado brasileiro que mais exporta frango e carne suína e sede da Brasil Foods (Itajaí), a mais rica companhia alimentícia brasileira. Dentre as indústrias, é sede de uma das empresas que mais fabricam motores elétricos no mundo, a Weg (Jaraguá do Sul), um dos que mais industrializam compressores, a Embraco (Joinville), e também a mais rica fundição latino-americana, a Tupy (Joinville). São muito expressivos os centros fabris de eletrodomésticos (e metalmecânica, em geral) na parte setentrional do estado, com grandes marcas brasileiras, como Consul e Brastemp (duas joinvilenses).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Santa Catarina possui a sexta economia brasileira, e, com o Paraná (quinto) e Rio Grande do Sul (quarto), detém 16,1% da economia do Brasil. O estado também exporta muito. É o quarto maior estado exportador do Brasil em 2012, perdendo somente para São Paulo (26,55%), Rio de Janeiro (12,88%) e Minas Gerais (12,72%), participando com 8,07%.<ref name="http">Predefinição:Citar web</ref> Suas exportações foram, em 2012, em Carne de Aves (19,82%), Tabaco em Rama (10,78%), Motores Elétricos (6,79%), Bombas de Ar (6,10%) e Peças para Motores (4,72%).<ref name="http" />

Setor primário[editar]

Arquivo:Downtown Joinville.jpg
Joinville, a maior cidade catarinense, município com o maior PIB do estado.
Arquivo:Itajai Aerial.jpg
Porto de Itajaí, um dos principais do país

O setor primário é o maior e mais relevante da economia catarinense ao nível nacional: em 2013, a agropecuária representava somente 5,0% do valor total adicionado à de todo o Brasil.<ref name=":20">Predefinição:Citar web</ref>

O produto mais importante da agricultura de Santa Catarina é o milho, plantado no planalto basáltico (depósitos de lavas derramadas), em que oferece ração para a suinocultura. Depois vêm a soja, o fumo, a mandioca, o feijão, o arroz (irrigadamente plantado nos pântanos da planície litorânea do vale do rio Itajaí), a banana e a batata-inglesa. O estado também produz muita cana-de-açúcar, alho, cebola, tomate, trigo, maçã, uva, aveia e cevada.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Criam-se bois especialmente em campo orgânico, de modo extensivo, e nas regiões de florestas, em pequena quantidade, com os bichos que se sujeitam à semi-estabulação.<ref name=":21">Predefinição:Harvnb.</ref> Nestas regiões onde a agricultura predomina, a criação é voltada aos porcos, principalmente no planalto basáltico, em que a milhocultura garante ração apropriada para os bichos. A criação de porcos progrediu bastante no estado, porque se desenvolveram os frigoríficos peritos em processar carne suína,<ref name=":21" /> como a Perdigão,<ref name=":25">Predefinição:Citar web</ref> a Sadia,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Aurora Alimentos<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a Seara,<ref>Predefinição:Citar web</ref> todas com sede no próprio estado de Santa Catarina. A avicultura se expandiu muito até hoje,<ref name=":21" /> com a chegada do frango Chester no mercado brasileiro na década de 1980.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name=":25" /> Em 2012, Santa Catarina foi também o segundo maior criador brasileiro de coelhos, com um efetivo de 37 501 rebanhos, somente atrás do Rio Grande do Sul e à frente do Paraná.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A pesca exerce fundamental função na economia de Santa Catarina, que é um dos estados que mais produzem pescado no Brasil.<ref name=":21" /> A pesca, especialmente a que se pratica em modelos pré-industriais, exerce fundamental função no quadro econômico estadual. Uma fonte de renda, que tem ligação com a procedência açoriana do povo, é desenvolvida mormente em Florianópolis, Navegantes e Itajaí.<ref name=":21" />

Devido à concorrência decisiva das riquezas minerais e vegetais, é provável que o estado desenvolva sua produção.<ref name=":23">Predefinição:Harvnb.</ref> Dentre as primeiras merecem destaque as reservas florestais, simbolizadas sobretudo pelos pinheirais, embora sejam muito explorados, e os ervais, os quais possibilitam a continuidade da produção estadual de erva-mate. Santa Catarina é um dos estados que mais produzem papel e celulose.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name=":23" />

Na extração mineral, as ocorrências de carvão, sobretudo nas regiões da planície litorânea (Urussanga, Criciúma, Lauro Müller e Tubarão), significam fator fundamental para que a economia da região se desenvolva.<ref name=":24" /> Os carvões de Santa Catarina são os mais harmoniosos do Brasil, não fosse a apresentação de suas dificuldades. São enriquecidos de pirita; têm altos teores de cinza, entre outros.<ref name=":24" />

A apresentação dos estados de exploração do carvão mineral tem melhorado sensivelmente, do ponto de vista da tecnologia e dos equipamentos utilizados. Santa Catarina tem ainda as mais extensas reservas de fluorita e sílex produzidas.<ref name=":24" /> Demais recursos minerais disponibilizados são os sedimentos calcários de Brusque, de mármore, de galeria argentífera e de minério de manganês; nem todos, no entanto, são objeto de exploração econômica.<ref name=":24" />

Setor secundário[editar]

Arquivo:Blumenau vista.jpg
Vista de Blumenau, um dos principais polos industriais do estado

O setor secundário é segundo mais relevante da economia catarinense ao nível nacional: em 2013, a participação da indústria representava 4,9% do valor total adicionado à de todo o Brasil.<ref name=":20" />

Os mais importantes centros industriais de Santa Catarina são Joinville e Blumenau.<ref name=":24">Predefinição:Harvnb.</ref> O primeiro possui personalidade variada, com indústrias têxteis, de alimentos, de fundições e fábricas de automóveis. A concentração da atividade industrial de Blumenau está nas seguintes fontes de renda: indústria têxtil, metalmecânica e de “softwares”.<ref name=":24" /> Além disso, as cervejarias artesanais expandiram-se recentemente.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No sertão do território estadual (inclusive os municípios de Imbituba, TubarãoCriciúma, Cocal do Sul, Içara e Urussanga), aparece um grande número de indústrias menores que têm ligação assim para a indústria madeireira como para o beneficiamento de produtos agropecuários.<ref name=":24" />

A atividade econômica de destaque na região norte-oriental do território estadual (entre Joinville e Jaraguá do Sul) é a fabricação de motocompressores, autopeças, refrigeradores, motores e componentes elétricos, máquinas industriais, tubos e conexões.<ref name=":24" /> Na porção meridional do território estadual (inclusive os municípios de Içara, Tubarão, Imbituba e Urussanga), por seu turno, estão concentradas as mais importantes indústrias de cerâmica de revestimento da federação brasileira.<ref name=":24" /> Santa Catarina também é o maior produtor brasileiro de louças e cristais.<ref name=":24" />

Setor terciário[editar]

Arquivo:Cap Harvey (ship, 2009) 002.jpg
Vista de um dos terminais do movimentado porto de Itajaí.

O setor terciário é o menos relevante para a economia catarinense ao nível nacional: em 2013, a participação dos serviços representava somente 3,6% do valor total adicionado à de todo o Brasil.<ref name=":20" />

Segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) realizada pelo IBGE em 2013, existiam no estado Predefinição:Fmtn empresas,<ref name="Pesquisa">Predefinição:Citar web</ref> das quais Predefinição:Fmtn eram locais.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em 2013, trabalharam para todas essas empresas, Predefinição:Fmtn trabalhadores, que totalizavam ao todo uma receita bruta de R$ Predefinição:Fmtn, juntos com salários e outras remunerações que somavam um total de Predefinição:Fmtn.<ref name="Pesquisa" />

Em Santa Catarina, existiam, em 2015, Predefinição:Fmtn agências (instituições financeiras), que renderam R$ Predefinição:Fmtn mil em operações a crédito, Predefinição:Fmtn mil em depósitos à vista do governo, Predefinição:Fmtn mil em privados, Predefinição:Fmtn mil em poupança, Predefinição:Fmtn mil a prazo e Predefinição:Fmtn mil em obrigações por recebimento.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Turismo[editar]

Predefinição:Artigo principal

O estado de Santa Catarina tem uma área territorial repleta de contrastes: as serras estão contrapostas à costa de lindas praias, baías, enseadas e mais de dez ilhas; na arquitetura, uma grande diversidade de municípios preserva as edificações características do tempo em que foi povoado. Ao passo disso, a capital, Florianópolis, é uma cidade de prédios inovadores e requintados, assinalada pela enorme existência dos jovens, dos esportes náuticos e dos campeonatos de surfe. Entre os balneários destacam-se Bombinhas, a qual se considera a capital brasileira do mergulho, e Balneário Camboriú, uma das praias mais famosas.<ref name=":26">Predefinição:Citar web</ref>

Atualmente, visitar o estado de Santa Catarina é uma possibilidade de entender uma característica mistura de nacionalidades, que é refletida não somente na cultura, porém, da mesma forma no patrimônio histórico. Além disso, há no estado outras grandes atrações, como as elevadas médias térmicas do verão, as quais trazem um grande número de turistas para seus belos balneários, que se distribuem por destinos como Balneário Camboriú, Bombinhas, Itapema, Garopaba, Joaquina, Praia Mole e da Vila em Imbituba. Neste lugar ocorre etapa do principal campeonato de surfe do mundo, o WCT; e o excessivo frio do inverno da Serra Catarinense com intensas geadas — de vez em quando seguido pela neve —, assegurando confortáveis apaixonados roteiros. Os mais conhecidos da serra são Lages e São Joaquim. Tanto no inverno como no verão, há muitas escolhas de passeios para todo o ano.<ref name=":26" />

No Vale do Itajaí — merecendo destaque Penha, em que existe o Beto Carrero World, e Blumenau — concentram-se destinos em que o bom é o turismo de negócios. Limitando-se com Blumenau está localizada Gaspar, cidade conhecida pela Igreja Matriz e pela Rota das Águas que contém mais de nove Parques Aquáticos, o mais conhecido o Parque Aquático Cascaneia. Já o município de Timbó destaca-se pelos excelentes locais para que se pratiquem esportes radicais como o “rafting”, “canyoning” e que sejam praticados verticalmente outros esportes. O município de Fraiburgo, que faz parte da Rota da Amizade, destaca-se ao cultivo da maçã, podendo ser conhecidas as várias fases desta cultura, como a floração da Malus domestica, o plantio dos frutos. Além disso, conta com a organização que existe na Terra da Maçã para que os visitantes sejam recebidos.<ref name=":26" />

Sabido como um pedaço da Europa que está encravado no Sul do país, o estado de Santa Catarina possui um dos mais altos índices de desenvolvimento econômico do Brasil, que se baseia na grande variedade de produção industrial. Um importante ponto turístico é o Farol de Santa Marta, o mais extenso das Américas e o terceiro maior do mundo.<ref name=":26" />

Tem sido crescente a movimentação turística, que vem principalmente de São Paulo e dos países da Prata para Santa Catarina.<ref name=":27">Predefinição:Harvnb.</ref> A mais importante concentração que atrai os turistas são os lindos balneários da ilha de Santa Catarina, além das praias de Laguna, Balneário Camboriú, Porto Belo e Itajaí.<ref name=":27" />

Também atrai a zona de colonização alemã, centralizada em Blumenau, porém, abrangendo, na periferia, Pomerode e Timbó e inclusive, no extremo norte, Joinville. Os antigos habitantes dos municípios da região ergueram as históricas casas de enxaimel (caibros atravessados de modo a segurar o barro, o qual constitui as paredes).<ref name=":27" /> Predefinição:Panorama

Infraestrutura[editar]

Indicadores
Serviços
Acesso à água 83,9% (2011)<ref name="PNAD2011_DOM-SERVICOS">Predefinição:Citar webPredefinição:Ligação inativa</ref>
Rede de esgoto 56,6% (2011)<ref name="PNAD2011_DOM-SERVICOS" />
Saúde
Mortalidade infantil 9,5‰ (2015)<ref name="EVN_TMI" />
Médicos 1,68 por mil hab. (2012)
Leitos hospitalares 2,43 por mil hab. (2012)
Educação
Educação infantil 274.329 matrículas (2011)<ref name="INEP_SEB">Predefinição:Citar web</ref>
Ensino Fundamental 851.180 matrículas (2012)<ref name="IBGE_EDUCACAO2012">Predefinição:Citar web</ref>
Ensino Médio 254.636 matrículas (2012)<ref name="IBGE_EDUCACAO2012" />
Ensino Superior 268.899 matrículas (2011)<ref name="INEP_SES">Predefinição:Citar web</ref>

Saúde[editar]

Considera-se bom o estado de saúde da unidade federativa, apesar de que algumas endemias do campo ainda não puderam ser erradicadas. Em 2009, a estrutura dos hospitais abrangia uma rede de Predefinição:Fmtn estabelecimentos, os quais contavam com Predefinição:Fmtn leitos, atendidos, em 2010, por Predefinição:Fmtn médicos, Predefinição:Fmtn enfermeiros e Predefinição:Fmtn auxiliares de enfermagem.<ref name="Serviços de saúde 2005">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Órgãos federais com prestação de serviços no estado:<ref name=":28">Predefinição:Harvnb.</ref> Departamento Nacional de Endemias Rurais (educação sanitária, atividades de saneamento básico, campanhas de vacinação contra a ancilostomose, doença de Chagas, febre-amarela, filariose, malária e tracoma), Serviço Nacional de Doenças Mentais, Serviço Nacional da Lepra e Serviço Nacional de Tuberculose.<ref name=":28" /> Em 2005, 79,1% da população catarinense possuía acesso à rede de água,<ref name="Dados do Portal Brasil sobre saneamento básico">Predefinição:Citar web</ref> ao passo que 82,6% eram beneficiados pela de esgoto sanitário.<ref name="Dados do Portal Brasil sobre saneamento básico" />

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2008, 76,6% da população catarinense avalia sua saúde como boa ou muito; 67,4% realiza consulta médica periodicamente; 48,0% dos habitantes consultam o dentista regularmente e 6,9% esteve internado em leito hospitalar nos últimos doze meses. 35,2% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e apenas 28,5% tinham plano de saúde. Outro dado significante é o fato de 71,9% dos habitantes declararem necessitar sempre do Programa Unidade de Saúde da Família — PUSF.<ref name="Serviços de saúde 2008">Predefinição:Citar web</ref>

Na questão da saúde feminina, 42,5% das mulheres com mais de 40 anos fizeram exame clínico das mamas nos últimos doze meses; 51,9% das pessoas do sexo feminino entre 50 e 69 anos, mamografia nos dois. 83,4% das mulheres entre 25 e 59 anos, preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três.<ref name="Serviços de saúde 2008" />

Educação[editar]

Em 2015, foram registradas matrículas de Predefinição:Fmtn discentes, nas 3 250 instituições educacionais de ensino fundamental em Santa Catarina, das quais 954 eram do estado, Predefinição:Fmtn do município, 383 da iniciativa privada e uma da União. No que diz respeito ao corpo docente, era igualmente formado por de Predefinição:Fmtn professores, dos quais Predefinição:Fmtn ensinavam em instituições de ensino do estado, 69 em escolas da União, Predefinição:Fmtn nas do município e Predefinição:Fmtn nas da iniciativa privada.<ref name=":29">Predefinição:Citar web</ref>

O ensino médio, em 2015, teve suas aulas dadas em 990 estabelecimentos com Predefinição:Fmtn discentes registrados por matrícula, atendidos por Predefinição:Fmtn docentes. Dos Predefinição:Fmtn alunos, Predefinição:Fmtn encontravam-se nas escolas do estado, Predefinição:Fmtn nas da União e Predefinição:Fmtn nas dos municípios e nas Predefinição:Fmtn da iniciativa privada.<ref name=":29" /><ref group="nota">1. O mesmo aluno pode ter mais de uma matrícula.

2. O mesmo professor pode atuar em mais de uma etapa e/ou modalidade de ensino. </ref>

Em 2010, a taxa de analfabetismo estadual era de 3,2%, a mais baixa do Brasil.<ref name="analfabetismo">Predefinição:Citar web</ref> A taxa de escolarização na faixa etária de 6 a 14 anos é de 99,2%, tornando o estado líder nesse quesito.<ref name="analfabetismo" /> Em 2009, 14,0% da população catarinense é de analfabetos funcionais.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O IDH-educação de Santa Catarina é o 3.º mais alto do Brasil (0,934).<ref name="Dados do Portal Brasil sobre educação">Predefinição:Citar web</ref>

As mais importantes instituições catarinenses de ensino superior do setor público são a Universidade Federal de Santa Catarina, a Universidade do Estado de Santa Catarina, a Universidade Federal da Fronteira Sul, o Instituto Federal de Santa Catarina, o Instituto Federal Catarinense. Já as universidades comunitárias são: Fundação Universidade Regional de Blumenau, a Universidade do Extremo Sul Catarinense, a Universidade do Sul de Santa Catarina, a Universidade do Oeste de Santa Catarina, o  Centro Universitário de Brusque — UNIFEBE; Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), o Centro Universitário Municipal de São José, a Universidade do Sul de Santa Catarina, a Universidade do Contestado, a Universidade do Vale do Itajaí, a Universidade da Região de Joinville, a Centro Universitário de Jaraguá do Sul, a Universidade Comunitária Regional de Chapecó e a Universidade do Planalto Catarinense.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Transportes[editar]

Predefinição:Artigo principal

Santa Catarina tem uma malha rodoviária que une as diferenciadas regiões do estado. As rodovias estaduais de Santa Catarina são geridas pelo Departamento de Transportes e Terminais, responsável por consertar e vigiar a maior parte das vias públicas que ligam as cidades e as zonas rurais do estado. A presença de pedágios, em suas rodovias, é proibida pela Constituição Estadual de 1989.<ref name=":30" />

As rodovias federais, geridas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, têm, em sua maior parte, pedágios da Arteris. A mais importante rodovia é a BR-101, que corta o litoral e é responsável pelo escoamento de boa parte da produção no estado. Outra rodovia principal é a BR-470, ligação do meio-oeste com o litoral. Liga-se com a BR-282 e com a BR-283 e, por si, transporta a produção agroindustrial, a qual é produto de exportação através do porto de Itajaí. Através da BR-280, que conecta a cidade de Porto União, no Planalto Norte, com o de São Francisco do Sul, ocorre o transporte da produção da indústria de móveis produzidos em São Bento do Sul e a de erva-mate em Canoinhas. Demais rodovias conhecidas são a BR-153 e a BR-116, a qual corta as cidades de Lages, Papanduva e Mafra, atravessando o estado até o limite com o Rio Grande do Sul.<ref name=":33">Predefinição:Citar web</ref><ref name=":31">Predefinição:Harvnb.</ref>

Cinco portos peritos constituem o sistema portuário do estado: São Francisco do Sul, Itajaí, Itapoá, Imbituba e Navegantes. O primeiro, que mais exporta, é o principal porto de grãos do estado. O de Itajaí, mais extenso do estado, é destinado principalmente para exportar açúcar e congelados e para transportar combustíveis, ao passo que Imbituba constitui um terminal de carvões e Laguna, porto de pesca.<ref name=":33" /><ref name=":31" />

As estradas de ferro, geridas em parte pela América Latina Logística, possui dois troncos principais, os quais atravessam o estado de norte a sul: o primeiro corta Mafra e Lages e o segundo passa por Porto União, Caçador e Joaçaba. No norte do estado, uma linha de leste a oeste conecta as cidades ao litoral, atendendo Porto União, Canoinhas, Mafra, São Bento do Sul, Joinville e São Francisco do Sul. Demais ferrovias catarinenses atendem o vale do Itajaí e a região mineradora carbonífera, conectando-a com os portos de Laguna e Imbituba.<ref name=":33" /><ref name=":31" />

Santa Catarina possui 32 aeroportos públicos e particulares,<ref name=":31" /><ref name=":33" /> sendo que apenas cinco realizam voos comerciais: Aeroporto Internacional Hercílio Luz em Florianópolis,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Ministro Victor Konder em Navegantes,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Lauro Carneiro de Loyola em Joinville,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Serafim Enoss Bertaso de Chapecó,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Diomício Freitas, perto de Criciúma, no sul do Estado e com inauguração recente em 2015,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Regional de Jaguaruna ou Humberto Ghizzo Bortoluzzi.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Serviços e comunicações[editar]

Predefinição:Artigo principal

Em Santa Catarina, há diversas empresas de abastecimento de água. Em 195 dos 295 municípios catarinenses, a empresa de água e saneamento básico é a Casan.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No que diz respeito à energia elétrica, há uma empresa em território estadual, Centrais Elétricas de Santa Catarina.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O proveito do potencial hidrelétrico catarinense nem sequer está completo e usinas termelétricas são as que fornecem boa parte do consumo estadual de energia. O carvão-vapor é utilizado para nutrir essas usinas, e isso colabora não apenas para que seja expandida a produção termelétrica como também garante comércio em desenvolvimento para a ampliação do consumo no estado.<ref name=":31" />

Em Capivari de Baixo está o mais extenso complexo termelétrico a carvão da América Latina. O Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda, com 857 megawatts, fazia parte da estatal Eletrosul Centrais Elétricas até a privatização, em 1997. Atualmente pertence à Tractebel Energia, empresa sediada em Florianópolis, filial do grupo francês GDF Suez. É importante ressaltar-se que nos últimos anos vem crescendo no estado a captação e a geração de energia a partir doutras fontes. Pode-se exemplificá-lo pela Usina de Cogeração Lages desde a biomassa gerada pelos resíduos da madeira, os parques eólicos de Bom Jardim da Serra e Água Doce, as usinas de Biogás a partir da captação do gás metano de dejetos de animais em Itapiranga e Pomerode e a começar de sólidos urbanos em Itajaí, da geração fotovoltaica na Megawatt Solar em Florianópolis (a maior da América Latina integrada a edifício) e na Cidade Azul (a mais extensa do Brasil e segunda da América Latina), localizada no município de Tubarão.<ref>RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio - Introdução aos Sistemas de Transporte no Brasil e à Logística Internacional - Edições Aduaneiras Ltda - 2000 - São Paulo - Pg. 43 - ISBN 85-7129-239-6</ref>

Estão presentes serviços de “internet” discada e banda larga (ADSL) sendo fornecidos por vários provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço de telefonia fixa é fornecido por algumas operadoras, como a Brasil Telecom.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O código de área (DDD) do estado é variável, entre 047 e 049.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No dia 17 de novembro de 2008, as regiões leste e sul começaram a serem atendidas pela portabilidade, junto com demais cidades de DDDs 85 e 88 (Ceará), 98 e 99 (Maranhão).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A secretaria que se encarrega das comunicações na Santa Catarina inteira é a Secretaria de Comunicação, atuante assim na assessoria da imprensa, como no “marketing e na Internet. Há vários jornais em diversos municípios do estado, exemplificando, A Notícia (em Joinville), Notisul (em Tubarão), A Tribuna (em Criciúma), Jornal de Santa Catarina (em Blumenau), Jornal Vale do Itapocu (em Jaraguá do Sul), Correio Lageano (Lages), Oi São José (São José), Jornal Médio Vale (Timbó), etc.<ref name=":36">Predefinição:Citar web</ref> Ambos os periódicos de maior influência do Brasil,<ref>Predefinição:Citar livro</ref> Diário Catarinense e Correio da Ilha, são catarinenses e suas sedes são mantidas na capital estadual.<ref name=":36" />

Na área televisiva, a mais antiga emissora de televisão do estado, a TV Coligadas (atual NSC TV Blumenau), foi fundada por uma sociedade composta por Wilson de Freitas Melro, Caetano de Figueiredo e Flavio Rosa, bem como demais 307 acionistas, em 1 de setembro de 1969.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Ao longo dos anos, diversas outras emissoras foram desenvolvidas no estado e receberam fama no Brasil e no estado, como foi o caso da NDTV, Record News Santa Catarina, a TV Barriga Verde, a NSC TV e a TV Canção Nova Florianópolis, totalmente sediadas na região metropolitana de Florianópolis,<ref name=":37">Predefinição:Citar web</ref> além de existir transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF).

Cultura[editar]

Predefinição:Artigo principal

Espaços culturais, museus e personalidades[editar]

Arquivo:Florianopolis Cruz e Sousa.JPG
Fachada do Palácio Cruz e Sousa, antiga sede do governo de Santa Catarina, em Florianópolis.

São sediadas em Santa Catarina várias instituições culturais, podendo ser citados o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, a Academia Catarinense de Letras e o Círculo de Arte Moderna. As principais bibliotecas são a Biblioteca Pública do Estado, a Biblioteca Pública Municipal do Estreito, as das diversas escolas da Universidade Federal (Florianópolis), a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fritz Müller (Blumenau), a Biblioteca Pública Municipal (Joinville) e a Biblioteca da Fundação Camargo Branco (Lages).<ref name=":38">Predefinição:Citar web</ref><ref name=":39" />

Os principais museus de Santa Catarina são o Museu Histórico (local de instalação na Casa de Santa Catarina, com armas, uniformes e objetos que pertenciam à Companhia Barriga Verde), a residência de Vítor Meireles, o Museu Etnográfico, Etnológico e Botânico, o Museu de Arte Moderna, o Museu do Índio, o Museu do Instituto Geográfico e Histórico, o Museu do Homem do Sambaqui (Florianópolis), o Museu de História Natural Dr. Fritz Müller (Blumenau), o Museu Arquidiocesano D. Joaquim (Brusque), o Museu Nacional do Mar, com embarcações do Brasil e do exterior (São Francisco do Sul), o Museu Municipal (de imigrantes, colonizadores e achados arqueológicos), o Museu Estação da Memória na histórica estação de trem (Joinville) e o Museu Histórico Pedagógico (Lages).<ref name=":38" /><ref name=":39" />

Entre os principais catarinenses ilustres nascidos dentro e fora do estado, podemos destacar: Antonieta de Barros, florianopolitana, professora e política; Atílio Fontana, gaúcho, empresário e político; Bruno e Hermann Hering, alemães, industriais; Carl Hoepcke, alemão, industrial; Carlos Renaux, alemão, político, comerciante e industrial; Diomício Freitas, orleanense, empresário e político; família Schürmann, florianopolitana, viajantes de veleiro; Filipe Schmidt, lageano, politico; Gustavo Kuerten, florianopolitano, ex-tenista; Hercílio Luz, florianopolitano, engenheiro e político; João David Ferreira Lima, advogado e professor; José Arthur Boiteux, tijuquense, jornalista, historiador e advogado; Juarez Machado, joinvillense, artista plástico; Lindolf Bell, timboense, poeta; Nereu Ramos, lageano, advogado e político; Paulo Evaristo Arns, forquilinhense, religioso; Raulino Reitz, religioso, botânico e historiador; Santa Paulina, italiana, religiosa, Vera Fischer, blumenauense, atriz; Willy Zumblick, tubaronense, pintor.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Monumentos, festas religiosas e folclore[editar]

Arquivo:Monumento "O Desbravador".jpg
Monumento "O Desbravador" em Chapecó.

Ao povoarem a Florianópolis de hoje, os açorianos haviam erguido um sistema de fortalezas, as quais atualmente são historicamente muito importantes. Na ilha de Anhatomirim encontra-se um desses fortes, a fortaleza de Santa Cruz, a qual, erigida em 1744, foi restaurada pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Das ruínas do forte de São José da Ponta Grossa (1740), na praia do Forte, possui-se uma das mais lindas visões da região.<ref name=":38" /><ref name=":39" />

Demais conhecidos monumentos são o Mercado Público e o prédio da Alfândega, construídos do final do século XIX, e a ponte Hercílio Luz (1926), uma das mais compridas pontes pênseis do planeta (Florianópolis) e o palácio dos Príncipes, construído em 1870 (Joinville). O patrimônio histórico cadastra por tombamento as ruínas e construções da ilha de São Francisco do Sul e da cidade de Laguna.<ref name=":38" /><ref name=":39" />

Dentre as festas religiosas tradicionais de Santa Catarina merecem destaque: a procissão do Senhor Jesus dos Passos, a festa de São Sebastião, a do Divino Espírito Santo (móvel, com três dias de duração) e a de Santa Catarina (padroeira do estado).<ref name=":38" /><ref name=":39" />

Das festas folclóricas, realizam-se as principais no mês de outubro em uma grande diversidade de cidades: em Criciúma, a Festa das Etnias; em Florianópolis, a Fenaostra; em Blumenau, a Oktoberfest, tradicional da Alemanha, que distribui chope, canções típicas e grupos de folclore; em Joinville, a Fenachopp; em Rio do Sul, a Kegelfest, no qual o atrativo, bem como a cerveja, é o bolão, jogo parecido com o boliche e com a bocha; em Treze Tílias, a Tirolerfest, celebração do dia em que os imigrantes vieram da Áustria; em Jaraguá do Sul, a Schützenfest, combinação de torneio de tiro com festival alimentar e cervejeiro; em Brusque, a Fenarreco; em Pomerode, a Pomerana; em Itapema, o Festival do Camarão; e, em Itajaí, a Marejada, com culinária de Portugal.<ref name=":38" /><ref name=":39">Predefinição:Citar web</ref>

Demais festas folclóricas famosas no estado são o terno de reis, em janeiro; o boi-de-mamão, em janeiro e fevereiro, uma aparência de pantomima onde é predominante a imagem de um boi de papelão ou madeira, acompanhada de pessoas, fantasia, dançarinos e cantores; e a farra do boi, na semana santa. Da culinária de Santa Catarina, os pratos mais famosos são a bijajica (bolinho de polvilho, ovos e açúcar, fritado em banha) e o Ente mit Rotkohl (marreco com repolho roxo), iguaria da região de Brusque. No mês de abril ocorre a Expofeira Nacional da Cebola no município de Ituporanga, período em que as festas são realizadas; o evento, toda edição, se firmou como habitual para excursões, promoção de agronegócios e divulgação de novas tecnologias no setor agropecuário. Entre maio e julho ocorre em Lages a Festa Nacional do Pinhão, com pratos típicos feitos de pinhão, considerado o mais importante festival tradicionalista brasileiro, e em Urussanga, no sul do estado, a Festa do Vinho e a festa Ritorno Alle Origini merecem destaque como festas da imigração italiana na unidade federativa.<ref name=":38" /><ref name=":39" />

Esportes[editar]

O futebol é o esporte mais popular no estado de Santa Catarina, seguido por vôlei, tênis, basquete, ciclismo e artes marciais. O futebol em Santa Catarina foi introduzido no início do século XX, tendo como principais equipes o Avaí, o Figueirense, a Chapecoense, o Joinville e o Criciúma, além de outros menores.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Já, o Campeonato Catarinense, realizado anualmente desde 1924, é o principal evento de futebol no estado, organizado pela Federação Catarinense de Futebol, contando com a participação de dez equipes na primeira divisão.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Os estádios Arena Condá, em Chapecó, e Heriberto Hülse, em Criciúma, são o maiores de futebol de Santa Catarina.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Santa Catarina é sede de eventos esportivos nas mais diversas modalidades, seja de importância local, nacional e até mesmo internacional, entre os quais os Jogos Abertos de Santa Catarina, os Joguinhos, a Olimpíada Estudantil (Olesc), os Jogos Escolares (JESC), Campeonato Escolar de Futsal (MOLEQUE), os Jogos Abertos Paradesportivos (PARAJASC), os Escolares Paradesportivos (PARAJESC), os Abertos da Terceira Idade (JASTI) e Dança Catarina, todos realizados pela secretaria estadual do esporte.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Dentre as principais personalidades do esporte catarinense estão: no tênis, Gustavo Kuerten, o maior tenista do Brasil e um dos maiores do mundo, filho do jogador amador Aldo Kuerten, que incentivou a educação pelo esporte, contribuindo nos torneios como juiz de cadeira;<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> no futebol, Wellington Saci e Filipe Luís;<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> no voleibol, Ana Moser,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Bárbara Bruch,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Carlos Schwanke,<ref name="pces2">Predefinição:Citar web</ref> Tiago Barth,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Thiago Henrique Sens,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e Rosamaria Montibeller;<ref>Predefinição:Citar web</ref> no basquete, Guilherme Teichmann,<ref>Predefinição:Citar web</ref> André Luiz Bresolin Goés,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Jimmy Dreher de Oliveira<ref>Predefinição:Citar web</ref> e Tiago Splitter;<ref>Predefinição:Citar web</ref> no ciclismo, Hans Fischer, morto em 1988;<ref name="books">Google Books - Placar Magazine - Morreu Fischer (23 de dezembro de 1988) Acessado em 24 de janeiro de 2017</ref> e nas artes marciais, Thiago Tavares (jiu-jitsu),<ref>Predefinição:Citar web</ref> Júnior dos Santos,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Leonardo Mafra,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Márcio Alexandre,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Rafael Silva (MMA)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e Wande Lopes (muay thai).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Panorama

Feriados[editar]

Em Santa Catarina, há dois feriados estaduais: o dia 11 de agosto, data magna do estado, e o dia 25 de novembro, festa litúrgica de Santa Catarina de Alexandria.<ref name=":41">Predefinição:Citar web</ref><ref name=":42" /> Estes feriados foram oficializados através das leis n.º 10 306/1996 e 12 906/2004, ambas revogadas pela Lei Estadual de SC n.º 16 719/2015.<ref name=":41" /><ref name=":42">Predefinição:Citar web</ref>

Ver também[editar]

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Bibliografia[editar]

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Ligações externas[editar]

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