Rio Grande do Norte

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Predefinição:Coor dms Predefinição:Info/Estado do Brasil Rio Grande do Norte é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado no nordeste da Região Nordeste e tem por limites o Oceano Atlântico a norte a leste, a Paraíba a sul e o Ceará a oeste. É dividido em 167 municípios e sua área total é de Predefinição:Fmtn, o que equivale a 3,42% da área do Nordeste e a 0,62% da superfície do Brasil, sendo um pouco maior que a Costa Rica. Com uma população de 3,479 milhões de habitantes, o Rio Grande do Norte é o décimo sexto estado mais populoso do Brasil, possuindo o melhor IDH e a maior renda per capita da região Nordeste<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a melhor expectativa de vida do Norte-Nordeste, chegando a 75,5 anos, a nona maior do país.<ref name="EVN_TMI"/>

Sua história se inicia a partir do povoamento do território que hoje é o Brasil, quando houve uma onda de migrações para os Andes, depois para o Planalto do Brasil, a região Nordeste, até chegarem ao Rio Grande do Norte. Ao longo de sua história, seu território sofreu invasões de povos estrangeiros, sendo os principais os franceses e holandeses. Em 1535, a então Capitania do Rio Grande estaria sendo doada pelo rei D. João III a João de Barros. Em 1822, quando o Brasil conquistou sua independência do Império Português, o Rio Grande do Norte passaria a se tornar província e, com a queda da monarquia e a consequente proclamação da república em 1889, a província se transforma em um estado, tendo como primeiro governador Pedro de Albuquerque Maranhão. A capital do estado é Natal e sua atual governadora é Fátima Bezerra, eleita nas eleições estaduais realizadas em 2018.

Devido à sua localização geográfica, que forma um vértice a nordeste da América do Sul, o Rio Grande do Norte é tido como uma das "esquinas" do Brasil e do continente, posição que também lhe confere uma grande projeção para o Atlântico (a maior dentre os estados brasileiros).<ref name="Hist-RN" >Predefinição:Citar livro</ref> Seu litoral, com extensão aproximada de quatrocentos quilômetros, é um dos mais famosos do Brasil. Na economia, destaca-se o setor de serviços. Devido ao seu clima semiárido em parte do litoral norte, o Rio Grande do Norte é responsável pela produção de mais 95% do sal brasileiro. Na bandeira nacional brasileira, o estado é representado pela estrela Shaula (? Scorpius).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

História[editar]

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Pré-história e período pré-colonial[editar]

A história do Rio Grande do Norte começa ainda na pré-história, bem antes da chegada dos europeus ao continente americano. Entre Predefinição:Fmtn e Predefinição:Fmtn anos atrás, estava começando o povoamento do território brasileiro. Os povos primitivos do Brasil teriam migrado para os Andes, depois o Planalto do Brasil, a região Nordeste, até chegarem ao Rio Grande do Norte.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Inicialmente, o território potiguar era habitado por animais da megafauna e, algum tempo depois, começou a ser povoado por caçadores e coletores primitivos. Alguns desses povos primitivos deixaram vestígios que se encontram atualmente nos sítios arqueológicos de Angicos e Mutamba II,<ref>Predefinição:Citar web</ref> onde foram deixados rochas e vestígios de arte rupestre nas paredes das cavernas, desde inscrições até pinturas, cujo significado ainda é discutido, mas, entre várias teorias, a mais aceita afirma que tais vestígios serviam como instrumento de comunicação, pretendendo transmitir uma mensagem pela escrita (que, na época, era muito diferente da atual) e não como manifestação artísticas.<ref name="Inscrições">Predefinição:Citar web</ref>

Na época próxima à descoberta do Brasil, o litoral potiguar era habitado por povos vindos do atual estado do Paraná e do Paraguai, que falavam o abanheenga, língua aglutinada e com reflexões verbais. Mais para o interior, nas regiões do Seridó, Chapada do Apodi e zona serrana, residiam os tapuias, povos indígenas que andavam totalmente nus, sem nenhuma cobertura, sem barbas e que depilavam todos os pelos existentes em seus corpos. As mulheres dessa tribo eram mais baixas que os homens e submissas aos seus maridos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Acredita-se que, antes mesmo da chegada dos portugueses, alguns navegadores espanhóis, como Alonso de Ojeda e Diego de Lepe, teriam chegado primeiro em terras norte-riograndenses.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Há também a tese de que, pouco antes da descoberta do Brasil, Pedro Álvares Cabral tenha atingido o Rio Grande do Norte na praia de Touros.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Período colonial[editar]

Arquivo:MarcodeTouros.jpg
O primeiro marco de posse colonial da terra brasileira por Portugal ocorreu em Touros e hoje se encontra no Forte dos Reis Magos, em Natal

A primeira expedição a alcançar terras pertencentes ao Rio Grande do Norte, que contava, inclusive, com a participação de Américo Vespúcio, começou em 10 de maio de 1501 e, depois de onze semanas de viagem, alcançou o Cabo de São Roque, onde foi fixado o primeiro marco de posse colonial português no Brasil. O comandante dessa expedição é incerto, e, entre vários nomes, o mais aceito é Gaspar de Lemos. Algum tempo depois, o litoral brasileiro começou a ser visitado por corsários e Portugal, ao saber disso, envia expedições para contê-las, primeiramente entre 1516 e 1519 e depois entre 1526 e 1528. Em 1534, o rei português D. João III divide a colônia do Brasil em um sistema de capitanias hereditárias e, entre elas, estava a Capitania do Rio Grande, de João de Barros, que possuía uma extensão de cem léguas. Em 1535, foi organizada uma expedição, que continha cinco naus, cinco caravelas, novecentos homens e mais de cem cavalos que foi comandada por Aires da Cunha e fracassou após sua morte. Mais a norte, os portugueses fundaram um povoado (Nazaré), onde permaneceram por três anos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em 1535, a então Capitania do Rio Grande foi doada pelo Rei Predefinição:Lknb a João de Barros. A colonização resultou em um fracasso e dá-se a invasão dos franceses, que começaram o contrabando do pau-brasil. Com a União Ibérica, Portugal ficou sob domínio da Espanha, o rei espanhol Felipe II lançou sua atenção sobre a colônia brasileira, especial sobre o Norte e Nordeste e, ao perceber o clima de ameaça francesa em tentar conquistar a capitania do Rio Grande, determinou, por meio de duas cartas régias (1596 e 1597), a expulsão dos franceses, a construção de uma fortaleza e a fundação de uma cidade.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Os franceses dominaram o Rio Grande até o ano seguinte, quando os portugueses, liderados por Jerônimo de Albuquerque e Manuel de Mascarenhas Homem, com objetivo de garantir a posse das terras, constroem a Fortaleza dos Reis Magos.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Expulsos os franceses e terminada a construção da fortaleza, João Rodrigues Colaço fundou a cidade de Natal em 25 de dezembro de 1599.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Predefinição:Imagem múltipla Em 21 de dezembro de 1631, uma frota de catorze navios com dez companhias de soldados veteranos, comandadas pelo tenente-coronel Hartman Godefrid Van Steyn-Gallefels, partiram de Recife com destino a Natal, onde desembarcam em Ponta Negra e, posteriormente em Genipabu, segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo. O capitão-mor Cipriano Pita Carneiro para conter os invasores holandeses, que desistiram de conquistar o Rio Grande.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Quase dois anos depois, em 5 de dezembro de 1633, uma outra esquadra comandada pelo almirante Jan Corneliszoon Lichthardt e com tropas sob o comando de tenente-coronel Baltazar Bijm partiram de Recife com direção à capitania Rio Grande. Ao se apossarem da capitania, os holandeses feriram Pero Mendes Gouveia, capitão-mor do Rio Grande, e tomaram a Fortaleza da Barra do Rio Grande, que passou a se chamar Castelo de Keulen, dando início ao domínio holandês na capitania.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Invasão_holandesa-RN">Predefinição:Citar web</ref>

Durante o período do domínio holandês, a Holanda se preocupava somente em dominar a explorar e ocupar a região, eliminando qualquer tipo de resistência,<ref name="Invasão_holandesa-RN"/> como ocorreu em 1645, quando o fanatismo religioso originou os massacres de Cunhaú e Uruaçu. Anos depois, mais atos de violência contra os holandeses viriam a ocorrer.<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/> Finalmente, em 1654, depois de 21 anos, o domínio holandês finalmente terminou no Rio Grande.<ref name="Invasão_holandesa-RN"/> Os batavos deixaram a capitania e lançaram fogo, deixaram um rastro de destruição. Anos depois, o Rio Grande se envolveu em um outro conflito, que contribuiu para agravar a situação e impedir o seu desenvolvimento local: a Guerra dos Bárbaros. Em 1695, Bernardo Vieira de Melo assume o governo da capitania e a região é finalmente pacificada.<ref name="História_5d">Predefinição:Citar web</ref>

Em 11 de janeiro de 1701, o Rio Grande do Norte é subordinado a Pernambuco e, posteriormente, à Paraíba. Durante todo o século XVIII, a agropecuária foi a base da economia potiguar. Em 1817, a capitania do Rio Grande do Norte adere à Revolução Pernambucana e uma junta do Governo Provisório se instala em Natal.<ref name="História_5d"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 18 de março de 1818, através de Alvará-Régio, o Rio Grande do Norte se liberta da Paraíba e José Inácio Borges assume o governo, até ser deposto em dezembro de 1821. A partir daí, uma junta assume o poder até a convocação de novas eleições.<ref name="RN_Independência_Repercussões">Predefinição:Citar web</ref>

Império[editar]

Em 7 de setembro de 1822, o Brasil tornou-se independente de Portugal. A notícia da independência levou quase três meses para chegar ao Rio Grande do Norte, que se tornou uma província.<ref name="RN_Independência_Repercussões"/> Em 1824, explode em Pernambuco uma revolta contra o autoritarismo do imperador brasileiro, D. Pedro I, a Confederação do Equador, que objetivava o projeto de uma república no Nordeste e, de Pernambuco, a revolta se espalhou pelas províncias vizinhas.<ref name="Insubordinação de Pernambuco"/> Na província do Rio Grande do Norte, o movimento foi caracterizado pela atuação de Tomás de Araújo Pereira, que tentou evitar a ocorrência de conflitos armados em território potiguar.<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/> No final, o movimento acabou sem obter sucesso após a chegada das tropas imperiais, que dominaram a revolta.<ref name="Insubordinação de Pernambuco">Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:JORNAL A RÉPUBLICA.jpg
Atual sede do Departamento Estadual de Imprensa (DEI), local de fundação do jornal A República, no século XIX

Antes mesmo da revolta, o Rio Grande do Norte já teria aderido às ideias republicanas em 30 de novembro de 1817, quando um documento enviado pelo Clube Republicano do Rio de Janeiro foi enviado ao local, e foi assinado por três vice-presidentes da província (Antônio Basílio, Ribeiro Dantas, Estevão José Barbosa de Moura e Manuel Januário Bezerra Montenegro), além de comerciantes, fazendeiros e senhores de engenho. A reação a esse movimento na província foi representada pelo Partido Liberal e pelo Partido Conservador e as divergências internas eram muito acentuadas, o que contribuiu para facilitar o desenvolvimento da campanha de substituição do regime monárquico pelo republicano.<ref name="HistóriaRN_7i"/>

Acredita-se que o início oficial da propaganda republicana na província do Rio Grande do Norte teria ocorrido no ano de 1851, com a publicação de um jornal dirigido por Manuel Brandão, de nome Jaguarari. Entre 1857 e 1875, com a participação de Joaquim Teodoro Cisneiro de Albuquerque, a campanha seguiu, o movimento cresceu e conseguiu obter mais organização. Em 1886, foi formado em Caicó, região do Seridó, um núcleo republicano, por Januncio Nóbrega e Manuel Sabino da Costa, intensificando cada vez mais o cenário republicano. Três anos depois, em 27 de janeiro de 1889, fundado no Rio Grande do Norte o Partido Republicano, com participação especial de Pedro de Albuquerque Maranhão (conhecido como Pedro Velho), mais tarde líder da campanha. Após a fundação do partido, foi criado o jornal "A República", que se tornou órgão oficial do partido recém-criado.<ref name="HistóriaRN_7i">Predefinição:Citar web</ref>

Ainda durante o Império, a escravidão, predominante do Brasil, também existia no Rio Grande do Norte. Com o objetivo de lutar pelo fim do regime de trabalho escravo, ocorreu em todo o país um movimento abolicionista. Em 30 de setembro de 1883, Mossoró, na região oeste da província, tornou-se uma das primeiras cidades brasileiras a abolir a escravidão, antes mesmo da assinatura da Lei Áurea, em 1888.<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/>

República Velha[editar]

Arquivo:Pedro Velho de Albuquerque Maranhão.png
Pedro Velho, primeiro governador republicano do Rio Grande do Norte

Finalmente, em 15 de novembro de 1889, a monarquia é derrubada e o regime republicano é adotado. O Rio Grande do Norte, assim como as demais províncias, transforma-se em estado. A vitória da campanha republicana no estado só foi confirmada no dia seguinte, quando José Leão Ferreira Souto assinou um telegrama destinado ao Partido Republicano.<ref name="Início da República">Predefinição:Citar web</ref> Em 17 de novembro de 1889, Pedro Velho toma posse como primeiro governador do estado, no entanto, permaneceu no cargo durante um curto período de tempo (de 17 de novembro a 6 de dezembro de 1889).<ref name="Início da República"/> Nos primeiros anos de República, o Rio Grande do Norte foi dominado pelo sistema oligárquico.<ref name="Inauguração do Sistema Oligárquico">Predefinição:Citar web</ref> Em oposição a esse regime, surge a figura do capitão José da Penha Alves de Souza, responsável por promover a primeira campanha popular no estado; este tentou, inclusive, lançar a candidatura do tenente Leônidas Hermes da Fonseca ao governo estadual, mas sem obter sucesso; mais tarde, José da Penha foi morar no Ceará.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No início do século XX, os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte ainda não possuíam seus limites definidos. Em 1901, a Assembleia Legislativa do Ceará elevou Grossos (que pertencia ao Rio Grande do Norte) à condição de vila e anexou-o ao território cearense. Depois, Pedro Augusto Borges, que era presidente (hoje governador) do Ceará na época, sancionou a resolução.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O governador do Rio Grande do Norte, Alberto Maranhão, protestou contra esta medida e os governos dos dois estados reagiram e enviaram tropas para a região disputada. O bom senso continuou prevalecendo, evitando assim um conflito armado. A controvérsia foi levada para decisão por meio de arbitramento, e o resultado final saiu favorável para o Ceará. Sendo assim, Pedro Velho convidou Rui Barbosa para defender a causa do Rio Grande do Norte,<ref>Predefinição:Citar web</ref> contando com a participação de Augusto Tavares de Lira. No final, o jurista Augusto Petronio, por meio de três acórdãos (1908, 1915 e 1920), deu ganho de causa ao Rio Grande do Norte, dando fim à Questão de Grossos.<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/>

Arquivo:Memorial da Resistência, Mossoró (RN).jpg
Memorial da Resistência, museu com exposições que destacam a invasão ao bando de Lampião a Mossoró em 1927.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em meados de 1920, o eixo econômico do Rio Grande do Norte, que era restrito apenas ao litoral, desloca-se para o interior do estado, dando início à segunda fase oligárquica no estado, inaugurada por José Augusto Bezerra de Medeiros, que só foi rompida com a Revolução de 1930.<ref name="Inauguração do Sistema Oligárquico"/> Em 1926, a Coluna Prestes, que já havia percorrido uma vasta parte do território brasileiro, chegou ao Rio Grande do Norte. O governador procurou, de maneira imediata, reforçar a segurança no estado e enviou o primeiro contingente da polícia militar para a região, onde ocorreram quase todos os combates entre autoridades policiais e rebeldes. A região do Seridó também corria riscos de ser invadida, por isso colocou suas forças policiais em alerta. Somente algum tempo depois, a Coluna Prestes saiu do estado.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No ano seguinte, em 10 de junho de 1927, o cangaceiro mais famoso do Nordeste, Virgulino Ferreira da Silva (conhecido popularmente como Lampião), e seu bando chegaram ao Rio Grande do Norte, percorrendo várias cidades da região oeste e deixando vários rastros de destruição<ref>Predefinição:Citar web</ref> e com destino à cidade de Mossoró, sofreram a única derrota da vida.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Revolução de 1930 aos dias atuais[editar]

Em 1930, eclodiu um movimento revolucionário, que deu fim à República Velha, causado principalmente por motivos de origem político-econômica, como o assassinato de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque em Recife e a fraude das eleições para a escolha do Presidente da República, que resultou na vitória do paulista Júlio Prestes, que foi impedido de assumir o cargo.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Durante a revolução, o Rio Grande do Norte era governado por Juvenal Lamartine, cujo governo era caracterizado pela dependência do governo federal e intolerância em combater os adversários. A partir daí, surge Café Filho, principal personagem de atuação da Revolução de 1930 no estado,<ref name="H-RN-10c"/> que foi perseguido e fugiu para a Paraíba.<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/> Em 5 de outubro de 1930, Juvenal Lamartine abandonou o governo do estado e, em seu lugar, assumiu uma junta governativa de três pessoas, que ficou no poder durante uma semana.<ref name="H-RN-10c">Predefinição:Citar web</ref>

No dia 1º de janeiro de 1931, o navio italiano "Lazeroto Malocello", comandado pelo capitão de fragata Carlo Alberto Coraggio, chegava à capital potiguar, trazendo a Coluna Capitolina, doada pelo chefe do governo da Itália, o fascista Benito Mussolini. Cinco dias mais tarde, a capital norte-riograndense foi visitada pela esquadrilha da Força Aérea italiana.<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/> Em 1935, ocorreu a Intentona Comunista, causada principalmente por setores da população descontentes com o governador Mário Câmara. A rebelião saiu vitoriosa e deixou a cidade de Natal bastante agitada. Em 25 de novembro do mesmo ano foi instalado o "Comitê Popular Revolucionário" e, após a derrota do movimento na cidade do Rio de Janeiro, Natal foi abandonada pelos rebeldes, que se deslocaram para a região do Seridó, onde a repressão foi realizada violentamente até o fim da Intentona Comunista.<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/>

A capital potiguar não foi apenas um lugar palco de violência. Sua localização geográfica, próximo ao "gargalo do Atlântico",<ref name="Hist-RN" /> também fez com que a cidade ocupasse um lugar de grande destaque na história da aviação, na época dos hidroaviões, quando grandes aeronautas passaram pela cidade. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a cidade se tornou ainda mais famosa e conhecida internacionalmente. Os estadunidenses construíram uma megabase (hoje localizada em Parnamirim), que desempenhou um papel bastante significativo durante o conflito e tornou-se conhecida como "O Trampolim da Vitória".<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/> A capital potiguar também sediou uma conferência e recebeu a visita dos presidentes brasileiro (Getúlio Vargas) e estadunidense (Franklin Delano Roosevelt).<ref>"Histórias de Natal, da ocupação à Segunda Guerra”<Site Terra - Turismo> Acesso em 19 de março de 2012.</ref> A partir daí, norte-americanos começaram a ocupar o território, culminando com a mudança de hábitos daquele município,<ref>Predefinição:Citar web</ref> fazendo, também, com que a população natalense crescesse e se multiplicasse e a cidade perdesse todos os seus hábitos de "cidade provinciana".<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio"/>

Em agosto de 1954, com o suicídio de Vargas, seu vice Café Filho assume a presidência da república, sendo, até os dias atuais, o único potiguar a ocupar o cargo, permanecendo até novembro de 1955.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A partir da década de 1960, o populismo se impõe em solo potiguar, através de Aluízio Alves (responsável pelo início de modernização do Rio Grande do Norte) e Djalma Maranhão (radical e político de esquerda). Já em 1964, ocorre um golpe de estado que pôs fim ao governo de João Goulart e iniciou um regime militar que durou de 1964 até 1985. No Rio Grande do Norte, esse golpe de estado se caracterizou somente pelas perseguições a jovens e intelectuais da terra. Políticos como Aluízio Alves, Garibaldi Alves e Agnelo Alves tiveram seus direitos políticos suspensos pelo Ato Institucional Nº 5, de 1968. A partir de 1974, com a descoberta das primeiras jazidas de petróleo no estado, sua economia, até então prejudicada pelos períodos de estiagem, algumas vezes muito longos, experimentou um maior ritmo de crescimento econômico, além do setor de turismo. Governos recentes fizeram importantes mudanças, como ocorreu na gestão de Garibaldi Alves, que elevou a irrigação como uma das metas prioritárias, com o objetivo de interligar bacias hidrográficas e levar água de boas qualidade às famílias sobreviventes em regiões secas e irrigar uma densa área do território norte-riograndense.<ref name="Da Pré-História ao Final do 2º Milênio">Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Skyline night Natal, Brazil.jpg
Natal, capital do estado, nos dias atuais

Geografia[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Imagem múltipla

O Rio Grande do Norte está localizado a nordeste da Região Nordeste do Brasil, limitando-se com os estados da Paraíba (a sul) e Ceará (a oeste) e o Oceano Atlântico (a norte e a leste). A distância linear entre seus pontos extremos norte e sul é de 263 quilômetros; enquanto isso, seus pontos extremos leste e oeste estão separados por uma distância reta de 443 quilômetros.<ref name="Caracterização"/> Também faz parte do território potiguar o Atol das Rocas, uma reserva biológica marinha considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO.<ref name="Atol_UNESCO">Predefinição:Citar web</ref> Sua área territorial é de Predefinição:Fmtn, sendo um dos menores estados do país.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Todo o território estadual segue o fuso horário UTC-3 (horário de Brasília), três horas atrasado em relação ao Meridiano de Greenwich), com exceção do Atol das Rocas, que segue o fuso UTC-2.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Devido à sua localização geográfica no território brasileiro, o Rio Grande do Norte é conhecido como esquina do continente, sendo a unidade da federação mais próxima da Europa e da África.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Com 83% do seu território abaixo dos trezentos metros de altitude, e 60% destes abaixo dos duzentos metros,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o relevo do Rio Grande do Norte é formado por planícies principalmente no litoral e por planaltos e depressões no interior. No litoral, estão localizadas as planícies costeiras, caracterizadas pela existência de dunas, além dos tabuleiros costeiros, composto de formações de argila. Logo após os tabuleiros, estão as depressões sublitorâneas e, em seguida, o Planalto da Borborema, que compreende as áreas de maior altitude; a Depressão Sertaneja, com terrenos de altitude mais baixa, logo após o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi, próxima aos rios Piranhas/Açu e Apodi/Mossoró. Também existe a Chapada da Serra Verde, encontrada na região do Mato Grande, com terrenos planos e ligeiramente elevados.<ref name="Caracterização">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Perfil_RN_Seplan"/> A Serra do Coqueiro, localizado no extremo oeste do estado, no município de Venha-Ver, a uma altitude de 868 metros acima do nível do mar, é o ponto mais alto do Rio Grande do Norte.<ref name="Portal_Brasil.NET_RN"/>

Predefinição:Imagem múltipla Predominam os solos latossólicos no litoral oriental, neossólicos às margens dos rios, luvissólicos na região do Seridó, chernossólicos na Chapada do Apodi, argilosos na região do Alto Oeste e cambissólicos nas regiões planas e onduladas. Em outras regiões também podem ser encontrados os solos planossólicos e de mangue.<ref name="Caracterização"/>

No Brasil, o Rio Grande do Norte encontra-se com 100% do seu território inserido na região hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Existem ao todo dezesseis bacias hidrográficas em todo o território estadual, sendo elas as dos rios Apodi/Mossoró, Boqueirão, Catu, Ceará-Mirim, Curimataú, Doce, Guaju, Jacu, Maxaranguape, Piranhas/Açu, Potengi, Pirangi, Punaú, Trairi e faixas litorâneas norte e leste de escoamentos difusos. Os dois maiores rios do Rio Grande do Norte, que concentram 90% das reservas hídricas do estado, são o Piranhas/Açu, que nasce na Serra de Piancó (Paraíba) e tem sua foz no Oceano Atlântico (próximo a Macau), e o Apodi/Mossoró, o maior rio inteiramente localizado em território potiguar, que nasce na Serra da Queimada, em Luís Gomes, e também deságua no Oceano Atlântico, próximo a Areia Branca. Outros rios importantes do estado são Curimataú, Jacu, Jundiaí, Potengi, Seridó, Trairi. Há também reservas de águas subterrâneas no litoral.<ref name="Perfil_RN_Seplan"/><ref name="Portal_Brasil.NET_RN"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> O principal reservatório do Rio Grande do Norte é a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada em Assu com capacidade para 2,4 bilhões de metros cúbicos (m³) de água.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Com 90,6% do seu território localizado na região do Polígono das Secas,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o clima predominante do Rio Grande do Norte é o semiárido quente, que domina quase todas as áreas do interior do estado, inclusive o litoral norte, característico das elevadas temperaturas e da escassez e irregularidade das chuvas, cujo índice pluviométrico é por vezes inferiores a 700 milímetros anuais (mm/ano), com exceção do Alto Oeste, onde se localiza a "zona serrana do Rio Grande do Norte", que apresenta índices maiores. Apenas no litoral oriental, o clima é tropical úmido, com chuvas mais abundantes e índices pluviométricos superiores a Predefinição:Fmtn.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Meio ambiente[editar]

A cobertura vegetal original do Rio Grande do Norte foi bastante destruída desde o início da colonização do Brasil, restando hoje apenas uma espécie de vegetação secundária e de menor porte e ligada ao clima, ao relevo e aos solos. São eles: caatinga (que ocupa a maior parte do estado), cerrado, floresta ciliar de carnaúba, floresta das serras, manguezais, Mata Atlântica e a vegetação das praias e dunas.<ref name="Perfil_RN_Seplan"/> Devido à ação humana, essa formação vegetal vem sendo cada vez mais destruída, causando desertificação e o enfraquecimento da biodiversidade.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Na fauna do Rio Grande do Norte estão espécies como o aracuá, o beija-flor, a choca-barrada, o concriz, o galo-de-campina, o gato-maracajá-de-manchas-pequenas, o gavião pé-de-serra, os juritis, o macaco guariba, o mocó, a peba, o preá, o sagui-do-nordeste e o tatu-verdadeiro, além de várias outras espécies, como caranguejos, moluscos, ostras e peixes. Na flora estão a amescla, as aroeiras, a gameleira, o jatobá, a maçaranduba, o marmeleiro, o mulungu, as orquídeas, o pau-brasil, o pau-ferro, o pereiro, a peroba, a sapucaia, a sucupira, além de várias espécies de plantas trepadeiras e raras.<ref name="Perfil_RN_Seplan"/>

O Rio Grande do Norte possui algumas unidades de conservação, dentre áreas de proteção ambiental (APA), parques estaduais e nacionais, reservas de desenvolvimento sustentável, reservas particulares do patrimônio natural (RPPN), entre outras, que juntas possuem uma área de 238 mil metros quadrados, aproximadamente 4,5% do território estadual. Há ainda projetos para a criação de novas unidades de conservação.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Serra de Martins RN.jpg
Vegetação da serra de Martins durante o período chuvoso. No local as temperaturas podem chegar a Predefinição:Fmtn nos meses mais frios, em comparação com as regiões vizinhas.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Demografia[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Crescimento populacional do Censo do Brasil A população do estado do Rio Grande do Norte no censo demográfico de 2010 era de Predefinição:Fmtn habitantes, sendo a décima sexta unidade da federação mais populosa do país, concentrando aproximadamente 1,7% da população brasileira.<ref name="SIDRA-1286"/> A densidade demográfica era de 59,99 habitantes por quilômetro quadrado, a décima maior do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Segundo o mesmo censo, 77,81% habitantes viviam na zona urbana e 22,19% na zona rural. Ao mesmo tempo, 51,11% dos habitantes eram sexo feminino e 48,89% do sexo masculino,<ref>Predefinição:Citar web</ref> com uma razão de sexo de aproximadamente 96 homens para cada cem mulheres.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Quanto à faixa etária, 67,51% da população tinham entre 15 e 64 anos, 24,95% menos de quinze anos e 7,54% 65 anos ou mais.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em comparação com o censo de 2000, o Rio Grande do Norte registrou um crescimento populacional de 14,3%, superior às médias da região Nordeste (11,29%) e do Brasil (12,48%).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Dos 167 municípios do estado, apenas três possuíam população superior a cem mil habitantes (Natal, Mossoró e Parnamirim), cinco possuíam entre Predefinição:Fmtn e Predefinição:Fmtn habitantes, dezenove entre Predefinição:Fmtn e Predefinição:Fmtn, 39 entre Predefinição:Fmtn e Predefinição:Fmtn, cinquenta entre Predefinição:Fmtn e Predefinição:Fmtn, outros cinquenta entre Predefinição:Fmtn e Predefinição:Fmtn e apenas um abaixo de dois mil habitantes (Viçosa).<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> A capital, Natal, com seus Predefinição:Fmtn habitantes, concentrava 25,4% da população estadual,<ref>Predefinição:Citar web</ref> além de possuir a maior densidade demográfica entre todos os municípios potiguares (Predefinição:Fmtn),<ref>Predefinição:Citar web</ref> e sua região metropolitana possuía uma população de Predefinição:Fmtn habitantes,<ref>Predefinição:Citar webPredefinição:Ligação inativa</ref>Predefinição:Nota de rodapé tornando-se a décima sexta maior aglomeração urbana do Brasil.

A origem do povo potiguar está ligada à união de três povos: os negros, indígenas e portugueses. No interior do estado, é mais notável a influência portuguesa e cabocla, sendo pouca a influência africana, enquanto no litoral a influência negra é mais visível que nas outras regiões do estado, devido ao cultivo da cana-de-açúcar, que utilizava a mão de obra escrava.<ref name="Cultura e Povo do Rio Grande do Norte">Predefinição:Citar web</ref> Segundo o censo de 2010 do IBGE, a população estadual era formada por pardos (52,75%), brancos (40,84%), pretos (5,23%), amarelos (1,07%) e indígenas (0,09%), além dos sem declaração (0,01%).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em relação à origem da população, 91,3% eram nascidos no próprio estado e 8,7% de outros estados.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Quanto à nacionalidade, 99,94% eram brasileiros (99,91% natos e 0,03% naturalizados) e 0,06% estrangeiros.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Natal-Catedral.jpg
Catedral Metropolitana de Nossa Senhora de Apresentação, Sé Metropolitana da Província Eclesiástica de Natal

Ainda segundo o mesmo censo, 75,96% dos potiguares eram católicos romanos, 15,4% evangélicos, 6,41% não tinham religião e 2,23% seguiam outras denominações.<ref name="Tabela_2094">Predefinição:Citar web</ref> A Igreja Católica inclui o Rio Grande do Norte na Regional Nordeste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que também abrange os estados de Alagoas, Paraíba e Pernambuco.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O território estadual coincide com a Província Eclesiástica de Natal, formada pela Arquidiocese de Natal e suas duas dioceses sufragâneas: Caicó e Mossoró.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Dentre os diversos credos protestantes ou reformados, as maiores denominações eram: Assembleia de Deus (7,16%), Igreja Universal do Reino de Deus (0,75%), Deus é Amor (0,24%), Congregação Cristã do Brasil (0,15%) e Evangelho Quadrangular (0,08%).<ref name="Tabela_2094"/>

O Índice de Desenvolvimento Humano do estado do Rio Grande do Norte é considerado médio conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, divulgado em 2013, com dados relativos a 2010, o seu valor era de 0,684, estando na 16ª colocação a nível nacional e na primeira a nível regional. Considerando-se o índice de longevidade, seu valor é de 0,792, o valor do índice de de renda é 0,678 e o de educação 0,597.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A incidência de pobreza, em 2003, era de 52,27% (sendo 55,91% o índice de pobreza subjetiva) e o índice de Gini no mesmo ano era 0,49.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Municípios mais populosos do Rio Grande do Norte

Criminalidade[editar]

Arquivo:Praça-Rodolfo-Fernandes-Mossoró.jpg
Mossoró, um dos municípios com a maior taxa de homicídios do Rio Grande do Norte

De acordo com dados do "Mapa da Violência 2011", publicado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes do estado do Rio Grande do Norte é a nona menor do Brasil. O número de homicídios registrados em território potiguar, que era de 8,5 para cada cem mil habitantes em 1998, subiu para 23,2 por 100 mil habitantes em 2008. O estado, que ocupava o vigésimo quarto lugar entre os estados mais violentos do país em 1998, passou a ocupar a décima nona posição em 2008, à frente do Rio Grande do Sul, Maranhão, Acre, Minas Gerais, Tocantins, São Paulo, Santa Catarina e Piauí, registrando um aumento de 172,8% no número de assassinatos.<ref name="Mapa da violência">Predefinição:Citar web</ref>

O "Mapa da Violência do Rio Grande do Norte", de 2011, divulgado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (SESED) em 2012, mostrou que 82 dos 167 municípios potiguares possuíam taxa de homicídio igual a zero. Os 85 restantes possuíam taxas de homicídio acima do índice recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que é de dez por cem mil habitantes.<ref name="Taxa_de_homicídios_SEDED">Predefinição:Citar web</ref> Dados desse relatório apontaram que, dos vinte municípios com a maior taxa de homicídios, doze se localizam na região oeste, quatro na Grande Natal, dois no Agreste, um na região do Potengi e um na região central. O município de Umarizal registrou a maior taxa de homicídios devido à população de mais de dez mil habitantes e à quantidade de homicídios registrados (quatorze no total), fazendo com o que o índice fosse de 131,22. Enquanto isso, Mossoró, que possui o segundo maior contingente populacional do Rio Grande do Norte, ficou na quinta colocação (índice de 65,03) e a capital do estado, Natal, ficou na décima nona posição (35,58).<ref name="Taxa_de_homicídios_SEDED"/>

Política[editar]

Predefinição:Artigo principal

Arquivo:CentroADMGovernoRN.jpg
Centro Administrativo do Rio Grande do Norte (área verde), sede do poder executivo potiguar, antes da construção do estádio Arena das Dunas

O Rio Grande do Norte é um estado da federação, sendo governado por três poderes, o executivo, o legislativo e judiciário. A atual constituição estadual foi promulgada em 3 de outubro de 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais. Por vezes é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.<ref name="Constituição estadual">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> São símbolos oficiais do estado a bandeira, o brasão e o hino.<ref name="Constituição estadual"/>

O poder executivo do Rio Grande do Norte, sediado no Centro Administrativo do Estado, localizado na capital, é representado pelo governador do estado, auxiliado pelos seus secretários. Ele é o responsável pela nomeação dos secretários de Estado, que o auxiliam no governo.<ref name="Constituição estadual"/> O primeiro chefe do executivo potiguar, logo após a Proclamação da República, foi Pedro de Albuquerque Maranhão, que assumiu em 17 de novembro de 1889,<ref name="Inauguração do Sistema Oligárquico"/> e a atual é, desde 1° de janeiro de 2019, Maria de Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores (PT), e o vice Antenor Roberto Soares de Medeiros, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB),<ref>Predefinição:Citar web</ref> eleitos no segundo turno nas eleições de 2018 com 57,6% dos votos válidos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:PALÁCIO DO GOVERNO.jpg
O Palácio Potengi, inaugurado em 1873, sede do governo potiguar de 1902 e 1995 e atual sede da Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O poder legislativo estadual é unicameral e exercido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (Palácio José Augusto), formada por 24 deputados eleitos de forma direta para mandatos quadrienais.<ref name="Constituição estadual"/> Sua mesa diretora é formada por um presidente, dois vice-presidentes e quatro secretários.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No Congresso Nacional, a representação potiguar é de três senadores e oito deputados federais.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O poder judiciário do estado é formado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, composto por quinze desembargadores, além do Conselho de Justiça Militar e dos tribunais de júri, juízes de direito, juizados especiais e juízes de paz.<ref name="Constituição estadual"/> É dirigido por um presidente, auxiliado pelo vice-presidente, além do corregedor de justiça e do ouvidor geral.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Representações deste poder estão espalhadas pelo território estadual por meio de unidades denominadas de comarcas. Ao todo, existem 65 comarcas em três entrâncias: primeira (30), segunda (25) e terceira (10).<ref>Predefinição:Citar web</ref> De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Rio Grande do Norte possuía, em dezembro de 2017, Predefinição:Fmtn eleitores, o que representa 1,613% do eleitorado brasileiro.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Subdivisões[editar]

Administrativamente, o Rio Grande do Norte é dividido em 167 municípios,<ref name="Municípios">Predefinição:Citar web</ref> sendo a décima terceira unidade de federação com o maior número de municípios. O mais recente é Jundiá, criado pela lei estadual Predefinição:Fmtn, de 9 de janeiro de 1997, desmembrado de Várzea, e instalado em 1° de janeiro de 2001.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Os municípios, por sua vez, são agrupados em onze regiões geográficas imediatas, sendo estas incluídas em três regiões geográficas intermediárias, segundo a nova divisão do IBGE vigente desde 2017. As regiões intermediárias são: Natal (formada pelas regiões imediatas de Canguaretama, João Câmara, Natal, Santa Cruz, Santo Antônio-Passa e Fica-Nova Cruz e São Paulo do Potengi), Caicó (regiões imediatas de Caicó e Currais Novos) e Mossoró (Assu, Mossoró e Pau dos Ferros).<ref name="IBGE_DTB_2017">Predefinição:Citar web</ref>

Até então, na divisão anterior, os municípios eram agrupados em quatro mesorregiões (Agreste, Central, Leste Potiguar e Oeste) e dezenove microrregiões (Angicos, Agreste Potiguar, Baixa Verde, Borborema Potiguar, Chapada do Apodi, Litoral Nordeste, Litoral Sul, Macaíba, Macau, Médio Oeste, Mossoró, Natal, Pau dos Ferros, Seridó Ocidental, Seridó Oriental, Serra de São Miguel, Serra de Santana, Umarizal e Vale do Açu).<ref>Predefinição:Citar periódico</ref> Predefinição:Subdivisões do RN

Economia[editar]

Predefinição:Imagem múltipla Predefinição:Mais informações

De acordo com dados relativos a 2016, o Produto Interno Bruto do Rio Grande do Norte era de R$ Predefinição:Fmtn bilhões (0,954% do PIB nacional), sendo décima oitava maior do país e a quinta da região Nordeste, ficando atrás de Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão e à frente da Paraíba, Alagoas, Piauí e Sergipe. No mesmo ano, o PIB per capita era de R$ Predefinição:Fmtn.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No setor primário, Mossoró é o maior destaque na agropecuária com a fruticultura irrigada, tendo o melão como principal produto destinado às exportações. Em seguida vêm: Touros, com sua atividade agrícola voltada principalmente para cultivo do abacaxi; Ceará-Mirim, com destaque no cultivo e produção de cana de açúcar e outras culturas, como mandioca e mamão; São José do Mipibu, com destaque para a plantação de cana de açúcar, e frutas, principalmente mamão e manga.<ref name="Perfil_RN_Seplan">Predefinição:Citar web</ref>

No setor secundário, as indústrias mais abundantes no estado são a extrativa mineral (com destaque para a produção de petróleo, gás natural, sal marinho e lâmpadas), a de transformação (principalmente na produção de bens não duráveis de consumo) e a de construção civil, e estão concentradas principalmente na Região Metropolitana de Natal e em Mossoró. O Rio Grande do Norte também possui um dos polos agroindustriais mais importantes no contexto da região Nordeste e um moderno parque têxtil, é o maior estado produtor de sal do país, respondendo por mais de 90% da produção salineira do país, além de ser rico em recursos minerais, como o calcário, o caulim, a columbita, a diatomita, o granito, a mica e tantalita.<ref name="Perfil_RN_Seplan"/>

O setor terciário representa a maior parte do PIB potiguar e se destaca nas áreas de gastos públicos e comércio.<ref name="Perfil_RN_Seplan"/> Os principais destaques são Natal, com a expansão das atividades comerciais e de serviços de informação; Mossoró, com o comércio e nos transportes, este último por causa da presença da atuação da Petrobras no município; Parnamirim, com seu crescimento imobiliário decorrente do aumento populacional; São Gonçalo do Amarante, nos transportes; e Guamaré, com a comercialização de derivados do petróleo, fabricados no polo petroquímico.<ref name="Perfil_RN_Seplan"/> Quanto aos serviços financeiros, no ano de 2014, 132 dos 167 municípios do estado possuíam agência bancária.<ref>Sem banco, moradores de cidade do RN têm que viajar para pagar contas</ref>

A economia do Rio Grande do Norte também se destaca no setor energético. O RN é o maior produtor de petróleo em terra do Brasil, com uma média de 40 a 70 mil barris/dia. Outro destaque importante é sua liderança na produção da energia através dos ventos, a conhecida energia eólica. Atualmente o estado concentra centenas de parques já em funcionamento em seu território e outros em processo de implantação<ref>Predefinição:Citar web</ref>.  

Turismo[editar]

Predefinição:Imagem múltipla Predefinição:Artigo principal Predefinição:Artigo principal

O turismo é a segunda fonte de renda do estado e o maior de iniciativa própria.<ref name="Turismo-RN">Predefinição:Citar web</ref> Segundo estatísticas, o Rio Grande do Norte é visitado por mais de dois milhões de turistas anualmente, vindos de outros lugares do estado, de outras regiões do Brasil e até mesmo do exterior, principalmente de países europeus. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) chegaram a apontar que o Rio Grande do Norte é campeão em investimentos estrangeiros no país, devido a alguns fatores, como a sua localização geográfica.<ref name="Turismo"/>

O Rio Grande do Norte conta com diversos pontos turísticos, desde sítios arqueológicos, belezas naturais e polos de ecoturismo.<ref name="Turismo">Predefinição:Citar web</ref> Os pontos de visitação que merecem destaque são: em Natal, a Fortaleza dos Reis Magos, o Centro de Artesanato, o Parque das Dunas e a Via Costeira; no restante do litoral, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (Parnamirim), as praias de Barra do Cunhaú (Canguaretama), Genipabu (Extremoz), Maracajaú (Maxaranguape), Piranji (Parnamirim), Pipa (Tibau do Sul), além dos municípios de Galinhos, no litoral norte, e São Miguel do Gostoso, no litoral nordeste; no interior, o Castelo de Zé dos Montes (Sítio Novo), a Estátua de Santa Rita de Cássia (Santa Cruz) e o Lajedo de Soledade (Apodi), além dos municípios de Acari, Caicó, Carnaúba dos Dantas (todos na região do Seridó), Martins (Alto Oeste), Mossoró (região oeste) e Serra de São Bento (agreste).<ref name="Turismo_ASSECOM">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Belezas naturais">Predefinição:Citar web</ref>

O governo do Rio Grande do Norte inclui o território estadual em cinco polos turísticos, cada um com suas características naturais: Agreste/Trairi, Costa Branca, Costa das Dunas, Seridó e Serrano.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Os principais polos de ecoturismo do Rio Grande do Norte são Natal, o litoral sul, o litoral norte/nordeste, as serras localizadas a sul do território potiguar, Serra Branca (São Rafael), a região do Seridó e a Chapada do Apodi.<ref name="Polos">Predefinição:Citar web</ref> Natal é porta de entrada para o turismo no Rio Grande do Norte<ref>Predefinição:Citar web</ref> e Mossoró um destino especialmente procurado.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Nas regiões do Seridó, Médio Oeste e Alto Oeste, já foram descobertos enterramentos (restos) humanos que viveram naquele lugar há mais de dez mil anos, muito antes da descoberta do continente. Em partes do estado e do Nordeste ocorreu o desenvolvimento de uma das mais ricas e expressivas artes rupestres conhecidas no mundo.<ref name="Sítios arqueológicos">Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Limpar Predefinição:Panorama

Infraestrutura[editar]

Arquivo:SAAE - Alexandria (RN).JPG
Escritório do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) em Alexandria, um dos poucos municípios do Rio Grande do Norte não atendidos pela CAERN

A infraestrutura do Rio Grande do Norte tem qualidade acima da média do Nordeste e do Brasil, o estado foi destaque como a terceira melhor infraestrutura do país no estudo realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Consultoria Tendências e a Economist Inteligence Group.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) é principal empresa responsável pelo sistema de abastecimento de água do estado, além dos serviços de coleta e saneamento básico (tratamento de esgotos), estando presente na maioria dos municípios.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Existe também o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), que atende alguns municípios e localidades em que a CAERN não atua.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Segundo o censo de 2010, Predefinição:Fmtn domicílios eram abastecidos pela rede geral (86,38%); Predefinição:Fmtn por meio de poços ou nascentes fora da propriedade (3,91%); Predefinição:Fmtn por meio de poços ou nascentes situados dentro da propriedade (2,91%); Predefinição:Fmtn através de rios, açudes, lagos ou igarapés (1,47%) e Predefinição:Fmtn eram abastecidos de outras maneiras (5,33%).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica em todo o território estadual é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), que pertence ao Grupo Neoenergia e atende a mais de um milhão de clientes em Predefinição:Fmtn domicílios (99,23%).<ref name="COSERN_1"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> A maior parte da energia consumida no Rio Grande do Norte é produzida no Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso (Bahia), da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF). Com Predefinição:Fmtn de potência instalada, a empresa possui sessenta subestações espalhadas pelo estado, com quase cinquenta mil quilômetros de linhas de distribuição e transmissão.<ref name="COSERN_1">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Saúde[editar]

Arquivo:Maternidade Januário Cicco.JPG
A Maternidade Escola Januário Cicco, obra da arquitetura neoclássica pertencente à UFRN,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a mais importante maternidade do Rio Grande do Norte

Em 2009, existiam, no estado, Predefinição:Fmtn estabelecimentos hospitalares, com Predefinição:Fmtn leitos. Do total de estabelecimentos, Predefinição:Fmtn eram públicos, sendo Predefinição:Fmtn de caráter municipal, 34 de caráter estadual e quinze de caráter federal. 638 estabelecimentos eram privados, sendo 576 com fins lucrativos e 62 sem fins lucrativos. 93 unidades de saúde possuíam especializações com internação total e Predefinição:Fmtn unidades eram providas de atendimento ambulatorial.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2005, existiam 10,3 médicos para cada dez mil habitantes e a taxa de mortalidade infantil, em 2010, era de 20,6 por mil nascidos vivos. No mesmo ano, havia 462,4 leitos hospitalares para cada mil habitantes.<ref name="Portal_Brasil.NET_RN">Predefinição:Citar web</ref><ref name="IBGE">Predefinição:Citar web</ref>

De acordo com uma pesquisa realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 2008, 70,4% da população potiguar avaliou sua saúde como boa ou muito boa, 68,8% afirmaram ter realizado consulta médica nos últimos doze meses anteriores à data da entrevista, 41,3% dos habitantes consultaram o dentista no mesmo período e 7,2% da população estiveram internados em leito hospitalar. 29,4% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e apenas 15,6% dos residentes tinham cobertura de plano de saúde. No mesmo ano, 59,9% dos domicílios particulares permanentes estavam cadastrados no programa Unidade de Saúde Familiar.<ref name="Saúde_PNAD"/>

Na questão de saúde feminina, 27,1% das mulheres com mais de 40 anos fizeram exame clínico das mamas nos últimos doze meses, 35,9% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram exame de mamografia nos últimos dois anos e 78,1% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos.<ref name="Saúde_PNAD">Predefinição:Citar web</ref>

Educação e ciência[editar]

O fator "educação" do IDH no Rio Grande do Norte atingiu em 2010 a marca de 0,597, com um aumento de 0,201 em relação ao ano 2000, quando o mesmo índice era de 0,396, ficando na segunda a nível regional, superado apenas pelo Ceará (0,615).<ref name="PNUD_IDH_2010">Predefinição:Citar web</ref> A taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de Predefinição:Fmtn (Predefinição:Fmtn para os homens e Predefinição:Fmtn para as mulheres).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Tratando sobre o analfabetismo, o Rio Grande do Norte possui a sexta maior taxa do país, com Predefinição:Fmtn de sua população com idade superior a dez anos considerada analfabeta, quase o dobro da média nacional (Predefinição:Fmtn).<ref>Predefinição:Citar web</ref> No mesmo ano, a taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de Predefinição:Fmtn e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de Predefinição:Fmtn. Em 2012, Predefinição:Fmtn das crianças e adolescentes com faixa etária entre seis e catorze anos de idade estavam fora da escola. A distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, em 2013, era de Predefinição:Fmtn para os anos iniciais e Predefinição:Fmtn nos anos finais, enquanto no ensino médio a defasagem chegava a Predefinição:Fmtn.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No censo de 2010, da população total, Predefinição:Fmtn frequentavam creches ou escolas, sendo Predefinição:Fmtn na rede pública de ensino (Predefinição:Fmtn) e Predefinição:Fmtn em redes particulares (Predefinição:Fmtn). Desse total, Predefinição:Fmtn cursavam o regular do ensino fundamental (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn o regular do ensino médio (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn faziam cursos superiores de graduação (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn estavam no ensino pré-escolar (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn em creches (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn na classe de alfabetização (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn na educação de jovens e adultos do ensino médio (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn na educação de jovens e adultos do ensino fundamental (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn na alfabetização de jovens e adultos (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn em especialização de nível superior (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn em mestrado (Predefinição:Fmtn) e Predefinição:Fmtn em doutorado (Predefinição:Fmtn).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Levando-se em conta o nível de instrução da população com idade superior a dez anos, Predefinição:Fmtn não possuíam instrução e fundamental incompleto (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn tinham ensino médio completo e superior incompleto (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn com fundamental completo e médio incompleto (Predefinição:Fmtn), Predefinição:Fmtn com superior completo (Predefinição:Fmtn) e Predefinição:Fmtn com nível indeterminado (Predefinição:Fmtn).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Entre as instituições de ensino superior do estado, estão o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN),<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Universidade Federal do Rio Grande do Norte,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Universidade Federal Rural do Semi-Árido,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a Universidade Potiguar (UnP).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No campo da ciência, destaca-se o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, criado com o objetivo de descentralizar a pesquisa nacional restrita às regiões Sudeste e Sul, e inaugurado em 2006. Foi idealizado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, considerado um dos vinte mais importantes neurocientistas em atividade no mundo.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Outro destaque é o Instituto Internacional de Física, que foi criado em outubro de 2009 e inaugurado em 2010, e é um centro de pesquisa de caráter nacional vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento tecnológico e científico do país, mais especialmente das regiões Norte e Nordeste. Outros centros tecnológicos implantados no estado na área de ciência e tecnologia são o Centro Vocacional Tecnológico, o Centro Tecnológico do Agronegócio, o Centro Tecnológico do Camarão, o Centro Tecnológico Temático da Apicultura, o Centro Tecnológico do Queijo do Seridó e o Instituto do Cérebro.<ref name="Perfil_RN_Seplan"/>

Transporte[editar]

Arquivo:Mapa de transportes no Rio Grande do Norte.png
Mapa viário do Rio Grande do Norte

A frota estadual no ano de 2012 era de Predefinição:Fmtn veículos, sendo Predefinição:Fmtn automóveis, Predefinição:Fmtn motocicletas, Predefinição:Fmtn caminhonetes, Predefinição:Fmtn motonetas, Predefinição:Fmtn caminhões, Predefinição:Fmtn camionetas, Predefinição:Fmtn veículos utilitários, Predefinição:Fmtn ônibus, Predefinição:Fmtn micro-ônibus, Predefinição:Fmtn caminhões-trator e 112 tratores de roda. Outros tipos de veículos incluíam Predefinição:Fmtn unidades.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2013, comparado a 2012, a frota cresceu 9%, chegando a 971 mil veículos, sendo que existiam 642 mil condutores com carteira de habilitação, resultando em 329 mil veículos a mais do que condutores.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No transporte rodoviário, o Rio Grande do Norte está ligado a outros estados e regiões do Brasil por meio de rodovias federais e estaduais. As nove rodovias federais que atravessam o território potiguar, que possuem um total de Predefinição:Fmtn quilômetros de extensão (2008),<ref name="Infraestrutura_transportes_RN"/> são a BR-101,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a BR-104,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a BR-110,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a BR-226,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a BR-304,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a BR-405,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a BR-406,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a BR-427,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a BR-437.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Há diversas rodovias estaduais, que totalizam Predefinição:Fmtn quilômetros de extensão (dados de 2008).<ref name="Infraestrutura_transportes_RN">Predefinição:Citar web</ref>

Predefinição:Imagem múltipla O principal aeroporto do Rio Grande do Norte é o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, localizado próximo a Natal, no município de São Gonçalo do Amarante, construído em uma área de Predefinição:Fmtn e administrado pelo Consórcio Inframérica, sendo o primeiro aeroporto do Brasil a ser concedido do governo federal para a iniciativa privada. Entrou em operação no dia 31 de maio de 2014, com capacidade para seis milhões de passageiros por ano, em substituição ao antigo Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim, cujo terminal foi desativado e deverá ser entregue à Força Aérea Brasileira (FAB).<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Também existem outros aeroportos menores de categoria regional: Assu, Caicó, Currais Novos, Jardim de Angicos, Jardim do Seridó e Mossoró.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No transporte ferroviário, o Rio Grande do Norte possui 364 quilômetros de ferrovias.<ref name="Infraestrutura_transportes_RN"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> Apenas duas ferrovias cortam o território estadual.<ref name="Mapa ferroviário">Predefinição:Citar web</ref> A primeira é a que ligava Mossoró até Sousa (Paraíba),<ref name="Mapa ferroviário"/> construída em 1915 e que ligava apenas Mossoró a Porto Franco (atual Areia Branca), posteriormente, o percurso da ferrovia foi sendo prolongado até chegar a Sousa (Paraíba). Desde a década de 1980 a ferrovia encontra-se desativada e uma considerável parte dos seus trilhos foi perdida.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A outra vem da Paraíba e entra no Rio Grande do Norte pelo município de Nova Cruz, chegando a Natal e terminando em Macau.<ref name="Mapa ferroviário"/> Essa linha ferroviária nunca foi oficialmente desativada e, apesar de possuir seus trilhos conservados, o tráfego de trens não acontece desde 1997.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No transporte marítimo, o estado conta com dois portos, ambos administrados pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN). O primeiro é o Porto de Natal, que se localiza na capital potiguar, na margem direita do Rio Potenji, inaugurado em outubro de 1932 e administrado pela CODERN desde 1983, o Porto de Natal liderou a exportação de frutas no Nordeste em 2017. Pelo Porto da capital do Rio Grande do Norte, um total de 236,6 milhões de dólares foram exportados em frutas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O segundo é o Porto-Ilha de Areia Branca, construído em alto mar, em uma área de 15 mil metros quadrados, a Predefinição:Fmtn da zona urbana de Areia Branca e a catorze quilômetros da costa; foi inaugurado em 1º de março de 1974, entrando em operação no dia 4 de setembro do mesmo ano.<ref name="Infraestrutura_transportes_RN"/><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Comunicações[editar]

Arquivo:Praia Ponta Negra Sept 2007 06.JPG
Orelhões da operadora Oi na praia de Ponta Negra

No campo do serviço telefônico móvel, por telefone celular, o Rio Grande do Norte faz parte da "área 10" da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), que também compreende os estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba, Piauí e Alagoas<ref>Predefinição:Citar web</ref> e é servido por quatro operadoras telefônicas; dados de maio de 2011 apontavam a TIM com a maior participação neste mercado no estado (34,44%), seguido da Claro (31,89%), Oi (29,50%) e Vivo (4,17%).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O código de área (DDD) de todo o Rio Grande do Norte é 084.<ref name="Guiatel_DDD">Predefinição:Citar web</ref> Em 2010, Predefinição:Fmtn domicílios possuíam telefone (85,73%), dos quais Predefinição:Fmtn tinham apenas celular (65,38%), Predefinição:Fmtn telefone fixo e celular (18,7%) e Predefinição:Fmtn apenas telefone fixo.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Existem jornais em circulação em vários municípios do estado, com destaque para a Tribuna do Norte e Agora Jornal, editados e sediados na Região Metropolitana de Natal e o Jornal de Fato, em Mossoró, entre outros.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). O Rio Grande do Norte é sede de alguns canais/emissoras de televisão, como a TV Assembleia RN, a InterTV Cabugi e InterTV Costa Branca afiliadas da Rede Globo;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a TV Tropical;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a TV Ponta Negra;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a TV Universitária Rio Grande do Norte<ref>Predefinição:Citar web</ref>; TV Feliz; TV Band RN e a TV União Natal.<ref>Predefinição:Citar web</ref>. Na Região Oeste do Rio Grande do Norte também é possível sintonizar os canais: TV Mossoró e a TV Cabo Mossoró (TCM).

Segurança pública[editar]

Arquivo:Comando Geral PM RN.jpg
Quartel do comando geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte em Natal

As principais unidades das forças armadas presentes no Rio Grande do Norte são: no Exército Brasileiro, o estado é integrante do Comando Militar do Nordeste, com sede em Recife, capital de Pernambuco, e abrange toda a área do nordeste brasileiro, com exceção do Maranhão;<ref>Predefinição:Citar web</ref> na Marinha do Brasil, o estado faz parte do 3º Distrito Naval, com sede em Natal;<ref>Predefinição:Citar web</ref> e na Força Aérea Brasileira, o Rio Grande do Norte integra o II Comando Aéreo Regional - sediado na Base Aérea de Recife e com jurisdição sobre todos os estados nordestinos, exceto o Maranhão -,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o 3º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, ambos com sede em Recife.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte foi criada inicialmente com a designação Corpo de Polícia da Província, em 27 de novembro de 1834, mas só foi organizada em 4 de novembro de 1836. Até receber a atual denominação de polícia militar, em 1947, a corporação já teve vários outros nomes. Tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no estado do Rio Grande do Norte, bem como garantir a segurança pública e a tranquilidade da população potiguar.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Seus militares são denominados de "militares dos estados" pela Constituição Federal.<ref name="Constituição_Art42">Predefinição:Citar web</ref>

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte surgiu em 29 de novembro de 1917, que instituiu uma pelotão de Bombeiros anexada ao esquadrão de cavalaria. Foi extinto posteriormente e reanexado ao esquadrão, sendo recriado em 21 de setembro de 1955, até que, em 22 de março de 2002, o Corpo de Bombeiros foi emancipado da Polícia Militar e passou a ser uma instituição independente, seja de forma administrativa ou orçamentária, e integrante do sistema de segurança pública do estado,<ref>Predefinição:Citar web</ref> cuja missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, buscas, salvamentos e socorros públicos em todo o território estadual. Tal como a Polícia Militar, os integrantes do Corpo de Bombeiros também são denominados militares de estados pela constituição.<ref name="Constituição_Art42"/>

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte é um órgão do sistema de segurança pública ao qual compete as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Juntamente com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP), a Polícia Civil integra a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Cultura[editar]

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O estado do Rio Grande do Norte possui uma cultura rica e diversificada, sendo sede de várias entidades culturais, além de possuir diversos monumentos tombados, entre os quais o mais importante é a Fortaleza dos Reis Magos, considerado marco inicial da ocupação do território norte-riograndense. Entre os principais eventos, que normalmente vêm acompanhados de manifestações populares, destacam-se o Carnatal; Festa do Caju; Festa do Boi; Mossoró Cidade Junina e as festas de padroeiro de Mossoró (Santa Luzia), Caicó (Sant'Ana), Nossa Senhora da Apresentação e Santos Reis (ambas em Natal).<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Através da lei estadual Predefinição:Fmtn, de 6 de dezembro de 2006, o dia 3 de outubro, que homenageia os mártires de Cunhaú e Uruaçu, é feriado estadual.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

O artesanato potiguar destaca-se nos alimentos, bordados, cerâmica, cestarias, couro, madeira, pedras, rendas, tecelagem e trançados. Nos alimentos, destaca-se a produção de doces feitos de frutas encontradas em todo o estado. Na região leste do estado, especialmente nos municípios de Ceará-Mirim, Florânia, São Gonçalo do Amarante e São Tomé, destaca-se a produção de cerâmica. Em Caicó, destaque à produção de bordados e rendas. Em Currais Novos, encontra-se a maior produção de esculpimento de pedra, formando tipos variados de adorno. O couro, de origem caprina ou bovina, é produzido principalmente em Natal, Caicó e Taipu. Neste último também se destaca o esculpimento da madeira, junto com Macaíba. Nos municípios de Acari, Arez, Florânia, Ipanguaçu, Jardim do Seridó, São Paulo do Potengi e São Tomé o principal destaque é a tecelagem. As cestarias são, juntos com os trançados, uma outra forma de artesanato encontrada em quase todos os municípios potiguares.<ref name="Artesanato">Predefinição:Citar web</ref>

A culinária potiguar é influenciada tanto pela colonização portuguesa e quanto pela cultura indígena.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Pratos típicos muito apreciados pelos potiguares, podendo ser encontradas em todas as regiões do estado são caranguejada, carne de sol, cocada, cuscuz, feijão verde, linguiça típica do sertão, macaxeira, paçoca, peixes fritos, queijo típico de manteiga, tapioca e ginga com tapioca.<ref> Iguaria potiguar é alvo de avaliação nutricional</ref><ref name="Culinária">Predefinição:Citar web</ref> Salgados típícos são o arrubacão, o baião de dois, carne de sol com banana-de-terra, carne de sol feita com jerimum, batata-doce ou macaxeira, casquinha de caranguejo, moqueca de carne verde, mousse de caranguejo, paçoca, patinha de caranguejo, sarapatel e sopa de caranguejo, enquanto os doces típicos tradicionais são bolo de milho, bolo de rolo, doce de abóbora, doce de batata-doce, doce de caju feito em calda, doce de jaca, pudim de macaxeira e tijolinho de coco.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Personalidades famosas nascidas no estado são: Alan Severiano (jornalista), Antônio Lúcio de Góis Neto (radialista e publicitário), Aristides Siqueira Neto (cientista e escritor), Augusto Severo (aviador, criador do Pax), Celina Guimarães Viana (primeira eleitora da América Latina), Clodoaldo Silva (nadador), Dom Eugênio Sales (ex-arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro), Fernanda Tavares (modelo internacional), Henrique Castriciano (fundador da Escola Doméstica de Natal e escritor), João Café Filho (ex-presidente da república e o único potiguar a ocupar o cargo), Luís da Câmara Cascudo (maior folclorista brasileiro e historiador), Marina Elali (cantora), Márcio Mossoró (futebolista), Marinho Chagas (ex-jogador de futebol), Marta Jussara da Costa (primeira potiguar a ser eleita Miss Brasil, em 1979), Oscar Schmidt (jogador de basquete), Veríssimo de Melo (fundador do Museu Câmara Cascudo, escritor e folclorista) e Virna Dias (ex-jogadora de vôlei).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Bibliotecas, espaços teatrais e museus[editar]

Predefinição:Imagem múltipla O Rio Grande do Norte conta com várias bibliotecas espalhadas pelo seu território, entre as quais se destacam a Biblioteca Luís da Câmara Cascudo, criada em 1963 com a designação Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Norte, até receber sua denominação atual em 1970;<ref>Predefinição:Citar web</ref> e Biblioteca Professor Américo de Oliveira Costa, situada na zona norte, em uma área de 4,5 mil metros quadrados, sendo 1,65 mil m² de área coberta, e possui um acervo de mais de 46 mil volumes, com mais de cem mil visitantes por ano, vindas de diversas localidades.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Os espaços teatrais do Rio Grande do Norte são o Teatro Alberto Maranhão (localizado em Natal, construído no final do século XIX com elementos da arquitetura francesa, com o nome de "Teatro Carlos Gomes", até receber sua denominação atual em 1957),<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (também localizado na capital, entrou em funcionamento em 2005 e é um espaço cênico destinado à realização de diversos tipos de espetáculos e exposições),<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado (localizado em Mossoró, construído em 2003 em parceria da prefeitura com a Petrobras, com capacidade para 740 pessoas),<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o Centro Cultural Adjuto Dias (que abriga o teatro de Caicó e a Galeria de Arte Oswaldo Lamartine de Faria).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Há também o Teatro Municipal Sandoval Wanderley, localizado em Natal, no bairro do Alecrim, em referência ao assuense Sandoval Wanderley, construído em 1962, com capacidade para 150 espectadores e, amplamente utilizado no passado para a apresentação de peças infantis e grupos teatrais pequenos, gravação de programas de TV e apresentações musicais de gêneros diversos, ficou abandonado durante muitos anos até ser fechado em 2009.<ref name="Fotec">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Entre os museus, os principais são o Museu Câmara Cascudo, da UFRN; o Museu de Arte Sacra, instalado em 21 de dezembro de 1988 na Igreja Santo Antônio, contendo um vasto e rico acervo religioso dos séculos XVII ao XX;<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Museu Café Filho, com um acervo biográfico sobre o potiguar Café Filho, ex-presidente brasileiro;<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Memorial Câmara Cascudo, em homenagem ao folclorista e intelectual Luís da Câmara Cascudo;<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Memorial Monsenhor Expedito, tombado pelo governo estadual em 2002, localizado em São Paulo do Potengi no mesmo local de residência do Monsenhor Expedito de Medeiros, contando com um acervo biográfico sobre o sacerdote, documentos, objetos, etc;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Fortaleza dos Reis Magos;<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a Pinacoteca do Rio Grande do Norte, situada no Espaço Cultural Palácio Potengi, antiga sede do governo do estado e a maior expressão da arquitetura neoclássica em Natal, abrigando grande parte do acervo de artes visuaise um conjunto de obras artísticas tanto de artistas locais, nacionais e até mesmo internacionais.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Outros museus são o Museu do Seridó (em Caicó),<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Museu de Cultura Popular (Natal),<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Memorial da Resistência Mossoroense (Mossoró), Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia (Mossoró)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o Museu da Rampa (Natal).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Folclore[editar]

Arquivo:Cultura Potiguar.jpg
Apresentação de grupo de cultura no Museu de Cultura Popular

O estado possui um folclore rico e diversificado, sendo dividido em dois grupos: os autos, reunindo uma mistura de espetáculos teatrais (autos), o mais importante, e as manifestações, que reúne, de forma geral, as danças folclóricas.<ref name="Cultura do estado do Rio Grande do Norte">Predefinição:Citar web</ref>

Os principais autos são o Boi dos Reis, Boi Calemba, fandango, congos, caboclinhos, lapinha e pastoril. O Boi dos Reis, o tradicional Bumba meu boi, é uma representação festiva anual realizada diante de qualquer igreja, a fim de que todos os que estão presentes sejam abençoados por Deus; quando possível, eles também podem ser apresentados em frente aos palanques e às residências (lares). O Boi Calemba é realizados em folguedos, seja de praia, seja do sertão; pertence e é realizada em épocas natalinas; para esse auto, não existe um modelo fixo. O fandango tem uma grande influência dos portugueses, muito observada em danças, expressões, jornadas; seu principal foco gira em torno de uma tradição contada sobre um navio que, durante uma semana, ficou perdido em alto mar, causando à tripulação devido a ameaças de tempestade e incêndio. Os tradicionais congos são de herança africana, que conta a luta entre um rei (Henrique Carionga) e uma rainha (Ginga). Os tradicionais cabloclinhos são muito representados no período carnavalesco, onde os representante se fantasiam de indígenas. A lapinha e o pastoril são representados especialmente nas épocas de Natal e Ano-Novo, onde o primeiro, também denominado de presépio, é do tempo da colonização, o e segundo se constitui em cantos (religiosos) e louvores realizados diante do presépio, simbolizando o nascimento de Jesus Cristo.<ref name="Folclore_RN"/>

Nas manifestações populares, a araruna, o bambelô, as bandeirinhas, a capelinha de melão, o coco, o espontão, o maneiro-pau. Na araruna, dança típica do estado, existe um repertório uma coreografia com danças típicas do folclore; está instalada na capital, cujo nome oficial é Associação de Danças Antigas e Semidesaparecidas Araruna. O coco e o bambelô são danças de círculo acompanhadas de instrumentos de repercussão (como batuque), encontradas no litoral e, juntamente com o maneiro-pau, constituem danças típicas de roda, sem nenhum tipo de enredo dramático e com livre a participação popular. A bandeirinha e a capelinha de melão são danças típicas do período junino, em que pastores e pastores cantam fazendo homenagem a São João Batista. Já o espontão é muito praticado na região sul do estado.<ref name="Folclore_RN">Predefinição:Citar web</ref>

Esporte[editar]

Predefinição:Imagem múltipla

O futebol, esporte originário da Grã-Bretanha, foi introduzido no Rio Grande do Norte nas primeiras décadas do século XX. Os primeiros clubes de futebol do estado, fundados em 1915, foram o ABC (29 de junho), o América (14 de julho).<ref name="América_91"/> No ano seguinte, teria ocorrido a primeira partida interestadual realizada com a presença de um clube potiguar, em 15 de novembro de 1916, no campo da Praça Pedro Velho, reunindo o ABC de Natal contra o Santa Cruz Futebol Clube, de Recife, na época vice-campeão pernambucano, sendo que este último venceu por 4 a 1.<ref name="ABC_Histórico"/> Mais tarde foi criado o Centro Esportivo Natalense, que, junto como ABC e o América, fundou a Liga de Desportos Terrestres do Rio Grande do Norte, que posteriormente teve sua nomenclatura alterada para Associação Rio-Grandense de Atletismo (ARA), depois Federação Norte-riograndense dos Desportos e, desde 1976, Federação Norte-rio-grandense de Futebol. Em 1919, ocorreu o primeiro Campeonato Metropolitano de Futebol, com a presença desses três times.<ref name="América_91">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> No mesmo ano, em Mossoró, foi fundado o Humaitá Futebol Clube, no dia 14 de outubro.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em toda a história do futebol norte-riograndense, o ABC foi o clube brasileiro que mais conquistou títulos estaduais, mais de 50, no Campeonato Potiguar de Futebol, e é também o time com maior tempo no exterior, tendo jogado nos continentes africano, asiático e europeu.<ref name="ABC_Histórico">Predefinição:Citar web</ref>

A principal representante no esporte potiguar é Magnólia Figueiredo, recordista brasileira dos quatrocentos metros em 1990, além de ter participado das olimpíadas de Seul (1988), Atlanta (1996) e Atenas (2004). Outras figuras importantes são Oscar Schmidt, considerado um dos maiores jogadores da basquetebol do Brasil; na natação, Bruno Fratus, fluminense natural de Macaé e medalhista de ouro nas provas de 4x100 metros livre e 4x100 metros medley e de prata nos 50 metros livres nos Jogos Pan-Americanos de 2011 realizados em Guadalajara, México, e Clodoaldo Silva, medalhista em quatro edições dos Jogos Paraolímpicos, em três jogos Pan-americanos e três campeonatos mundiais de natação; a mossoroense Alice Melo, no ciclismo; Renan Barão e Rony Marques, os dois últimos no UFC.<ref name="Perfil_RN_Seplan"/> Além das personalidades, o estado também já sediou eventos esportivos de importância internacional, todos eles realizados na capital potiguar, tais como o Torneio Internacional de Ginástica Artística (2007), o Campeonato Mundial de Basquete Master e o 1º Meeting-Brasil de Ginástica Artística, os dois últimos em 2011.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2014, a capital potiguar sediou quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, no estádio Arena das Dunas.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Predefinição:Notas

Predefinição:Referências

Ver também[editar]

Ligações externas[editar]

Predefinição:Correlatos

Predefinição:Subdivisões do Rio Grande do Norte Predefinição:Regiões do Brasil Predefinição:Região Nordeste do Brasil

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