Paraíba

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Predefinição:Ver desambig Predefinição:Geocoordenadas Predefinição:Info/Estado do Brasil A Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localiza-se no leste da Região Nordeste. Limita-se com três estados: Rio Grande do Norte (norte), Pernambuco (sul) e Ceará (oeste), além do Oceano Atlântico (leste). Seu território é dividido em 223 municípios e apresenta uma área de Predefinição:Fmtn, pouco menor que a Croácia. Com uma população de 3,996 milhões de habitantes, a Paraíba é o décimo quarto estado mais populoso do Brasil. A capital e município mais populoso é João Pessoa. Outros municípios com população superior a cem mil habitantes são Campina Grande, Santa Rita e Patos.

Antes da colonização portuguesa, a Paraíba foi habitada por várias tribos indígenas. Em 1534, foi subordinada à Capitania de Itamaracá, adquirindo autonomia política em 1574 com a criação da Capitania da Paraíba, anexada a Pernambuco em 1756 e recuperando sua autonomia em 1799, existindo como unidade política separada desde então. A Paraíba foi participante da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador (1824). No ano de 1930, Getúlio Vargas indicou o presidente do estado (hoje governador), João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, como vice-presidente do Brasil. O assassinato de João Pessoa por João Duarte Dantas foi o estopim para a Revolução de 1930.

A Paraíba é berço de brasileiros notórios, como Epitácio Pessoa (ex-presidente do Brasil), Pedro Américo (pintor de renome internacional), Assis Chateaubriand (mais conhecido por ter fundado o Museu de Arte de São Paulo e a TV Tupi), Celso Furtado (um dos economistas mais influentes da história latino-americana), além de escritores como Ariano Suassuna, Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida, José Lins do Rêgo, dentre muitos.

Etimologia[editar]

A raiz etimológica de maior aceitação é a que considera as palavras de língua tupi pa'ra ("rio" ou "mar") + a'iba ("ruim" ou "difícil de invadir"), originando, desse modo, o topônimo Paraíba, atribuído inicialmente ao principal rio da região. O geógrafo e governador da capitania da Paraíba Elias Herckmans confirma essa versão em sua obra «Descrição geral da Capitania da Paraíba», de 1639, dizendo que os mais entendidos da língua nativa se referiam a estreita boca do canal que dificultava ao invasor conquistar na primeira expedição e de cara visto que bastavam duas baterias de canhão em cada margem para abater os navios pretendentes, fora já um rochedo que havia e que aparece nos mapas antigos, mas foi dinamitado por razões portuárias nas últimas décadas do século XX. Depois, tal potamônimo passou a designar também a capitania, que se elevou à categoria de província em 1822, sendo, em seguida, transformada em estado em 1889.<ref>BARBOSA, Francisco de Assis; MELO, Virginius da Gama; Paraíbain "Enciclopédia Mirador Internacional", Volume 16, Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda., São Paulo, 1993, p. 8580.</ref>

História[editar]

Predefinição:Artigo principal

Antes do descobrimento do Brasil, o território que hoje corresponde à Paraíba possuía inúmeras tribos indígenas. Entre o litoral e a região do Planalto da Borborema, os principais grupos indígenas eram os potiguaras, que habitavam em especial as margens do rio São Domingos, atual Rio Paraíba. Entre as tribos que habitavam desde a região da Borborema até o sertão estão os índios cariris e os ariús.<ref>Predefinição:Citar livro</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Colonização e conquista[editar]

Arquivo:Brasão da Capitania da Paraíba.jpg
Brasão da Capitania da Paraíba

Em 1534, o rei português D. João III divide a colônia em capitanias hereditárias, sendo a Paraíba subordinada à Capitania de Itamaracá, cujos limites iam desde o rio Guaju, próximo à divisa com o atual estado do Rio Grande do Norte, até o rio Goiana, localizado na divisa com Pernambuco. Porém, diferente da vizinha capitania de Pernambuco, a situação de Itamaracá não era tranquila, devido ao contrabando de madeira, além de peles e âmbares, por piratas franceses.<ref name="mello-2008"/><ref name="Mello_v2">Predefinição:Citar livro</ref>

Na capitania se fixaram alguns conventos e igrejas, bem como engenhos de açúcar. Um deles, o engenho Tracunhaém de propriedade de Diogo Dias, foi destruído no ano de 1574 por indígenas potiguaras, que também mataram seus moradores e forçaram os colonos residentes a se fixarem na Ilha de Itamaracá, ocasionando o ataque ao engenho Tracunhaém. A repercussão por parte da corte em Lisboa foi enorme e, para tranquilizar a situação, o rei criou a Capitania Real da Paraíba, subordinada diretamente à Coroa Portuguesa.<ref name="mello-2008"/><ref name="Mello_v2"/>

Embora criada em 1574, a capitania da Paraíba só foi ocupada onze anos depois. Luís de Brito foi nomeado para ser o governador-geral da capitania recém-criada e recebeu do rei português a ordem de punir os responsáveis pelo ataque do engenho e fundar uma nova cidade para abrigar a sede do governo, dando origens a cinco expedições com o propósito de conquistar a capitania, sendo as quatro primeiras terminadas em fracasso. Para repelir os invasores franceses, foi construído em 1584 o forte de São Tiago, na margem direita do rio Paraíba.<ref name="mello-2008"/><ref name="Mello_v2"/>

A quinta expedição foi comandada por Martim Leitão, ouvidor-geral de Olinda, contando também com a participação de Frutuoso Barbosa e João Tavares. À época, o litoral paraibano era habitado pelos índios potiguaras, tendo como principais rivais os tabajaras, comandados por Piragibe e originários do médio São Francisco e que, devido a secas que assolavam a região, deslocaram-se para as proximidades do litoral da Paraíba, fundando em 5 de agosto de 1585 a cidade de Nossa Senhora das Neves. Os tabajaras se juntaram aos colonos portugueses e, oferecendo-lhes apoio militar, conseguiram expulsar os índios potiguaras, acontecendo assim a conquista da Paraíba.<ref name="mello-2008"/><ref name="Mello_v2"/>

Em 10 de janeiro de 1586, tem-se registro a primeira sesmaria da Paraíba, que se localizava próximo à foz do rio homônimo. Na margem direita da foz desse rio, foi construído, no mesmo ano, o Forte de Santa Catarina, para efetivar assim a colonização da Paraíba e garantir o controle das terras.<ref name="mello-2008">Predefinição:Citar livro</ref>

Invasão holandesa[editar]

A primeira aparição dos holandeses em terras paraibanas aconteceu em 20 de junho de 1625.<ref name="hulsman-2006">Predefinição:Citar periódico</ref> Após expulsão dos holandeses de Salvador a 1.º de maio, no caminho de volta a Amsterdã, o almirante Boudewijn Hendricksz desembarcou seus navios em Baía da Traição para tratar os enfermos<ref>Predefinição:Citar web</ref> e enterrar 700 mortos.<ref name="hulsman-2006"/> Logo que chegou, Hendricksz tratou de fazer aliança com os potiguares, prometendo-lhes proteção em troca de serviços contra os portugueses.<ref name="hulsman-2006" /> Tão cedo soube do aporte dos holandeses, o governador-geral paraibano, Antônio de Albuquerque, enviou tropas para expulsar os invasores. Comandados por Francisco Coelho de Carvalho, com gente da Capitania da Paraíba e da Capitania de Pernambuco, e por Antônio de Albuquerque de Melo, com gente da Capitania do Rio Grande, totalizando sete companhias de emboscadas, e auxiliados por 300 índios, os portugueses repeliram os holandeses em 1.º de agosto.<ref name="donato-1996">Predefinição:Citar livro</ref> Na batalha sangrenta, os índios potiguares aliados dos holandeses foram exterminados, na morte de 600 a milhares entre homens, mulheres e crianças.<ref name="hulsman-2006" /><ref name="donato-1996" /> Derrotado, Hendricksz partiu da Paraíba rumo a Porto Rico.

Em 5 de dezembro de 1632, 1,6 mil batavos chegaram à Paraíba, comandados por Callenfels. Ocorreu um verdadeiro tiroteio e os holandeses ergueram trincheiras em frente ao forte de Santa Catarina, mesmo assim foram derrotados, após a chegada de homens enviados pelo governador-geral à cidade de Nossa Senhora das Neves. Os brasileiros também tentaram construir uma trincheira em frente ao mesmo forte, mas logo enfrentaram resistência holandesa. Sem capacidade de vencer, os invasores se retiraram do local e fugiram para Pernambuco. Os invasores holandeses decidiram ir em direção ao Rio Grande do Norte e atacá-lo, contudo, tal ataque foi impedido. Os invasores voltaram para a Paraíba para atacar o Forte de Santo Antônio, porém desistiram devido à construção de uma trincheira nesse forte, seguindo diretamente para Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.<ref name="História_PMPB">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Paraíba_História">Predefinição:Citar web</ref>

Em 25 de novembro de 1634, ocorreu uma nova tentativa de ataque com a chegada de uma esquadra de 29 navios à costa paraibana e, no dia 4 de dezembro, os invasores chegaram ao norte do Jaguaribe, onde prenderam o governador (que conseguiu escapar mais tarde) e mais dois brasileiros. No dia seguinte, já em direção a Cabedelo, os batavos foram conseguindo se fortificar. Enquanto várias propriedades eram furtadas por Callabar, Antônio de Albuquerque Maranhão, filho de Jerônimo de Albuquerque Maranhão (que conquistou o Maranhão no início do século XVII) enviou à Paraíba vários combatentes para repelir os holandeses, contando com ajudas de Pernambuco e Rio Grande do Norte. Mesmo com a chegada com conde Bagnuolo para tentar ajudar os paraibanos, estes já se encontravam muito enfraquecidos, razão pelo qual entregaram os fortes de Santa Catarina e Santo Antônio. O conde decidiu abandonar a Paraíba e fugiu para Pernambuco.<ref name="História_PMPB"/>

As tropas comandadas por Antônio de Albuquerque, contando com apoio da população local, tentaram fundar o Arraial do Engenho Velho. Os holandeses se dirigiram então à cidade de Filipeia de Nossa Senhora das Neves, em busca de Antônio de Albuquerque, que não foi localizado, e encontraram a cidade praticamente abandonada e vazia. Somente algum tempo depois, o comandante e líder das tropas holandesas encontrou Duarte Gomes, que foi preso por Antônio de Albuquerque e mandado em direção ao Arraial do Bom Jesus, sendo posteriormente libertado pelos invasores. A população local ainda possuía o desejo de expulsar todos os holandeses de suas terras. Em duas tentativas, ambas sob a liderança de André Vidal de Negreiros, os paraibanos conseguiram, primeiramente, vencer os invasores, no engenho do Espírito Santo e, em outra tentativa, novos homens foram contratados e treinados para poder repelir os holandeses. Em Timbiri, os paraibanos se reuniram e caminharam em direção ao engenho de Santo André, local em que foram atacados pelas tropas de Paulo Linge. Depois de vários combates e lutas, mais de oitenta paraibanos foram dizimados, incluindo o capitão Francisco Leitão.<ref name="História_PMPB"/>

Conquista do interior e autonomia[editar]

Após o contexto das invasões holandesas, a economia canavieira se viu arrasada. As plantações de cana-de-açúcar no litoral foram incendiadas, fazendo com que a produção do açúcar diminuísse consideravelmente. Nos dez anos seguintes, os governantes da Paraíba não conseguiram recuperar a economia canavieira. Até 1670, a ocupação do espaço paraibano se restringia apenas ao litoral. A partir de então deu-se início à ocupação do interior, em duas direções: uma do litoral ao sertão, comandada pela família Oliveira Ledo, responsável pela fundação de vários povoados, hoje municípios; outra, mais importante, partia do sertão do São Francisco, na Bahia, e prosseguiu na direção norte, chegando ao interior paraibano.<ref name="Mello_v4"/>

Na conquista do interior houve ainda a participação de bandeirantes, comandados por Domingos Jorge Velho. A colonização interiorana foi marcada ainda por conflitos, como a Guerra dos Bárbaros, entre os colonos e os principais grupos indígenas que habitavam a região, como os caicós, os icós, os janduís e sucurus, bem como pela escravidão e massacres de algumas dessas tribos.<ref name="Mello_v4">Predefinição:Citar livro</ref><ref name="medeiros>Predefinição:Citar conferência</ref>

A conquista do interior também foi realizada por meio das missões de catequese, que objetivavam, principalmente, a catequização dos índios. Entre os principais missionários, um dos mais importantes é o sacerdote Martim Nantes, fundador da vila de Pilar.<ref>Predefinição:Citar periódico</ref> Outros nomes que também tiveram importância no projeto de conquista e colonização do interior foram o Luís Soares e Elias Herckmans, este último que, juntamente com Manuel Rodrigues, estabeleceu-se na região em busca de minas de ouro, principalmente na Serra da Borborema, além de Francisco Dias D’Ávila, fundador da Casa da Torre.<ref>Predefinição:Citar tese</ref>

Em 1º de janeiro de 1756, a capitania da Paraíba foi extinta e anexada a Pernambuco, tornando-se novamente independente em 11 de janeiro de 1799.<ref>Predefinição:Citar livro</ref> Em 1818, a porção norte do território paraibano foi desmembrada, através de Carta Régia, e formou o território que viria a ser o atual estado do Rio Grande do Norte.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Movimentos liberais e império[editar]

Arquivo:José Peregrino, Revolução Pernambucana – 1817.jpg
José Peregrino, um dos mártires da Revolução Pernambucana, foi enforcado e esquartejado com dezenove anos incompletos, e sua cabeça e suas mãos foram enviadas à Paraíba. Óleo sobre tela de Antônio Parreiras, no Palácio da Redenção.

Ao longo de sua história, a Paraíba participou de várias revoltas. No período colonial, destaca-se a Revolução Pernambucana de 1817, que surgiu baseada na independência dos Estados Unidos e nos ideais da Revolução Francesa, com o objetivo de tornar o Brasil um país independente. De Pernambuco, a revolução se espalhou por todo o Nordeste. Na Paraíba, o movimento entrou por Itabaiana e seguiu em direção a Areia, estendendo-se por diversas outras localidades do agreste, sertão e litoral. Participaram Amaro Gomes Coutinho, Francisco José da Silveira, José Peregrino, Padre Antônio Pereira, Inácio de Albuquerque Maranhão, entre outros revoltosos. O desfecho do movimento não obteve êxito, contudo a luta pela independência prosseguiu. Os cinco anos seguintes (1818-1822) foram marcados por acirramentos entre duas facções rivais, os cajás, revolucionários, também chamados de patriotas, e os carambolas (realistas), contrarrevolucionários.<ref name="Mello_v6">Predefinição:Citar livro</ref>

Em 1822, o Brasil se torna independente de Portugal e a Paraíba se torna uma província do império brasileiro e D. Pedro I é proclamado imperador do país. Dois anos depois, a Paraíba se envolve na Confederação do Equador, que teve início em Pernambuco e representou a principal reação contra a tendência monarquista e a política centralizadora de D. Pedro I esboçada na primeira constituição brasileira, outorgada em março de 1824. Seu principal líder foi o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, apelidado de Frei Caneca, que de Recife se deslocou a Itabaiana e se juntou ao areiense Félix Antônio. De lá, percorreram partes da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, em defesa dos seus ideais federalistas e nacionalistas. Do Ceará, foram mandados para Recife para serem fuzilados, mas apenas Frei Caneca acabou morto pelas tropas imperiais, enquanto Félix Antônio conseguiu fugir.<ref name="Mello_v6"/>

Entre o final de 1848 e 1849, ocorreu, sem sucesso, a Revolta Praieira, cujo palco foi novamente Pernambuco. Durou cerca de cinco meses, tendo seus ideais inspirados pelas revoluções ocorridas em 1848 na Europa. A Revolta Praieira chegou à Paraíba em fevereiro de 1849, liderada por Maximiano Machado e Borges da Fonseca, e reivindicava várias reformas sociais e econômicas, como a divisão latifundiária, a instalação de um regime democrático e a liberdade de imprensa.<ref name="Mello_v6"/>

Três anos depois, em 1851, a Paraíba, juntamente com suas províncias vizinhas, envolveu-se em mais uma revolta, intitulada Ronco da Abelha, que objetivava controlar os trabalhadores livres, na época da diminuição do tráfico de escravos. Entre os meses de outubro e dezembro de 1874, participou da Revolta do Quebra-Quilos, ocorrida após a substituição do sistema de pesos e medidas vigente no país; a revolta na Paraíba teve como principal palco localidades do agreste e foi caracterizada por diversos atos de violência, ao mesmo tempo em que era desencadeada a questão religiosa. A Paraíba participou ainda da Guerra do Paraguai, com um efetivo de três mil homens.<ref name="Mello_v8">Predefinição:Citar livro</ref>

Em 1860 a Paraíba tinha uma população de aproximadamente 212 mil habitantes e sofria com sérios problemas de saúde pública e epidemias de doenças, como cólera e febre amarela, sendo uma das principais causas o precário abastecimento de água. Em 1877, a província é atingida por uma grande seca, a mais grave da história, acentuando a pobreza e provocando consequentemente uma migração populacional do interior para o litoral.<ref name="Mello_v8"/>

República[editar]

Arquivo:Epitacio Pessoa (1919).jpg
Epitácio Pessoa foi o único paraibano a tornar-se presidente da República, entre 1919 e 1922, além de ter sido o único brasileiro a ter ocupado a presidência dos poderes executivo, legislativo e judiciário federais.

Em novembro de 1889, após a queda do regime monárquico e a consequente instituição da república no Brasil, a Paraíba, assim como as outras províncias, transforma-se em estado da federação. Durante o período da República Velha (1889 a 1930), o poder paraibano esteve nas mãos das oligarquias de Venâncio Neiva, Álvaro Lopes Machado e o epitacismo (Epitácio Pessoa). Venâncio Augusto de Magalhães Neiva foi o primeiro presidente (hoje governador) do estado, entre 1889 e 1891, quando foi deposto, assumindo em seu lugar um triunvirato, que governou até a nomeação, pelo presidente Floriano Peixoto, de Álvaro Machado para o governo estadual. Seu governo durou até 1896, quando ele renunciou ao cargo para se candidatar ao Senado, enquanto que, em seu lugar, assumiu o vice-presidente do estado, o Monsenhor Valfredo Leal e, posteriormente, Antônio Alfredo da Gama e Melo.<ref name="República_Paraíba">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a economia da Paraíba entrou em crise, principalmente devido à queda nas exportações do algodão, um dos principais produtos agrícolas do estado.<ref name="República_Paraíba"/><ref name="Paraíba" /> Em 9 de fevereiro de 1926, a Coluna Prestes, comandada por Luís Carlos Prestes, Miguel Costa e Juarez Távora, passou pela Paraíba. Nessa mesma época, o estado também teve destaque no cangaço, tendo Antônio Silvino, Chico Pereira e Virgulino Ferreira da Silva (o Lampião) como líderes de bandos que atuaram nas localidades de Cajazeiras, Guarabira, Piancó e Sousa.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.jpg
João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, presidente do estado da Paraíba entre 1928 e 1930, ano em que foi assassinado.

Em 1930, ocorreu um movimento revolucionário, do qual a Paraíba liderou junto com Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O presidente Washington Luís, que deveria apoiar a candidatura à presidência do mineiro Antônio Carlos, apoiou o paulista Júlio Prestes, provocando, por parte de Minas Gerais, sua ruptura com a aliança paulista. Os estados líderes se uniram e criaram a Aliança Liberal, que indicou Getúlio Vargas para ser candidato à presidência e o presidente da Paraíba, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, para a vice-presidência. A vitória de Júlio Prestes desencadeou o movimento revolucionário, impedindo-o de tomar posse e fazendo com que João Pessoa passasse a enfrentar várias rebeliões até que, em 26 de julho de 1930, em Recife ele foi assassinado por João Duarte Dantas em uma confeitaria da cidade, evento que gerou muita repercussão em todo o Brasil. Seu corpo foi enterrado no Rio de Janeiro.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Paraíba" /><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> A capital paraibana, antes chamada Cidade da Paraíba, passou a se chamar João Pessoa a partir de 4 de setembro de 1930 e a atual bandeira da Paraíba foi adotada em 25 de setembro, ambas mudanças em sua homenagem,<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> no entanto tais homenagens tem sido questionadas ultimamente.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Outra homenagem a João Pessoa foi o feriado estadual de 26 de julho, instituído pela Lei Estadual n.º 3.489, de 30 de agosto de 1967, embora não costumasse ser respeitado,<ref>Predefinição:Citar web</ref> sendo extinto em 16 de dezembro de 2015 pela Lei Estadual n.º 10.601.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Com a morte de João Pessoa, assumiu Álvaro Pereira de Carvalho, mas por um curto período, de pouco mais de dois meses, até 4 de outubro de 1930, quando afastou-se do cargo por ordem de José Américo de Almeida, que fazia parte do movimento revolucionário liderado em âmbito nacional por Getúlio Vargas. Por determinação dos líderes revolucionários, José Américo substituiu Carvalho logo em seguida.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name=":2">Predefinição:Citar web</ref> Pouco depois, José Américo deixou a interventoria para assumir o Ministério da Viação e Obras Públicas e apontou Antenor Navarro para substituí-lo em 9 de novembro.<ref name=":2" /><ref name=":3">Predefinição:Citar web</ref> Antenor Navarro permaneceu no cargo até 26 de abril de 1932, quando faleceu em decorrência de um desastre aéreo.<ref name=":3" /> Após sua morte, Gratuliano da Costa Brito assumiu interinamente a interventoria e foi efetivado como interventor em junho, deixando o cargo em 26 de dezembro de 1934 após ser eleito deputado federal.<ref>Predefinição:Citar web</ref> José Marques da Silva Mariz tornou-se, então, interventor interino até Argemiro de Figueiredo ser empossado em 25 de janeiro de 1935, após eleição indireta dos deputados da Assembleia Constituinte da Paraíba.<ref name="cpdoc-argemiro-de-figueiredo">Predefinição:Citar web</ref>

Em 1937, com o Estado Novo, Argemiro de Figueiredo tornou-se interventor federal em 23 de novembro e esteve no poder até o ano de 1940.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> O último interventor foi José Gomes da Silva, cujo governo se deu entre 1946 e 1947. Desde 1947 até 2018, a Paraíba teve 23 governadores, alguns eleitos diretamente, outros indiretamente, seja pela assembleia legislativa (Ernani Sátiro e Ivan Bichara) ou por meio de um colégio eleitoral (Tarcísio Burity), outros assumiram por renúncia, cassação ou morte do titular (José Maranhão, em 1995, assumiu devido à morte de Antônio Mariz, e em 2009, com a cassação de Cássio Cunha Lima e seu vice) e alguns eram presidentes da assembleia legislativa e outros do tribunal da justiça.<ref name="PB_Governadores">Predefinição:Citar web</ref>

Em 1989, ano da promulgação da atual constituição da Paraíba,<ref name="Constituição do estado da Paraíba" /> foi encontrado no distrito de São José da Batalha, município de Salgadinho, uma nova espécie de turmalina, que leva o nome do estado e também encontrada no estado vizinho do Rio Grande do Norte e no continente africano, mais especificamente em Moçambique e Nigéria.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Panorama

Geografia[editar]

Arquivo:Ponta do Seixas João Pessoa.jpg
Ponta dos Seixas, vista do farol do Cabo Branco, o ponto mais oriental das Américas, em João Pessoa.
Arquivo:Roliudenordestina.jpg
Cabaceiras, apelidada de Roliúde Nordestina, é também o município onde menos chove no país.<ref name="Cabaceiras-PB"/>

A Paraíba está localizada a leste da Região Nordeste do Brasil, fazendo divisa com os estados do Rio Grande do Norte (norte), de Pernambuco (sul) e do Ceará (a oeste) e o Oceano Atlântico (a leste).<ref name="Divisas"/> A distância linear entre seus pontos extremos é de 263 quilômetros no sentido norte-sul e de 443 quilômetros no sentido leste-oeste.<ref name="Anuário-PB_2011" /> O ponto mais a leste da Paraíba, a Ponta dos Seixas, em João Pessoa, é também o ponto mais oriental do Brasil e da América.<ref name="Divisas">Predefinição:Citar web</ref> Sua área territorial é de Predefinição:Fmtn, sendo um dos menores estados do país.<ref name="IBGE_Área"/>

O relevo da Paraíba é diversificado, e varia desde planícies no litoral a depressões no sertão. No litoral há a Planície Litorânea e, no restante da zona da mata, os tabuleiros, formados a partir de acúmulos de terras que descem de localidades mais altas. No agreste, região de transição entre o litoral e o sertão, o relevo é formado por depressões situadas entre os tabuleiros e o Planalto da Borborema, com altitudes entre trezentos e oitocentos metros. Por último, no sertão, há a Depressão Sertaneja, desde o município de Patos até a Serra da Viração. Mais da metade do território estadual é dominada por rochas muito antigas e resistentes formadas durante o período Pré-Cambriano, há mais de 2,5 bilhões de anos.<ref name="Paraíba_Geografia">Predefinição:Citar web</ref> Desse período também se formaram alguns sítios arqueológicos do estado, como a Pedra do Ingá. As principais serras localizadas na Paraíba são: Serra do Teixeira (onde está localizado o Pico do Jabre, ponto culminante da Paraíba com uma altitude de Predefinição:Fmtn metros acima do nível do mar), Serra da Paula (Predefinição:Fmtn), Serra do Tabaquino (Predefinição:Fmtn), Serra do Pesa (Predefinição:Fmtn) e Serra do Cariris Velho (Predefinição:Fmtn).<ref name="Anuário-PB_2011" />

Devido à sua proximidade com a Linha do Equador a Paraíba possui um clima quente, com temperaturas elevadas durante todo o ano, e variado conforme o relevo local. Na região litorânea, o clima é classificado como tropical úmido, com temperaturas médias em torno de 24 °C, e duas estações, uma seca no verão e outra chuvosa no outono e no inverno, e precipitações médias iguais ou superiores a Predefinição:Fmtn por ano. Mais para o interior, após a Serra da Borborema, o clima abundante é o semiárido, caracterizado pelas chuvas escassas e irregulares, com baixa pluviosidade, que por vezes é inferior aos 500 milímetros anuais.<ref name="Paraíba_Geografia"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> Cabaceiras, na região da Borborema, possui o título de município mais seco do país.<ref name="Cabaceiras-PB">Predefinição:Citar web</ref> Patos, no sertão, é a cidade mais quente da Paraíba.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Quase 98% do seu território está incluído no Polígono das Secas.<ref name="Geografia_Paraíba_Total"/><ref>Predefinição:Citar web</ref>

De acordo com Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba, as classes de solos existentes no estado são: afloramentos de rocha (que cobre 0,26% do território estadual), areias quatzosas (1,17%), bruno não cálcico (25,95%), cambissolos (0,84%), gleissolos (0,04%) latossolos (0,60%), podzóis hidromórficos (0,49%), podzólico vermelho amarelo (14,36%), planossolos (0,86%), regossolos (4,77%), solos aluviais (3,38%), solos indiscriminados de mangue (0,26%), solos litólicos (39,11%), solos solonétzicos solodizados (3,98%), terra roxa estruturada (0,54%) e vertissolos (3,39%).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Hidrografia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Arquivo:Açude de Coremas.jpg
Barragem Doutor Estevam Marinho, em principal açude da Paraíba, transbordando durante o período chuvoso de 2006.

No Brasil, a Paraíba encontra-se inserida na região hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em se tratando apenas das bacias hidrográficas do estado, a Paraíba é abrangida por um conjunto de onze bacias, sendo a maior de todas a do rio Piranhas, que cobre Predefinição:Fmtn de área e é formada pelas sub-bacias hidrográficas do rio Piancó (Predefinição:Fmtn), do Médio Piranhas (Predefinição:Fmtn), do rio Seridó (Predefinição:Fmtn), do rio do Peixe (Predefinição:Fmtn), do rio Espinharas (Predefinição:Fmtn) e do Alto Piranhas (Predefinição:Fmtn).<ref name="Anuário-PB_2011"/>

A segunda maior bacia é a do Rio Paraíba, com uma área de Predefinição:Fmtn e formada pelas sub-bacias do Alto Paraíba (Predefinição:Fmtn), do Rio Taperoá (Predefinição:Fmtn), do Baixo Paraíba (Predefinição:Fmtn) e do Médio Paraíba (Predefinição:Fmtn). As demais bacias hidrográficas da Paraíba são as dos rios Mamanguape (Predefinição:Fmtn), Curimataú (Predefinição:Fmtn), Jacu (977,31 km²), Camaratuba (637,16 km²), Gramame (589,38 km²), Abiaí (585,51 km²), Miriri (436,19 km²), Guaju (152,62 km²) e Trairi (16,08 km²).<ref name="Anuário-PB_2011">Predefinição:Citar web</ref>

Alguns rios da Paraíba nascem em serras do Planalto da Borborema e deságuam no litoral do estado, sendo o principal o Rio Paraíba, que nasce na Serra de Jabitacá, no município de Monteiro, percorrendo cerca de 360 quilômetros até desaguar no mar, destacando-se também os rios Curimataú e Mamanguape. Outros têm sua nascente no sertão e sua foz no litoral do Rio Grande do Norte; o principal é o rio Piranhas, o mais importante do sertão paraibano, que tem como principais afluentes os rios do Peixe, Piancó e o Espinharas, tendo sua nascente na Serra do Bongá, próximo à divisa da Paraíba com o Ceará e deságua em Macau, no litoral norte-riograndense, sendo aproveitável para a irrigação em parte do seu curso.<ref name="Paraíba_Geografia"/>

Os principais reservatórios de água da Paraíba estão localizados em Coremas: a Barragem Doutor Estevam Marinho, também conhecido por Açude Coremas (Predefinição:Fmtn) e o açude Mãe d'Água (Predefinição:Fmtn). Outros grandes reservatórios são os açudes Epitácio Pessoa (Predefinição:Fmtn), em Boqueirão; Engenheiro Ávidos (Predefinição:Fmtn) e Lagoa do Arroz (Predefinição:Fmtn), localizados em Cajazeiras;<ref name="Anuário-PB_2011" /> Cachoeira dos Cegos (Predefinição:Fmtn), em Catingueira; São Gonçalo (Predefinição:Fmtn), em Sousa; Capoeira (Predefinição:Fmtn), em Santa Teresinha; Engenheiro Arcoverde (Predefinição:Fmtn), em Condado; Farinha (Predefinição:Fmtn) e Jatobá (Predefinição:Fmtn), localizados em Patos; e Santa Luzia, em Santa Luzia (Predefinição:Fmtn).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Meio ambiente[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Mais informações

No litoral, predominam os tabuleiros, com manguezais e espécies da Mata Atlântica, enquanto no sertão, especialmente após a formação do Planalto da Borborema, predomina a caatinga, típica do clima semiárido. Na flora, algumas das espécies mais encontradas são a baraúna, o batiputá, a mangabeira, o mandacaru, a peroba, a sucupira e xique-xique.<ref name="Paraíba_Geografia"/><ref name="Geografia_Paraíba_Total">Predefinição:Citar web</ref>

Com o objetivo de preservar e conservar a flora, a fauna, os recursos hídricos, as características locais, bem como recuperar ecossistemas degradados e promover o desenvolvimento sustentável, entre outros motivos, foram criadas algumas unidades de conservação. Em 2010, a Paraíba possuía 37 unidades de conservação, sendo dezesseis estaduais; nove reservas particulares do patrimônio natural (RPPN), dos quais sete sob jurisdição federal e duas sob jurisdição estadual; sete federais e cinco municipais.<ref name="Anuário-PB_2011" />

Em virtude da remoção da cobertura vegetal ou da caça, de uma lista de 46 espécies ameaçadas de extinção na Paraíba, conforme estudo da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA), cerca de 25 têm (ou tinham) seu habitat na zona da mata.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Demografia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Predefinição:Crescimento populacional do Censo do Brasil Segundo o censo brasileiro de 2010, a população do estado da Paraíba era de Predefinição:Fmtn habitantes, sendo a décima terceira unidade da federação mais populosa do país, concentrando cerca de 2% da população brasileira<ref name="Tabela 2.9"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> e apresentando uma densidade demográfica de 66,70 habitantes por quilômetro quadrado.<ref>Predefinição:Citar web</ref> De acordo com este mesmo censo demográfico, Predefinição:Fmtn habitantes viviam na zona urbana (75,37%) e Predefinição:Fmtn na zona rural (24,63%). Ao mesmo tempo, Predefinição:Fmtn pessoas eram do sexo masculino (48,44%) e Predefinição:Fmtn do sexo feminino (51,56%),<ref>Predefinição:Citar web</ref> tendo uma razão de sexo de 93,94.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Sua capital, João Pessoa, com seus Predefinição:Fmtn habitantes, concentrava, neste mesmo ano, 19,2% da população estadual<ref>Predefinição:Citar web</ref> e possuía a maior densidade demográfica da Paraíba (Predefinição:Fmtn).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Da população total do estado, considerando-se a nacionalidade, Predefinição:Fmtn (99,96%) eram brasileiros, sendo Predefinição:Fmtn brasileiros natos (99,95%) e 409 naturalizados brasileiros (0,01%), além de Predefinição:Fmtn estrangeiros (0,04%).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Simultaneamente, Predefinição:Fmtn pessoas eram nascidas no próprio estado (91,99%) e os Predefinição:Fmtn restantes eram de outros estados ou até mesmo do exterior (8,01%).<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Dos 223 municípios do estado, apenas quatro possuíam população superior a cem mil habitantes (João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita e Patos), seis entre 50 e 100 mil habitantes (Bayeux, Sousa, Cajazeiras, Cabedelo, Guarabira e Sapé), 20 entre vinte e cinquenta mil, 56 entre dez e vinte mil, 68 entre cinco e dez mil, 63 entre dois e cinco mil e seis abaixo de dois mil habitantes (Areia de Baraúnas, Coxixola, Riacho de Santo Antônio, Quixaba, São José do Brejo do Cruz e Parari).<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Entre 2000 e 2010, a Paraíba registrou um crescimento populacional 9,51%, inferior às médias da região Nordeste (11,29%) e do Brasil (12,48%).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Índice de Desenvolvimento Humano do estado da Paraíba é 0,722, considerado alto conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último relatório, divulgado em 2019 com dados relativos a 2017, o seu valor era de 0,722, estando na 20ª colocação a nível nacional e em quarto a nível regional, sendo superado pelos estados de Pernambuco (0,727), Rio Grande do Norte (0,731) e Ceará (0,735), e à frente de Alagoas (0,683), Maranhão (0,687), Piauí (0,697), Sergipe (0,702), e Bahia (0,714).<ref>Predefinição:Citar web</ref>. Considerando-se o índice da educação, seu valor é de 0,555 (24º), o índice de longevidade é de 0,783 (22º) e o de renda é 0,656 (22º).<ref name="IPEA_PNUD_2019"/> A incidência de pobreza, em 2003, era de 57,48% (sendo 61,75% o índice de pobreza subjetiva) e o índice de Gini no mesmo ano era 0,46.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2009, a taxa de fecundidade era de 2,25 filhos por mulher, a décima maior do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Municípios mais populosos da Paraíba

Regiões metropolitanas[editar]

Predefinição:Anexo

A Região Metropolitana de João Pessoa é a primeira do estado, criada em 2003. Seis anos depois, em 2009, a região de Campina Grande foi criada. Nos anos seguintes, o número de regiões metropolitanas que foram instituídas expandiu, sendo que em 2011 foram as de Guarabira e Patos; em 2012 as de Barra de Santa Rosa, Cajazeiras, Esperança e Vale do Piancó; e em 2013 as de Araruna, Itabaiana, Sousa e Vale do Mamanguape.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Ao todo são doze regiões metropolitanas.

Religião[editar]

Arquivo:Catedral de Nossa Senhora da Piedade, Cajazeiras - Paraíba.jpg
Catedral de Nossa Senhora da Piedade, em Cajazeiras, sé episcopal da diocese.

De acordo com o censo de 2010, a população da Paraíba é formada por católicos apostólicos romanos (76,958%), protestantes (15,16%), espíritas (0,615%), testemunhas de Jeová (0,467%), católicos apostólicos brasileiros (0,219%), mórmons (0,113%), católicos ortodoxos (0,052%), candomblecistas (0,035%), umbandistas (0,029%), esotéricos (0,023%), judaístas (0,017%), religiosos orientais (0,014%), tradições indígenas (0,010%), espiritualistas (0,004%), islâmicos (0,002%), hinduístas (0,002%) e religiosos afro-brasileiros (0,001%), além de outras religiosidades. Havia também os sem religião (5,661%), dentre os quais ateus (0,106%) e agnósticos (0,046%); pessoas com religião indeterminada e/ou múltiplo pertencimento (0,154%); os que não souberam (0,154%) e não declararam (0,016%).<ref name="Tabela 2094">Predefinição:Citar web</ref>

Na Igreja Católica, a Paraíba pertence à Regional Nordeste II, que também abrange os estados de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte, e seu território está inserido na Província Eclesiástica da Paraíba,<ref>Predefinição:Citar web</ref> formada pela Arquidiocese da Paraíba e suas quatro dioceses sufragâneas: Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira e Patos.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Paraíba também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, entre as quais a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Cristã de Nova Vida, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, as igrejas batistas, as igrejas Assembleias de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Congregação Cristã no Brasil, entre outras. Como já mencionado, 15,16% da população paraibana declararam-se evangélicos, sendo que 8,45% pertenciam às igrejas evangélicas de origem pentecostal, 3,259% às evangélicas de missão (3,259%) e 3,451% a evangélicas não determinadas.<ref name="Tabela 2094"/>

Predefinição:Imagem múltipla

Etnias[editar]

Conforme dados do censo de 2010, 52,948% da população declararam-se como pardos, 39,672% como brancos, 5,611% pretos, 1,238% amarelos e 0,517% indígenas, além dos que não declararam (0,013%).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Baía da Traição, Paraíba, Brasil.jpg
Panorama de Baía da Traição, no litoral norte, o quarto município mais indígena do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Tal como os brasileiros, a origem dos paraibanos está ligada à miscigenação entre brancos (vindos da Europa), os indígenas locais e os negros (vindos da África). Isso contribuiu para que a população paraibana fosse considerada como mestiça. Os pardos constituem a maioria da população do estado e, entre eles, os principais são os caboclos, que predominam no interior e no litoral norte, enquanto nas regiões do agreste e do Cariri (mais especificamente o centro-sul paraibano), a população de mestiços é formada principalmente por mulatos.<ref name="Grupos étnicos" /> A identidade mestiça foi reconhecida como um grupo étnico-racial-cultural pela lei estadual N.º 8.374, de 9 de novembro de 2007, que também instituiu o Dia do Mestiço na Paraíba, comemorado desde então no dia 27 de junho.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Existem também pequenas populações de cafuzos dentro do estado.<ref name="Grupos étnicos" />

Os descendentes de europeus ocupam em especial os maiores centros urbanos, bem como as regiões do brejo e alto sertão. Ao contrário do que ocorreu em Pernambuco, na Bahia e no Maranhão, a Paraíba teve pouco destaque na cultura da cana-de-açúcar, o que fez com que pouca oferta da mão de obra africana viesse ao local e, consequentemente, contribuiu para que apenas uma pequena parte da população atual seja formada por negros.<ref name="Grupos étnicos">Predefinição:Citar web</ref> Restam, contudo, algumas poucas comunidades de quilombos espalhadas por várias partes do estado.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Na região litorânea, os índios potiguaras, que já chegaram a ocupar grande parte da costa litorânea do Nordeste, desde o Maranhão até Pernambuco, ocupam uma área de apenas 33 mil hectares de terra nos municípios de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar vídeo</ref> Os índios tabajaras, que outrora foram milhares, restam pouco menos de mil deles, distribuídos pela microrregiões de João Pessoa e do Litoral Sul.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Criminalidade[editar]

Predefinição:Anexo

De acordo com dados do "Mapa da Violência 2012", publicado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que era de 10,8 em 1980, subiu para para 33,8 em 2009 (ficando acima da média nacional, que era de 27,0). Nos mesmos anos, o número de homicídios subiu de 519 para Predefinição:Fmtn. Em geral, a Paraíba subiu catorze posições no ranking nacional dos estados e Distrito Federal por taxa de homicídios, passando da vigésima posição em 2000 para a sexta em 2010. João Pessoa e região metropolitana possuíam taxas quase duas vezes maiores que a do estado (64,3), enquanto que, no interior, o mesmo era menor que a média estadual (21,2).<ref name="Mapa da Violência 2012 - Paraíba"/>

Em 2000, os dois municípios mais populosos da Paraíba concentravam 67,6% dos casos de homicídios do estado, número que se reduziu para 55% em 2010. Considerando-se todos os municípios com mais de cem mil habitantes, que em 2000 eram responsáveis por 25% do total de homicídios, passaram, em 2010, para 35% do total do mesmo. Entre os municípios acima de Predefinição:Fmtn e abaixo de Predefinição:Fmtn habitantes, destacam-se Cabedelo e Bayeux, que apresentaram forte crescimento nos níveis de violência. Ao mesmo tempo, a região metropolitana da capital registrou um forte aumento de 164,2% nas taxas de homicídios, enquanto no interior do estado registrou queda de 30,4%.<ref name="Mapa da Violência 2012 - Paraíba">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Conforme o "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", também publicado pelo Instituto Sangari, os municípios paraibanos que apresentavam as maiores taxas de homicídios por grupo de cem mil habitantes eram João Pessoa (46,7), Conde (40,5), Campina Grande (36,2), São Mamede (33,4) e São Sebastião do Umbuzeiro (33,4).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Política[editar]

A Paraíba é um estado da federação, sendo governado por três poderes, o executivo, o legislativo e judiciário. A atual constituição do estado foi promulgada em 5 de outubro de 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.<ref name="Constituição do estado da Paraíba">Predefinição:Citar web</ref> São símbolos oficiais do estado a bandeira, o brasão e o hino.<ref name="Constituição do estado da Paraíba"/>

O poder executivo, sediado no Palácio da Redenção,<ref>Predefinição:Citar web</ref> está centralizado no governador do estado, eleito pelo voto popular para mandatos de quatro anos, podendo ser reeleito para mais um mandato. O primeiro governador republicano do estado foi Venâncio Augusto de Magalhães Neiva, em 1 de dezembro de 1889, primeiramente indicado pelo Governo Provisório e depois por eleição democrática.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O atual é, desde 1° de janeiro de 2019, João Azevêdo Lins Filho, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), e a vice Ana Lígia Costa Feliciano, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), eleitos no primeiro turno das eleições de 2018 com 58,18% dos votos válidos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O poder legislativo estadual está sediado na Assembleia Legislativa da Paraíba, formada por 36 deputados eleitos para mandatos de quatro anos.<ref name="PL_PB"/> O primeiro presidente da assembleia legislativa foi José Lucas de Souza Rangel, em 1835, e o atual é Gervásio Maia.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No Congresso Nacional, a representação paraibana é de três senadores e doze deputados federais.<ref name="PL_PB">Predefinição:Citar web</ref>

O poder judiciário da Paraíba possui sede no Tribunal de Justiça da Paraíba, e é composto por dezenove desembargadores.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Representações deste poder estão espalhadas por todo o estado por meio de comarcas, classificadas em primeira, segunda ou terceira entrância; ao todo, existem 77 comarcas instaladas na Paraíba, sendo 39 de primeira entrância, 33 de segunda e cinco de terceira.<ref>Predefinição:Citar web</ref> De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o estado da Paraíba possuía, em novembro de 2016, Predefinição:Fmtn eleitores, o que representa 1,972% do eleitorado brasileiro.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Imagem múltipla

Subdivisões[editar]

A Paraíba é a nona unidade da federação em número de municípios, com 223, e a terceira do Nordeste (atrás apenas da Bahia e do Piauí).<ref name="Número de municípios">Predefinição:Citar web</ref> João Pessoa, a capital, é o município mais antigo, fundado em 1585 por carta régia. Matureia, na região da serra de Teixeira, e Santa Cecília, no agreste, são os mais recentes, ambos emancipados em 14 de dezembro de 1995 através de lei estadual.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Os municípios, por sua vez, são agrupados em quinze regiões geográficas imediatas, sendo estas incluídas em quatro regiões geográficas intermediárias, segundo a nova divisão do IBGE vigente desde 2017. As regiões intermediárias são: Campina Grande (formada pelas regiões imediatas de Campina Grande, Cuité-Nova Floresta, Monteiro e Sumé), João Pessoa (regiões imediatas de Guarabira, Itabaiana, João Pessoa, Mamanguape-Rio Tinto), Patos (Catolé do Rocha-São Bento, Itaporanga, Patos, Pombal e Princesa Isabel) e Sousa-Cajazeiras (Cajazeiras e Sousa).<ref name="IBGE_DTB_2017">Predefinição:Citar web</ref>

Na divisão vigente até 2017, o território era dividido em quatro mesorregiões (Agreste, Borborema, Mata e Sertão),<ref>Predefinição:Citar web</ref> que se subdividiam em 23 microrregiões: Brejo Paraibano, Cajazeiras, Campina Grande, Cariri Ocidental, Cariri Oriental, Catolé do Rocha, Curimataú Ocidental, Curimataú Oriental, Esperança, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Litoral Norte, Litoral Sul, Patos, Piancó, Sapé, Seridó Ocidental Paraibano, Seridó Oriental Paraibano, Serra do Teixeira, Sousa e Umbuzeiro.<ref name="ReferenceA">Predefinição:Citar web</ref>

Para outros fins, o governo da Paraíba divide o território estadual em quinze regiões geoadministrativas:<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Cuité, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Mamanguape, Monteiro, Patos, Pombal, Princesa Isabel, Solânea (a mais recente)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e Sousa. Predefinição:Imagem múltipla

Economia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Arquivo:Tree Map-Exportacoes da Paraiba (2012).png
Exportações da Paraíba (2012).<ref name="dataviva.info">Predefinição:Citar web</ref>

A economia da Paraíba é a décima nona mais rica do país e a sexta da região Nordeste (ficando atrás de Bahia, de Pernambuco, do Ceará, do Maranhão e do Rio Grande do Norte, e à frente de Alagoas, Sergipe e Piauí). De acordo com dados relativos a 2014, o Produto Interno Bruto da Paraíba era de R$ Predefinição:Fmtn milhões e o PIB per capita de R$ Predefinição:Fmtn.<ref>Predefinição:Citar web</ref> As maiores economias da Paraíba são João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita e Patos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em 2010, considerando-se a população municipal com idade igual ou superior a dezoito anos, 59,3% eram economicamente ativas ocupadas, 32,2% economicamente inativa e 8,5% ativa desocupada. Ainda no mesmo ano, levando-se em conta população ativa ocupada a mesma faixa etária, 40,30% trabalhavam no setor de serviços, 23,38% na agropecuária, 15,55% no comércio, 7,96% em indústrias de transformação, 7,09% na construção civil e 1,15% na utilidade pública.<ref name="Atlas_PNUD/PB">Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Areia Vermelha - Cabedelo - Paraíba - Brasil.jpg
Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, é a terceira maior economia do estado e o maior PIB per capita da Paraíba.<ref name="PIB_municípios_PB">Predefinição:Citar web</ref>
Arquivo:Patos12.jpg
Patos, maior centro econômico do sertão da Paraíba e a quinta maior economia do estado.<ref name="PIB_municípios_PB"/>

No final do século XVI, quando começou a ocupação do território paraibano, a economia da Paraíba era centralizada no setor primário (agropecuária), principalmente no cultivo de cana-de-açúcar.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Segundo o IBGE, a Paraíba possuía, em 2015, um rebanho de Predefinição:Fmtn galináceos, Predefinição:Fmtn bovinos, Predefinição:Fmtn caprinos, Predefinição:Fmtn ovinos, Predefinição:Fmtn codornas, Predefinição:Fmtn suínos, Predefinição:Fmtn equinos e Predefinição:Fmtn bubalinos.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No mesmo ano, o estado produziu, na lavoura temporária, cana-de-açúcar (Predefinição:Fmtn), abacaxi (Predefinição:Fmtn mil frutos), mandioca (Predefinição:Fmtn), batata-doce (Predefinição:Fmtn), tomate (Predefinição:Fmtn), milho (Predefinição:Fmtn), feijão (Predefinição:Fmtn), melancia (Predefinição:Fmtn), cebola (Predefinição:Fmtn), fava (Predefinição:Fmtn), batata-inglesa (Predefinição:Fmtn), arroz (Predefinição:Fmtn), amendoim (Predefinição:Fmtn), algodão herbáceo (Predefinição:Fmtn) e alho (Predefinição:Fmtn).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Já na lavoura permanente: banana (Predefinição:Fmtn), coco-da-baía (Predefinição:Fmtn), mamão (Predefinição:Fmtn), tangerina (Predefinição:Fmtn), manga (Predefinição:Fmtn), maracujá (Predefinição:Fmtn), laranja (Predefinição:Fmtn), sisal (Predefinição:Fmtn), uva (Predefinição:Fmtn), goiaba (Predefinição:Fmtn), limão (Predefinição:Fmtn), castanha de caju (Predefinição:Fmtn), abacate (Predefinição:Fmtn), urucum (Predefinição:Fmtn) e pimenta-do-reino (Predefinição:Fmtn).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2011, os municípios que possuíam o maior produto interno bruto agropecuário do estado eram, em ordem decrescente, Pedras de Fogo, Santa Rita, Itapororoca e Araçagi.<ref name="PIB_municípios_PB"/>

O perfil industrial da Paraíba está voltado principalmente para o benefício de minerais e de matéria-prima vindas do setor primário. Os principais centros industriais da Paraíba, bem como os principais industriais do estado, são: na zona da mata, a Região Metropolitana de João Pessoa (Bayeux, Cabedelo, Conde, João Pessoa, Lucena e Santa Rita), onde se encontram principalmente as indústrias alimentícia, de cimento, de construção civil e a têxtil; no agreste, Campina Grande, onde se destacam novamente as indústrias de alimentos, como também as de bebidas, calçados, frutas industrializadas e, mais recentemente, de software; no sertão, Cajazeiras, Patos, São Bento e Sousa, com destaque para as indústrias de confecções e a têxtil. A atividade industrial no estado encontra-se, até os dias atuais, em processo de desenvolvimento, com intuito de gerar melhores condições de vida à população.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Os maiores PIBs do setor secundário são João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo e Caaporã.<ref name="PIB_municípios_PB"/>

No comércio, o valor de vendas em todo o estado chegou a 4,8 bilhões de reais, enquanto todo o setor terciário contribuiu com mais de 25 bilhões.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O estado é o quinto maior em exportação no Nordeste, destacando-se na exportação de bens de consumo, bens intermediários e de capital. Açúcar, álcool etílico, calçados, granito, roupas, sisal e tecidos são os principais produtos exportados da Paraíba para o exterior, destinados principalmente para Austrália, Argentina, Estados Unidos, Rússia e União Europeia.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Turismo[editar]

Outra importante fonte de renda econômica na Paraíba é o turismo. Eleito melhor destino nacional do ano em 2013, cerca de um milhão de turistas que visitam o estado todos os anos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Litoral

Com 55 praias,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o litoral paraibano possui aproximadamente 154 quilômetros de extensão, estendendo-se desde Mataraca, na divisa com o estado do Rio Grande do Norte, até Pitimbu, na divisa com Pernambuco.<ref name="Anuário-PB_2011" />

A capital paraibana é considerada porta de entrada para o turismo no estado da Paraíba.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Desde 1970, com a construção do Hotel Tropical Tambaú, João Pessoa investiu bastante no setor turístico, o que contribuiu com o desenvolvimento comercial na orla da cidade. Tendo como principal cartão-postal o Parque Sólon de Lucena, João Pessoa possui 37 quilômetros de praias, como as de Bessa, Manaíra e Penha e Tambaú, além de um vasto acervo cultural e construções históricas, desde construções mais antigas no centro histórico (como a Casa da Pólvora, o Centro Cultural São Francisco, o cruzeiro monolítico, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e o mosteiro de São Bento), até as mais recentes (tais como o Hotel Globo e o Teatro Santa Rosa), além de contar com a segunda maior reserva de Mata Atlântica do Brasil localizada em área urbana.<ref name="Paraíba">Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Ainda em João Pessoa está localizado o Espaço Cultural José Lins do Rego, no bairro de Tambauzinho, construído em uma área de Predefinição:Fmtn, onde funciona o primeiro planetário da região Nordeste, além de ocorrerem apresentações culturais, exposições e feiras.<ref name="Paraíba-Turismo">Predefinição:Citar web</ref>

No litoral norte, destaca-se Cabedelo, uma das cidades mais portuárias do país. Na cidade situam-se a Fortaleza de Santa Catarina e a praia fluvial do Jacaré, no estuário do Rio Paraíba, que dispõe de um pôr do sol ao som do Bolero de Ravel tocado diariamente por Jurandy do Sax; de Intermares; de Camboinha e de Poço, onde, nas duas últimas, está situada a ilha de Areia Vermelha. Outros destinos do litoral norte são Baía da Traição, município que possui praias e redutos indígenas com aldeias, e Lucena, com destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Guia.<ref name="Litoral_Paraíba">Predefinição:Citar web</ref><ref name="Paraíba_Litoral">Predefinição:Citar web</ref>

O litoral sul possui algumas das praias mais bonitas do Brasil, entre as quais as do Amor, de Carapibus, de Graú, de Jacumã, de Pitimbu e de Tabatinga. Mas a mais famosa de todas elas é a de Tambaba, cercada por falésias e matas densas, localizada na Barra de Garaú, no município de Conde. É a primeira praia de naturismo da Região Nordeste e a segunda do Brasil, atraindo milhares de visitantes anualmente.<ref name="Litoral_Paraíba"/><ref name="Paraíba_Litoral"/> As areias coloridas de Pitimbu são outro destaque do litoral sul.<ref name="Turismo na Paraíba">Predefinição:Citar web</ref>

Interior

Campina Grande, no agreste, é o principal destino turístico do interior, abrigando, junto com João Pessoa, os principais eventos realizados na Paraíba, como O Maior São João do Mundo, o festival de Inverno, o Encontro da Nova Consciência, além de contar com hotéis e diversos outros atrativos.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

No município de Ingá, ainda no agreste, encontra-se o sítio arqueológico mais visitado do estado, conhecido como Pedra do Ingá, um dos monumentos pictográficos mais estudados no mundo, onde estão gravadas dezenas de inscrições rupestres em baixo-relevo, com mensagens que até hoje ainda não decifradas. Embora ainda fazendo parte do desconhecido, os achados da Pedra do Ingá estão já há bastante tempo catalogados por notáveis arqueólogos como um dos mais importantes documentos líticos, motivando permanentes e incessantes pesquisas, que buscam informações mais nítidas sobre a vida e os costumes de civilizações passadas.<ref name="Pedra-Ingá">Predefinição:Citar web</ref>

Outros importantes atrativos turísticos naturais e culturais do interior paraibano são: na região agreste, a Cachoeira do Roncador (nos municípios de Bananeiras e Borborema), o Memorial Frei Damião (em Guarabira), a Pedra da Boca (em Araruna); na região da Borborema, o Lajedo de Pai Mateus (em Cabaceiras); no sertão, O Melhor São João do Mundo (em Patos),<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Estância Termal de Brejo das Freiras (em São João do Rio do Peixe) e o Vale dos Dinossauros (em Sousa).<ref name="Paraíba"/><ref name="Turismo na Paraíba"/><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Rocha, Helder da, Pedra de Ingá-a.jpg
Inscrições rupestres na Pedra do Ingá, sítio arqueológico mais visitado da Paraíba<ref name="Pedra-Ingá"/>

Infraestrutura[editar]

Saúde[editar]

Arquivo:HULW.jpg
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) em João Pessoa

Em 2009, existiam, no estado, Predefinição:Fmtn estabelecimentos hospitalares, com Predefinição:Fmtn leitos. Dos estabelecimentos hospitalares, Predefinição:Fmtn eram públicos, sendo Predefinição:Fmtn de caráter municipal, 57 de caráter estadual e apenas seis de caráter federal. 797 estabelecimentos eram privados, sendo 734 com fins lucrativos e 63 sem fins lucrativos. 79 unidades de saúde eram especializadas, com internação total, e Predefinição:Fmtn unidades eram providas de atendimento ambulatorial.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

De acordo com uma pesquisa realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 2008, 72,5% da população paraibana avaliou sua saúde como boa ou muito boa, 65,2% afirmaram ter realizado consulta médica nos últimos doze meses anteriores à data da entrevista, 41,3% dos habitantes consultaram o dentista no mesmo período e 7,2% da população esteve internado em leito hospitalar. 29,5% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e apenas 12,2% dos residentes tinham cobertura de plano de saúde. No mesmo ano, 83,7% dos domicílios particulares permanentes estavam cadastrados no programa Unidade de Saúde Familiar.<ref name="Saúde_PNAD">Predefinição:Citar web</ref>

De acordo com a mesma pesquisa, na questão de saúde feminina, 24,4% das mulheres com mais de 40 anos fizeram exame clínico das mamas nos últimos doze meses, 27,8% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram exame de mamografia nos últimos dois anos e 65,3% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos.<ref name="Saúde_PNAD"/>

Educação[editar]

Arquivo:Cajazeiras, Paraíba, Brasil.jpg
A cidade de Cajazeiras, no extremo oeste do estado, é apelidada de "a terra que ensinou a Paraíba a ler", tendo sido fundada nos alicerces de um estabelecimento de ensino.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em 2015, a Paraíba dispunha de Predefinição:Fmtn escolas de ensino pré-escolar, Predefinição:Fmtn estabelecimentos de ensino fundamental e 558 de ensino médio, com um total de Predefinição:Fmtn matrículas. Nesses estabelecimentos de ensino existiam Predefinição:Fmtn docentes de ensino fundamental, Predefinição:Fmtn de ensino médio e Predefinição:Fmtn do pré-escolar.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Na lista de estados brasileiros por IDH, com dados de 2010, o fator "educação" atingiu a marca de 0,555 de índice, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ficando, em todo o país, à frente apenas do Maranhão (0,547), do Pará (0,528) e de Alagoas (0,520).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Tratando sobre o analfabetismo, a lista de estados brasileiros por taxa de alfabetismo (mais o Distrito Federal) mostra a Paraíba com a terceira maior taxa, com 20,2% de sua população considerada analfabeta, mais que o dobro da média nacional (9,02%), de acordo com o censo de 2010.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do estado, em 2015, foi de 4,9 para os anos iniciais (1ª à 4ª série), 3,8 para os anos finais (5ª à 8ª série) e 3,4 para a terceira série do ensino médio.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Capus UFCG Pombal.JPG
Câmpus da Universidade Federal de Campina Grande em Pombal.

Ainda em 2010, a Paraíba possuía uma expectativa de anos de estudos de 9,24 anos, valor inferior à média nacional (9,54 anos). O percentual de crianças de cinco a seis anos na escola era de 94,13% e de onze a treze anos cursando o fundamental de 81,67%. Entre os jovens, a proporção na faixa de quinze a dezessete anos com fundamental completo era de 44,85% e de 18 a 20 anos com ensino médio completo de 32,88%. Considerando-se apenas a população com idade maior ou igual a 25 anos, 37,67% tinham ensino fundamental completo, 27,42% analfabetos, 26,98% ensino médio completo e 8,02% superior completo.<ref name="Atlas_PNUD/PB"/> Em 2015, a distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 19,2% para os anos iniciais, 36,5% nos anos finais, sendo essa defasagem no ensino médio de 32,8%.<ref name="ODM-2">Predefinição:Citar web</ref>

Entre as várias instituições de ensino da Paraíba, estão o Centro Universitário de João Pessoa (UNIPE),<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (FACISA),<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Faculdade de Enfermagem Nova Esperança (FACENE)<ref>Predefinição:Citar web</ref>, as Faculdades Integradas de Patos (FIP),<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Instituto de Educação Superior da Paraíba (IESP),<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Instituto Federal da Paraíba (IFPB),<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB),<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Transporte[editar]

Arquivo:Paraíba Mapa Rodoviário.jpg
Mapa viário da Paraíba

A frota estadual em 2015 era de Predefinição:Fmtn veículos, Predefinição:Fmtn automóveis, Predefinição:Fmtn motocicletas, Predefinição:Fmtn caminhonetes, Predefinição:Fmtn motonetas, Predefinição:Fmtn caminhões, Predefinição:Fmtn camionetas, Predefinição:Fmtn utilitários, Predefinição:Fmtn ônibus, Predefinição:Fmtn micro-ônibus, Predefinição:Fmtn caminhões e 41 tratores de rodas, além de Predefinição:Fmtn em outras categorias.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Na Paraíba existem apenas dois aeroportos administrados pela Infraero.<ref>Predefinição:Citar web</ref> São eles o Aeroporto Presidente Castro Pinto (que está localizado a onze quilômetros do centro de João Pessoa, no município de Bayeux, é internacional e de porto médio, foi inaugurado em 1957 e atualmente possui uma movimentação anual de até 2,3 milhões de passageiros)<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> e o Aeroporto Presidente João Suassuna (localizado em Campina Grande, a seis quilômetros da zona urbana do município, inaugurado em 1957 e com um fluxo de até 250 mil passageiros por ano).<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Há também outros aeroportos menores: Cajazeiras, Catolé do Rocha, Conceição, Guarabira, Itaporanga, Monteiro, Patos, Rio Tinto e Sousa.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Imagem múltipla

No transporte rodoviário, a Paraíba é cortada por sete rodovias federais, das quais três têm início no litoral do Rio Grande do Norte, passando pela Paraíba e se estendendo até outros estados: BR-101,<ref>Predefinição:Citar web</ref> BR-104,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e BR-110.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Outras três têm início em solo paraibano: a BR-230 (Rodovia Transamazônica), que parte de Cabedelo e se estende até a fronteira do Brasil com o Peru, no Amazonas;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a BR-412, a única rodovia federal localizada inteiramente em território paraibano, começando no distrito de Farinha, município de Boa Vista, e terminando em Monteiro, onde se encontra com a BR-110;<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a BR-427, ligando em Pombal, no sertão, a Currais Novos (Rio Grande do Norte), onde se encontra com a BR-226.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Um pequeno trecho da BR-116, com aproximadamente quatorze quilômetros de extensão, também corta o estado da Paraíba, passando somente pelo município de Cachoeira dos Índios, extremo oeste do estado.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Há diversas outras rodovias estaduais,<ref>Predefinição:Citar web</ref> que, junto com as rodovias federais, somam Predefinição:Fmtn quilômetros de extensão (dos quais Predefinição:Fmtn sob jurisdição federal),<ref>Predefinição:Citar web</ref> sendo Predefinição:Fmtn pavimentados, Predefinição:Fmtn implantados, Predefinição:Fmtn em leito natural e 50 km planejados.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No transporte ferroviário, a Paraíba possui 660 quilômetros de ferrovias,<ref>Predefinição:Citar web</ref> a maior parte desativada e em péssimas condições.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Anteriormente, a Paraíba era servida por duas importantes ferrovias: a primeira, operada pela Rede Ferroviária do Nordeste, tinha início em Natal, capital do Rio Grande do Norte e chegava até a Paraíba, possuindo um ramal em direção a Cabedelo e outro em Campina Grande com destino a Patos e, posteriormente a Sousa; a segunda era operada pela Rede de Viação Cearense, e partia de Fortaleza, capital do Ceará, e, na Paraíba, chegava até Sousa, onde se encontrava com o trecho da Rede Ferroviária do Nordeste.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Nos dias atuais, está ativo apenas o ramal que faz a ligação entre Santa Rita, João Pessoa e Cabedelo, servindo aos trens metropolitanos do Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa, administrado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Quanto ao transporte marítimo, que é um dos vetores fundamentais da economia do estado, a Paraíba possui o Porto de Cabedelo, que está localizado vizinho à Fortaleza de Santa Catarina, na margem direita do estuário do Rio Paraíba<ref>Predefinição:Citar web</ref> e foi construído na primeira metade do século XX, sendo inaugurado em 1935 e com a sua administração exercida pelo governo da Paraíba até 1978, quando passou a ser administrado pela Empresa de Portos do Brasil S.A., extinta em 1990, ano em que o porto teve sua administração exercida pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte e, desde 1998, pela Companhia Docas da Paraíba.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Há também o Porto de Capim, de pequeno porte, localizado em João Pessoa, à beira do rio Sanhauá e permaneceu ativo até a inauguração do porto de Cabedelo.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Habitação, serviços e comunicações[editar]

Arquivo:CAGEPA Campina Grande.jpg
Unidade da CAGEPA em Campina Grande

A responsável pelo abastecimento de água em 181 dos 223 municípios paraibanos, bem como a coleta de esgotos em 22 municípios, é a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, criada em 1966.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A principal distribuidora de energia elétrica do estado era a Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba (SAELPA), até 2007, ano em que a empresa foi extinta e desde então o fornecimento de energia é realizado pela Energisa, que atende em 216 municípios.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A voltagem da rede é de 220 volts.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2010, a Paraíba tinha 84,87% do seus domicílios do estado tinham água canalizada<ref>Predefinição:Citar web</ref> e 99,29% com eletricidade,<ref>Predefinição:Citar web</ref> além de 77,8% com coleta de lixo.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No campo do serviço telefônico móvel, por telefone celular, a Paraíba faz parte da "área 10" da Agência Nacional de Telecomunicações (que compreende, além da Paraíba, os estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e é servido por quatro operadoras telefônicas: dados de fevereiro de 2013 apontavam a Oi com a maior participação neste mercado no estado (33,04%), seguida pela TIM (32,24%), Claro (25,91%) e Vivo (8,81%).<ref>Predefinição:Citar web</ref> O código de discagem direta a distância de todos os municípios do estado é 083.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Desde 1º de dezembro de 2008 o estado é servido pela portabilidade numérica, juntamente com outras localidades com código 012 e 013 (ambas no interior do estado de São Paulo) e 082 (em Alagoas).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2010 63,73% dos domicílios tinham somente telefone celular, 15,37% telefone celular e fixo e 1,92% apenas telefone fixo.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Existem vários jornais em circulação em diversos municípios do estado. Alguns deles são: Diário do Sertão (Cajazeiras); Jornal da Paraíba e Rede Campina (Campina Grande); Alternativa Nordeste, Click PB, Correio da Paraíba, Folha da Paraíba, Paraíba News e Portal BIP (João Pessoa) e Notícias do Cariri (Monteiro), além de vários outros, como Paraíba Online, Paraibeabá, Virgulino e Vitrine do Cariri.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Havia também os jornais Diário da Borborema (Campina Grande) e O Norte (João Pessoa), que saíram de circulação em 1º de fevereiro de 2012.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). A Paraíba é sede de diversas emissoras de televisão, como: em João Pessoa, a TV Arapuan (afiliada da Rede TV!),<ref>Predefinição:Citar web</ref> TV Cabo Branco (afiliada da Rede Globo)<ref name="Rede Paraíba de Comunicação">Predefinição:Citar web</ref> e a TV Miramar (afiliada à Rede Cultura),<ref>Predefinição:Citar web</ref> TV Paraíba (afiliada à Rede Globo);<ref name="Rede Paraíba de Comunicação"/> no interior, a TV Borborema (afiliada do Sistema Brasileiro de Televisão)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a TV Itararé (afiliada da TV Cultura),<ref>Predefinição:Citar web</ref> ambos sediados em Campina Grande. Predefinição:Televisão na Paraíba

Segurança pública[editar]

As principais unidades das forças armadas presentes na Paraíba são: no Exército Brasileiro, o estado é integrante do Comando Militar do Nordeste, com sede em Recife, capital de Pernambuco, e abrange toda a área do nordeste brasileiro, com exceção de uma pequena parte do oeste do Maranhão;<ref>Predefinição:Citar web</ref> na Marinha do Brasil, o estado faz parte do 3º Distrito Naval, com sede em Natal, Rio Grande do Norte;<ref>Predefinição:Citar web</ref> e na Força Aérea Brasileira, a Paraíba integra o II Comando Aéreo Regional - sediado na Base Aérea de Recife e com jurisdição sobre todos os estados nordestinos, exceto o Maranhão -,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o 3º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, ambos com sede em Recife.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Polícia Militar da Paraíba foi criada durante o período imperial, sendo órgão público em atividade mais antigo do estado. Tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no estado da Paraíba. Ela é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Brasil, sendo seus integrantes denominados militares dos estados.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba é um comando intermediário da polícia militar estadual, cuja missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, buscas, salvamentos e socorros públicos, no âmbito do estado da Paraíba.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Assim como ocorre com os policiais militares, os integrantes do Corpo de Bombeiros também são denominados militares dos estados pela constituição federal.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Polícia Civil do Estado da Paraíba foi criada pela lei estadual nº 4273, de setembro de 1981, tem a função de polícia judiciária e é responsável pela apuração das infrações penais, com o objetivo de promover o bem-estar e a paz social da população.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Predefinição:Imagem múltipla

Cultura[editar]

Arquivo:Marcelo Calero conhece o São João de Campina Grande (27586988420).jpg
O Maior São João do Mundo, evento que acontece na cidade de Campina Grande, é um dos principais eventos da Paraíba, atraindo mais de dois milhões de pessoas durante um mês de festividades no Parque do Povo.
Arquivo:Academia Paraibana de Letras, João Pessoa (PB).jpg
Sede da Academia Paraibana de Letras (APL), em João Pessoa, na antiga residência de Augusto dos Anjos, considerado o maior poeta de literatura paraibana.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O responsável pelo setor cultural do estado da Paraíba é o Conselho Estadual de Cultura, juntamente com a Secretaria Estadual de Cultura. O conselho foi instituído pelo decreto estadual nº Predefinição:Fmtn de 14 de setembro de 2011, está vinculado ao gabinete do governador e tem por objetivo planejar e executar a política cultural do estado por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural, além de defender a conservação do patrimônio artístico, cultural e histórico da Paraíba.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em todos os municípios da Paraíba ocorre uma diversa quantidade de eventos, sendo os mais importantes: na capital, a festa da padroeira Nossa Senhora das Neves e de Nossa Senhora da Penha; em Campina Grande, O Maior São João do Mundo, já mencionado; em Guarabira, a festa da Luz; em Pombal e Santa Luzia, a festa do Rosário e, em Patos, a Festa de Nossa Senhora da Guia,<ref name="CulturaParaíba_BrasilChannel"/> além de O Melhor São João do Mundo.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Entre as danças mais praticadas encontram-se: bumba-meu-boi, coco-de-roda, ciranda, nau-catarineta, pastoril e xaxado, muito populares durante todo o ano, sendo algumas principalmente durante o carnaval e o mês de junho, durante o período das festas juninas.<ref name="PB_total_cultura">Predefinição:Citar web</ref> Dentre os folguedos, estão a barca, a cavalhada, os cocos e as lapinhas.<ref name="CulturaParaíba_BrasilChannel"/>

A literatura paraibana tem dado grandes contribuições para o cenário literário brasileiro, destacando-se Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, Assis Chateaubriand, Celso Furtado, Pedro Américo, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Félix Araújo, José Nêumanne Pinto, Lúcio Lins, Moacir Japiassu, dentre muitos.<ref name="Paraibanos famosos">Predefinição:Citar web</ref> Além dos escritores, também pode-se citar a literatura de cordel, gênero literário geralmente expresso em folhetos expostos ou não em barbantes, trazido pelos portugueses durante o período colonial; além da Paraíba, esse tipo de produção também é típico dos seus vizinhos Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Paraíba também é terra de vários escritores, músicos e intelectuais, e de várias outras personalidades, como os políticos Aurélio Lira (presidente da Junta Militar de 1969), Epitácio Pessoa (presidente do Brasil entre 1919 e 1922 e o único brasileiro a ocupar a presidência dos três poderes da república), Humberto Lucena (que foi por duas vezes presidente do Senado Federal do Brasil) e João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (que foi candidato na chapa de Getúlio Vargas à presidência da república em 1930, presidente do estado da Paraíba entre 1928 a 1930, ano em que foi assassinado; atualmente, a capital paraibana, João Pessoa, leva seu nome).<ref name="Paraibanos famosos"/> Outras personalidades famosas são André Vidal de Negreiros (governador colonial português e herói da Insurreição Pernambucana de 1645), Assis Chateaubriand (que foi empresário, jornalista, fundador do Museu de Arte de São Paulo, membro da Academia Brasileira de Letras e político), Cláudia Lira (atriz), Elpídio Josué de Almeida (historiador e político), Fábio Gouveia (surfista), Inácio de Sousa Rolim (conhecido como padre Rolim, foi educador, missionário e sacerdote), Ingrid Kelly (modelo), João Câmara Filho (pintor), Piragibe (herói da conquista da Paraíba), José Dumont (ator), Luiza Erundina (prefeita de São Paulo entre 1989 e 1993 e atualmente deputada federal pelo estado de São Paulo), Maílson da Nóbrega (ex-ministro da Fazenda do Brasil), Manuel Arruda Câmara (religioso, médico e intelectual), Marcélia Cartaxo (atriz), os irmãos Vladimir Carvalho e Walter Carvalho (cineastas) e Wills Leal (jornalista).<ref name="Paraibanos famosos"/>

Artesanato[editar]

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural paraibana. Em várias partes da Paraíba é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, criada de acordo com a cultura e o modo de vida local e feita com matérias-primas regionais, como os bordados, a cerâmica, o couro, o crochê, a fibra, o labirinto, a madeira, o macramê e as rendas. Alguns grupos reúnem diversos artesãos, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais.<ref name="Artesanato_paraibano">Predefinição:Citar web</ref>

Entre os principais centros de artesanato do estado estão: o Mercado de Artesanato da Paraíba, em João Pessoa, espaço de 120 lojas com vários produtos artesanais variados, como bordados e redes, além de comidas típicas regionais;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Feira de Artesanato de Tambaú, também em João Pessoa, que possui lanchonetes, praças de alimentação e restaurantes, além de contar com diversas apresentações culturais;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Casa do Artista Popular, igualmente situada na capital, inaugurada em 2006, reunindo mais de mil peças e representações do artesanato paraibano<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a Vila do Artesão, em Campina Grande, que possui 77 chalés e é bastante procurada durante o São João.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Além destes equipamentos permanentes, acontece, duas vezes ao ano, o evento Salão do Artesanato Paraibano, vinculado ao Programa de Artesanato da Paraíba do governo estadual, que conta com mais de cinco mil artesãos.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Uma das edições do evento ocorre durante o verão em João Pessoa<ref name="g1-2016-01-15">Predefinição:Citar web</ref> e a outra, durante o inverno em Campina Grande.<ref name="g1-2016-06-18">Predefinição:Citar web</ref> Participam dos eventos milhares de artesãos e visitantes todos os anos.<ref name="g1-2016-01-15" /><ref name="g1-2016-06-18" /><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Teatros e museus[editar]

Arquivo:Teatro Santa Rosa - João Pessoa.JPG
Teatro Santa Rosa, em João Pessoa, o mais importante da Paraíba.<ref name="Música, dança e teatros da Paraíba"/>

O primeiro teatro construído na Paraíba foi o Minerva, localizado em Areia, na segunda metade do século XIX (1859). Com o decorrer dos anos, foram surgindo novos espaços teatrais que foram ganhando importância, como o Teatro Santa Rosa, no Centro Histórico de João Pessoa, o mais importante do estado. O teatro mais recentemente entregue é o Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções da capital.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Outros teatrais do estado são o teatro Santa Inês (em Alagoa Grande); teatro Santa Catarina (Cabedelo); teatro Íracles Pires (Cajazeiras); Espaço Paulo Pontes e teatros Elba Ramalho, Rosil Cavalcanti e Severino Cabral (Campina Grande); teatros de Arena, Ariano Suassuna, Cilaio Ribeiro, Ednaldo Egypto, Lampião, Lima Penante, Paulo Pontes, Piollin e da SESI, além do Cine Teatro Banguê (em João Pessoa); teatro Oficina de Artes (em Santa Rita) e cine-teatro Gadelha (em Sousa).<ref name="Música, dança e teatros da Paraíba">Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Museu de Arte Popular da Paraíba - Campina Grande, Paraíba, Brasil.jpg
O Museu de Arte Popular da Paraíba, localizado em Campina Grande, é a última edificação contemporânea finalizada em vida pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

O estado também possui vários museus, dentre os quais destacam-se o Museu da Rapadura (em Areia), Museu de Arte Assis Chateaubriand (está localizado em Campina Grande e é o mais famoso da Paraíba;<ref>Predefinição:Citar web</ref> foi inicialmente denominado Museu de Arte de Campina Grande em 1967, ano de sua fundação, depois Museu Regional de Arte Pedro Américo e, desde a década de 1980, o museu possui seu nome atual),<ref name="Museu de Arte Chateaubriand">Predefinição:Citar web</ref> o Museu Histórico e Geográfico (também em Campina Grande), o Museu da Fundação Ernani Satyro (está situado em Patos e possui arquitetura do século XIX, sendo doada posteriormente para a fundação Ernani Satyro e atualmente possui vários objetos e utensílios da antiga residência de Ernani Satyro),<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o Museu Sacro (em João Pessoa).<ref name="CulturaParaíba_BrasilChannel">Predefinição:Citar web</ref>

Culinária[editar]

Predefinição:Artigo principal

A culinária da Paraíba é resultado da miscigenação entre africanos, europeus e indígenas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Buchada de bode, carne de sol preparado ao forno ou com purê de macaxeira, galinha de cabidela, lagosta ao alho e óleo, moqueca de camarão, moqueca de peixe, paçoca, panelada, peixe misturado a camarão e legumes e pernil de cabrito assado são os salgados típicos do estado, enquanto arroz doce, bolo de fubá, bolo de macaxeira, bolo de milho, canjica, cuscuz de tapioca, pamonha, pudim de macaxeira e pudim de tapioca são os principais doces.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Outros pratos típicos de todas as regiões do estado são arroz de leite, arrumadinho, bode guisado, cabeça de gado, chouriço doce, lagosta, macaxeira, mungunzá, pamonha, peixes, queijo assado e tapioca.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref name="Gastronomia"/>

Os pratos típicos também variam em cada região do estado. No litoral, destacam-se os frutos do mar, bem como os petiscos de beira da praia. No interior, os pratos mais consumidos no cardápio são galinha a cabidela e as carnes de bode e sol. Na região do brejo, onde estão localizadas algumas das principais marcas de bebidas alcoólicas do Brasil, a cachaça é muito popular. No sertão, o principal cardápio são o arroz vermelho, as carnes e os grãos.<ref name="Gastronomia">Predefinição:Citar web</ref>

Música[editar]

A música paraibana varia em vários ritmos, como baião, ciranda, forró e xote,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e destes são influenciados vários grupos musicais e artistas. Algumas das personalidades musicais nascidas na Paraíba são Abdon Felinto Milanês, Antônio Barros, Barros de Alencar, Bartô Galeno, Bastinho Calixto, Biliu de Campina, Cecéu, Chico César, Elba Ramalho, Flávio José, Genival Lacerda, Geraldo Vandré, Herbert Vianna, Jackson do Pandeiro, Lucy Alves, Parafuso, Pinto do Acordeon, Renata Arruda, Roberta Miranda, Sivuca, Zé Pacheco e Zé Ramalho.<ref name="Paraibanos famosos"/> A Orquestra Sinfônica da Paraíba foi criada pelo professor Afonso Pereira da Silva em 4 de novembro de 1945 por meio de uma iniciativa da Sociedade de Cultura Musical da Paraíba e, posteriormente, por meio de uma parceira entre a Universidade Federal da Paraíba e o governo estadual.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Paraíba e seu povo também são exaltados em canções. Alguns exemplos são o samba-exaltação "Meu Sublime Torrão" (1937) de Genival Macedo, que se tornou o Hino Popular da Cidade de João Pessoa através da Lei Municipal N. 1.601, de 16 de março de 1972,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o hino não oficial da Paraíba,<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> o baião "Paraíba" (1950) de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o côco "Na Paraíba" (1957) de Zé do Norte,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o samba "Paraíba" (1972), de Carlos Magno e João Rodrigues,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o xote "Paraíba, Meu Amor" (1997) de Chico César,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o forró "Paraíba Joia Rara" (2011) de Ton Oliveira.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Esporte[editar]

O futebol foi introduzido pela primeira na Paraíba no início do século XX, quando, em 1908, o estudante José Eugênio Soares trouxe da cidade do Rio de Janeiro para o estado a primeira bola de futebol, dando origem ao primeiro clube paraibano, o Club de Foot Ball Parahyba. Em 1914, foi fundada a Liga Parahyba de Foot Ball e, cinco anos depois, foi criada a Liga Desportiva Paraibana, cujo primeiro jogo ocorreu em 25 de maio de 1919, no Hypodromo Parahybano. A Federação Desportiva da Paraíba foi criada em 1941, transformando-se, seis anos depois, na atual Federação Paraibana de Futebol, entidade responsável por organizar anualmente o Campeonato Paraibano, disputado em duas divisões.<ref name="Esporte da Paraíba">Predefinição:Citar web</ref> Até 2015, o Botafogo, de João Pessoa, era a equipe com o maior número de títulos no campeonato estadual, com 27, seguido pelo Campinense (19 títulos) e o Treze (14), ambos de Campina Grande.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Dentre os jogadores e ex-jogadores paraibanos famosos estão Mazinho (campeão da Copa do Mundo de 1994), Douglas Santos (medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016), Júnior (multicampeão pelo Flamengo) e Hulk (disputou a Copa do Mundo de 2014).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A partir dos anos de 1960, natação também passou a ganhar importância com o surgimento dos clubes pessoenses Astrea e Cabo Branco e, posteriormente, ganharam atenção o polo aquático, o nado sincronizado e as maratonas aquáticas. Em 1979, a paraibana Kay France tornou-se a primeira mulher da América Latina a atravessar o Canal da Mancha, entre França e Reino Unido, na Europa. O desenvolvimento da natação na Paraíba também tornou possível a conquista de títulos nacionais ou internacionais de seus atletas, destacando-se o pessoense Kaio Márcio, especialista no nado borboleta e um dos melhores nadadores do país. Além da natação, há a prática de kitesurf e windsurf, no litoral.<ref name="Esporte da Paraíba"/>

Outras personalidades paraibanas no esporte são Zé Marco no vôlei de praia (medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000), Edinanci Silva no judô (ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo 2003 e do Rio 2007), Aline "Pará" no handebol (ouro no Pan de Santo Domingo 2003 e do Pan do Rio 2007)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e Ednalva "Pretinha" no atletismo (ganhou várias corridas tradicionais de 10 mil metros).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Paraibanos também são destaques nos Jogos Paraolímpicos, entre eles o velocista Petrúcio Ferreira (três ouros na Rio 2016),<ref>Predefinição:Citar web</ref> eleito o melhor do esporte paraolímpico em 2016,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o jogador de golbol José Roberto Oliveira (prata em Londres 2012 e bronze no Rio 2016) e os medalhistas de ouro no futebol de 5 Andreonni Fabrizius (Atenas 2004 e Pequim 2008),<ref name="atenas-2004">Predefinição:Citar web</ref><ref name="pequim-2008">Predefinição:Citar web</ref> Daniel da Silva (Londres 2012),<ref name="londres-2012"/> Fábio Vasconcelos (Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012),<ref name="atenas-2004" /><ref name="pequim-2008"/><ref name="londres-2012"/> Luan Lacerda (Rio 2016),<ref name="rio-2016-1">Predefinição:Citar web</ref><ref name="rio-2016-2">Predefinição:Citar web</ref> Marcos Felipe (Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016),<ref name="atenas-2004" /><ref name="pequim-2008"/><ref name="londres-2012">Predefinição:Citar web</ref><ref name="rio-2016-1"/><ref name="rio-2016-2"/> Damião Ramos (Atenas 2004, Pequim 2008 e Rio 2016)<ref name="atenas-2004"/><ref name="pequim-2008"/><ref name="rio-2016-1"/><ref name="rio-2016-2"/> e Severino "Bill" da Silva (Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012).<ref name="atenas-2004" /><ref name="pequim-2008"/><ref name="londres-2012"/>

Feriados[editar]

Existem na Paraíba dois feriados estaduais, a data magna do Estado da Paraíba, Fundação do Estado em 1585 e dia da sua padroeira Nossa Senhora das Neves,em 5 de agosto, instituído pela Lei Estadual n.º 10.601, de 16 de dezembro de 2015 e o feriado em homenagem à memória do ex-presidente João Pessoa no dia 26 de julho, instituído pela lei Lei Estadual 3.489/67, Art. 2º. <ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Ver também[editar]

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Predefinição:Referências

Ligações externas[editar]

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