Pernambuco

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Predefinição:Coor dms Predefinição:Ver desambiguação Predefinição:Info/Estado do Brasil Pernambuco é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no centro-leste da região Nordeste e tem como limites os estados da Paraíba (N), do Ceará (NO), de Alagoas (SE), da Bahia (S) e do Piauí (O), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (L). Ocupa uma área de Predefinição:Fmtn (6,57% maior que Portugal). Também fazem parte do seu território os arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo. Sua capital é Recife e a sede administrativa é o Palácio do Campo das Princesas. O atual governador é Paulo Câmara (PSB).

Pernambuco foi o primeiro núcleo econômico do Brasil, uma vez que se destacou na exploração do pau-brasil (também referido como pau-de-pernambuco) e foi a primeira parte do país onde a cultura canavieira desenvolveu-se efetivamente. A Capitania de Pernambuco, a mais rica das capitanias durante o Ciclo do Açúcar, chegou a atingir o posto de maior produtor mundial da mercadoria.<ref name="Recife_açúcar"/><ref name="Faina"/> No estado ocorreram muitos dos primeiros fatos históricos do Novo Mundo: no Cabo de Santo Agostinho houve o descobrimento do Brasil pelo navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón no dia 26 de janeiro de 1500; e na Ilha de Itamaracá estabeleceu-se, em 1516, o primeiro "Governador das Partes do Brasil", Pero Capico, que ali construiu o primeiro engenho de açúcar de que se tem notícia na América portuguesa.<ref name="Pinzón"/><ref name="Jacques"/> Pernambuco teve ainda participação ativa em diversos episódios da história brasileira: foi palco das Batalhas dos Guararapes, combates decisivos na Insurreição Pernambucana e considerados a origem do Exército Brasileiro; e serviu de berço a movimentos de caráter nativista ou de ideais libertários, como a Guerra dos Mascates, a Revolução Pernambucana, a Confederação do Equador e a Revolução Praieira.<ref name="GEP"/>

O estado deu origem a personalidades de renome internacional: físicos e matemáticos como Mário Schenberg, José Leite Lopes, Leopoldo Nachbin, Paulo Ribenboim, Samuel MacDowell e Aron Simis; escritores como Paulo Freire, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Oliveira Lima e Nelson Rodrigues; polímatas como Gilberto Freyre, Joaquim Nabuco, Josué de Castro, Joaquim Cardozo, Antônio Austregésilo e Cristovam Buarque; empresários como José Ermírio de Moraes, Norberto Odebrecht, Antônio de Queiroz Galvão, Edson Mororó Moura, Anita Harley e Flávio Rocha; líderes e personagens históricos como Frei Caneca, Lampião, Araújo Lima, Luiz Inácio Lula da Silva, Correia Picanço e Cardeal Arcoverde; músicos como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Dominguinhos, Bezerra da Silva e Naná Vasconcelos; profissionais do audiovisual como Chacrinha, Marco Nanini, Arlete Salles, Kleber Mendonça Filho, Guel Arraes e Aguinaldo Silva; artistas plásticos e designers como Romero Britto, Francisco Brennand, Marianne Peretti, Cícero Dias, Tunga e Aloísio Magalhães; esportistas como Rivaldo, Vavá, Ademir de Menezes, Jaqueline, Dani Lins e Karol Meyer; dentre diversos outros nomes.

Pernambuco é a sétima unidade federativa mais populosa do Brasil, e possui o décimo maior PIB do país e o maior PIB per capita entre os estados nordestinos.<ref name="IBGE_PIB_2017"/> Já sua capital, Recife, é sede da concentração urbana mais rica e populosa do Norte-Nordeste. No interior do estado, as cidades mais importantes são Caruaru e Petrolina.<ref name="IBGE_PIB_2017"/><ref>Grande Enciclopédia , Larousse Cultural, 1998, pp. 4559.</ref><ref name="concentrações_urbanas">Predefinição:Citar web</ref> Conhecido por sua ativa e rica cultura popular, Pernambuco é berço de várias manifestações tradicionais, como a capoeira, o coco, o frevo e o maracatu, bem como detentor de um vasto patrimônio histórico, artístico e arquitetônico, sobretudo no que se refere ao período colonial. Em 1970 surgiu no estado o Movimento Armorial, que teve como figura central o escritor Ariano Suassuna. Duas décadas mais tarde apareceu outro importante movimento que se constituiu numa espécie de contraponto ao Armorial: o Manguebeat, cujo maior expoente foi o artista Chico Science.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Capoeira">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Pernambuco possui a alcunha de Leão do Norte, expressão que se origina na figura de armas do antigo capitão-donatário Duarte Coelho, em alusão à coragem e ao espírito combativo do povo pernambucano. O termo é atualmente simbolizado tanto no brasão do estado quanto na bandeira da cidade do Recife, e também foi inspiração para a canção de mesmo nome do compositor Lenine.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Etimologia[editar]

Predefinição:Imagem múltipla A origem do nome Pernambuco é controversa. Alguns estudiosos afirmam que vem da aglutinação dos termos tupis para’nã, que quer dizer “rio grande” ou “mar”, e buka, “buraco”. Assim, Pernambuco seria um “buraco no mar”, referindo-se ao Canal de Santa Cruz na Ilha de Itamaracá ou à abertura que existe nos arrecifes entre Olinda e o Recife.<ref name="Novo_Dicionário">FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 267</ref> Segundo outros afirmam, era a denominação nas línguas indígenas locais da época do descobrimento para o pau-brasil. Uma terceira hipótese adviria também do tupi, paranãbuku, isto é, “rio comprido”, uma provável alusão ao rio das capivaras, o Capibaribe, já que mapas primitivos assinalam um tal “rio Pernambuco” ao norte do Cabo de Santo Agostinho. Há ainda uma quarta hipótese, aventada pelo pesquisador Jacques Ribemboim, segundo a qual a etimologia teria origem na língua portuguesa: o Canal de Santa Cruz, no início do século XVI, era conhecido como "Boca de Fernão" (referência ao explorador de pau-brasil Fernão de Noronha), e os índios possivelmente o chamavam de algo próximo a "Pernão Boca" ou "Pernambuka", que teria dado origem ao nome Pernambuco.<ref>NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. pp. 68-69</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Bento Teixeira, em seu poema Prosopopeia publicado em 1601 — o primeiro poema da literatura brasileira, que conta em estilo épico, inspirado em Camões, as façanhas da família Albuquerque, tendo sido dedicado ao então governador de Pernambuco, Jorge de Albuquerque Coelho —, escreveu uma estrofe na qual conta o significado da palavra Pernambuco:

"Em o meio desta obra alpestre, e dura,
Uma bôca rompeu o Mar inchado,
Que na língua dos bárbaros escura,
Paranambuco, de todos é chamado.
De Parana que é Mar, Puca - rotura,
Feita com fúria dêsse Mar salgado,
Que sem no derivar, cometer míngua,
Cova do Mar se chama em nossa língua."<ref name="Monteiro">MONTEIRO, Clóvis - Esboços de história literária - Livraria Acadêmica - 1961 - Rio de Janeiro - pgs.55-57</ref>

Os habitantes naturais do estado de Pernambuco são denominados pernambucanos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

História[editar]

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Pré-história e Antiguidade[editar]

Arquivo:Pinturas Rupestres - Vale do Catimbau - Pernambuco - Brasil.jpg
Pinturas Rupestres no Vale do Catimbau. Pernambuco abriga sítios arqueológicos datados de pelo menos 11 mil anos.<ref name="Furna"/>

O Nordeste brasileiro concentra alguns dos mais antigos sítios arqueológicos conhecidos do país, com datação superior a 40 mil anos antes do presente. Na região que hoje corresponde ao estado de Pernambuco, foram identificados vestígios seguros de ocupação humana superiores a 11 mil anos, nas regiões de Chã do Caboclo, em Bom Jardim, e Furna do Estrago, em Brejo da Madre de Deus. Nesta última região, foi descoberta uma importante necrópole pré-histórica, com 125 metros quadrados de área coberta, de onde foram resgatados 83 esqueletos humanos em bom estado de conservação.<ref name="Furna">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Martin">Predefinição:Citar web</ref>

Dentre os grupos indígenas que habitaram o estado, identificou-se a tradição cultural Itaparica, responsável pela confecção de artefatos líticos lascados há mais de 6 mil anos. No Agreste Pernambucano, conservam-se pinturas rupestres com data aproximada de 2 mil anos antes do presente, atribuídas à subtradição denominada Cariris velhos. Na época da colonização portuguesa, habitavam o litoral pernambucano os caetés e os tabajaras, já desaparecidos. Nos brejos de altitude do estado ainda é possível encontrar grupos indígenas remanescentes das antigas tradições, como os Pankararu (em Tacaratu) e os Atikum (em Floresta).<ref name="Martin"/>

Descobrimento do Brasil por Vicente Yáñez Pinzón[editar]

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Muitos estudiosos afirmam que o descobridor do Brasil foi o navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón, que no dia 26 de janeiro de 1500 desembarcou no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco — esta considerada a mais antiga viagem comprovada ao território brasileiro.<ref name="Anghiera">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Pinzón">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

A esquadra, composta por quatro caravelas, zarpou de Palos de la Frontera no dia 19 de novembro de 1499. Após cruzar a linha do Equador, Pinzón enfrentou uma forte tempestade, e então, no dia 26 de janeiro de 1500, avistou o cabo e ancorou suas naus num porto abrigado e de fácil acesso a pequenas embarcações, com 16 pés de fundo, segundo as indicações da sonda. O referido porto era a enseada de Suape, localizada na encosta sul do promontório, que a expedição espanhola denominou Cabo de Santa María de la Consolación. A Espanha não reivindicou a descoberta, minuciosamente registrada por Pinzón e documentada por importantes cronistas da época como Pietro Martire d'Anghiera e Bartolomeu de las Casas, devido ao Tratado de Tordesilhas, assinado com Portugal.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Anghiera"/><ref name="Unicap">Predefinição:Citar web</ref><ref name="CPRM">Predefinição:Citar web</ref>

O mapa de Juan de la Cosa, carta do século XV, mostra a costa sul-americana enfeitada com bandeiras castelhanas do Cabo da Vela (na atual Colômbia) até o extremo oriental do continente. Ali figura um texto que diz "Este cavo se descubrio en año de mily IIII X C IX por Castilla syendo descubridor vicentians" ("Este cabo foi descoberto em 1499 por Castela sendo o descobridor Vicente Yáñez") e que muito provavelmente se refere à chegada de Pinzón em finais de janeiro de 1500 ao Cabo de Santo Agostinho.<ref name="Davies">Predefinição:Citar periódico</ref>

Por ter descoberto o Brasil, Vicente Yáñez Pinzón foi condecorado pelo rei Fernando II de Aragão em 5 de setembro de 1501.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Período pré-colonial e início do período colonial[editar]

Predefinição:VT Predefinição:Imagem múltipla Em 1501, ano seguinte ao da chegada dos europeus ao Brasil, o território de Pernambuco, definido pelo Tratado de Tordesilhas como região pertencente à América portuguesa, é explorado pela expedição de Gonçalo Coelho, que teria criado feitorias ao longo da costa da colônia, inclusive, possivelmente, na atual localidade de Igarassu, cuja defesa seria futuramente confiada a Cristóvão Jacques.<ref name="GEP">Predefinição:Citar web</ref> Logo Pernambuco se tornaria a principal área de exploração do pau-brasil (ou pau-de-pernambuco) no Novo Mundo. A madeira pernambucana era de uma qualidade tão superior que regulava o preço no comércio europeu, o que explica o fato de a árvore do pau-brasil ter como principal nome "pernambuco" em idiomas como o francês e o italiano.<ref name="Pau-brasil">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 1516, foi construído no litoral pernambucano o primeiro engenho de açúcar de que se tem notícia na América portuguesa, mais precisamente na Feitoria de Itamaracá, confiada ao administrador colonial Pero Capico — o primeiro "Governador das Partes do Brasil". Em 1526 já figuravam direitos sobre o açúcar de Pernambuco na Alfândega de Lisboa.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Jacques">Predefinição:Citar web</ref>

No ano de 1532, Bertrand d'Ornesan, o barão de Saint Blanchard, tentou estabelecer um posto de comércio em Pernambuco. Com o navio A Peregrina, pertencente ao nobre francês, o capitão Jean Duperet tomou a Feitoria de Igarassu e a fortificou com vários canhões, deixando-a sob o comando de um certo senhor de La Motte. Meses depois, na costa da Andaluzia na Espanha, os portugueses capturaram a embarcação francesa, que estava atulhada com 15 mil toras de pau-brasil, três mil peles de onça, 600 papagaios e 1,8 tonelada de algodão, além de óleos medicinais, pimenta, sementes de algodão e amostras minerais. E no exato instante em que A Peregrina era apreendida no mar Mediterrâneo, o capitão português Pero Lopes de Sousa combatia os franceses em Pernambuco. Retomada a feitoria, os soldados franceses foram presos e La Motte foi enforcado. Após ser informado da missão que A Peregrina realizara em Pernambuco, o rei Dom João III decidiu começar a colonização do Brasil, dividindo o seu território em capitanias hereditárias.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Iniciou-se então o povoamento efetivo do território pernambucano. O atual estado de Pernambuco equivale a parte da Capitania de Pernambuco, doada por Dom João III no dia 10 de março de 1534 a Duarte Coelho, e parte da Capitania de Itamaracá, doada a Pero Lopes de Sousa.<ref name="GEP"/> O Foral da Capitania de Pernambuco serviu de modelo aos forais das demais capitanias do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 1535, Duarte Coelho tomou posse da capitania que lhe foi concedida, a princípio batizada de "Nova Lusitânia", mas que pouco tempo depois recebeu a denominação que mantém até hoje. Em 1537, os povoados de Igarassu e Olinda, estabelecidos no ano da chegada do donatário, foram elevados a vila. Olinda recebeu o status de capital administrativa, e seu porto, habitado por pescadores, deu origem à atual cidade do Recife.<ref name="GEP"/><ref>Predefinição:Citar web</ref>

As vilas de Olinda e Igarassu, entre os primeiros núcleos de povoamento do Brasil, serviram de ponto de partida para expedições desbravadoras do interior da capitania. Uma dessas expedições, chefiada pelo filho do donatário, Jorge de Albuquerque, penetrou o sertão até o rio São Francisco, assegurando o domínio e expansão do interior do território e combatendo os índios hostis.<ref name="GEP"/> Duarte Coelho, por sua vez, tratou de instalar grandes engenhos de açúcar no território pernambucano, incentivando também o plantio do algodão. Em pouco tempo, a Capitania de Pernambuco se tornou a principal produtora de açúcar da colônia. Consequentemente, era também a mais próspera e influente das capitanias hereditárias.<ref name="Recife_açúcar"/>

Surge em Pernambuco o protótipo da sociedade açucareira dos grandes latifundiários da cana-de-açúcar, que perdurará de forma majoritária nos dois séculos seguintes. O cultivo da cana-de-açúcar adaptou-se facilmente ao clima pernambucano e ao solo massapê. A maior proximidade geográfica de Portugal, barateando o custo do transporte, a abundância do pau-brasil, o cultivo do algodão e os grandes investimentos feitos pelo donatário na fundação de vilas e na pacificação dos índios são outros fatores que ajudam a explicar o progresso da capitania. Discorrendo sobre o centro da economia colonial, o padre Fernão Cardim disse que "em Pernambuco se acha mais vaidade que em Lisboa", opulência que parecia decorrer, como sugere Gabriel Soares de Sousa em 1587, do fato de, então, ser a capitania "tão poderosa (...) que há nela mais de cem homens que têm de mil até cinco mil cruzados de renda, e alguns de oito, dez mil cruzados. Desta terra saíram muitos homens ricos para estes reinos que foram a ela muito pobres".<ref name="Faina">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Gândavo">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Índios">Predefinição:Citar web</ref>

A prosperidade de Pernambuco, no entanto, transformou a capitania em um ponto cobiçado por piratas e corsários europeus. Já em 1595, durante a Guerra Anglo-Espanhola, o almirante inglês James Lancaster tomou de assalto o porto do Recife, onde permaneceu por quase um mês pilhando as riquezas transportadas do interior, no episódio conhecido como Saque do Recife. Foi a única expedição de corso da Inglaterra que teve como objetivo principal o Brasil, e representou o mais rico butim da história da navegação de corso do período elisabetano.<ref name="Lancaster">Predefinição:Citar web</ref>

Por volta do início do século XVII, a Capitania de Pernambuco era a maior e mais rica área de produção de açúcar do mundo.<ref name="Recife_açúcar">Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco e as invasões estrangeiras no Maranhão e na Bahia[editar]

As primeiras décadas do século XVII foram turbulentas na costa do atual Nordeste brasileiro. Em Pernambuco, esforços concentravam-se na expulsão das forças estrangeiras que invadiam o litoral do Brasil.<ref name="Bahia">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Maranhão">Predefinição:Citar web</ref>

Em 1612, os franceses fundaram em terras maranhenses uma colônia que ficou conhecida como França Equinocial. Jerônimo de Albuquerque, militar de Olinda, foi então incumbido pelo Capitão-mor de Pernambuco, Alexandre de Moura, de expulsar os franceses do Maranhão. Tropas partiram do Recife, e em novembro de 1614 travou-se a batalha final, o Combate de Guaxenduba, com a vitória das forças comandadas por Jerônimo. Seis dias depois foram suspensas as lutas, com tratado assinado pelo comandante francês Daniel de La Touche, Senhor de la Ravardière, e Jerônimo de Albuquerque, no qual la Ravardière se comprometia a entregar o Forte de São Luís em cinco meses, o que efetivamente ocorreu. Face a esta conquista Jerônimo de Albuquerque, por ato do rei Filipe III de Espanha, recebeu oficialmente o sobrenome Maranhão.<ref name="Maranhão"/>

Anos depois, no dia 10 de maio de 1624, uma expedição da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais atacou e conquistou Salvador. O Governador da Capitania de Pernambuco, Matias de Albuquerque, foi então nomeado Governador-Geral, administrando a colônia a partir de Olinda, e enviando expressivos reforços para a guerrilha sediada no Arraial do Rio Vermelho e no Recôncavo. Contudo, os holandeses só foram dali expulsos no ano seguinte, com a chegada de uma poderosa armada luso-espanhola composta por navios procedentes dos portos de Cádis, de Lisboa e do Recife. Francisco de Moura Rolim, que comandara a frota de caravelas de Pernambuco, tornou-se ainda em 1625 Governador-Geral, nomeado pelo seu antecessor Matias de Albuquerque. Foram, portanto, os primeiros governadores-gerais nascidos no Brasil.<ref name="Bahia"/>

Em meados de 1626, Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse dissuadir a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais da ideia empreendida na Bahia.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Invasão holandesa em Pernambuco (1630-1654)[editar]

Predefinição:Imagem múltipla Predefinição:Artigo principal De posse dos recursos obtidos no saque à frota espanhola da prata, a Holanda arma uma nova expedição, desta vez contra Pernambuco, a mais rica de todas as possessões portuguesas. O seu objetivo declarado era o de restaurar o comércio do açúcar com os Países Baixos, proibido pela Coroa da Espanha. Os neerlandeses viam na tomada de Olinda e Recife a oportunidade para impor um duro golpe no reino de Filipe IV.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em 26 de dezembro de 1629 partia de Cabo Verde em direção a Pernambuco uma extraordinária esquadra com 67 navios e cerca de 7 mil homens, a maior já vista na colônia, sob o comando do almirante Hendrick Lonck. Os holandeses, desembarcando na praia de Pau Amarelo, conquistaram a capitania em fevereiro de 1630 e estabeleceram a colônia Nova Holanda. A frágil resistência portuguesa na passagem do rio Doce foi derrotada, e os holandeses invadiram sem grandes contratempos Olinda. Os moradores, em pânico, fugiram levando o que puderam. Alguns bolsões de contenção foram eliminados, destacando-se a brava luta do capitão André Temudo em defesa da Igreja da Misericórdia. Em poucos dias, Olinda e o seu porto, Recife, foram tomados.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O conde Maurício de Nassau desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em 1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad (atual Recife), que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o Palácio de Friburgo, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, que tinha um observatório astronômico — o primeiro do Hemisfério Sul —, e abrigou o primeiro farol e o primeiro jardim zoobotânico do continente americano.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Friburgo">Predefinição:Citar web</ref> Em 28 de fevereiro de 1643 o Recife (atualmente o bairro do Recife) foi ligado à Cidade Maurícia com a construção da primeira ponte de grande porte da América Latina.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Durante o governo de Nassau, Recife foi considerada a mais cosmopolita cidade da América, e tinha a maior comunidade judaica de todo o continente, que construiu, à época, a primeira sinagoga do Novo Mundo, a Kahal Zur Israel, bem como a segunda, a Maguen Abraham.<ref name="sinagoga">Predefinição:Citar web</ref> Na Nova Holanda foram cunhadas as primeiras moedas em solo brasileiro: os florins (ouro) e os soldos (prata), que continham a palavra Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Por diversos motivos, sendo um dos mais importantes a exoneração de Maurício de Nassau do governo da capitania pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, o povo de Pernambuco se rebelou contra o governo, juntando-se à fraca resistência ainda existente, num movimento denominado Insurreição Pernambucana.<ref name="Nassau_brasileiro">Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Imagem múltipla

Insurreição Pernambucana (1645-1654)[editar]

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Em 15 de maio de 1645, reunidos no Engenho de São João, 18 líderes insurretos pernambucanos assinaram compromisso para lutar contra o domínio holandês na capitania. Com o acordo assinado, começa o contra-ataque à invasão holandesa. A primeira vitória importante dos insurretos se deu no Monte das Tabocas (hoje localizado no município de Vitória de Santo Antão), onde 1.200 insurretos mazombos armados de armas de fogo, foices, paus e flechas derrotaram numa emboscada 1.900 holandeses bem armados e bem treinados. O sucesso deu ao líder Antônio Dias Cardoso o apelido de Mestre das Emboscadas. Os holandeses que sobreviveram seguiram para Casa Forte, sendo novamente derrotados pela aliança dos mazombos, índios nativos e escravos negros. Recuaram novamente para as fortificações em Cabo de Santo Agostinho, Pontal de Nazaré, Sirinhaém, Rio Formoso, Porto Calvo e Forte Maurício, sendo sucessivamente derrotados pelos insurretos.<ref name="Insurreição">Predefinição:Citar web</ref>

Cercados e isolados pelos rebeldes numa faixa que ficou conhecida como Nova Holanda, indo do Recife a Itamaracá, os invasores começaram a sofrer com a falta de alimentos, o que os levou a atacar plantações de mandioca nas vilas de São Lourenço, Catuma e Tejucupapo. Em 24 de abril de 1646, ocorreu a famosa Batalha de Tejucupapo, onde mulheres camponesas armadas de utensílios agrícolas e armas leves expulsaram os invasores holandeses, humilhando-os definitivamente. Esse fato histórico consolidou-se como a primeira importante participação militar da mulher na defesa do território brasileiro.<ref name="Insurreição"/>

Arquivo:Palácio de Friburgo.jpg
O Palácio de Friburgo (1642), local de residência e de despachos de Maurício de Nassau, foi demolido no século XVIII devido aos danos causados durante a Insurreição Pernambucana.<ref name="Friburgo"/>

Com a chegada gradativa de reforços portugueses, os holandeses por fim foram expulsos em 1654, na segunda Batalha dos Guararapes. A data da primeira das Batalhas dos Guararapes é considerada a origem do Exército Brasileiro.<ref name="Exército">Predefinição:Citar web</ref>

Tomada a colônia holandesa, os judeus receberam um prazo de três meses para partir ou se converter ao catolicismo. Com medo da fogueira da Inquisição, quase todos venderam o que tinham e deixaram o Recife em 16 navios. Parte da comunidade judaica expulsa de Pernambuco fugiu para Amsterdã, e outra parte se estabeleceu em Nova Iorque. Através deste último grupo a Ilha de Manhattan, atual centro financeiro dos Estados Unidos, conheceu grande desenvolvimento econômico; e descendentes de judeus egressos do Recife tiveram participação ativa na história estadunidense: Gershom Mendes Seixas, aliado de George Washington na Guerra de Independência dos Estados Unidos; seu filho Benjamin Mendes Seixas, fundador da Bolsa de Valores de Nova Iorque; Benjamin Cardozo, juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos ligado a Franklin Roosevelt; entre outros.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Devido à Primeira Guerra Anglo-Neerlandesa, a República Holandesa não pôde auxiliar os holandeses no Brasil. Com o fim da guerra contra os ingleses, a Holanda exige a devolução da colônia em maio de 1654. Sob ameaça de uma nova invasão do Nordeste brasileiro, Portugal firma acordo com os holandeses e os indeniza com 4 milhões de cruzados e duas colônias: o Ceilão (atual Sri Lanka) e as ilhas Molucas (parte da atual Indonésia). Em 6 de agosto de 1661, a Holanda cede formalmente a região ao Império Português através da Paz de Haia.<ref name="Insurreição"/><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Quilombo dos Palmares[editar]

Predefinição:Artigo principal

O Quilombo dos Palmares foi um quilombo da era colonial brasileira. Localizava-se na então Capitania de Pernambuco, na serra da Barriga, região hoje pertencente ao município alagoano de União dos Palmares.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Palmares foi o maior dos quilombos do período colonial. Em 1602, já há relatos de sua existência e de envio de expedições pelo governador-geral da Capitania de Pernambuco para pôr fim ao aldeamento. Chegou a abranger uma área de 150 quilômetros de comprimento e 50 quilômetros de largura, situada na Capitania de Pernambuco, entre os atuais estados de Alagoas e Pernambuco, numa região de palmeiras (daí o seu nome).<ref name="Palmares">Predefinição:Citar web</ref>

Sua população teria alcançado um número estimado entre 6 mil e 20 mil pessoas. Tanto pelas proporções como pela resistência prolongada, tornou-se símbolo da resistência escrava. O movimento de fuga dos escravos para a mata vinha de longe, mas a invasão holandesa em Pernambuco constituiu para eles a grande oportunidade. Por quase 70 anos os negros fugitivos viveram com tranquilidade, instalando em Palmares um tipo de estado africano baseado na pequena propriedade e na policultura. Com o fim do domínio holandês em Pernambuco, o quilombo passou a sofrer ataques dos fazendeiros e das autoridades, que viam nele uma ameaça. Enquanto existiu, Palmares atraiu os escravos para a fuga. A resistência dos negros durou muitos anos e a existência do quilombo prolongou-se por quase um século, tendo-se destacado entre seus líderes o rei Ganga Zumba e seu sucessor, Zumbi.<ref name="Palmares"/>

Arquivo:Nordeste brasileiro - 1709 (cropped).svg
Pernambuco foi a mais rica capitania do Brasil Colônia.<ref name="Recife_açúcar"/> O território pernambucano, no seu auge (mapa), se estendia do atual estado do Ceará até o atual Oeste da Bahia.

Movimentos nativistas, libertários e separatistas[editar]

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Conjuração de "Nosso Pai" (1666)[editar]

A Capitania de Pernambuco lutava por reconstruir Recife e Olinda, ambas destruídas com as lutas contra os invasores holandeses. Os senhores de engenho, radicados em Olinda e com reservas quanto ao porto do Recife, acreditavam merecer maiores reconhecimentos da Coroa Portuguesa, pelo contributo na expulsão dos neerlandeses. Portugal, entretanto, mandou para governar a capitania Jerônimo de Mendonça Furtado, um estranho, contrariando assim os interesses de muitos pernambucanos, que se julgavam merecedores de ocupar a função, e não um estrangeiro. Mendonça Furtado era apelidado pejorativamente de Xumberga (ou, nalgumas outras versões, Xumbregas), referência ao Marechal de campo Friedrich Von Schönberg — contratado pelo Conde de Soure como mercenário e que lutara na Guerra da Restauração —,<ref>Predefinição:Citar livro</ref> por ter um bigode semelhante ao dele. O estopim do movimento, que culminou com a prisão e deposição do governador, foi a estada, no porto do Recife, de uma esquadra francesa, que por ordem da Corte, foram bem tratados. Os insurgentes fizeram divulgar a notícia de que o governador estaria a serviço dos estrangeiros, que preparavam um ataque à capitania, e seu consequente saque.<ref name="souto">Predefinição:Citar livro</ref> Predefinição:Imagem múltipla

Guerra dos Mascates (1710-1711)[editar]

Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal — chamados pejorativamente de "mascates" — estabelecem-se no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande parte senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates, durante a qual o Recife foi palco de combates e cercos. A Guerra dos Mascates é considerada um movimento nativista pela historiografia em história do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Conspiração dos Suassunas (1801)[editar]

A Conspiração dos Suassunas foi um projeto de revolta que se registrou em Olinda no alvorecer do século XIX.<ref name="Suassunas">Predefinição:Citar web</ref>

Influenciadas pelas ideias do Iluminismo e pela Revolução Francesa, algumas pessoas, entre as quais Manuel Arruda Câmara — membro da Sociedade Literária do Rio de Janeiro —, fundaram em 1796 no município pernambucano de Itambé a primeira loja maçônica do Brasil, Areópago de Itambé, da qual não participavam europeus. As mesmas ideias também eram discutidas por padres e alunos do Seminário de Olinda, fundado pelo bispo Dom José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho em 16 de fevereiro de 1800. Esta instituição teve entre os seus membros o Padre Miguelinho, um dos futuros implicados na Revolução Pernambucana de 1817.<ref name="Suassunas"/>

Revolução Pernambucana (1817)[editar]

A chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como "Revolução dos Padres", foi um movimento emancipacionista que eclodiu no dia 6 de março de 1817 em Pernambuco. Dentre as suas causas, destacam-se a influência das ideias iluministas propagadas pelas sociedades maçônicas, o absolutismo monárquico português e os enormes gastos da Família Real e seu séquito recém-chegados ao Brasil — a Capitania de Pernambuco, então a mais lucrativa da colônia, era obrigada a enviar para o Rio de Janeiro grandes somas de dinheiro para custear salários, comidas, roupas e festas da Corte, o que dificultava o enfrentamento de problemas locais (como a seca ocorrida em 1816) e ocasionava o atraso no pagamento dos soldados, gerando grande descontentamento no povo pernambucano. Foi o único movimento libertário do período de dominação portuguesa que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo revolucionário de tomada do poder.<ref name="BNDigital">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Revolução_Pernambucana">Predefinição:Citar web</ref>

A repressão foi sangrenta: muitos revoltosos foram arcabuzados ou enforcados com seus corpos esquartejados depois de mortos, enquanto outros morreram na prisão. Também em retaliação, foi desmembrada de Pernambuco, com sanção de Dom João VI, a Comarca das Alagoas, cujos proprietários rurais haviam se mantido fiéis à Coroa, e como recompensa, puderam formar uma capitania independente.<ref name="Revolução_Pernambucana"/><ref name="books">Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Luís do Rêgo Barreto.png
Luís do Rego Barreto, o algoz da Revolução Pernambucana, retornou à Europa em 1821: Pernambuco foi a primeira província brasileira a expulsar os exércitos portugueses.<ref name="Beberibe"/>

Os revolucionários, oriundos de várias partes da colônia, tinham como objetivo principal a conquista da independência do Brasil em relação a Portugal, com a implantação de uma república liberal. O movimento abalou a confiança na construção do império americano sonhado por Dom João, e por este motivo é considerado o precursor da independência conquistada em 1822.<ref name="Rev">Predefinição:Citar web</ref>

Convenção de Beberibe (1821)[editar]

Pernambuco foi a primeira província brasileira a se separar do Reino de Portugal, onze meses antes da proclamação da Independência do Brasil pelo Príncipe Dom Pedro de Orleans e Bragança. No dia 29 de agosto de 1821, teve início um movimento armado contra o governo do capitão general Luís do Rego Barreto — o algoz da Revolução Pernambucana —, culminando com a formação da Junta de Goiana, tornando-se vitorioso com a rendição das tropas portuguesas em capitulação assinada a 5 de outubro do mesmo ano, quando da Convenção de Beberibe, responsável pela expulsão dos exércitos portugueses do território pernambucano.<ref name="Beberibe">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Movimento Constitucionalista de 1821 é considerado o primeiro episódio da Independência do Brasil.<ref name="Beberibe"/>

Confederação do Equador (1824)[editar]

A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário, de caráter separatista e republicano, ocorrido em Pernambuco. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de Dom Pedro I (1822-1831), esboçada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Confederacao equador 1824 exercito imperial.jpg
Exército do Império do Brasil ataca as forças confederadas no Recife, em 1824, no contexto da Confederação do Equador.

O conflito possui raízes em movimentos anteriores na região: a Guerra dos Mascates e a Revolução Pernambucana, esta última de caráter republicano. O centro irradiador e a liderança da revolta couberam à província de Pernambuco, pois esta se ressentia ao pagar elevadas taxas para o Império, que as justificava como necessárias para levar adiante as guerras provinciais pós-independência (algumas províncias resistiam à separação de Portugal). Pernambuco esperava que a primeira Constituição do Império seria do tipo federalista, e daria autonomia para as províncias resolverem suas questões.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A repressão ao movimento foi severa. Dom Pedro I pediu empréstimos à Inglaterra e contratou tropas no exterior, que seguiram para o Recife sob o comando de Thomas Cochrane. Os rebeldes foram subjugados, e vários líderes da revolta, como Frei Caneca, foram enforcados ou fuzilados. Também em retaliação, Dom Pedro I desligou do território pernambucano, através de decreto de 7 de julho de 1824, a extensa Comarca do Rio de São Francisco (atual Oeste Baiano), passando-a, inicialmente, para Minas Gerais e, depois, para a Bahia. Esta foi a última porção de terra desmembrada de Pernambuco, impondo à província uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para 98 mil km².<ref name="books"/><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Revolução Praieira (1848-1850)[editar]

A Revolução Praieira, também denominada "Insurreição Praieira", "Revolta Praieira" ou simplesmente "Praieira", foi um movimento de caráter liberal e separatista ocorrido na província de Pernambuco entre os anos de 1848 e 1850. A última das revoltas provinciais está ligada às lutas político-partidárias que marcaram o Período Regencial e o início do Segundo Reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do governo de Dom Pedro II (1840-1889).<ref name="Britannica">Predefinição:Citar web</ref>

A monarquia brasileira era duramente contestada pelas novas ideias liberais da época. Para além do descontentamento com o governo imperial, grande parte da população pernambucana mostrava-se insatisfeita com a concentração fundiária e do poder político na província, a mais importante do Nordeste. Foi nesse contexto que surgiu o Partido da Praia, criado para opor-se ao Partido Liberal e ao Partido Conservador, ambos dominados por duas famílias poderosas que viviam fazendo acordos políticos entre si. Houve uma série de disputas pelo poder, até que, em 7 de novembro de 1848, iniciou-se a luta armada. Em Olinda, os líderes praieiros lançaram o “Manifesto ao Mundo”, e passaram a lutar contra as tropas do governo imperial, que interveio e pôs fim à maior insurreição ocorrida no Segundo Reinado.<ref name="Britannica"/>

Geografia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Arquivo:Png re.PNG
Mapa topográfico do território pernambucano

Pernambuco é um dos menores estados do país. Apesar disso, possui paisagens variadas: serras, planaltos, brejos, semiaridez e diversificadas praias.

O estado tem 187 km de litoral, com altitude crescente da costa ao sertão. As planícies litorâneas têm altitude de até 200 metros, apresentando relevo peneplano (mamelonar), e alguns pontos do Planalto da Borborema ultrapassam os 1.000 m de altitude. Na margem oeste da mesorregião Agreste, há a Depressão Sertaneja, uma depressão relativa com altitude média de 400 m que se estende até a margem oriental da Chapada do Araripe. Pernambuco faz divisa com Paraíba e Ceará ao norte, Alagoas e Bahia ao sul, Piauí ao oeste e o oceano Atlântico ao leste.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Mais da metade do estado faz parte do sertão nordestino — oeste e região central de Pernambuco. É um lugar onde há escassez de chuvas, e o clima é semidesértico (semiárido), devido à retenção de parte das precipitações pluviais no Planalto da Borborema e às correntes de ar seco provenientes do sul da África. Está no domínio da caatinga, com período chuvoso restrito a cerca de quatro meses do ano, sendo que em anos periódicos as chuvas podem ficar abaixo da média ou até mesmo acima da média.<ref name="ICMBio">Predefinição:Citar web</ref>

Clima[editar]

Predefinição:Imagem dupla O estado de Pernambuco é caracterizado por dois tipos de clima: o tropical úmido (predominante no litoral) e o semiárido (predominante no interior), respectivamente As' e BSh na classificação climática de Köppen-Geiger.<ref name="ICMBio"/>

Ressalte-se, porém, que há variações destes dois tipos climáticos em algumas regiões: no centro-leste de Pernambuco é relativamente comum o clima tropical de altitude (Cwa), especialmente no Planalto da Borborema e em outras regiões serranas com ocorrência de microclimas, áreas onde as temperaturas são mais amenas, podendo atingir mínimas de Predefinição:Fmtn; e no centro-oeste do estado há regiões que apresentam climas como o semiárido muito quente (BSs'h'), áreas onde as temperaturas são mais elevadas, com máximas que podem ultrapassar os Predefinição:Fmtn.<ref name="ICMBio"/>

Pernambuco apresenta um dos maiores déficits hídricos do Brasil.<ref name="Déficit"/> No Sertão, as médias de precipitações pluviométricas variam entre 400 mm e 600 mm anuais. No Agreste, estão compreendidas entre 500 mm e 900 mm. E na Zona da Mata, a média anual da precipitação varia entre 1.500 e 2.000 mm.<ref name="ICMBio"/>

Hidrografia[editar]

Predefinição:Imagem múltipla São dois os domínios hidrográficos que dividem o estado de Pernambuco. O primeiro compreende pequenas bacias hidrográficas independentes formadas por rios litorâneos que correm diretamente para o oceano Atlântico, formando as bacias dos rios Goiana, Capibaribe, Ipojuca, Beberibe, Camarajibe e Una. O segundo domínio é constituído pela porção pernambucana da bacia do rio São Francisco, que tem como pequenos afluentes, em sua margem esquerda, os rios sertanejos (assim chamados por percorrerem o interior do estado): Moxotó, Pajeú, Ipanema e riacho do Navio.<ref name="ICMBio"/>

Em Pernambuco, o São Francisco é o principal rio, e com exceção deste e dos rios litorâneos, todos os rios do estado têm regimes temporários, ou seja, fluem somente na estação chuvosa.<ref name="ICMBio"/>

Duas regiões hidrográficas brasileiras abrangem o território pernambucano: São Francisco e Atlântico Nordeste Oriental.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Meio ambiente[editar]

A cobertura vegetal de Pernambuco é composta por floresta tropical perene, floresta tropical semidecídua e caatinga. A floresta tropical (Mata Atlântica) recobria outrora toda a área situada a leste da encosta oriental do Planalto da Borborema, razão pela qual a região passou a denominar-se Zona da Mata. Atualmente pouco resta da vegetação primitiva, que deu lugar a campos de cultura e pastagens artificiais. A área de transição entre os climas úmido e semiárido é revestida por vegetação florestal peculiar, onde se misturam espécies da floresta atlântica e da caatinga. É a vegetação do Agreste, que também dá nome à região. Finalmente, no resto do estado, isto é, no interior, domina a caatinga, característica do Sertão.<ref name="ICMBio"/>

Predefinição:Imagem múltipla A Lei Estadual 13.787/09, de 8 de junho de 2009, instituiu o Sistema Estadual de Unidades de Conservação da Natureza (SEUC). Em 2015, Pernambuco possuía 80 Unidades de Conservação Estaduais: 40 de Proteção Integral (31 Refúgios da Vida Silvestre — RVS; 5 Parques Estaduais — PE; 3 Estações Ecológicas — ESEC; e 1 Monumento Natural — MONA) e 40 de Uso Sustentável (18 Áreas de Proteção Ambiental — APA; 13 Reservas Particulares do Patrimônio Natural — RPPN; 8 Reservas de Floresta Urbana — FURB; e 1 Área de Relevante Interesse Ecológico — ARIE).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em Pernambuco, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade administra 11 unidades de conservação: dois parques nacionais, uma estação ecológica, uma floresta nacional, três áreas de proteção ambiental, uma reserva extrativista e três reservas biológicas.<ref name="ICMBio_2"/>

As unidades de conservação administradas pelo governo brasileiro em Pernambuco são o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (em Fernando de Noronha), o Parque Nacional do Catimbau (em Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga), a Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha (em Fernando de Noronha), a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (em Barreiros, Rio Formoso, São José da Coroa Grande e Tamandaré), a Área de Proteção Ambiental Chapada do Araripe (em Araripina, Bodocó, Cedro, Exu, Ipubi, Serrita, Moreilândia e Trindade), a Reserva Extrativista Acaú-Goiana (em Goiana), a Floresta Nacional de Negreiros (em Serrita), a Estação Ecológica do Tapacurá (em São Lourenço da Mata), a Reserva Biológica da Serra Negra (em Floresta, Inajá e Tacaratu), a Reserva Biológica de Pedra Talhada (em Lagoa do Ouro) e a Reserva Biológica de Saltinho (em Rio Formoso e Tamandaré).<ref name="ICMBio_2">Predefinição:Citar web</ref>

Demografia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE (última contagem oficial), a população de Pernambuco era de Predefinição:Fmtn habitantes, sendo o sétimo estado mais populoso do Brasil, representando 4,7% da população brasileira.<ref name="IBGE censo 2010">Predefinição:Citar web</ref> Destes, 4 230 681 habitantes eram homens e 4 565 767 habitantes eram mulheres.<ref name="IBGE censo 2010"/> Ainda segundo o mesmo censo, 7 052 210 habitantes viviam na zona urbana e 1 744 238 na zona rural.<ref name="IBGE censo 2010"/> O maior aglomerado urbano do estado é a Concentração Urbana do Recife, que além da capital possui mais 14 municípios, e, com 3 741 904 habitantes recenseados, era em 2010 a quarta mais populosa concentração urbana do Brasil, e a mais populosa do Norte-Nordeste.<ref name="IBGE_Concentrações">Predefinição:Citar web</ref>

A densidade demográfica de Pernambuco era de 89,47 hab./km² em 2010, a sexta maior do Brasil. Esse indicador, entretanto, apresentava contrastes pronunciados de acordo com a região analisada, variando de 1 342,86 hab./km² na Região Metropolitana do Recife, até o valor mínimo de 23,2 hab./km² na Região do São Francisco Pernambucano.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do estado, considerado alto, era de 0,727 em 2017.<ref name="IPEA_PNUD_2019"/> O município com o maior IDH era Fernando de Noronha (na verdade um distrito estadual), com um valor de 0,788 em 2010; enquanto Manari, situado no extremo Sertão do Moxotó, tinha o menor valor, 0,487. Recife, a capital, possuía um IDH de 0,772.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O nível de desenvolvimento social pernambucano é superior ao dos países menos avançados, mas ainda está abaixo da média brasileira. Não obstante, Pernambuco detém o melhor serviço de coleta de esgoto do Norte, Nordeste e Sul brasileiro e o quinto maior número de médicos por grupo de mil habitantes do Brasil, além de apresentar a menor taxa de mortalidade infantil, a melhor prevalência de segurança alimentar e a maior renda per capita do Nordeste do país.<ref name="EVN_TMI"/><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="CFM"/><ref name="segurança_alimentar">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Municípios mais populosos[editar]

Predefinição:Municípios mais populosos de Pernambuco

Composição racial[editar]

Predefinição:Etnias de Pernambuco Predefinição:Principal Segundo dados publicados pelo IBGE, relativos ao ano de 2009, a população de Pernambuco está composta por: Pardos (multirraciais) (57,6%); Brancos (36,6%); Pretos (5,4%); e Amarelos e Indígenas (0,3%).<ref>Predefinição:Citar web</ref> De acordo com um estudo genético de 2013, a composição genética da população de Pernambuco é 56,8% europeia, 27,9% africana e 15,3% ameríndia.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Indígenas

A presença de indígenas em Pernambuco data de mais de 10 mil anos. Pinturas rupestres são encontradas em várias áreas do Sertão e Agreste do estado, sendo as mais conhecidas as do Vale do Catimbau no município de Buíque, Agreste Pernambucano. Segundo dados da FUNAI, Pernambuco possui cerca de 40 mil índios nos dias atuais.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Africanos

Foi na Capitania de Pernambuco, entre os anos de 1539 e 1542, que chegaram os primeiros escravos negros do Brasil Colônia, para trabalhar na cultura da cana e na fabricação do açúcar.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Imagem múltipla

O número de cativos de origem africana cresceu bastante desde então. Em 1584, 15 mil escravos labutavam em pelo menos 50 engenhos. Esse número subiu para 20 mil escravos em 1600. Já na metade do século XVII a população escrava somava entre 33 e 50 mil pessoas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Pernambuco foi uma das regiões que mais receberam escravos africanos no Brasil. Durante o tráfico negreiro, 824.312 africanos, 17% de todos os escravos trazidos ao Brasil, entraram pelo litoral pernambucano.<ref name="voyage2">Predefinição:Citar web</ref> Dos africanos no estado, 79% eram provenientes do Centro-Oeste africano. Atualmente, situam-se nessa região os países de Angola, República do Congo e República Democrática do Congo.<ref name="voyage2"/>

Portugueses

Além de todo o legado genético, arquitetônico, musical e dialectual, Portugal se faz presente, em Pernambuco, com o Clube Português do Recife, o Real Hospital Português de Beneficência e o Gabinete Português de Leitura. O surgimento do tradicional hóquei sobre patins em Pernambuco, na década de 1950, por exemplo, é consequência da imigração portuguesa.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Os portugueses também participaram da povoação das regiões do São Francisco e do Sertão Pernambucano, adquirindo terras para a criação extensiva de gado.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Espanhóis

Nos primórdios da colonização, junto aos portugueses, os espanhóis se fizeram presentes. Entre as últimas décadas do século XIX e o início do século XX, Recife também recebeu imigrantes oriundos da Espanha.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Italianos

A presença italiana em Pernambuco remonta ao século XVI. O senhor de engenho Filippo Cavalcanti, um nobre oriundo da cidade de Florença, casou-se com Catarina de Albuquerque, filha do governador Jerônimo de Albuquerque com a índia Maria do Espírito Santo Arcoverde, dando origem ao clã dos Cavalcantis (ou Cavalcantes, na variante aportuguesada), reconhecido como a maior família do Brasil. O casamento de Filippo e Catarina definiu um dos padrões genéticos das famílias do país, pelas quais 90% dos brasileiros têm genes europeus do lado paterno e 60%, genes ameríndios ou africanos por parte de mãe.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Já a imigração italiana para o estado entre o fim do século XIX e início do século XX, pequena, foi concentrada ao longo do litoral e na capital, com italianos provenientes principalmente das províncias de Cosenza, Salerno e Potenza.<ref name="seculo">Predefinição:Citar livro</ref> Atualmente há um número significativo de descendentes de italianos no estado: cerca de 200 mil.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Holandeses

Há muitos mitos quanto à herança genética deixada pelos holandeses durante o seu domínio em Pernambuco. Culturalmente, os habitantes alourados do estado são considerados como de ascendência holandesa, porém a maioria deles, na verdade, descende de portugueses do norte, motivo pelo qual ainda hoje são chamados de "galegos", uma referência ao Reino da Galiza.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Entretanto, no ano de 2000, a Universidade Federal de Minas Gerais recolheu amostras de DNA de 50 indivíduos naturais do estado para análise — durante a realização do estudo "Retrato Molecular do Brasil" —, e no resultado foi-se verificado que essas pessoas possuíam em média 19% de genes do haplogrupo 2, muito comuns nos Países Baixos e na Alemanha. Ressalte-se que esse percentual foi o segundo maior encontrado no Brasil, logo após a região Sul, com 28%, e ainda maior que a média encontrada em Portugal, que foi de 13%.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Existem ainda outras evidências de que os neerlandeses, embora tenham partido majoritariamente após a Insurreição Pernambucana, deixaram descendentes no Brasil. Um exemplo é a família Buarque de Hollanda, que descende do capitão de cavalaria das tropas dos Países Baixos Gaspar Nieuhoff Van Der Ley, e da qual faz parte, dentre outras personalidades, o cantor e compositor Chico Buarque, neto do farmacêutico pernambucano Cristóvão Buarque de Hollanda. Gaspar Van Der Ley casou-se com Maria Gomes de Mello e foi morar no litoral norte de Pernambuco entre 1630 e 1640.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Alemães

Os primeiros registros de alemães datam do século XVII, com a chegada dos holandeses no estado. As duas guerras mundiais impulsionaram a colônia alemã no Recife, que chegou a contar com mais de 1,2 mil imigrantes.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Esta presença pode ser observada no Deutscher Klub Pernambuco, fundado em 1920, e que antes era restrito apenas à colônia alemã e seus descendentes.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Ingleses

No começo do século XIX, quando o príncipe regente Dom João VI abriu os portos do país, os ingleses começaram a chegar ao Brasil — especialmente ao Recife, a São Paulo, ao Rio de Janeiro e a Salvador. Naquela época, a cidade do Recife possuía aproximadamente 200 mil habitantes, e a colônia inglesa já se apresentava de forma bastante expressiva. Datam do período o Cemitério dos Ingleses e a Capela Anglicana.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Judeus

O judaísmo está presente em Pernambuco desde o século XVI. Os judeus sefaraditas convertidos ao cristianismo eram considerados cristãos-novos, sendo muitos deles senhores de engenho. Existia porém a suspeita de prática escondida da religião judaica. Obtiveram liberdade de professar a religião nos tempos de Maurício de Nassau, que logo foi combatida quando os portugueses voltaram ao domínio da economia açucareira.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Entre o fim do século XIX e o início do século XX instalou-se na cidade do Recife uma segunda comunidade constituída em sua maior parte por judeus de origem ashkenazita provenientes de países como Polônia, Ucrânia, Rússia, Áustria e Alemanha. Alguns membros da comunidade ashkenazita de Pernambuco tornaram-se notórios, como Mário Schenberg, Leopoldo Nachbin, Paulo Ribenboim, Aron Simis, Israel Vainsencher, Clarice Lispector, Leôncio Basbaum, Noel Nutels, dentre outros.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Árabes

No Recife, uma das marcas dos imigrantes árabes é o Clube Líbano Brasileiro, erguido pela colônia libanesa no bairro do Pina. O primeiro contato árabe com Pernambuco, entretanto, se fez com missionários católicos sírios que chegaram nas caravanas portuguesas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O estado também abriga a segunda maior comunidade palestina do Brasil, concentrada na cidade do Recife, que começou a receber os primeiros imigrantes em 1903. Hoje a comunidade tem cerca de 5 mil pessoas.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pardos

A miscigenação ocorre em Pernambuco desde os primórdios da colonização. Caso emblemático é o de Jerônimo de Albuquerque, que ganhou o apelido entre os historiadores brasileiros de "Adão Pernambucano". Jerônimo chegou à Capitania de Pernambuco em 1535 com a irmã, Brites de Albuquerque, e o marido dela, o capitão-donatário Duarte Coelho, e logo iniciou uma série de uniões com mulheres indígenas — casando-se, por exemplo, com a princesa Muyrã Ubi (batizada com o nome cristão de Maria do Espírito Santo Arcoverde), no ritual tabajara —, o que ajudava a selar a paz entre os europeus e os povos nativos. Teve, ainda, filhos com Felipa de Mello, com quem posteriormente casou-se de acordo com as leis da Igreja por exigência da rainha Catarina de Portugal, e, suspeita-se, com as africanas que começavam a chegar à colônia. Não se sabe ao certo quantos filhos ele deixou, mas 36 foram reconhecidos, entre eles nomes notórios como Jerônimo de Albuquerque Maranhão, herói da conquista do Maranhão e fundador da cidade de Natal no Rio Grande do Norte.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Religião[editar]

Predefinição:Imagem múltipla De acordo com os dados do censo de 2010 do IBGE, Predefinição:Fmtn habitantes eram católicos (66,33%), nos quais Predefinição:Fmtn católicos apostólicos romanos (65,95%), Predefinição:Fmtn católicos apostólicos brasileiros (0,30%) e Predefinição:Fmtn católicos ortodoxos (0,08%); Predefinição:Fmtn evangélicos (20,34%), sendo Predefinição:Fmtn de origem pentecostal (12,53%), Predefinição:Fmtn de missão (4,28%) e Predefinição:Fmtn não determinado (3,52%); Predefinição:Fmtn espíritas (1,41%); e Predefinição:Fmtn Testemunhas de Jeová (0,50%). Outros Predefinição:Fmtn não tinham religião (10,40%), dentre os quais Predefinição:Fmtn ateus (0,12%) e Predefinição:Fmtn agnósticos (0,06%); Predefinição:Fmtn seguiam outras religiões (0,90%); e Predefinição:Fmtn não souberam ou não declararam (0,12%).<ref name="Tab_IBGE">Predefinição:Citar web</ref>

Cristianismo

Os colégios tradicionais pernambucanos são em sua maioria católicos, como o Colégio Damas da Instrução Cristã, o Colégio Marista São Luís e o Liceu Nóbrega de Artes e Ofícios. Os templos maiores, mais antigos, mais conhecidos e mais visitados pelos turistas são da Igreja Católica, como a Basílica do Carmo, a Basílica de São Bento, a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio, a Concatedral de São Pedro dos Clérigos, a Capela Dourada, a Igreja do Carmo de Olinda, a Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Catedral Sé de Olinda, a Igreja dos Santos Cosme e Damião, a Igreja Madre de Deus, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de Olinda e a do Recife, a Basílica da Penha, a Basílica Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, entre outras, o que se trata de um sinal de que o catolicismo romano é a religião mais professada entre os pernambucanos.<ref name="Tab_IBGE"/>

A Igreja Católica em Pernambuco divide-se administrativamente em uma arquidiocese e nove dioceses: a arquidiocese de Olinda e Recife, comandada atualmente pelo arcebispo Dom Antônio Fernando Saburido, e as dioceses de Afogados da Ingazeira, Caruaru, Floresta, Garanhuns, Nazaré, Palmares, Pesqueira, Petrolina e Salgueiro.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco é a unidade federativa da Região Nordeste com a maior concentração de evangélicos, tanto em números absolutos quanto em termos proporcionais. 20,34% da população do estado, o que corresponde a mais de 1,78 milhão de pernambucanos, se declara protestante de acordo com o censo de 2010 do IBGE, percentual muito superior aos percentuais encontrados nos demais estados nordestinos.<ref name="evangélicos">Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco possui as mais diversas denominações protestantes, como a Assembleia de Deus, igreja protestante com maior quantidade de fiéis e templos no estado.<ref name="evangélicos"/> Outras denominações pentecostais e neopentecostais presentes em Pernambuco são, dentre muitas: Igreja Universal do Reino de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja Casa da Benção, Igreja Deus é Amor, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja O Brasil Para Cristo, Igreja Maranata e Igreja Nova Vida.<ref name="Tab_IBGE"/> Entre as denominações evangélicas tradicionais, possuem templos no estado as igrejas de orientação batista, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Luterana, a Igreja Anglicana, a Igreja Metodista e a Igreja Congregacional.<ref name="Tab_IBGE"/><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Outras religiões

Entre os cristãos não católicos e não protestantes, destacam-se os Espíritas, as Testemunhas de Jeová e os Santos dos Últimos Dias.<ref name="Tab_IBGE"/> O templo afro-brasileiro mais conhecido é o Terreiro do Pai Adão, no Recife.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Os judeus também estão presentes. Algumas das personalidades judias que moraram na capital pernambucana foram a escritora Clarice Lispector, o filósofo Luiz Felipe Pondé, o engenheiro Mário Schenberg, o paisagista Roberto Burle Marx, entre outros.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Os budistas, hinduístas e muçulmanos não possuem relevância na população do estado.<ref name="Tab_IBGE"/>

Governo e política[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Vertambém O estado de Pernambuco é governado por três poderes: o Executivo, representado pelo Governador do Estado; o Legislativo, representado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco; e o Judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A atual constituição do estado de Pernambuco foi promulgada em 5 de outubro de 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.<ref name="Constituição">Predefinição:Citar web</ref>

O Poder Executivo pernambucano está centralizado no Governador do Estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população, para mandato de quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um mandato por igual período. Sua sede é o Palácio do Campo das Princesas, construído em 1841 pelo engenheiro Morais Âncora a mando do então governador Francisco do Rego Barros. Várias pessoas já passaram pelo Governo de Pernambuco, sendo o mais recente deles Paulo Henrique Saraiva Câmara, economista recifense formado pela Universidade Federal de Pernambuco, eleito no primeiro turno das eleições de 2014.<ref name="Governador">Predefinição:Citar web</ref> Além do governador, há ainda no estado a função de vice-governador, atualmente exercida por Raul Jean Louis Henry Júnior.<ref name="Governador"/>

O Poder Legislativo pernambucano é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, localizado no bairro de Boa Vista, na cidade do Recife. Ela é constituída por 49 deputados, que são eleitos a cada quatro anos. No Congresso Nacional, a representação pernambucana é de três senadores e 25 deputados federais.<ref name="Constituição"/>

O Poder Judiciário é exercido pelos juízes e possui a capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo Poder Legislativo. Atualmente a presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco é exercida pelo desembargador Leopoldo de Arruda Raposo.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Representações deste poder estão espalhadas por todo o estado por meio de comarcas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Imagem múltipla

Divisão político-administrativa[editar]

Predefinição:Anexo

Pernambuco está separado em subdivisões geográficas denominadas regiões geográficas intermediárias e regiões geográficas imediatas, e em subdivisões administrativas denominadas municípios.<ref name="Divisão">Predefinição:Citar web</ref>As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões. A divisão de 2017 teve o objetivo de abranger as transformações relativas à rede urbana e sua hierarquia ocorridas desde as divisões passadas, devendo ser usada para ações de planejamento e gestão de políticas públicas e para a divulgação de estatísticas e estudos do IBGE.<ref name="IBGE_Divisão">Predefinição:Citar web</ref>

As regiões geográficas intermediárias compreendem as grandes regiões do estado, que congregam diversos municípios de uma área geográfica. Criado pelo IBGE, esse sistema de divisão tem aplicações importantes na elaboração de políticas públicas e no subsídio ao sistema de decisões quanto à localização de atividades socioeconômicas. As quatro regiões geográficas intermediárias do estado são: a Região Geográfica Intermediária do Recife; a Região Geográfica Intermediária de Caruaru; a Região Geográfica Intermediária de Serra Talhada; e a Região Geográfica Intermediária de Petrolina. Estas regiões intermediárias estão, por sua vez, subdivididas em regiões geográficas imediatas.

Pernambuco possui dezoito regiões geográficas imediatas: Recife, Goiana-Timbaúba, Palmares, Limoeiro, Vitória de Santo Antão, Carpina, Barreiros-Sirinhaém, Surubim, Escada-Ribeirão, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Belo Jardim-Pesqueira, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, Salgueiro, Petrolina e Araripina.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Por último, existem os municípios, que são circunscrições territoriais que possuem relativa autonomia e concentram um poder político local, cujo sistema funciona com dois poderes, sendo o Executivo a Prefeitura e o Legislativo a Câmara de Vereadores. Ao total, Pernambuco é dividido 185 municípios, o que o torna a décima primeira unidade da federação com o maior número de municípios. Alguns desses municípios formam conurbações. Oficialmente existem em Pernambuco uma região metropolitana, a do Recife, e uma região integrada de desenvolvimento econômico, o Polo Petrolina e Juazeiro.<ref name="Divisão"/> Predefinição:Imagem múltipla

Economia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Arquivo:Tree Map-Exportacoes de Pernambuco (2015).png
Produtos de exportação de Pernambuco em 2015.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

À época do Brasil Colônia, Pernambuco era a mais rica das capitanias, e responsável por mais da metade das exportações brasileiras de açúcar. Sua riqueza foi alvo do interesse de outras nações e, no século XVII, os holandeses se estabelecem no estado.<ref name="Recife_açúcar"/> A cana-de-açúcar continua sendo o principal produto agrícola da Zona da Mata pernambucana, embora o estado não mais seja o maior produtor do país.<ref name="Econ4"/><ref name="cana"/> Apesar do declínio do açúcar, Pernambuco se manteve entre as cinco maiores economias estaduais do país até meados da década de 1940: em 1907, o estado tinha a quarta maior produção industrial do Brasil, após Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul e à frente de estados como Minas Gerais e Paraná; e em 1939, Pernambuco era ainda a quinta maior economia entre os estados brasileiros, após São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Após ter ficado estagnado durante a chamada "década perdida" (1985 a 1995), o estado assiste a uma importante mudança em seu perfil econômico, com investimentos nos setores naval, automobilístico, petroquímico, biotecnológico, farmacêutico e de informática, que estão dando novo impulso à sua economia, que vem crescendo acima da média nacional.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Econ1">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Econ2">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Econ3">Predefinição:Citar web</ref><ref name="tecnológico"/>

Em 2017, o estado registrou um PIB nominal de 181,551 bilhões de reais, o décimo maior do país, com participação de 2,8% no PIB brasileiro. No mesmo ano, registrou um PIB nominal per capita de 19.164,52 reais, o maior do Nordeste brasileiro.<ref name="IBGE_PIB_2017"/>

Arquivo:Estaleiro Atlântico Sul - Ipojuca, Pernambuco.jpg
O principal empreendimento da indústria naval pernambucana é o Estaleiro Atlântico Sul, maior estaleiro do Hemisfério Sul.<ref name="Suape"/>

Pernambuco é atualmente o maior produtor de acerola e goiaba, o segundo maior produtor de uva, o terceiro maior produtor de manga e coco, o terceiro maior polo floricultor e o sétimo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil. Pernambuco é ainda o quarto maior produtor nacional de ovos, o sexto de frangos de corte e a oitava maior bacia leiteira do país.<ref name="cana">Predefinição:Citar web</ref><ref name="uva">Predefinição:Citar web</ref><ref name="acerola">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="flores1">Predefinição:Citar web</ref><ref name="flores2">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Econ4">Predefinição:Citar web</ref><ref name="leite">Predefinição:Citar web</ref>

A produção industrial pernambucana está entre as maiores do Norte-Nordeste. Se destacam as indústrias naval, automobilística, química, metalúrgica, de vidros planos, eletroeletrônica, de minerais não metálicos, têxtil e alimentícia. Atualmente, o Complexo Industrial e Portuário de Suape, localizado na área do porto homônimo, Região Metropolitana do Recife, é o principal polo industrial de Pernambuco.<ref name="Suape">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Jeep">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

A capital do estado abriga o Porto Digital, reconhecido como o maior parque tecnológico do Brasil, com mais de 200 empresas, entre elas multinacionais como Accenture, Oracle, ThoughtWorks, Ogilvy, IBM e Microsoft, empregando cerca de seis mil pessoas e respondendo por 3,9% do PIB de Pernambuco.<ref name="tecnológico">Predefinição:Citar web</ref><ref name="portodigital">Predefinição:Citar web</ref> O Polo Médico do Recife, considerado o segundo maior do país, atende pacientes do Brasil e do exterior. Os estrangeiros que vão ao Recife em busca de atendimento na área médica, em sua maioria africanos e norte-americanos, visam qualidade nos serviços e preços acessíveis.<ref name="polo_médico">Predefinição:Citar web</ref><ref name="polo_médico2">Predefinição:Citar web</ref>

Turismo[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Imagem múltipla O turismo em Pernambuco oferece diversas atrações históricas, naturais e culturais. As principais localidades turísticas do estado são: Fernando de Noronha, Ipojuca, Tamandaré, Cabo de Santo Agostinho e Itamaracá (Sol e Praia); Bonito, Bezerros e Petrolina (Ecoturismo e Aventura); Buíque (Arqueológico); Garanhuns, Gravatá e Triunfo (Serrano); Olinda, Igarassu, Jaboatão dos Guararapes e Caruaru (Cultural); Vicência, Moreno, Carpina, Goiana e Nazaré da Mata (Rural); e Recife (Cultural, Sol e Praia, Negócios e Saúde).<ref name="Turismo_PE">Predefinição:Citar web</ref> Segundo a pesquisa "Hábitos de Consumo do Turismo Brasileiro 2009", realizada pela Vox Populi, Pernambuco foi o segundo destino turístico preferido dos clientes potenciais brasileiros, já que 11,9% dos turistas optaram pelo estado nas categorias pesquisadas; e segundo a International Congress And Convention Association (ICCA), Pernambuco foi o terceiro maior polo de eventos internacionais do Brasil em 2011.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

O litoral de Pernambuco tem cerca de 187 km de extensão, entre praias e falésias, zonas urbanas e locais praticamente intocados. Faz divisa ao norte com a Paraíba e ao sul com Alagoas. Além do litoral continental, o estado possui o arquipélago de Fernando de Noronha e suas 16 praias.<ref name="Litoral_Pernambuco">Predefinição:Citar web</ref>

No litoral sul, as praias mais procuradas são, dentre outras, Porto de Galinhas, Carneiros, Serrambi, Maracaípe, Muro Alto, Calhetas, Paiva e Ilha de Santo Aleixo.<ref name="Tur_PE">Predefinição:Citar web</ref>

As atrações turísticas do litoral norte também são muito relevantes. As praias mais procuradas são a Ilha de Itamaracá, a Ilhota da Coroa do Avião e a Praia de Maria Farinha, esta última conhecida por abrigar o Veneza Water Park, um dos maiores parques aquáticos do Brasil.<ref name="Tur_PE"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> Construções do período colonial como o Forte Orange na Ilha de Itamaracá e a Igreja dos Santos Cosme e Damião (igreja mais antiga do Brasil segundo o IPHAN) em Igarassu são também muito visitadas por turistas que passam pela região.<ref name="Igarassu">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Tur_PE"/>

Fernando de Noronha é um dos destinos nacionais mais conhecidos no exterior. Algumas de suas principais atrações são a Baía do Sancho — eleita a melhor praia do mundo pelos usuários do site de viagens TripAdvisor —, a Baía dos Porcos, a Baía dos Golfinhos, o Morro Dois Irmãos, o Forte de Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha e a Vila dos Remédios. As ilhas são muito procuradas para a prática de mergulho, e o único lugar do oceano Atlântico onde é possível avistar grupos de golfinhos rotadores. O arquipélago foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Planalto da Borborema e os brejos de altitude são opções para os que procuram um clima ameno. Cidades serranas do interior pernambucano como Garanhuns, Triunfo e Gravatá atraem milhares de visitantes. O Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), criado em 1991, apresenta uma maratona de atrações nacionais e internacionais de estilos musicais como rock, MPB, blues, jazz, forró e música instrumental nas praças e parques da cidade.<ref name="Turismo_PE"/> Predefinição:Panorama

Infraestrutura[editar]

Saúde[editar]

Predefinição:Imagem múltipla Pernambuco tem grande tradição na área da medicina. Foi no estado que surgiu o primeiro hospital do Brasil: a Santa Casa de Misericórdia de Olinda, fundada no ano de 1540 e extinta em 1860 com a criação da Santa Casa de Misericórdia do Recife.<ref name="Santa_Casa">Predefinição:Citar web</ref> E foi no Recife que se realizou a primeira operação cesariana do país, em 1817, pelas mãos do médico pernambucano Correia Picanço — fundador das primeiras faculdades de medicina do Brasil e aclamado "Patriarca da Medicina Brasileira".<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em 2009 existiam em Pernambuco 4 149 estabelecimentos hospitalares, com 19 204 leitos.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Alguns dos principais hospitais do estado são o Real Hospital Português de Beneficência, o IMIP, o Hospital da Restauração, o Hospital Getúlio Vargas, o Hospital Agamenon Magalhães, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, o Hospital Ulysses Pernambucano, o Hospital Barão de Lucena, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz e o Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Hospital da Restauração é a maior emergência pública e o mais complexo serviço de urgência e trauma do Norte-Nordeste,<ref>Predefinição:Citar web</ref> recebendo pacientes de todo o estado e de estados vizinhos. Referência nas áreas de trauma, neurocirurgia, neurologia, cirurgia geral, clínica médica e ortopedia, possui 704 leitos registrados no Ministério da Saúde (MS) para atender a demanda que lhe é submetida. Em junho de 2010 a antiga Emergência Geral foi desmembrada em três emergências com entradas e espaços independentes: Emergência Pediátrica, Emergência Traumatológica e Emergência Clínica.<ref name="HR">Predefinição:Citar web</ref> Pernambuco abriga um dos três bancos de pele do Brasil, estando os outros dois localizados em São Paulo e no Rio Grande do Sul.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O estado tinha, em 2013, o quinto maior número de médicos por grupo de mil habitantes do Brasil, e sua capital, Recife, o segundo maior número de médicos por grupo de mil habitantes do país — segundo o Conselho Federal de Medicina.<ref name="CFM">Predefinição:Citar web</ref>

Educação[editar]

Predefinição:Anexo As principais instalações educacionais pernambucanas estão concentradas na capital.

A Universidade Federal de Pernambuco, principal instituição de ensino superior do Estado, foi classificada em 2013 pelo QS World University Rankings como a melhor universidade do Norte-Nordeste e a 8ª melhor universidade federal brasileira, bem como a 15ª melhor universidade do país, tendo ocupado a 43ª posição entre as instituições da América Latina; e embora tenha sido ultrapassada pela UFPR com relação ao ano anterior, continua à frente de instituições como a UFSC e a UFBA.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> A UFPE é também a melhor universidade do Norte-Nordeste segundo o Ranking Universitário Folha 2012, além de única universidade dessas duas regiões entre as dez melhores do país.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco tem suas principais faculdades e universidades fundadas a partir do século XIX, e algumas se destacam nacionalmente. A centenária Faculdade de Direito do Recife, nascida da transferência da Faculdade de Direito de Olinda e hoje vinculada à UFPE, foi o primeiro curso superior de direito do Brasil, juntamente com o curso de São Paulo, ainda sob governo de Dom Pedro I.<ref name="Direito">Predefinição:Citar web</ref> Nela importantes nomes da história brasileira estudaram, destacando expoentes como Barão do Rio Branco, Castro Alves, Clóvis Beviláqua, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, Joaquim Nabuco, Eusébio de Queirós, Teixeira de Freitas, Raul Pompeia, Nilo Peçanha, Augusto dos Anjos, Epitácio Pessoa, Assis Chateaubriand, José Lins do Rego, Graça Aranha, Pontes de Miranda, dentre inúmeros outros.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Ainda hoje a festejada faculdade de Direito do Recife, honrando sua tradição, é um centro de excelência no ensino do direito, estando, tanto em nível de graduação como de pós-graduação, entre os cinco melhores cursos jurídicos do Brasil, segundo a OAB e o MEC.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Além da Universidade Federal de Pernambuco, outras importantes instituições de ensino superior situadas no estado são: a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), fundada em 1912 como Escola Superior de Agricultura; a Universidade de Pernambuco, antiga FESP, universidade pública estadual que possui campi em várias cidades do interior do estado; e a Universidade Federal do Vale do São Francisco, primeira universidade federal implantada no sertão nordestino.<ref name="Lei">Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco se destaca no ensino tecnológico. O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn UFPE), responsável pelos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia da Computação, é grande fornecedor de mão de obra especializada em tecnologia para a Microsoft.<ref name="ufpe.br">Predefinição:Citar web</ref> E o estado também possui destacadas instituições de ensino médio: o Colégio de Aplicação da UFPE foi três vezes eleito a melhor escola pública do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Transportes[editar]

Predefinição:Imagem múltipla Pernambuco foi o segundo estado do Brasil a ter uma estrada de ferro, quatro anos após o Rio de Janeiro. Trata-se da primeira seção, de 31 km, da The Recife and São Francisco Railway Company, inaugurada em 1858, sendo a maior do país naquele ano e a primeira administrada por uma companhia do exterior.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Menos de uma década depois, Recife se tornou a primeira cidade do mundo a operar locomotivas a vapor construídas especialmente para rodar nas ruas. O sistema, conhecido como "maxambomba" (do inglês machine pump), tinha locomotivas construídas pela Manning Wardle & Co., e foi inaugurado no ano de 1867. Antes, as canoas eram o principal meio de transporte de pessoas e cargas da capital pernambucana, e para os mais abastados, cavalos e carruagens. O itinerário da maxambomba chegou a ter 22 quilômetros de extensão e 20 estações, até que em 1919 foi substituída por bondes elétricos.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 1930, Recife passou a ser a primeira cidade da América do Sul com conexão direita (non-stop) para a Europa, especialmente para a Alemanha, por meio de dirigíveis. A capital pernambucana tem hoje em dia a única estação de atracação de dirigíveis do mundo preservada em sua estrutura original, a Torre do Zeppelin.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Atualmente, o estado conta com cobertura de todos os tipos de transporte: aéreo, ferroviário, hidroviário e rodoviário.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Infraero administra dois aeroportos em Pernambuco. O Aeroporto Internacional do Recife-Guararapes é o maior e mais movimentado complexo aeroportuário do Norte-Nordeste, com capacidade para 16,5 milhões de passageiros por ano, e um dos mais modernos aeroportos do Brasil.<ref name="Aero">Predefinição:Citar web</ref><ref name="ANAC">Predefinição:Citar web</ref> E o Aeroporto Internacional de Petrolina possui a segunda maior pista de pouso do Nordeste, o que possibilita operações de grandes aviões cargueiros para a exportação de frutas produzidas no Vale do São Francisco.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O estado também possui dois portos marítimos: o de Suape, localizado no município de Ipojuca; e o do Recife, um dos mais antigos do Brasil, que muitos estudiosos afirmam ter dado início à cidade do Recife. Possui ainda um porto fluvial, em Petrolina.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O Porto de Suape, o mais importante porto pernambucano, é um dos maiores do Brasil, e opera navios nos 365 dias do ano, sem restrições de horário de maré, e dispõe de um sistema de monitoração de atracação de navios a laser que possibilita um controle efetivo e seguro, oferecendo condições técnicas nos padrões dos portos mais importantes do mundo.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A malha rodoviária de Pernambuco é constituída por quatorze rodovias federais, setenta e quatro rodovias estaduais e rodovias municipais. As mais importantes são a BR-101, que, avançando pela costa do estado, liga o norte ao sul — o trecho pernambucano é totalmente duplicado —, passando pelo Grande Recife; e a BR-232, que liga a capital ao interior do estado no sentido leste-oeste — com trecho de 237 km duplicado (Recife a São Caetano) —, passando por cidades importantes como Vitória de Santo Antão, Gravatá, Caruaru, Belo Jardim, Pesqueira, Arcoverde, Serra Talhada e Salgueiro. A ligação Salgueiro-Petrolina é feita pelas rodovias BR-116, BR-316 e BR-428.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Pernambuco tem a maior malha rodoviária duplicada do Norte-Nordeste de acordo com o Anuário CNT do Transporte 2016, com 462,8 km de rodovias em pista dupla no ano de 2015.<ref name="malha">Predefinição:Citar web</ref>

A Transnordestina, com Predefinição:Fmtn km de extensão, é a principal obra ferroviária em andamento no estado, e pretende ligar a cidade de Eliseu Martins (no Piauí) ao Porto de Suape e ao Porto do Pecém (no Ceará).<ref>Predefinição:Citar web</ref> O Metrô do Recife, primeiro sistema metroviário do Norte-Nordeste, foi inaugurado em março de 1985, com a linha Werneck-Centro. É operado pela CBTU, e transporta cerca de 400 mil passageiros por dia.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Mídia[editar]

Arquivo:Carro da Rede Globo Nordeste.jpg
A Rede Globo Nordeste, com sede no estado, é a única emissora própria da Globo no Norte-Nordeste.

Os jornais foram a primeira mídia de massa do estado. O Aurora Pernambucana foi o primeiro jornal de Pernambuco e o terceiro publicado no Brasil. A edição nº 1 circulou no dia 27 de março de 1821, em formato de 25 x 17 cm, com quatro páginas, em papel de linho e impresso na Oficina do Trem Nacional de Pernambuco, no Recife.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco possui três grandes jornais: o Diario de Pernambuco (jornal mais antigo em circulação na América Latina); o Jornal do Commercio; e a Folha de Pernambuco.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A primeira estação de rádio surgiu no fim da década de 1910. A Rádio Clube de Pernambuco é a mais antiga emissora de rádio do Brasil: realizou sua primeira transmissão radiofônica a partir de um estúdio improvisado na Ponte d'Uchoa, no Recife, em 6 de abril de 1919, tendo à frente o radiotelegrafista Antônio Joaquim Pereira.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco conta com diversas geradoras, afiliadas e retransmissoras de televisão. Algumas das emissoras — filiais e afiliadas — presentes no estado são: a TV Globo Nordeste (Globo - Recife); a TV Asa Branca (Globo - Caruaru); a TV Grande Rio (Globo - Petrolina); a TV Clube (RecordTV - Recife); a TV Jornal Caruaru (SBT - Caruaru); a TV Jornal (SBT - Recife); a TV Tribuna (Band - Recife); e a TV Pernambuco (TV Brasil - Caruaru/Recife).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Ciência e tecnologia[editar]

Arquivo:Pontes do Bairro do Recife Antigo.jpg
O Porto Digital, situado no bairro do Recife Antigo na capital do estado, é o maior parque tecnológico do Brasil e referência mundial na produção de softwares.<ref name="tecnológico"/><ref name="portodigital"/>

Em 1895 foi criada a Escola de Engenharia de Pernambuco, primeira escola de engenharia fora da região Sudeste.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Nela, que logo se tornou uma das principais instituições científicas do país, surgiu uma leva de grandes cientistas brasileiros, como Mário Schenberg, José Leite Lopes e Leopoldo Nachbin, graças à ação catalisadora do professor Luís Freire, conhecido por participar ativamente de movimentos em favor da criação de escolas aptas a formar pesquisadores em matemática e física. Reconhecido como berço de cientistas destacados e nomes notórios das ciências exatas, Pernambuco deu origem ainda a nomes como Paulo Ribenboim, Aron Simis, Samuel MacDowell, Gauss Moutinho Cordeiro, Israel Vainsencher, Josué de Castro, Joaquim Cardozo, Norberto Odebrecht, Cristovam Buarque, Fernando de Souza Barros, Ricardo de Carvalho Ferreira, Leandro do Santíssimo Sacramento, José Tibúrcio Pereira Magalhães, Edson Mororó Moura, Fernando Antonio Figueiredo Cardoso da Silva, Antônio de Queiroz Galvão, João Santos, dentre muitos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Predefinição:Imagem dupla

Seguindo a sua tradição nas ciências exatas, Pernambuco é atualmente um dos estados brasileiros mais destacados na área de tecnologia da informação. O Porto Digital, ambiente de negócios de TI criado no ano 2000 no centro histórico do Recife, é reconhecido pela A.T. Kearney como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas.<ref name="tecnológico"/><ref name="GU_REC">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Devido à sua relevância no setor, a capital pernambucana é a única cidade brasileira com exceção de São Paulo que abriga edições do evento de tecnologia Campus Party.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O estado também se destaca no ensino tecnológico. O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn-UFPE), considerado um dos principais centros acadêmicos em informática da América Latina e responsável pelos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia da Computação, é grande fornecedor de mão de obra especializada em tecnologia para o Porto Digital e para diversas multinacionais do setor de tecnologia.<ref name="ufpe.br"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> A Universidade Federal de Pernambuco foi uma das cinco instituições de ensino selecionadas em todo o mundo para o programa mundial de pesquisas da Microsoft, o que permitiu o seu acesso ao código-fonte dos componentes do Visual Studio. As outras quatro universidades selecionadas foram a Yale University - Estados Unidos; a Monash University - Austrália; a University of Hull - Inglaterra; além da UNESP, sendo o Brasil o único país que teve duas universidades escolhidas.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco possui dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia: o Instituto Federal de Pernambuco e o Instituto Federal do Sertão Pernambucano.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Cultura[editar]

Predefinição:Artigo principal

Literatura[editar]

Predefinição:Imagem dupla Foi em Pernambuco que surgiu o primeiro poema da literatura brasileira: Prosopopeia, de Bento Teixeira. A obra conta em estilo épico, inspirado em Camões, as façanhas da família Albuquerque, tendo sido dedicado ao então governador de Pernambuco, Jorge de Albuquerque Coelho. Prosopopeia foi publicado no ano de 1601.<ref name="Monteiro"/>

Outro marco na literatura pernambucana é o livro Historia Naturalis Brasiliae, primeiro tratado de história natural do Brasil, de autoria do médico e naturalista holandês Guilherme Piso, que o concebeu através da observação do jardim zoobotânico do Palácio de Friburgo, residência de Maurício de Nassau no Recife durante o domínio holandês.<ref name="Friburgo"/>

Duzentos e cinquenta anos depois de Historia Naturalis Brasiliae, o abolicionista pernambucano Joaquim Nabuco estava concluindo Minha Formação, obra clássica da literatura brasileira.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Anos mais tarde é lido, na Semana de Arte Moderna, o poema Os Sapos do recifense Manuel Bandeira, considerado o abre-alas do movimento.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Os literatos pernambucanos são muitos. Alguns deles: João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Joaquim Nabuco, Clarice Lispector, Paulo Freire, Gilberto Freyre, Joaquim Cardozo, Josué de Castro, Álvaro Lins, Marcos Vilaça, Martins Júnior, Mauro Mota, Mário Pedrosa, Manuel de Oliveira Lima, Barbosa Lima Sobrinho, Osman Lins, Dantas Barreto, Geraldo Holanda Cavalcanti, Evaldo Cabral de Mello, Evanildo Bechara, Olegário Mariano, João Carneiro de Sousa Bandeira, Adelmar Tavares, dentre diversos outros. Clarice Lispector, ucraniana naturalizada brasileira e um dos maiores nomes da literatura nacional, se declarava pernambucana por ter vivido a maior parte de sua infância e adolescência no Recife.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Outras manifestações artístico-culturais[editar]

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Folclore e gêneros musicais

Várias manifestações folclóricas surgiram em Pernambuco ao longo dos anos. O frevo, uma das principais delas, é símbolo do Carnaval Recife–Olinda, e se caracteriza pelo ritmo musical acelerado e pelos passos de dança que lembram a capoeira. Esse gênero já revelou e influenciou grandes músicos brasileiros. Antes da criação da axé music na década de 1980 o frevo era utilizado também no Carnaval de Salvador. Em cerimônia realizada na cidade de Paris, França, no ano de 2012, a UNESCO anunciou que, aprovado com unanimidade pelos votantes, o frevo foi eleito Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.<ref name="Frevo">Predefinição:Citar web</ref>

O Maracatu Nação, também conhecido como "Maracatu de Baque Virado", é uma manifestação cultural da música tradicional pernambucana afro-brasileira. É formado por um conjunto musical percussivo que acompanha um cortejo real. Os grupos apresentam um espetáculo repleto de simbologias e marcado pela riqueza estética e pela musicalidade. O momento de maior destaque consiste na saída às ruas para desfiles e apresentações no período carnavalesco.<ref name="Maracatu">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Maracatu2">Predefinição:Citar web</ref>

O Maracatu Rural, também referido como "Maracatu de Baque Solto", é outra manifestação cultural de Pernambuco, na qual figuram os conhecidos "caboclos de lança". Distingue-se do Maracatu Nação em organização, personagens e ritmo. O Maracatu "Cambinda Brasileira" é o mais antigo em atividade no país. O Maracatu Rural significa para seus integrantes algo a mais que uma brincadeira: é uma herança secular, motivo de muito orgulho e admiração. O cortejo do Maracatu Rural diferencia-se dos outros maracatus por suas características musicais próprias e pela essência de sua origem refletida no sincretismo de seus personagens.<ref name="Maracatu"/>

O Baião, gênero de música e dança, teve como maior expoente o pernambucano Luiz Gonzaga. O ritmo, ao lado de outros como o xote, faz parte do chamado forró. Já o Xaxado, dança típica originária do Sertão Pernambucano, é exclusivamente masculina e foi divulgada numa vasta área do interior nordestino pelo cangaceiro Lampião e pelos integrantes do seu bando. Também são muito comuns em Pernambuco as Bandas de Pífanos, além de outras músicas e danças oriundas do estado, como o Coco, a Ciranda, o Cavalo-Marinho, os Caboclinhos, o Pastoril, a Embolada, dentre outras manifestações.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Nos anos 1990 surgiu em Pernambuco o Manguebeat, movimento da contracultura que mistura ritmos regionais, como o maracatu, com rock, hip hop, funk e música eletrônica.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Teatro

Todos os anos, nas semanas que antecedem a Páscoa, realiza-se o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém no distrito de Fazenda Nova, na cidade de Brejo da Madre de Deus, Agreste Pernambucano. O evento, que é encenado naquele local, é reconhecido como o maior teatro ao ar livre do mundo. A cidade-teatro de Nova Jerusalém impressiona pela arquitetura: a construção é uma réplica da Judeia sagrada, com lagos artificiais, nove palcos, uma muralha de 3.500 m e 70 torres. Vários atores e atrizes de sucesso da Rede Globo já atuaram em Nova Jerusalém. A Paixão de Cristo existe desde 1951, como espetáculo teatral.<ref name="Nova_Jerusalém">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco deu origem ao Mamulengo, nome dado ao teatro de bonecos brasileiro, tido como um dos mais ricos espetáculos populares do país. É uma representação de dramas através de bonecos, em pequeno palco elevado coberto por uma empanada, atrás do qual ficam as pessoas que dão vida e voz aos personagens. Glória do Goitá, município da Zona da Mata pernambucana, detém o título de "berço do mamulengo".<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Artes visuais

Predefinição:Artigo principal O cinema de Pernambuco tem sua história iniciada em 1922, quando o ourives Edson Chagas e o gravador Gentil Roiz se juntam com o propósito de produzir filmes de enredo. Daí, surge a película "Retribuição", que estreou em 1923 com grande sucesso nos cinemas do Recife e que é considerado o primeiro filme de enredo realizado no Nordeste — anteriormente só havia algumas experiências com documentários. A produção cinematográfica local já recebeu inúmeros prêmios nacionais e internacionais e é recordista de indicações e premiações em diversas edições de festivais. Filmes de cineastas e roteiristas pernambucanos como os dramas Baile Perfumado (1996), Amarelo Manga (2002), Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), O Som ao Redor (2013), Serra Pelada (2013), Aquarius (2016), ou mesmo romances e comédias como O Auto da Compadecida (1999), Caramuru - A Invenção do Brasil (2001), Lisbela e o Prisioneiro (2003), A Máquina (2005), Fica Comigo Esta Noite (2006), O Bem Amado (2010), entre muitas outras produções, alcançaram grande projeção.<ref name="cinema">Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco também se destaca nas artes plásticas e design. São do estado nomes como Romero Britto, Tunga, Francisco Brennand, Marianne Peretti, Cícero Dias, Vicente do Rego Monteiro, Mestre Vitalino, Aloísio Magalhães, Andree Guittcis, Telles Júnior, Abelardo da Hora, Murillo La Greca, Corbiniano Lins, Reynaldo Fonseca, J. Borges, Eudes Mota, Gilvan Samico, Lula Cardoso Ayres, Paulo Bruscky, Galo de Souza, dentre muitos outros. O renomado artista plástico Vik Muniz é filho de pais pernambucanos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Festividades

O Carnaval do Recife é um carnaval multifacetado, com formas diferentes de carnaval de rua, desfiles de agremiações carnavalescas e apresentações de cantores e conjuntos musicais em palanques específicos. O Recife possui o maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada, que se apresenta no sábado de carnaval, ou "Sábado de Zé Pereira". Em 1995 o Galo reuniu mais de um milhão de pessoas, façanha que o incluiu no Guinness World Records.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Carnaval de Olinda é conhecido mundialmente pelos desfiles dos Bonecos de Olinda, bonecos de mais de dois metros, coloridos e de fácil localização, que saem às ruas junto com os foliões. A festa é realizada no centro histórico da cidade.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O São João de Caruaru é um dos mais famosos do Brasil. Possui diversos polos de animação, shows artísticos, apresentação de grupos folclóricos e regionais e culinária típica com iguarias à base de milho como canjica, pamonha, bolo de milho, pé de moleque e outras. Na maior festa de São João do mundo, o público chega a 1,5 milhão de pessoas. Jornalistas de várias partes do mundo registram o evento, que está no Guinness World Records, na categoria maior festa country (regional) ao ar livre do planeta.<ref name="são_joão">Predefinição:Citar web</ref>

Espaços culturais[editar]

Predefinição:Imagem múltipla O estado abriga muitos museus, centros culturais e instituições voltadas para a promoção de ações artísticas, como a Fundação Gilberto Freyre, a Oficina Cerâmica Francisco Brennand, o Instituto Ricardo Brennand, o Museu do Homem do Nordeste, o Museu Cais do Sertão, o Paço do Frevo, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, o Gabinete Português de Leitura, o Museu da Abolição, o Museu do Trem, o Museu da Cidade do Recife, o Museu do Estado de Pernambuco, o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, a Caixa Cultural, o Centro Cultural dos Correios, o Santander Cultural, a Academia Pernambucana de Letras, a Academia de Artes e Letras de Pernambuco, a Fundação Joaquim Nabuco, o Museu do Barro e do Forró, o Museu do Sertão, o Teatro de Santa Isabel, dentre outros.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Museu do Estado de Pernambuco, criado em 1928, possui um grande acervo eclético, com cerca de 12 mil itens abrangendo as áreas de arte, antropologia, história e etnografia.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O Museu do Homem do Nordeste, vinculado à Fundação Joaquim Nabuco/Ministério da Educação, é um importante museu antropológico que reúne acervo com cerca de 15 mil peças de heranças culturais da formação do povo nordestino. Conta ainda com uma sala de projeção, o Cinema do Museu, onde são exibidos filmes alternativos, cuja exibição não chega nas grandes salas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O Cais do Sertão, museu interativo e de objetos considerado um dos mais modernos equipamentos culturais do país, foi eleito o 18º melhor museu da América do Sul pelos usuários do site de viagens TripAdvisor.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Oficina Cerâmica Francisco Brennand é um complexo monumental com 15 km² de área construída — museu de arte e ateliê — criado pelo artista plástico Francisco Brennand, possui acervo com mais de 2 mil peças entre esculturas e pinturas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Já o Instituto Ricardo Brennand (IRB), fundado pelo colecionador e empresário Ricardo Brennand, está sediado em um complexo arquitetônico em estilo medieval, composto por três prédios: Museu Castelo São João, pinacoteca e galeria, circundados por um vasto parque. Abriga um dos maiores acervos de armas brancas do mundo, além de uma coleção permanente de objetos histórico-artísticos de diversas procedências, abrangendo o período que vai da Baixa Idade Média ao século XXI, com forte ênfase na documentação histórica e iconográfica relacionada ao período colonial e ao Brasil Holandês.<ref name="Aventuras">Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Panorama

Culinária[editar]

Predefinição:Imagem múltipla Predefinição:Artigo principal A culinária de Pernambuco foi influenciada diretamente pelas culturas europeia, africana e indígena. Diversas receitas originais provenientes de outros continentes foram adaptadas com ingredientes encontrados com facilidade na região, resultando em combinações únicas de sabores, cores e aromas.<ref name="Fundaj">Predefinição:Citar web</ref>

Destaca-se pela chamada "doçaria pernambucana", ou seja, os doces desenvolvidos durante os períodos colonial e imperial nos seus engenhos de açúcar como o bolo de rolo, o nego bom e a cartola; e também pelas bebidas e iguarias salgadas descobertas ou provavelmente originadas no estado a exemplo da cachaça, do beiju e da feijoada à brasileira.<ref name="Cachaça"/><ref name="Cachaça2">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Feijoada">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Carapuceiro">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Beiju">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Cachaça3">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Os quitutes mais conhecidos são, entre outros, o beiju ou tapioca, a feijoada à brasileira, o arrumadinho, o escondidinho, os caldinhos a exemplo dos caldos de sururu, camarão e peixe, a caldeirada, a moqueca pernambucana, a peixada pernambucana, o cozido, o chambaril, o charque à brejeira, o bredo de coco, o feijão de coco, o quibebe, a galinha à cabidela, o angu, o mungunzá salgado, o sarapatel, a buchada e a rabada. Entre as bebidas mais comuns, merece destaque a cachaça; e entre os doces oriundos de Pernambuco podemos citar o bolo de rolo, o bolo Souza Leão, o bolo barra branca, a cartola e o nego bom. No São João as comidas de milho estão presentes na pamonha, na canjica, no bolo de milho, no mungunzá doce, dentre outras iguarias.<ref name="Cachaça">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Fundaj"/><ref name="Cachaça3"/>

O bolo Souza Leão, o bolo de rolo e a cartola receberam, por lei, status de Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco. Já o beiju do Alto da Sé de Olinda, considerado o mais tradicional do Brasil e preservado pela "Associação das Tapioqueiras de Olinda", recebeu o título de patrimônio imaterial da cidade.<ref name="imaterial">Predefinição:Citar web</ref>

O Recife é o terceiro maior polo gastronômico do Brasil segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) — com cerca de 10 mil estabelecimentos —, após Rio de Janeiro e São Paulo.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pernambuco é o estado com o maior número de restaurantes estrelados pelo Guia Quatro Rodas no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul brasileiro, e o quarto do Brasil, atrás somente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Dezesseis estabelecimentos pernambucanos, que contam com chefs renomados e que vão da cozinha regional às cozinhas lusitana, italiana, francesa, japonesa e peruana, foram agraciados em 2013.<ref name="Guia Quatro Rodas">Predefinição:Citar web</ref>

Esportes[editar]

O esporte mais popular no estado é o futebol. Pernambuco é líder entre os estados do Norte-Nordeste no ranking das federações da CBF, e Recife foi uma das seis sedes da Copa do Mundo de 1950 (única sede nordestina), além de ter sediado a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Imagem múltipla

Pernambuco é também o estado do Norte-Nordeste que mais se destaca em outras modalidades esportivas: é o segundo estado brasileiro em número de títulos nacionais de hóquei, tanto no campeonato masculino quanto no feminino, atrás somente de São Paulo, e o Sport Club do Recife um dos dois únicos clubes brasileiros a conquistar um Campeonato Sul-Americano de Hóquei; e é o único estado fora do Centro-Sul com títulos Brasileiro e Sul-Americano de basquete, obtidos pela equipe feminina do Sport Club do Recife entre 2013 e 2014.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Campeonato Pernambucano de Futebol, um dos principais torneios estaduais do país, é disputado desde 1915, tendo como campeão sempre um time da capital. Os principais times do estado são o Sport Club do Recife, o que mais títulos estaduais possui (41 em 2017), sendo ainda Campeão Brasileiro de 1987, Campeão da Copa do Brasil de 2008, Vice-Campeão da Copa do Brasil de 1989 e Vice-Campeão da Copa dos Campeões de 2000; o Santa Cruz Futebol Clube, com 29 títulos pernambucanos, além do título Fita Azul do Brasil por ter retornado invicto ao país após uma excursão internacional na qual enfrentou times de futebol como o Paris Saint-Germain e algumas seleções; e o Clube Náutico Capibaribe, que detém a marca de mais títulos estaduais consecutivos (Hexacampeão) de um total de 21 conquistas e o título de Vice-Campeão Brasileiro de 1967. Os três principais clubes pernambucanos estão entre os mais antigos e tradicionais do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="FPF">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Outros clubes esportivos do estado são o América (com seis títulos estaduais de futebol e o Troféu Nordeste), o Clube Português do Recife, o Central, o Porto, o Ypiranga, o Salgueiro, o Petrolina, o Serra Talhada, o Belo Jardim e o Araripina.<ref name="FPF"/><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Os maiores times de Pernambuco possuem estádios próprios. O maior estádio construído é o Estádio do Arruda, pertencente ao Santa Cruz. Destaque ainda para a Ilha do Retiro, pertencente ao Sport, e para o Estádio dos Aflitos, que pertence ao Náutico, sendo que o Náutico manda os seus jogos atualmente na Arena de Pernambuco, um moderno estádio construído em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, para a Copa do Mundo de 2014.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Feriados[editar]

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Ver também[editar]

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Predefinição:Referências

Ligações externas[editar]

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