Espírito Santo (estado)

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O Espírito Santo é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na região Sudeste. Faz fronteira com o oceano Atlântico a leste, com a Bahia ao norte, com Minas Gerais a oeste e noroeste e com o estado do Rio de Janeiro ao sul. Sua área é de 46 095,583 km². É o quarto menor estado do Brasil, maior apenas que Sergipe, Alagoas e Rio de Janeiro.<ref name="Nova Enciclopédia Ilustrada Folha 1007">Predefinição:Citar enciclopédia</ref> Sua capital é o município de Vitória, e sua cidade com maior população e extensão o município da Serra. O Espírito Santo é, ao lado de Santa Catarina, um dos únicos entre os estados do Brasil no qual a capital não é a maior cidade. Outros importantes municípios são Cariacica, Viana, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari, Linhares, São Mateus e Vila Velha. O gentílico do estado é capixaba ou espírito-santense.<ref name="Nova Enciclopédia Ilustrada Folha 1007" />

Em 1535, os colonizadores portugueses chegaram na Capitania do Espírito Santo e desembarcaram na região da Prainha. Naquela época, teve início a construção do primeiro povoado que recebeu o nome de Vila do Espírito Santo. Por causa dos índios terem atacado a Vila do Espírito Santo, o líder Vasco Fernandes Coutinho fundou outra vila, naquela vez em uma das ilhas. Esta vila passou a ser chamada de Vila Nova do Espírito Santo, atual Predefinição:BR-ES-Vitória. Enquanto isso, a antiga recebeu o nome de Vila Velha. Houve um tempo, que poucas pessoas conhecem, em que houve a anexação do Espírito Santo à Bahia. Isso ocorreu no ano de 1715. Então, a capital da extinta Capitania do Espírito Santo passou a ser Salvador.<ref name="Só Geografia">Predefinição:Citar web</ref> A Capitania do Espírito Santo somente recuperou sua autonomia da Capitania da Bahia em 1809. Com a proclamação da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, o seu status foi alterado para província, permanecendo assim até a Proclamação da República Brasileira, em 15 de novembro de 1889, quando se transformou no atual estado do Espírito Santo.

Atualmente, a capital Vitória é um importante porto exportador de minério de ferro. Na agricultura, merecem destaque os seguintes produtos econômicos: o café, arroz, cacau, cana-de-açúcar, feijão, frutas e milho. Na pecuária, há criação de gado de corte e leiteiro. Na indústria, são fabricados produtos alimentícios, madeira, celulose, têxteis, móveis e siderurgia.<ref name="Só Geografia" /> O estado também possui festas famosas. Entre elas podemos citar: a Festa da Polenta em Venda Nova do Imigrante, a Festa da Penha em Vila Velha e o Festival de Arte e Música de Alegre. O Vital (carnaval fora de época, em novembro) foi extinto.<ref name="Só Geografia" />

O nome do estado é uma denominação dada pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho que ali desembarcou em 1535, num domingo dedicado ao Espírito Santo.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Como curiosidade dessa etimologia, merece destaque o Convento de Nossa Senhora da Penha, símbolo da religiosidade capixaba que abriga em seu acervo a tela mais antiga da América Latina, a imagem de Nossa Senhora das Alegrias.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

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Etimologia[editar]

Em junho de 1534 foram concedidas cinquenta léguas de litoral entre os rios Mucuri e Itapemirim. A concessão foi feita pelo rei de Portugal Dom João III entregando o lote da capitania ao veterano das Índias. Vasco Fernandes Coutinho, um português, desembarcou no território da capitania, a 23 de maio de 1535, e deu o nome ao futuro estado por ser domingo do Espírito Santo. No mesmo dia foi fundada uma vila, denominada pelo donatário como Vila do Espírito Santo (atual cidade de Vila Velha).<ref name="Colonização">Predefinição:Citar web</ref> Em 1535, a vila deu o nome à capitania, à província em 1822 e ao estado (1889).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Tal fato ocorreu 35 anos após o Descobrimento do Brasil, conforme tenha sido explicado que a capitania hereditária foi um dos estados mais antigos do Brasil.<ref name="Colonização" />

Os habitantes naturais do estado do Espírito Santo são denominados capixabas (ou espírito-santenses). O gentílico foi dado aos futuros cidadãos do Espírito Santo devido às roças de milho que ficavam na ilha de Vitória. As roças de milho pertenciam aos índios, os primeiros habitantes da região quando os portugueses aí chegaram. Tudo leva a crer que a referida assertiva intelectual ajuda a evitar a confusão do nome da unidade federativa brasileira com o nome da terceira pessoa da Santíssima Trindade.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

História[editar]

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Período pré-cabralino[editar]

Arquivo:E11 p9.jpg
Família de índios botocudos

Predefinição:Artigo principal Inicialmente, a região era habitada por diversas tribos indígenas,<ref name="Enciclopédia Delta Universal">Predefinição:Citar enciclopédia</ref> todas pertencentes ao tronco Tupi; as tribos do interior eram chamadas de Botocudos,<ref name="Enciclopédia Delta Universal" /> sendo-lhes atribuído comportamento hostil e belicoso, além da prática de antropofagia.<ref name="Horta2002">Predefinição:Citar livro</ref> No litoral, as tribos também eram hostis, porém de hábitos um pouco diferentes.<ref name="Enciclopédia Delta Universal" />

Na região Sul do actual estado e na região da serra do Caparaó, as tribos não eram hostis,<ref name="Enciclopédia Delta Universal" /> e o seu nome deriva de seu hábito de levar os visitantes para "ouvir o silêncio" da Serra do Castelo.<ref name="Enciclopédia Delta Universal" /> As demais tribos eram os aimorés e os goitacás.<ref name="Enciclopédia Delta Universal" />

Colonização europeia[editar]

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Em 23 de maio de 1535, o fidalgo português Vasco Fernandes Coutinho, veterano das campanhas da África e da Índia, aportou em terras da capitania, que lhe destinara o rei D. João III.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Como era um domingo do Espírito Santo, chamou de vila do Espírito Santo a povoação que mandou construir nas terras que lhe couberam: cinquenta léguas de costa, entre os rios Mucuri e Itapemirim,<ref>Predefinição:Citar web</ref> com outro tanto de largo, sertão adentro, a partir do ponto em que terminava, ao norte, o quinhão concedido a Pero de Campos Tourinho, donatário da capitania de Porto Seguro.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38">Predefinição:Citar enciclopédia</ref> A Vila do Espírito Santo é hoje a cidade de Vila Velha.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Ainda em 1535, a vila passou à capitania, em 1822 província e em 1889 a estado.

A fixação da vila foi uma história de lutas, pois os índios não entregaram aos portugueses, sem resistência, suas roças e malocas. Recuaram até a floresta, onde se concentraram para iniciar uma luta de guerrilhas que se prolongou, com pequenas tréguas, até meados do Predefinição:Séc.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38" /> Foi assim das mais duras a empresa cometida a Vasco Fernandes Coutinho. Para o patriarca do Espírito Santo a capitania foi um prêmio que se transformou em castigo; teve de empenhar todos os haveres para conservar sua vila; acabou por morrer pobre e desvalido.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38" />

Além da insubmissão dos indígenas, o donatário teve de enfrentar as dissensões entre os portugueses. A seus companheiros Jorge de Meneses e Duarte Lemos concedera extensas sesmarias, usando os poderes que recebera juntamente com a carta de doação. Com isso, criou dois rivais implacáveis.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38" />

Duarte de Lemos fundou Vitória — chamada de Vila Nova — na ilha de Santo Antônio, em posição estratégica, mais vantajosa que Vila Velha para a defesa contra os constantes ataques dos silvícolas. Para lá se transferiu a sede da capitania. À mesma época, chegaram os missionários jesuítas, empenhados na catequese, o que provocou choques com os colonos, que preferiam a dominação do gentio pela escravidão. A presença do padre José de Anchieta deu um sentido muito especial à ação dos padres da Companhia de Jesus em terras do Espírito Santo. Desde 1561, Anchieta elegera para seu refúgio a aldeia de Reritiba, de onde teve de se afastar constantemente, em virtude de seus encargos, ora em São Paulo, no Rio de Janeiro ou na Bahia. Dois poemas escreveu ele em Reritiba: "De Beata Virgine dei Marte Maria" ("Da Santa Virgem Maria Mãe de Deus") e "De gestis Mendi de Saa" ("Dos feitos de Mem de Sá"). Neste último, está descrita a epopeia de uma esquadra enviada da Bahia por Mem de Sá, governador-geral do Brasil, em socorro a Vasco Fernandes Coutinho e sua gente, que estavam sob cerco dos tamoios na ilha de Vitória. A maior força dos gentios estava concentrada numa aldeia forrificada junto ao rio Cricaré. Ali ocorreu a batalha decisiva, em 22 de maio de 1558. Os portugueses, embora vitoriosos, sofreram pesadas baixas. Entre os mortos estavam o próprio filho de Mem de Sá, Fernão de Sá, que comandava a esquadra; e dois filhos de Caramuru (Diogo Álvares Correia) com a índia Paraguaçu.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 39">Predefinição:Citar enciclopédia</ref>

A posição estratégica da capitania, dada a proximidade com o Rio de Janeiro, ocasionou algumas tentativas estrangeiras de invasão. Em 1592, os capixabas rechaçaram uma investida dos ingleses, sob o comando de Thomas Cavendish. Em 1625, o donatário Francisco de Aguiar Coutinho enfrentou a primeira investida dos holandeses, comandados por Pieter Pieterszoon Heyn,<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 39" /> luta em que se destacou a heroína capixaba Maria Ortiz.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 1640, com sete navios, os holandeses atacaram novamente o Espírito Santo, sob o comando do coronel Koin. Conseguiram desembarcar 400 homens, mas foram repelidos pelo capitão-mor João Dias Guedes e não se firmaram em Vitória. Atacaram então Vila Velha, de onde foram também rechaçados. O governo colonial, diante de tão repetidos ataques, resolveu destacar para Vitória quarenta infantes da tropa regular.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 39" /> Nessa oportunidade a capitania progride e Koin captura duas naus carregadas de açúcar que, atingidas pelo fogo de terra, ficam com a carga quase toda avariada.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 39" />

O esgotamento da população, que nos primeiros tempos, por diversas vezes, ameaçara desertar a capitania, bem como a incapacidade de dar seguimento a sua incipiente agricultura, denunciavam a fraqueza dos alicerces em que se baseava a colonização local. Também aí os recursos particulares revelaram-se insuficientes para manter empresa tão árdua e onerosa.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 39" />

Em 1627, morreu o donatário Francisco de Aguiar Coutinho, cujo sucessor, Ambrósio de Aguiar Coutinho, não se interessou pelo senhorio e continuou como governador nos Açores. Sucederam-se os capitães-mores, com frequentes e sérias divergências entre eles e os oficiais da câmara. Ao atingir a maioridade, em 1667, Antônio Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, último descendente do primeiro donatário, conseguiu a nomeação para capitão-mor de Antônio Mendes de Figueiredo, governante operoso e estimado. Em 1674 efetuou-se a compra do território ao último donatário da família Câmara Coutinho pelo fidalgo baiano Francisco Gil de Araújo, por quarenta mil cruzados, transação confirmada por carta régia de 18 de março de 1675.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 39" />

Esmeraldas[editar]

No governo do novo donatário, o comércio e a lavoura se desenvolveram, mas foi totalmente frustrado o motivo principal da compra da capitania: o descobrimento das "pedras verdes" — as esmeraldas. Essa busca começara por iniciativa do governo-geral. As expedições iniciais, denominadas por alguns historiadores "ciclo espírito-santense", incluem-se na categoria das entradas.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40">Predefinição:Citar enciclopédia</ref> Na verdade, o ciclo limitou-se a poucas expedições relevantes, cuja importância está menos nos resultados obtidos, do que na dinamização do interesse pela área e em um maior conhecimento do interior. Entre as mais destacadas, contam-se as de Diogo Martins Cão (1596), Marcos de Azeredo (1611) e Agostinho Barbalho de Bezerra (1664), que vasculharam as imediações do rio Doce. Francisco Gil de Araújo fundou a vila de Nossa Senhora de Guarapari e construiu os fortes do Monte do Carmo e de São Francisco Xavier; o de São João, encontrado em ruínas, foi reconstruído.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" />

Gil de Araújo promoveu 14 entradas através do rio Doce, dirigidas à serra das Esmeraldas, as quais podem ter travado contato com os paulistas de Fernão Dias Pais. Da grande atividade e do vultoso emprego de capital realizados por Francisco Gil não resultou qualquer descoberta metalífera, embora se tenham produzido alguns frutos na valorização das terras, pelo estabelecimento de povoadores e criação de novos engenhos.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" /> Os lucros, de qualquer modo, não compensaram o investimento feito. Seu filho e herdeiro, talvez por esse motivo, preferiu conservar-se ausente do senhorio e, por morte deste, a capitania tornou-se devoluta, sendo vendida à coroa por Cosme Rolim de Moura, primo do último donatário. Em consequência, ficou o Espírito Santo submetido à jurisdição da Bahia, e seu governo sempre a cargo de displicentes capitães-mores.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" />

Durante o Predefinição:Séc ainda perdurou o interesse pela mineração, reanimado pela descoberta de Antônio Rodrigues Arzão de pequena quantidade de ouro no rio Doce, em 1692. Seguiram-se numerosas entradas, dando início à abertura do caminho para as Minas Gerais, enquanto as jazidas do Castelo e outras atraíam moradores de capitanias vizinhas.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" /> Assistiu-se a um novo impulso de conquista e ocupação do interior, e as concessões de sesmarias favoreceram a fixação dos colonos mais empreendedores. O movimento despertou a atenção das auroridades baianas, e acabou prejudicado pelos cuidados do monopólio real e receio de invasão estrangeira às Minas Gerais a partir do Espírito Santo. Tomaram-se então medidas para fortificar melhor a capitania, enquanto por ordem do rei ficou proibido o prosseguimento das explorações. Impediu-se a abertura de entradas para as minas. A capitania defendia-se de surpresas marítimas e ficava isolada pelas defesas naturais: florestas cerradas e selvagens inimigos.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" /> A colonização, portanto, continuou sem maiores progressos, embora em 1741 fosse criada a comarca de Vitória, que abrangia São Salvador de Campos e São João da Barra. Em 1747 o ouvidor Manuel Nunes Macedo assim descrevia a situação de Vitória:<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" /> Predefinição:Citação2

É certo que a obstinação dos mineradores e as melhorias efetuadas no sistema de defesa acabaram por diminuir o rigor das proibições e, em 1758, de acordo com ordem régia, abriu-se um caminho para as minas e estabeleceu-se um posto de quitação na vila de Campos.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" />

Em 1797, o regente D. João dirigiu-se ao governador da Bahia nesses termos: Predefinição:Citação2

O novo governador assumiu o cargo em 29 de março de 1800. A obra de recuperação teve como objetivo principal melhores comunicações com a de Minas Gerais. Em 8 de outubro do mesmo ano, Silva Pontes assinou o auto, conjuntamente com o representante do governo de Minas, que regulou a cobrança de impostos entre as duas capitanias. Interessou-se também pela navegação do rio Doce, por abertura de estradas, pela ampliação dos cultivos e pelo povoamento da terra.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" /> Em 1810 a capitania tornou-se autônoma em relação à Bahia, e passou a depender diretamente do governo-geral. Governou na época Manuel Vieira de Albuquerque Tovar, que não se afastou do programa de Silva Pontes. Deu o nome de Linhares às antigas ruínas da aldeia de Coutins.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 40" />

O período colonial encerrou-se sob melhores auspícios, sobretudo em função da diligência de Francisco Alberto Rubim, nomeado governador em 1812. Rubim foi o autor da "Memória estatística da capitania do Espírito Santo", realizada em 1817, na qual afirmou haver na época na capitania 24.587 habitantes, seis vilas, oito povoados e oito freguesias. Consolidara-se a ocupação do território e ampliara-se a base demográfica. Em face das dificuldades enfrentadas, esses dados revelam um progresso nada desprezível.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41">Predefinição:Citar enciclopédia</ref>

Em 20 de março de 1820 foi empossado como governador Baltazar de Sousa Botelho de Vasconcelos, a quem coube enfrentar os dias agitados da independência e passar a administração à junta do governo provisório. Antes mesmo de promulgada a constituição do império, foi nomeado presidente da província o ouvidor Inácio Acióli de Vasconcelos.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" />

Independência do Brasil[editar]

Predefinição:Artigo principal

Durante o movimento de independência, em março e abril de 1821, ocorreram várias comoções políticas no Espírito Santo, enquanto se procedia à escolha de seus representantes às cortes de Lisboa. Após a proclamação da autonomia brasileira, foi dado total apoio à nova realidade política, e em 1 de outubro de 1822, reconhecido imediatamente D. Pedro na condição de imperador do Brasil.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" />

O governo provincial enfrentou séria crise econômica nos primeiros anos da década de 1820, ocasionada pelo estrangulamento da produção agrícola em razão da prolongada estiagem. Mesmo assim, iniciou a cultura cafeeira. Para tanto, incentivou o aproveitamento de terras por colonos estrangeiros, o que se deu simultaneamente à chegada de fazendeiros fluminenses, mineiros e paulistas.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" /> A exemplo das demais províncias do sul, no Espírito Santo essa experiência colonizadora baseou-se na pequena propriedade agrícola, que logo se estendeu ao longo da zona serrana central, em contraste com as áreas do sul daquela região, onde predominava a grande propriedade.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" />

Em 1846 fundou-se a colônia de Santa Isabel (Campinho) com imigrantes alemães de Hunsrück e em 1855 uma sociedade particular — depois encampada pelo governo — criou a colônia do Rio Novo com famílias suíças, alemãs, holandesas e portuguesas. Entre 1856 e 1862 houve considerável afluência de imigrantes alemães para a colônia de Santa Leopoldina, que tinha por sede o porto de Cachoeiro de Itapemirim, no rio Itapemirim, a cinquenta quilômetros da foz, no sul do estado.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" /> Rapidamente as antigas áreas de pastoreio pontilharam-se de pequenos estabelecimentos agrícolas, que demonstraram grande força expansiva. As colônias de Santa Isabel e Santa Leopoldina,por exemplo, criaram desdobramenros através de todo o planalto, entre os rios Jucu e Santa Maria, e mais tarde atravessaram o rio Doce.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" />

No processo de colonização enfrentaram os imigrantes, a par de outras dificuldades, o sério problema indígena na região do rio Doce. Malgrado os esforços de aldeamento e as tentativas de utilização de sua mão de obra, sucediam-se os choques com os colonos,<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" /> e chegou mesmo a verificar-se grave contenda entre índios e moradores de Cachoeiro de Itapemirim,<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" /> como elevado número de mortos e feridos, em 1825. Duas décadas depois, o comendador e futuro barão de Itapemirim, Joaquim Marcelino da Silva Lima, ainda tentou organizar um grande aldeamento à base de terras devolutas.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" />

Século XIX[editar]

Predefinição:Artigo principal Os canaviais haviam sido substituídos pelos cafeeiros. Ainda não tinha sido fundada nenhuma usina. Os engenhos centrais pouco a pouco desapareciam. Além de fazendeiros capixabas, que passam a cultivar o café, vieram também, com o mesmo propósito, fluminenses, mineiros e até paulistas, como o barão de Itapemirim.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" />

Graças ao trabalho profícuo desses colonos, quando se aboliu a escravidão dos negros — o que derrocou as grandes fazendas, de imediato ou não — a economia do Espírito Santo resistiu e proporcionou aos seus presidentes, depois de proclamada a república, os meios necessários para empreendimentos como a construção de estradas de ferro, expansão do ensino e organização de planos urbanos, com Muniz Freire; instalação de água, luz, esgoto, bondes elétricos, de um parque industrial, de uma usina elétrica e de uma usina de açúcar em Cachoeiro de Itapemirim e na vila de Itapemirim, de uma fazenda-modelo em Cariacica, além de reforma da instrução pública e construção de grupos escolares e de pontes entre Vitória e o litoral e Colatina e o norte do rio Doce. Essas e outras obras foram realizadas com recursos provenientes sobretudo do café produzido pelas colônias de imigrantes europeus organizadas desde a monarquia.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" />

Com a irradiação ferroviária que o café suscitou em meados do Predefinição:Séc, o Espírito Santo beneficiou-se da rede de leitos, cujo centro estava em Campos dos Goitacases e que estabelecia comunicações entre duas importantes áreas cafeeiras: a Zona da Mata, em Minas, e o sul capixaba. Apesar de situada fora da região de cultivo, a cidade de Vitória foi a que mais progrediu sob o surto daquela lavoura, e já em 1879 processaram-se os primeiros estudos destinados à construção do porto, que deveria escoar toda a produção da província. Atendendo às novas exigências, em meados do século começou a funcionar a imprensa capixaba,<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 41" /><ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42">Predefinição:Citar enciclopédia</ref> com a circulação do jornal O Correio da Vitória,<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" /> de propriedade de Pedro Antônio de Azeredo,<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" /> a partir de 1849.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" />

Em 1850 a configuração territorial do Espírito Santo já assinalava a existência de dez municípios: Vitória, Serra, Nova Almeida, Linhares, São Mateus, Espírito Santo, Guarapari, Benevente (hoje Anchieta) e Itapemirim.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" /> Pouco antes a província perdera parte de suas terras, em virtude da desanexação de Campos dos Goitacases e São João da Barra, restituídas ao Rio de Janeiro em 1832.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" />

No final do Predefinição:Séc, os capixabas, sobretudo a intelectualidade, aderiram ao movimento abolicionista. A exemplo do que aconteceu nas demais províncias, surgiram associações ligadas à emancipação, como a Sociedade Abolicionista do Espírito Santo (1869) ao lado de acirrada campanha jornalística e parlamentar. No próprio edifício da Câmara Municipal de Vitória fundou-se uma sociedade libertadora (1883). Durante a propaganda, evocava-se a crueldade dos castigos infligidos aos escravos, como sucedera após a insurreição de cerca de 200 negros no distrito de Queimados, em 1849.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" />

A abolição da escravatura, no entanto, conduziu os grandes proprietários à ruína, em virtude da privação da tradicional mão de obra. Assim, com o advento da república, o primeiro governador do estado não encontrou condições materiais para levar a efeito os planos preconizados pela propaganda republicana. As finanças da antiga província encontravam-se exauridas.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" />

Ainda no final do Predefinição:Séc, coincidindo com a fixação da constituição estadual (1891 e 1892), o governador eleito recorreu a reformas e incentivos econômicos que deram novo impulso ao estado. A fim de assegurar uma receita mais sólida, levantou empréstimos externos, que favoreceram a lavoura cafeeira e permitiram maiores investimentos agrícolas. O Espírito Santo obteve assim uma arrecadação cinco vezes mais alta que a da antiga província. Efetuou-se o saneamento de Vitória e em 1895 foi inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo, entre Porto de Argolas e Jabaeté.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" />

Séculos XX e XXI[editar]

A ocupação do norte do Espírito Santo só começou nas primeiras décadas do Predefinição:Séc, e ganhou novo impulso depois da construção da ponte de Colatina sobre o rio Doce, inaugurada em 1928. A economia capixaba contou com a migração de contingentes do sul e do centro do país para aquela área, e assim firmou-se o cultivo do café, que respondeu por 95% da receita em 1903. Durante a primeira guerra mundial, o porto de Vitória figurava como o segundo grande exportador nacional.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" />

Com a Revolução de 1930 assumiu a direção do estado, na qualidade de interventor, João Punaro Bley, mantido pelo Estado Novo até 1943, e sob cuja administração se iniciaram obras para ampliar o porto de Vitória e para construção de cais de minério, este arrendado em 1942 pela Companhia Vale do Rio Doce. No governo de Jones dos Santos Neves, em 1945, foi criada a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), primeira iniciativa referente ao ensino superior no estado.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" /> Para ampliar a exportação de minério de ferro oriundo de Minas Gerais, a Companhia Vale do Rio Doce construiu o porto de Tubarão, em Vitória, com capacidade para estocar um milhão de toneladas de minério, receber navios de até cem mil toneladas e carregá-los a um ritmo de seis mil toneladas por hora. As obras foram iniciadas em 1966 e terminadas em tempo recorde. Situado dez quilômetros ao norte da capital, é um dos maiores portos de minério do mundo. Com a transferência para Tubarão da maior parte da exportação de minério de ferro, o porto de Vitória ficou liberado para outras aplicações.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" />

Com a instalação de Tubarão a região foi dotada de uma infraestrutura que propiciou o surgimento de um novo complexo industrial, do qual faz parte uma usina de pelotização de minério de ferro, com capacidade de produção de dois milhões de toneladas anuais.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" /> Inaugurada em 1976, entrou em atividade em 29 de novembro de 1983, dez anos depois de iniciadas as obras, a Usina Siderúrgica de Tubarão, que representou um investimento total de três bilhões de dólares. A fase foi marcada por um intenso esforço de industrialização provomido pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo (Codes), mais tarde transformada no Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). No início da década de 70 foi criado o FUNDAP (Fundo de Desenvolvimento para Atividades Portuárias) que consistia de um incentivo financeiro para a instalação de empresas importadoras, incentivando as atividades portuárias. Instalaram-se fábricas de café solúvel, massas alimentícias, chocolates, azulejos e conservas de frutas, e aprovaram-se projetos para a implantação de fábricas de laticínios, calçados, material elétrico, óleos comestíveis e sucos cítricos.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 42" />

Em novembro de 2007, é inaugurada a expansão da siderúrgica Arcelor Mittal Tubarão (ex-Companhia Siderúrgica de Tubarão) para ampliar a produção anual de placas de aço de 5 milhões para 7,5 milhões de toneladas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O estado é o maior produtor de placas de aço do país.<ref name="Almanaque Abril 2010 680">Predefinição:Citar livro</ref>

Em abril de 2008, a Polícia Federal realiza a Operação Auxílio-Sufrágio, que desmantela uma quadrilha especializada em fraudes contra a Previdência Social no estado.<ref name="Fraude na Previdência">Predefinição:Citar web</ref> O deputado estadual Wolmar Campostrini (PDT) é acusado de ser líder do esquema.<ref name="Almanaque Abril 2011 680">Predefinição:Citar livro</ref> Por causa de trâmites burocráticos, as investigações ainda não foram concluídas e Campostrini mantém o cargo.<ref name="Almanaque Abril 2011 680" /> Em outubro do mesmo ano, o prefeito da capital, João Coser (PT) é reeleito em primeiro turno.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2010, Renato Casagrande (PSB) é eleito governador no primeiro turno, com 82,3% dos votos.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2014, Paulo Hartung<ref name=eleito2014-g1>Predefinição:Citar periódico</ref><ref name=eleito2014-estadao>Predefinição:Citar periódico</ref> (PMDB)<ref name=eleito2014-g1/><ref name=pmdb>Predefinição:Citar web</ref> foi eleito governador do estado e César Colnago<ref name=eleito2014-estadao/><ref name=eleito2014-vice>Predefinição:Citar periódico</ref> (PSDB)<ref name=eleito2014-estadao/> eleito vice-governador.

A partir de 2006, a precariedade dos presídios passou a ser noticiada, pois provocou rebeliões, assassinatos e até esquartejamentos (na Casa de Custódia de Viana); em 2009, presos são mantidos em contêineres de aço, sem ventilação adequada, por falta de celas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em março de 2010, essa situação é discutida em um painel na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Cumprindo parcialmente compromissos assumidos, o governo desativa as celas metálicas e demole a Casa de Custódia de Viana, em maio de 2010.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em outubro, sete penitenciárias foram vistoriadas por uma comissão liderada pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e da Ordem dos Advogados do Brasil.<ref name="Almanaque Abril 2010 680" /> O relatório, a ser entregue à Procuradoria Geral da República, sugere providências urgentes e intervenção federal no sistema penitenciário do estado.<ref name="Almanaque Abril 2010 680" />

Geografia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Arquivo:Parque nacional do caparao.jpg
O Pico da Bandeira, com 2 891 metros de altitude, é o ponto culminante do estado

O estado do Espírito Santo ocupa uma área de Predefinição:Fmtn no litoral do Brasil, localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e a sul da Linha do Equador e com fuso horário de menos três horas em relação à hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Sudeste, fazendo divisa com os estados de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. O estado é banhado pelo oceano Atlântico.<ref name="BrasilTUR_Geo">Predefinição:Citar web</ref>

Cerca de 40% do território do estado encontra-se em uma faixa de planície,<ref>Predefinição:Citar web</ref> porém a variação das altitudes é bem grande. O relevo apresenta-se dividido em duas regiões distintas: A Baixada Espírito-Santense e a Serra do Castelo, na qual fica o Pico da Bandeira com 2.892 m, na serra de Caparaó.<ref name="Parque Nacional do Caparaó">Predefinição:Citar web</ref> Seu clima predominante é o tropical de Altitude do tipo Cwb.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O bioma (dominío morfoclimático) do estado são os chamados "Mares de Morros" caracterizados pela vegetação tropical, em climas mais amenos, formados por serras fortemente erodidas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Os principais rios capixabas são o Doce, o São Mateus, o Itaúnas, o Itapemirim e o Jucu. Os cinco integram as Bacias Costeiras do Sudeste.<ref name="BrasilTUR_Geo" />

O clima é tropical litorâneo úmido, influenciado pela massa de ar tropical atlântica. As chuvas concentram-se no verão. A temperatura média varia entre 22 °C e 24 °C, e a pluviosidade, entre 1.000 mm e 1.500 mm anuais.<ref name="BrasilTUR_Geo" /> Os principais rios do estado são, de norte para o sul,<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> o Itaúnas,<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> o São Mateus,<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> o Doce<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> e o Itapemirim,<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> que correm de oeste para leste, isto é, da serra para o litoral. O mais importante deles é o Doce,<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> que nasce em Minas Gerais<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> e divide o território espírito-santense em duas partes quase iguais.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 37" /> Em seu delta formam-se numerosas lagoas, das quais a mais importante é a de Juparanã.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 37" />

Relevo[editar]

A maior parte do estado caracteriza-se como um planalto, parte do maciço Atlântico.<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> A altitude média é de seiscentos a setecentos metros, com topografia bastante acidentada e terrenos arqueozoicos, onde são comuns os picos isolados, denominados pontões e os pães-de-açúcar. Na região fronteiriça com Minas Gerais, transforma-se em área serrana, com altitudes superiores a mil metros, na região onde se eleva a Serra do Caparaó<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo">Predefinição:Citar web</ref> ou da Chibata. Aí, se ergue um dos pontos culminantes do Brasil, o Pico da Bandeira, com 2 890m.<ref name="Parque Nacional do Caparaó" />

De forma mais esquemática, pode-se compor um quadro morfológico do relevo em cinco unidades:

Ao contrário do que ocorre nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde constitui um escarpamento quase contínuo, no Espírito Santo o rebordo do planalto apresenta-se como zona montanhosa muito recortada pelo trabalho dos rios, que, nela, abriram profundos vales. A partir do centro do estado para norte, esses terrenos perdem altura e a transição entre as terras baixas do litoral e as terras altas do interior vai se fazendo mais lenta, até alcançar o topo do planalto no estado de Minas Gerais. Dessa forma, ao norte do Rio Doce, a serra é substituída por uma faixa de terrenos acidentados, mas de altura reduzida, em meio aos quais despontam picos que formam alinhamentos impropriamente denominados serras.<ref name="BrasilEscola_Geo">Predefinição:Citar web</ref>

Clima[editar]

Ocorrem no Espírito Santo dois tipos principais de climas, o tropical chuvoso e o mesotérmico úmido. O primeiro domina nas terras baixas e caracterizam-se por temperaturas elevadas durante todo o ano e médias térmicas superiores a 22 °C.<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> O tipo Am, das florestas pluviais, com mais de 1.250mm anuais de chuvas<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> e com uma estação seca pouco pronunciada, ocorre no litoral norte, no sopé da serra e na região de Vitória; o tipo Aw, com cerca de 1.000mm de chuva<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> e estação seca bem marcada, ocorre no resto das terras baixas.<ref name="BrasilEscola_Geo" />

O clima mesotérmico úmido, sem estação seca, surge na região serrana do sul do estado. Caracteriza-se por temperaturas baixas no inverno (média do mês mais frio abaixo de 18 °C).<ref name="Brasil Escola Geografia Espírito Santo" /> Observam-se, entretanto, bruscas alterações climáticas.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Vegetação[editar]

Arquivo:Manguezal e o Monte Mestre Álvaro, uma bela combinação 2.jpg
Mata Atlântica de encosta, cujas nascentes existentes contribuem para formação dos rios Santa Maria da Vitória e Jacaraípe. O Monte Mestre Álvaro, com 833 metros de altura e parte da Serra do Mar, pode ser visto ao fundo.
Arquivo:Matilde-002.jpg
Cachoeira no município de Alfredo Chaves

O Espírito Santo está incluído em sua totalidade no bioma da Mata Atlântica, apresentando desde fitofisionomias florestais em áreas com altitude menor, até fitofisionomias abertas, em áreas com maior altitude.<ref name="ibgemap">Predefinição:Citar web</ref><ref name="sos2011">Predefinição:Citar web</ref> Entre as fitosionomias florestais destacam-se a floresta ombrófila densa, que ocupava quase 70% do estado, e a floresta estacional semidecidual, que ocupava cerca de 23%.<ref name="veg2" /> A floresta ombrófila aberta, mais rara, ocupava cerca de 3% do estado, sendo encontrada no sudeste e noroeste.<ref name="veg2" /> Do ponto de vista geológico, o Espírito Santo é dividido em zona de tabuleiros, zona serrana e planície costeira, com extrema influência na vegetação encontrada nessas zonas.<ref name="veg2">Predefinição:Citar livro</ref>

As florestas úmidas da zona de tabuleiros (abaixo de 300 m de altitude) do norte do Espírito Santo e sul da Bahia frequentemente são chamadas de "mata de tabuleiro", e apresentam pouca vegetação rasteira, muitas epífitas e lianas.<ref name=veg1/> As árvores podem ter até 30 m de altura e a primeira vista, essa floresta apresenta semelhanças com a Floresta Amazônica.<ref name=veg2/> Hoje em dia, a mata de tabuleiro só é encontrada em bom estado de conservação na Reserva Biológica de Sooretama e na Reserva Natural Vale.<ref name=veg1>Predefinição:Citar web</ref> No litoral, também observa-se a presença de restingas e mangues, principalmente ao norte do rio Doce.<ref name="ibgemap"/> Muitas vezes, as restingas limitam-se apenas às praias, mas podem avançar para o interior, unindo-se com as matas de tabuleiros.<ref name=veg2/>

A zona serrana, localizada em terras altas e vales do interior ao sul do rio Doce principalmente, possui desde florestas com muita vegetação rasteira (entre 300 e 2 000 m de altitude), até campos de altitude, acima dos 2 000 m.<ref name=veg2/> Alguns autores denominam essa vegetação de "floresta pluvial atlântica".<ref name=veg2/> Principalmente na Serra do Caparaó, encontra-se uma vegetação aberta denominada campo rupestre, ainda muito pouco estudada pela ciência e que vem se mostrando ser um ecossistema único.<ref name="wwf">Predefinição:Citar web</ref>

Atualmente, a vegetação nativa do Espírito Santo está reduzida a menos de 15% da cobertura original: em 2011, calculava-se que havia apenas 5 107,53 km² de florestas, o que totalizava cerca de 11,07%.<ref name="sos2011"/> Por conta de sua semelhança, principalmente na parte norte do estado, com o sul da Bahia, a Mata Atlântica capixaba está incluída em um projeto de corredor ecológico que visa integrar as unidades de conservação desse estado com os do sul baiano, o chamado "Corredor Central da Mata Atlântica".<ref name="corredorcentral">Predefinição:Citar livro</ref>

Litoral[editar]

Arquivo:Simone Marinho - Trindade - 2010 05 08 edited.jpg
Trindade e Martim Vaz é um arquipélago vulcânico localizado no Atlântico Sul, cerca de 1200 quilômetros a leste de Vitória

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Anexo

O litoral capixaba é rochoso ao sul, com falésias de arenito, e também na parte central, com grandes morros e afloramentos graníticos a beira mar, o litoral sul-central é muito recortado com muitas enseadas e baias protegidas por rochas e afloramentos rochosos a beira mar, é arenoso ao norte, com praias cobertas por uma vegetação rasteira e extensas dunas, principalmente em Itaúnas e Conceição da Barra.<ref name="TurismoCapixaba_Litoral"/>

A 1.140 quilômetros da costa, em pleno Oceano Atlântico, encontram-se a Ilha da Trindade (12,5 km²) e as Ilha de Martim Vaz, situadas a 30 quilômetros de Trindade. Essas ilhas estão sob a administração do Espírito Santo.<ref name="TurismoCapixaba_Litoral">Predefinição:Citar web</ref>

O estado possui um litoral mais recortado no centro-sul, e mais mar aberto no norte, o que faz a maior parte das ilhas se concentrarem na parte central do estado, porém o estado possui várias ilhas. Ao todo, são 73 ilhas localizadas na costa do estado, sendo 50 localizadas na capital Vitória.<ref name="TurismoCapixaba_Litoral" />

Ecologia[editar]

Predefinição:Artigo principal

No Espírito Santo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) administra dezessete unidades de conservação: dois parques nacionais, seis reservas biológicas, três reservas particulares do patrimônio natural, duas áreas de proteção ambiental, uma estação ecológica e três florestas nacionais.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O estado também é conhecido por possuir diversos locais que servem para armazenamento dos ovos de Tartarugas-marinhas (Cheloniidae). No estado, o TAMAR, um projeto conservacionista brasileiro dedicado à preservação de espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção, mantém sete bases do projeto no estado: Itaúnas, Guriri, Pontal do Ipiranga, Povoação, Vila de Regência, Ilha da Trindade e Anchieta. Os trabalhos de monitoramento das praias realizados pelas equipes do TAMAR normalmente são realizados entre os meses de setembro e março, no fim do período reprodutivo. As tartarugas marinhas demoram até 20 anos para chegar à idade reprodutiva e de cada mil filhotes que nascem apenas um chega à fase adulta. Ou seja, das 100 mil tartarugas nascidas no último ano, daqui a vinte anos, provavelmente, estima-se que apenas 100 retornem para desovar.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Demografia[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Evolução demográfica do Espírito Santo Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE, em 2010, o estado do Espírito Santo possuía Predefinição:Fmtn habitantes, sendo o décimo quarto estado mais populoso do Brasil, representando 1,8% da população brasileira.<ref name="IBGE_Pop_2010" /><ref>Predefinição:Citar web</ref> Segundo o mesmo censo, 1 729 670 habitantes eram homens e 1 783 002 habitantes eram mulheres.<ref name="IBGE_Pop_2010" /> Ainda segundo o mesmo censo, 2 928 993 habitantes viviam na zona urbana e 583 679 na zona rural.<ref name="IBGE_Pop_2010">Predefinição:Citar web</ref> Em dez anos, o estado registrou uma taxa de crescimento populacional de 13,59%.<ref name="Evolução populacional capixaba">Predefinição:Citar web</ref>

Em relação ao ano de 1991, quando a população era de Predefinição:Fmtn,<ref name="IBGE 1991">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 1991. Rio de Janeiro: IBGE, 1991.</ref> esses números mostram uma taxa de crescimento anual de 2% ao ano, inferior a do Brasil como um todo (1,6%) para o mesmo período (1991-2000).<ref name="Portal Brasil Espírito Santo Demografia">Predefinição:Citar web</ref> Ainda segundo o censo demográfico de 2000, o Espírito Santo é o décimo quarto estado mais populoso do Brasil e concentra 1,82% da população brasileira.<ref name="Portal Brasil Espírito Santo Demografia" /> Do total da população do estado em 2000, Predefinição:Fmtn habitantes são mulheres e Predefinição:Fmtn habitantes são homens.<ref name="sidra.ibge.gov.br">Predefinição:Citar web</ref> Para 2006, a estimativa é de Predefinição:Fmtn habitantes.<ref name="Portal Brasil Espírito Santo Demografia" />

Nos últimos anos, o crescimento da população urbana intensificou muito, ultrapassando o total da população rural. Segundo a estimativa de 2000, 67,78 dos habitantes viviam em cidades.<ref name="sidra.ibge.gov.br" /> Dois municípios capixabas mantêm o pomerano como segunda língua oficial (além do português): Vila Pavão<ref>Predefinição:Citar web acessado em 21 de agosto de 2011</ref> e Santa Maria de Jetibá.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web acessado em 21 de agosto de 2011</ref> Também foi aprovada em agosto de 2011 a PEC 11/2009, emenda constitucional que inclui no artigo 182 da Constituição Estadual a língua pomerana, junto com a língua alemã, como patrimônios culturais do Estado.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Emenda Constitucional na Íntegra</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

A densidade demográfica no estado, que é uma divisão entre sua população e sua área, é de Predefinição:Fmtn habitantes por quilômetro quadrado, sendo a sétima segunda maior do Brasil e com uma densidade comparada à do país asiático Malásia.<ref name="Densidade populacional do estado do Espírito Santo">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.</ref> A distribuição da população estadual é desigual, apresentando maior concentração na região serrana, no interior. Nessa área, a densidade demográfica atinge a média de 50 hab./km² e a ultrapassa no extremo sudoeste. A Baixada Litorânea, faixa que acompanha o litoral, apresenta quase sempre densidades inferiores à média estadual. Apenas nas proximidades de Vitória observa-se uma pequena área com mais de 50 hab./km². A parte norte da baixada litorânea é a menos povoada do estado. Sete municípios (Vila Velha, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, São Mateus e Linhares) concentram mais de 45% da população do Espírito Santo (1975).<ref name="CasaMarataizes">Predefinição:Citar web</ref>

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado, considerado como "elevado" pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é de 0,740, segundo dados do ano de 2010, sendo naquele período, o sétimo mais alto entre as unidades federativas do Brasil.<ref name="atlasbrasil.org.br">http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_uf/espirito-santo</ref><ref name="ReferenceA">http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/ranking</ref> Naquele ano, considerando apenas a educação, o índice era de 0,653, considerado "médio"; o índice de longevidade era de 0,835, considerado "muito alto" e o índice de renda era de 0,743, considerado como "alto".<ref name="atlasbrasil.org.br"/> A renda per capita é de Predefinição:Fmtn reais.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Entre 1991 e 2000, o estado registrou uma forte evolução tanto no seu IDH geral quanto na educação, longevidade e renda, critérios utilizados para calcular o índice.<ref name="Evolução do IDH">Predefinição:Citar web</ref> A educação foi o critério que mais evoluiu em nove anos, de 0,304 em 1991 para 0,491 em 2000, e em 2010 o valor passou a ser 0,653.<ref name="atlasbrasil.org.br"/> Depois da educação, vem a longevidade, que em 1991 tinha um valor de 0,686, passando para 0,777 em 2000 e 0,835 em 2010.<ref name="atlasbrasil.org.br"/> E, por último, vem a renda, o critério que menos evoluiu entre 1991, quando era de 0,619, e 2000, ano em que foi calculado como sendo de 0,687,<ref name="atlasbrasil.org.br"/> avançando para o valor de 0,743 em 2010.<ref name="atlasbrasil.org.br"/> Quanto ao IDH, que é uma média aritmética dos três subíndices, a evolução também foi significativa, passando de 0,505 em 1991 (considerado como "baixo" pela ONU) para 0,64 em 2000 (considerado "médio" pela ONU), e para 0,74 em 2010 (considerado "elevado" pela ONU).<ref name="atlasbrasil.org.br"/>

Em 2010, o município com o maior IDH era a capital, Vitória, com um valor de 0,845, considerado como "muito elevado" pelo PNUD no período, posicionado na primeira posição entre os municípios capixabas naquele ano e na quarta posição entre todos os municípios do país, empatado com Balneário Camboriú (SC), e ficando atrás somente de São Caetano do Sul (SP), Águas de São Pedro (SP) e Florianópolis (SC).<ref name="ReferenceA"/> Já dentre as capitais estaduais do país, Vitória foi posicionada naquele período em segundo lugar, perdendo apenas para Florianópolis, Santa Catarina. Concomitantemente, o município com menor IDH foi Ibitirama,<ref name="ReferenceA"/> situado na Mesorregião do Sul Espírito-Santense, possuindo o índice no valor de 0,622, que possuindo todos os indicadores sociais abaixo da média estadual no período, estava posicionado na 78° e último lugar entre os municípios do estado e no 3653° lugar entre todos os municípios brasileiros, com um IDHM considerado "médio" pelo PNUD.<ref>http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/ibitirama_es</ref> No ano 2000, o município capixaba mais bem avaliado de acordo com o IDH era mais uma vez a capital, Vitória, com o índice no valor de 0,759,<ref name="ReferenceA"/> considerado como "elevado" no período, estando ranqueado na sétima posição na época entre todos os municípios do Brasil, ficando atrás apenas de São Caetano do Sul (SP), Águas de São Pedro (SP), Santos (SP), Balneário Camboriú (SC), Niterói (RJ) e Florianópolis (SC). No mesmo período, o município com menor valor de IDH era Santa Leopoldina, situado na Mesorregião Central Espírito-Santense, com um índice de 0,468 no período, considerado como "baixo" à época. Já no ano de 1991, o município com melhor IDH do estado era igualmente a capital, Vitória, com um índice de 0,644, considerado como "médio" pela ONU e sendo posicionado na sexta posição entre todos os municípios do Brasil, ficando atrás somente de São Caetano do Sul (SP), Santos (SP), Florianópolis (SC), Niterói (RJ) e Porto Alegre (RS).

O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,50, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.<ref name="GINI" /> A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 30,88%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 29,04%, o superior é 32,73% e a subjetiva é 28,51%.<ref name="GINI">Predefinição:Citar web</ref>

Religião[editar]

Apesar de tradicionalmente o Catolicismo ser a religião mais professada no Espírito Santo, nas últimas décadas houve grande aumento no número de evangélicos. Segundo o Censo 2010, a Igreja Católica é a religião de 53,4% dos capixabas. Divide-se administrativamente em uma arquidiocese, a Arquidiocese de Vitória, e três dioceses sufragâneas: Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Na Igreja Católica, destaca-se o Convento da Penha,<ref name="Convento da Penha">Predefinição:Citar web</ref> que é um dos principais monumentos históricos do estado<ref name="Convento da Penha" /> e a Basílica de Santo Antônio.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Religião no Espírito Santo

Ainda segundo o Censo IBGE 2010, as Igrejas evangélicas são seguidas por 33,1% dos capixabas, o que faz do Espírito Santo o estado mais evangélico do Brasil. São muitas as igrejas evangélicas, sendo a maior a Assembleia de Deus em suas várias ramificações, seguida da Igreja Cristã Maranata, fundada no estado há 43 anos e da multifacetada Igreja Batista e da Igreja Universal do Reino de Deus. É possível encontrar também praticantes de religiões de origem africana, além de espíritas e outros.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O luteranismo também está presente em todo o estado, mas é nas regiões serranas, onde há maior quantidade de descendentes de alemães e pomeranos, que sua presença é mais forte.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

É no Espírito Santo que se encontra o Mosteiro Zen Morro da Vargem, primeiro da América Latina,<ref name="Mosteiro Zen da Vargem">Predefinição:Citar web</ref> localizado em Ibiraçu<ref name="Mosteiro Zen da Vargem" /> e aberto a visitação, no estado também foram construídos o Convento da Penha, 1º convento do Brasil em 1555,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a primeira igreja luterana da América Latina.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Espírito Santo está composta por: católicos (53,4%), evangélicos (33,1%), pessoas sem religião (9,61%), espíritas (0,72%), budistas (0,02%), muçulmanos (0,00%), umbandistas (0,14%) e judeus (0,01%).<ref name="Religião" />

Etnias[editar]

Predefinição:Artigo principal O censo do IBGE de 2010 revelou os seguintes números: 1,7 milhão brancos (48,6%), 1,5 milhão Pardos (42,2%), 293 mil Negros (8,4%) e 0,8% amarelos (21,9 mil) ou Indígenas (9 mil).<ref>Predefinição:Citar livro</ref>

A população do estado, assim como no resto do Brasil, foi formada por elementos indígenas, africanos e europeus. O Espírito Santo, no Predefinição:Séc, contava com uma grande população de origem indígena e africana. Depois da colonização portuguesa, a partir do Predefinição:Séc o estado recebeu levas consideráveis de imigrantes, na maioria italianos, mas também alemães, portugueses e espanhóis.<ref name="Saletto">Predefinição:Citar livro</ref>

Municípios mais populosos[editar]

Predefinição:Anexo

  • Vitória, a capital do estado, tem o segundo melhor IDH entre as capitais do Brasil, ficando atrás somente de Florianópolis.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Foi construída numa ilha montanhosa, o que também dificultou seu crescimento, mas foi fundamental para sua fundação de 105 km². É ligada ao continente pela Ponte Florentino Avidos,<ref name="Mapa de Vitória">Predefinição:Citar web</ref> pela Ponte do Príncipe (Segunda Ponte)<ref name="Mapa de Vitória" /> e Terceira Ponte ao sul,<ref name="Mapa de Vitória" /> e pelas pontes da Passagem,<ref name="Mapa de Vitória" /> Ayrton Senna<ref name="Mapa de Vitória" /> e de Camburi ao norte.<ref name="Mapa de Vitória" /> Vitória é a capital e o mais importante município capixaba. Centro comercial e cultural, destaca-se também pelos importantes portos de Tubarão<ref name="Mapa de Vitória" /> e Vitória.<ref name="Mapa de Vitória" /> A capital forma com os municípios de Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana e Vila Velha a Região Metropolitana de Vitória,<ref>Predefinição:Citar web</ref> conhecida como Grande Vitória, que abriga 1.627.651 habitantes (2005),<ref>Predefinição:Citar web</ref> sendo Serra o município de maior população.<ref name="IBGE_Pop_2009">Predefinição:Citar web</ref>
  • Serra é o município mais populoso do estado, localizado na Grande Vitória. Nele ficam localizados o Porto de Tubarão e vários balneários importantes, como Jacaraípe e Nova Almeida. A cidade possui o maior polo industrial do estado, tendo em seu território os centros industriais Civit I, Civit II e o TIMS. A ArcelorMittal Tubarão também se faz presente no município, sendo a maior siderúrgica do estado e uma das maiores do país.<ref>Predefinição:Citar web</ref>
  • Vila Velha é a cidade mais antiga e a segunda mais populosa do estado, com quase 500 mil habitantes, localizada na Grande Vitória; tem o segundo melhor IDH do estado. A cidade vem experimentando rápido desenvolvimento e progresso; nela fica também a principal rodovia estadual, a Rodovia do Sol. Possuí muitas fábricas, inclusive a Chocolates Garoto, maior fábrica de chocolate da América Latina,<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> e dois portos, o de Capuaba e o de Vila Velha.<ref>Predefinição:Citar web</ref>
  • Cariacica, localizado na Grande Vitória, é mais populosa que a capital Vitória, porém possui o menor IDH da região, sendo uma grande periferia da capital. A maior atividade econômica e geradora de empregos é a fábrica da Coca-Cola, a maior da empresa no Brasil. A cidade é cortada por duas das mais importantes rodovias do Brasil, a BR-101 e a BR-262.<ref>Predefinição:Citar web</ref>
  • Cachoeiro de Itapemirim é o principal centro urbano do sul do estado.<ref name="IBGE_Pop_2009" /> Além de centralizar grande parte da produção agrícola e pecuária desta região,<ref name="Cachoeiro do Itapemirim na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros">Predefinição:Citar enciclopédia</ref> o município destaca-se ainda pelo seu parque industrial.<ref name="Cachoeiro do Itapemirim na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros" />

Predefinição:Municípios mais populosos do Espírito Santo

Problemas atuais[editar]

Predefinição:Desatualizado O desenvolvimento social e econômico do Espírito Santo, a par de transformar o estado em um dos mais ricos do Brasil, acarretou também os seguintes fenômenos:<ref name="Problemas">Predefinição:Citar web</ref>

  • Saúde: com 49% dos problemas,<ref name="Problemas" /> a ausência de médicos com frequência e a precariedade de um sem-número de hospitais superlotados de pacientes do Espírito Santo são a tônica preocupante desse setor infraestrutural.<ref>Predefinição:Citar web</ref>
  • Criminalidade: com 34% dos problemas,<ref name="Problemas" /> o Espírito Santo é o segundo estado com o pior índice de criminalidade da federação brasileira.<ref name="Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros">Predefinição:Citar web</ref> Embora o número de homicídios tenha caído ultimamente, de acordo com o Mapa da Violência, feito com base no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, com divulgação ocorrida em maio de 2014 foi confirmado que o estado permaneceu nesta posição além disso, a cidade de Pinheiros, no norte do Estado, é destaque em cenário nacional, quanto aos índices altíssimos de violência, levando em consideração sua população. O município é considerada a 16ª cidade mais violenta do Brasil.<ref name="Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros" />
  • Educação: com 32% dos problemas,<ref name="Problemas" /> os quais as escolas públicas precisam combater são a evasão escolar, a estrutura física precária e a questão de gerir, acompanhar e investir o que está faltando para construir mais escolas, bibliotecas escolares/colegiais/universitárias, jardins de infância, colégios, salas de aula, faculdades, etc.<ref>Predefinição:Citar web</ref>
  • Impostos: o problema dos impostos corresponde a 20% do total,<ref name="Problemas" /> sendo a oitava pior preocupação dentre os maiores problemas do estado.<ref name="Problemas" />
  • Drogas: com 21% dos problemas,<ref name="Problemas" /> as drogas são o quinto maior fator preocupante do estado em relação à média nacional.<ref name="Problemas" />
  • Pobreza: com 22% dos problemas do estado,<ref name="Problemas" /> cerca de 126 mil pessoas consideram-se pobres ao extremo no Espírito Santo. De acordo com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, este é o número de capixabas vivendo com uma renda inferior a R$ 78,00 por mês.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Espírito Santo é a segunda unidade federativa mais violenta do Brasil, perdendo apenas para Alagoas, e lidera o maior índice de criminalidade da Região Sudeste do país, superando ainda mais o Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. A taxa de homicídios é de 45,6 a cada mil.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O município mais violento do Espírito Santo e da Região Sudeste do Brasil é Serra, na Região Metropolitana de Vitória; é também o quarto mais violento do Brasil (102,4), registrando, em 2006,<ref>Predefinição:Citar web</ref> taxas médias de homicídio superiores apenas às dos municípios de Vitória, Viana, Cariacica, Linhares e Pedro Canário. O município com a menor taxa média de homicídios é Marechal Floriano, na Mesorregião Central Espírito-Santense, mais precisamente na Microrregião de Afonso Cláudio.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Governo e política[editar]

Arquivo:Ales.JPG
Assembleia Legislativa

Predefinição:Ver artigo principal

O estado do Espírito Santo é governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo e outros tribunais e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A atual constituição do estado do Espírito Santo foi promulgada em 1989,<ref name="Constituição do Estado do Espírito Santo">Predefinição:Citar web</ref> acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.<ref name="Constituição do Estado do Espírito Santo" />

O Poder Executivo capixaba está centralizado no governador do estado,<ref name="Constituição do Estado do Espírito Santo" /> que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto,<ref name="Constituição do Estado do Espírito Santo" /> pela população para mandatos de até quatro anos de duração,<ref name="Constituição do Estado do Espírito Santo" /> e podem ser reeleitos para mais um mandato.<ref name="Constituição do Estado do Espírito Santo" /> Sua sede é o Palácio Anchieta, que desde o Predefinição:Séc é a sede do governo capixaba.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A residência oficial do governador fica na Praia da Costa,<ref>Predefinição:Citar web</ref> localizada no município de Vila Velha.

O Poder Legislativo do Espírito Santo é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, localizado na Enseada do Suá. Ela é constituída por 30 deputados, que são eleitos a cada 4 anos. No Congresso Nacional, a representação capixaba é de 3 senadores e 10 deputados federais.<ref name="Constituição do Estado do Espírito Santo" /> A maior corte do Poder Judiciário capixaba é o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, localizado na Enseada do Suá. Compõem o poder judiciário os desembargadores e os juízes de direito.<ref name="Constituição do Estado do Espírito Santo" />

O Espírito Santo está dividido politicamente em 78 municípios.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O mais populoso deles é Serra, com cerca de 500 mil habitantes, segundo informações de 2017.<ref name="IBGE_Pop_2017"/> Sua região metropolitana possui aproximadamente 1,7 milhão de habitantes.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Subdivisões[editar]

Regiões Geográficas Intermediárias[editar]

Predefinição:Anexo

Arquivo:Regiões Geográficas do Estado do Espírito Santo.svg
Divisão das regiões intermediárias em vermelho e imediatas em cinza..

Uma região geográfica intermediária é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins estatísticos e não constitui, portanto, uma entidade política ou administrativa. As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Oficialmente, as quatro regiões geográficas intermediarias do estado são:

Regiões Geográficas Imediatas e Municípios[editar]

Predefinição:Anexo

Além da região geográfica intermediária, existe a região geográfica imediata, que foram instituídas em 2017 para a atualização da divisão regional brasileira e correspondem a uma revisão das antigas microrregiões.<ref name="IBGE_Divisão">Predefinição:Citar web</ref> O Espírito Santo é dividido em oito regiões geográficas imediatas. São elas: Vitória, Afonso Cláudio-Venda Nova do Imigrante-Santa Maria de Jetibá, São Mateus, Linhares, Colatina, Nova Venécia, Cachoeiro de Itapemirim, Alegre.

Por último, existem os municípios (as menores unidades autônomas da federação), que são circunscrições territoriais dotadas de personalidade jurídica e com certa autonomia administrativa.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em geral, o Espírito Santo está dividido em 78 municípios, sendo a vigésima unidade de federação com o maior número de municípios e a quarta e última do Sudeste (atrás de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro).<ref name="Municípios">Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Municípios do Espírito Santo

Regiões administrativas[editar]

Durante a década de 2000, por sucessivas leis estaduais, foram criadas e alteradas regiões de gestão e planejamento, estabelecidas com o objetivo de centralizar a atividades das secretarias estaduais. Seus limites nem sempre coincidem com os das mesorregiões e microrregiões do Espírito Santo.<ref name="Regioes administrativas" /> As onze regiões administrativas do estado são: Metropolitana (Grande Vitória), Pólo Linhares, Litoral Sul, Pólo Afonso Cláudio (Sudoeste Serrana), Litoral Norte, Extremo Norte, Pólo Colatina, Noroeste 1, Noroeste 2, Pólo Cachoeiro de Itapemirim, Caparaó (Microrregião de Alegre).<ref name="Regioes administrativas">Predefinição:Citar web</ref>

Economia[editar]

Predefinição:Artigo principal

Arquivo:Tree Map-Exportacoes do Espirito Santo (2012).png
Exportações do Espírito Santo - (2012)<ref name="dataviva.info">Predefinição:Citar web</ref>

Na economia do Espírito Santo, têm destaque a agricultura, a pecuária e a mineração.<ref name="Economia">Predefinição:Citar web</ref>

Na produção agrícola, destacam-se a cana-de-açúcar (2,5 milhões de toneladas), a laranja (175 milhões de frutos), o coco-da-baía (148 milhões de frutos) e o café (1 milhão de toneladas). O total de galináceos no estado é de aproximadamente 9,2 milhões de aves, e o de gado bovino ultrapassa 1,8 milhão de cabeças. Há reservas importantes de granito e uma incipiente extração de gás natural e petróleo. Areias e mármores também são importantes produtos do extrativismo capixaba. Embora relativamente pequeno, o parque industrial do Espírito Santo abriga indústrias químicas, metalúrgicas, alimentícias e de papel e celulose.<ref name="Economia" />

Em 2012, a pauta de exportação do Espírito Santo se baseou em minério de ferro (52,49%), petróleo cru (10,87%), pastas químicas de madeira à soda ou sulfato (10,01%), pedras de cantaria ou construção (5,58%) e café (4,42%).<ref name="dataviva.info" />

O Espírito Santo é sede de importantes cooperativas agropecuárias, entre as quais se destacam: a Capil, de Itarana; a Ceaq, de São Domingos do Norte; a Cooaprucol de Colatina; a Coop-Forgrande, de Castelo; a Cocaes, de Brejetuba; a Cavil, de Bom Jesus do Norte; e a Coopeves, de Vila Velha.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A atividade turística do estado concentra-se no litoral, onde há belas praias, como a de Itaúnas e a de Guarapari. O pico da Bandeira, terceiro mais alto do país, é outro destino turístico bastante procurado. Ultimamente, tem ganhado destaque um novo tipo de turismo: o gastronômico, em que se aprecia a típica culinária capixaba, herdeira de diversas culturas.<ref name="Economia" />

O sistema rodoviário se organiza a partir da BR-101, que corta o Espírito Santo de norte a sul, margeando o litoral. O estado possui 30,1 mil quilômetros de estradas de rodagem, mas apenas 10% são pavimentados.<ref name="Economia" />

Setores[editar]

Arquivo:Café conilon Timbuí.JPG
Unidade de referência de café conilon em Timbuí

O produto agrícola tradicional do estado é o café,<ref name="lavoura permanente">Predefinição:Citar web</ref> cultura que orientou a ocupação de praticamente todo o território capixaba.<ref name="Revista Cafeicultura">Predefinição:Citar web</ref> Após uma fase de decadência no estado, o café recuperou uma posição de relativo destaque nacional,<ref name="Revista Cafeicultura" /> ocupando a segunda colocação na produção de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com um volume de produção que varia entre 11,58 e 13,33 milhões de sacas em 2017.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Seguem-se a ele, em ordem de importância, as culturas de milho,<ref name="lavoura temporária">Predefinição:Citar web</ref> banana, mandioca, feijão, arroz e cacau.<ref name="lavoura permanente" /><ref name="lavoura temporária" />

A criação de bovinos serviu-se de solos virgens no norte do estado, em terrenos desmatados.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38"/> Nessa área cria-se e engorda-se gado de corte, e ali desenvolveu-se a indústria frigorífica, cuja carne é enviada principalmente para o Rio de Janeiro, além de abastecer a região de Vitória. No sul pratica-se muito a pecuária leiteira, e o leite é comercializado, por meio de cooperativas, nos mercados do Rio de Janeiro e Vitória.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38" /> De desenvolvimento mais recente são a silvicultura e a fruticultura, com aproveitamento para conservas de frutas e para a produção de celulose, destacando-se nessa última atividade alguns projetos de reflorestamento, que poderão compensar em parte o desmatamento avassalador sofrido pelo estado.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38" />

O subsolo do estado é rico em minerais, inclusive petróleo. Há consideráveis reservas de calcário, mármore, manganês, ilmenita, bauxita, zircônio, monazitas e terras raras, embora nem todas em exploração. No extrativismo mineral, destaca-se a exploração, na área de Cachoeiro de Itapemirim, de reservas de mármores, calcário e dolomita.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38" />

Nos centros urbanos da capital e de Cachoeiro de Itapemirim concentram-se praticamente todas as principais unidades da indústria de transformação capixaba. Na grande Vitória localizam-se as indústrias siderúrgicas: Companhia Ferro e Aço de Vitória, usina de pelotização de minério de ferro da Companhia Vale do Rio Doce; madeireira, têxtil, de louças, de café solúvel, de chocolates e frigorífica. No vale do rio Itapemirim, desenvolvem-se indústrias de cimento, de açúcar e álcool e de conservas de frutas.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 38" />

As 10 maiores empresas industriais do Espírito Santo são a Companhia Vale do Rio Doce, ArcelorMittal, Samarco Mineração, Aracruz Celulose, Fertilizantes Heringer, ArcelorMittal Brasil, Escelsa, Garoto (a maior fábrica de chocolates da América Latina e a mais importante empresa industrial de alimentos do estado) e Sol Coqueria.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

É deficitário o comércio do estado com as demais unidades federativas do Brasil. O valor da exportação por cabotagem, em junho de 2010, foi da ordem de US$ 1.075.429<ref name="www.desenvolvimento.gov.br">Predefinição:Citar web</ref> e o da importação de US$ 642.997. Quanto ao seu comércio exterior, devido à exportação de minério, a situação é completamente inversa do comércio por cabotagem. O valor total da exportação para o exterior, em 2009, foi de US$ 6.510.241 e a da importação, de US$ 5.484.252.<ref name="www.desenvolvimento.gov.br" />

O setor terciário é pouco desenvolvido em todo o Estado.<ref name="Enciclopédia Mirador Internacional">ANDRADE, Fernando Moretzsohn de; GUIMARÃES, André Passos. ESPÍRITO SANTO. In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopædia Britannica do Brasil Publicações, 1993. v. 8, p. 4176.</ref> No entanto, a atividade comercial adquire certa importância com as exportações de minério de ferro proveniente de Minas Gerais, através da Estrada de Ferro Vitória a Minas e é embarcado nos portos de Atalaia e ponta do Tubarão. Por outro lado, a ligação de Cachoeiro de Itapemirim à cidade do Rio de Janeiro, por rodovia pavimentada, permitiu a incorporação da região à bacia leiteira fluminense e facilitou a exportação de produtos agrícolas, como café, milho, mandioca, arroz e hortigranjeiros.<ref name="Enciclopédia Mirador Internacional" />

Petróleo[editar]

Arquivo:Oilfield Installation.jpeg
Instalação petrolífera

Nos últimos anos, o Espírito Santo vem se destacando na produção de petróleo e gás natural. Com várias descobertas realizadas, principalmente pela Petrobras, o Estado saiu da quinta posição no ranking brasileiro de reservas, em 2002, para se tornar a segunda maior província petrolífera do País, com reservas totais de 2,5 bilhões de barris. São cerca de 140 mil barris diários. Os campos petrolíferos se localizam tanto em terra quanto em mar, em águas rasas, profundas e ultraprofundas, contendo óleo leve e pesado e gás não associado.<ref name="GovES_Petróleo">Predefinição:Citar web</ref>

Dentre os destaques da produção está o campo de Golfinho, localizado a norte do estado, com reserva de 450 milhões de barris de óleo leve, considerado o mais nobre. O primeiro módulo de produção do local já está em operação, com o FPSO Capixaba, e o segundo deve iniciar a operação até o final deste ano, com o FPSO Cidade de Vitória.<ref name="GovES_Petróleo" />

Há ainda os campos de Jubarte, Cachalote, Baleia Franca, Baleia Azul, Baleia Anã, Caxaréu, Mangangá e Pirambu, que fazem parte do denominado Parque das Baleias, no Sul, que somam uma reserva de 1,5 bilhão de barris. O Espírito Santo é atualmente responsável por 40% das notificações de petróleo e gás natural brasileiras, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) desde sua criação, em janeiro de 1998.<ref name="GovES_Petróleo" />

A indústria de petróleo no Espírito Santo possibilita o pagamento de royalties relacionados à exploração de petróleo e gás natural aos municípios nos quais estão localizados os campos produtores e as instalações das empresas. Para beneficiar os 68 municípios capixabas que não recebem royalties petrolíferos, o Governo do Estado criou o Fundo para Redução das Desigualdades Regionais, o primeiro projeto desta natureza aprovado no país. Os recursos são provenientes do repasse de 30% dos royalties creditados no cofre público estadual. Em vigor desde junho de 2006, a distribuição do dinheiro do fundo leva em consideração a população, o percentual de repasses do ICMS e a condição de não ser grande recebedor de royalties. As cidades que têm participação acima de 10% no ICMS e mais de 2% dos royalties não têm acesso aos recursos do Fundo.<ref name="GovES_Petróleo" />

Infraestrutura[editar]

Saúde[editar]

Mortalidade infantil 20,1 por mil nascimentos<ref name="Dados do Portal Brasil sobre saneamento básico">Predefinição:Citar web</ref>
Médicos 15,7 por 10 mil hab. (2005)<ref name="Dados do Portal Brasil sobre saneamento básico"/>
Leitos hospitalares 1,8 por mil hab. (2005).<ref name="Dados do Portal Brasil sobre saneamento básico"/>

Em 2005, existiam, no Estado, 1.755 estabelecimentos hospitalares, com 7.684 leitos e 378 médicos, 35 enfermeiros diplomados e 210 auxiliares de enfermagem.<ref name="Serviços de saúde 2005">Predefinição:Citar web</ref> Em 2010, dos 1.755 hospitais existentes, 125 eram de adultos e crianças, 88 eram exclusivamente de crianças, sendo 98 gerais e 22 especializados.<ref name="Serviços de saúde 2005" /><ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2005, da população, 84,4% dos capixabas tinham acesso à rede de água,<ref name="Dados do Portal Brasil sobre saneamento básico" /> enquanto 75,7% se beneficiam da rede de esgoto sanitário.<ref name="Dados do Portal Brasil sobre saneamento básico" />

Energia[editar]

Atualmente a situação energética do Estado do Espírito Santo é de confiabilidade, por se conectar ao Sistema Interligado Sul/Sudeste/Centro-oeste através de um anel de transmissão. O estado produz 33% de suas necessidades, importando, consequentemente, 67% da energia requerida de FURNAS Centrais Elétricas S.A. As concessionárias de distribuição de energia elétrica operando no Espírito Santo são a Espírito Santo Centrais Elétricas S/A (Escelsa), atualmente uma empresa do grupo EDP, e Empresa Luz e Força Santa Maria (ELFSM).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Com seu franco desenvolvimento, expansão e a crescente demanda por fontes energéticas que sustentem de maneira consistente este processo, o Espírito Santo vem utilizando como principal energia alternativa a energia eólica. O processo consiste na conversão do vento em energia elétrica através de aerogeradores - gigantes turbinas em forma de cata-vento colocadas em pontos estratégicos onde a ação do vento é intensa.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Educação[editar]

O Estado dispunha em 2008 de uma rede de de 2.733 escolas de ensino fundamental, das quais 482 estaduais, 1.986 municipais, 1.157 particulares e 6 federais. O corpo docente era constituído de 29.282 professores, sendo que 6.777 trabalhavam nas escolas públicas estaduais, 18.146 nas escolas públicas municipais e 4.359 nas escolas particulares. Estudavam nestas escolas 553.396 alunos, dos quais 491.342 nas escolas públicas e 62.054 nas escolas particulares. O ensino médio foi ministrado em 438 estabelecimentos, com a matrícula de 139.984 alunos. Dos 139.984 discentes, 119.478 estavam nas escolas públicas e 20.506 nas particulares. Quanto ao ensino superior, em 2008, o estado possuía 91 estabelecimentos, com 6.490 professores e 89.610 discentes.<ref name="Ensino - matrículas, docentes e rede escolar 2008">Predefinição:Citar web</ref>

Em 2004 a taxa de analfabetismo no estado era de 9,5%, uma das mais baixas do Brasil. Da população, 21,0% dos capixabas são analfabetos funcionais. O Espírito Santo é a 12ª melhor educação do Brasil, com um Índice de Desenvolvimento Humano de 0,887.<ref name="Dados do Portal Brasil sobre saneamento básico" />

As principais universidades do Espírito Santo são a Escola Agrotécnica Federal de Alegre,<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Instituto Federal do Espírito Santo<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a Universidade Federal do Espírito Santo.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Comunicações[editar]

Os principais jornais diários editados em Vitória são a Gazeta, o mais antigo e de instalações mais modernas; o Diário, Diário Oficial do Estado e A Tribuna. Em Cachoeiro de Itapemirim, circula o Correio do Sul; em Colatina, a Folha do Norte. As principais emissoras de radiodifusão da capital são a Rádio Espírito Santo,<ref name="Radios.com.br">Predefinição:Citar web</ref> que emite em ondas médias, tropicais e de frequência modulada, a Rádio Vitória e a Rádio Capixaba, ambas em ondas médias e curtas. Os municípios de Cariacica, Colatina, Mimoso do Sul e Santa Teresa também possuem emissoras de rádio.<ref name="Radios.com.br" /> Na capital, funcionam a TVE Espírito Santo,<ref name="www.achetudoeregiao.com.br">Predefinição:Citar web</ref> a TV Gazeta, a TV Vitória, a TV Tribuna, a TV Capixaba e a RedeTV! ES.<ref name="www.achetudoeregiao.com.br" /> Há torres repetidoras de emissoras do Rio de Janeiro.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Transportes[editar]

No estado existe apenas um aeroporto administrado pela Infraero, o Aeroporto Eurico de Aguiar Salles (Vitória),<ref>Predefinição:Citar web</ref> além dos aeroportos como o de Baixo Guandu/Aimorés, o de Cachoeiro de Itapemirim, o de Guarapari, o de Linhares e o Tancredo de Almeida Neves (São Mateus), que são de responsabilidade das suas respectivas administrações municipais.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Estrada de Ferro Vitória a Minas escoa minério de ferro de Itabira (MG) até o porto de Tubarão, e volta com carvão para siderurgia. Também faz transporte de passageiros e carga geral no vale do rio Doce. A Ferrovia Centro-Atlântica serve ao sul do estado e comunica Vitória com o estado do Rio de Janeiro. As principais rodovias são a BR-101, que corta o estado de norte a sul, pelo litoral, e a BR-262, que liga Vitória a Belo Horizonte (MG) e ao extremo oeste do país. Outras rodovias importantes são a BR-482, que atravessa Alegre e Jerônimo Monteiro e entronca com a BR-101 no distrito de Safra; a BR-342, que liga Ecoporanga a Nova Venécia, no norte do estado; e a BR-381, que liga o município de São Mateus ao município de São Paulo, passando por Nova Venécia e Barra de São Francisco.<ref name="DNIT">Predefinição:Citar web</ref> O estado possui dois portos, ambos na capital: o cais comercial de Vitória e o porto de exportação de minério de ferro de Tubarão.<ref name="DNIT" />

Segurança pública[editar]

As principais unidades das Forças Armadas com sede no Espírito Santo são: no Exército Brasileiro, o Espírito Santo integra a 1ª Região Militar (juntamente com o estado do Rio de Janeiro) destacando aí o 38º Batalhão de Infantaria;<ref>Predefinição:Citar web</ref> na Marinha do Brasil, o Espírito Santo faz parte do 1º Distrito Naval (com sede no Rio de Janeiro),<ref>Predefinição:Citar web</ref> destacando-se no Estado a Escola de Aprendizes-Marinheiros; e na Força Aérea Brasileira, o Espírito Santo integra o III Comando Aéreo Regional, com sede na cidade do Rio de Janeiro,<ref>Predefinição:Citar web</ref> destacando-se o Estado como parte integrante do Cindacta I, que forma o quadrilátero com as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Polícia Militar do Estado do Espírito Santo (PMES) é uma das forças de polícia militar do Brasil, sendo responsável pelo policiamento ostensivo no Estado do Espírito Santo. Seu Quartel do Comando Geral (QCG) é situado na Avenida Maruípe, na cidade de Vitória, capital do Estado.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo (CBMES) é uma Corporação cuja missão primordial consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndios, buscas, salvamentos e socorros públicos no âmbito do estado do Espírito Santo. Ele é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Brasil. Seus integrantes são denominados Militares dos Estados pela Constituição Federal de 1988, assim como os membros da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Polícia Civil do Estado do Espírito Santo é uma das polícias do Espírito Santo, Brasil, órgão do sistema de segurança pública ao qual compete, nos termos do artigo 144, § 4º, da Constituição Federal e ressalvada competência específica da União, as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar.<ref>Constituição Federal, artigo 144 - Da Segurança Pública</ref> As principais instituições penitenciárias do estado são o Instituto de Readaptação Social (em Vila Velha) e Colônia Penal (em Viana).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Superintendência do Departamento de Polícia Federal no Espírito Santo está localizada no bairro vilavelhense do São Torquato e é responsável pelo cadastro de passaportes brasileiros de capixabas e outras pessoas residentes no Estado, controles de passageiros nacionais e estrangeiros no aeroportos internacionais e defesa mútua e obrigatória das fronteiras do Brasil como outros países sul-americanos ao lado do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Cultura[editar]

Instituições culturais[editar]

As principais entidades culturais do estado encontram-se na capital: a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES),<ref>Site Oficial da Universidade Federal do Espírito Santo</ref> o Instituto Histórico e Geográfico, a Associação Espírito-Santense de Imprensa, a Academia Espírito-Santense de Letras, a Associação Espírito-Santense de Juristas, a Arcádia Espírito-Santense, a Associação Médica do Espírito Santo, a Academia Feminina de Letras, o Instituto dos Advogados, o Centro Capixaba de Folclore e o Instituto Espírito-Santense de História, Geografia e Arte Religiosa.<ref name="www.brasilchannel.com.br">Predefinição:Citar web</ref> Em Cachoeiro de Itapemirim há a Academia Cachoeirense de Letras.<ref name="www.brasilchannel.com.br" />

A capital conta com as bibliotecas Estadual, Municipal, do Tribunal de Justiça, dos Comerciários, Embaixador Macedo Soares (da delegacia da Fundação IBGE), Central da Universidade Federal do Espírito Santo e da Companhia Vale do Rio Doce, entre outras.<ref name="www.brasilchannel.com.br" /> Em Cachoeiro de Itapemirim destacam-se as Bibliotecas Municipal, do Centro Espírita Fraternidade e Luz, do Colégio Estadual Muniz Freire e da Casa dos Braga — pequeno museu dedicado aos irmãos escritores Newton e Rubem Braga, na casa onde nasceram.<ref name="www.brasilchannel.com.br" /> Muitos outros municípios do interior possuem também pequenas bibliotecas.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43">Predefinição:Citar enciclopédia</ref>

O teatro mais relevante da capital é o Theatro Carlos Gomes, inaugurado em 1927 e inovado em 1970, sob a responsabilidade da Fundação Cultural do Espírito Santo, com 311 poltronas e 40 camarotes.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Na capital, o museu histórico mais relevante é o Museu Solar Monjardim, antigo Museu de Arte e História e Museu Capixaba, anteriormente vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo e na atualidade, administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).<ref name="GAZETA_SOLAR">Predefinição:Citar web</ref> O museu encontra-se instalado no Solar Monjardim, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e antiga Casa-Grande da Fazenda, hoje bairro, de Jucutuquara.<ref name="IPHAN">Predefinição:Citar livro</ref> No centro histórico da capital encontram-se o Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio del Santo (Maes)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o Museu Capixaba do Negro Verônica da Paz (Mucane).<ref>Predefinição:Citar web</ref> No município vizinho de Vila Velha, o Museu Ferroviário da Vale, na antiga sede da Estação Pedro Nolasco, oferece vista para o centro de Vitória.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Em Santa Teresa, há o Museu de Biologia Professor Mello Leitão, instituição criada pelo ilustre naturalista capixaba Augusto Ruschi em sua própria residência, onde também existe uma das melhores bibliotecas do mundo especializadas na fauna e na flora do país.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Monumentos[editar]

São tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional os seguintes monumentos: a igreja de Nossa Senhora da Assunção (1587) e residência contígua, em Anchieta, onde morou o clérigo José de Anchieta;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Viana;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a igreja dos Reis Magos (1558) e residência contígua, em Nova Almeida, município da Serra.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em Vitória, está localizados o Solar de Monjardim,<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43" /> a igreja de São Gonçalo Garcia (1766),<ref>Predefinição:Citar web</ref> a igreja de Nossa Senhora do Rosário (1765)<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a igreja de Santa Luzia (1547).<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43" /> Em Vila Velha, o célebre convento e igreja de Nossa Senhora da Penha,<ref>Predefinição:Citar web</ref> localizado a 135m de altura sobre a entrada da baía de Vitória,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a igreja matriz de Nossa Senhora do Santo Rosário, todos do Predefinição:Séc.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Folclore[editar]

Em Vitória, as festas populares tradicionais mais distintas são as de Nossa Senhora da Penha,<ref>Predefinição:Citar web</ref> as comemorações católicas de Santo Antônio, em 13 de junho,<ref>Predefinição:Citar web</ref> de São Pedro dos Pescadores, na praia do Suá, em 29 de junho,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e de Nossa Senhora da Vitória, em 8 de setembro.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em Guarapari e Conceição da Barra, realizam-se as festas de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de outubro,<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43" /> e o alardo, realizada no ciclo de Natal ou nos dias 19 e 20 de janeiro.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43" /> Em Cachoeiro de Itapemirim, o Dia de Cachoeiro, 29 de junho,<ref>Predefinição:Citar web</ref> é celebrado com uma semana de eventos em que ocorrem exposição agropecuária, bailes, shows populares, desfiles e caxambu da ilha da Luz.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43" /> Em diversas cidades e aldeias litorâneas, como Guarapari, Marataízes, Anchieta, Piúma e Conceição da Barra, o dia de São Pedro, 29 de junho, padroeiro dos pescadores, é festejado também com procissões marítimas.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43" /> Em Conceição da Barra, acontece a festa do Reis de Bois, no ciclo natalino.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pontos turísticos[editar]

As praias de areia monazítica de Guarapari, aconselhadas para a cura de reumatismo e artrose,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e o convento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, são os maiores pontos turísticos do estado.<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43" /> Em Vitória, são locais importantes o palácio Anchieta, prédio onde funciona o governo estadual;<ref>Predefinição:Citar web</ref> as igrejas tombadas de Santa Luzia, do Rosário e de São Gonçalo Garcia;<ref name="Nova Enciclopédia Barsa 43" /> o Parque Moscoso, com concha acústica com capacidade para atrair 400 espectadores sentados;<ref>Predefinição:Citar web</ref> o porto, com seu terminal de exportação de minério; as praias: Comprida, Suá, Camburi e do Canto;<ref name="rotasdoes.com.br">Predefinição:Citar web</ref>

A costa capixaba é margeada de belas praias, que recebem muitos turistas — principalmente mineiros que aproveitam o sol e a água do mar e que são trajados de sunga e biquíni — no verão, sobressaindo-se Guriri, em São Mateus, Marataízes, Guarapari, Piúma, Iriri, Anchieta e Conceição da Barra, onde se situam as célebres dunas da barra do rio Itaúnas.<ref name="rotasdoes.com.br" />

Nas serras capixabas também são encontrados pontos de grande atração turística,<ref>Predefinição:Citar web</ref> sobressaindo-se Domingos Martins, Santa Teresa, Rio Novo e Venda Nova do Imigrante.No interior, junto à divisa com Minas Gerais, localiza-se o Parque Nacional do Caparaó.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O pico do Itabira e as pedras do Frade e da Freira (310m), em Cachoeiro de Itapemirim, são o símbolo maior da cidade,<ref>Predefinição:Citar web</ref> onde se pode visitar também a tradicional fábrica de pios de pássaros em madeira.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Culinária[editar]

O prato típico mais lembrado do estado é a torta capixaba,<ref>Predefinição:Citar web</ref> feita tradicionalmente nas casas de Vitória durante a semana santa, mas também oferecida durante todo o ano aos turistas nos melhores restaurantes da capital. Sobressai-se ainda a moqueca capixaba, de peixes e frutos do mar cozidos em panelas de barro artesanais, ao molho de urucum.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Música[editar]

O congo capixaba é o ritmo musical típico do estado, com origem indígena também teve a participação dos negros. Realizado nas regiões litorâneas do Espírito Santo. As bandas de congo cantam e tocam em festas religiosas como as de São Benedito, São Pedro, São Sebastião e Nossa Senhora da Penha (padroeira do Estado). Os instrumentos utilizados são com pau oco, barricas, taquaras, peles de animais, folha-de-flandres e ferro torcido, assim como tambores, caixas, cuícas, chocalhos, casacas, ferrinhos ou triângulos e pandeiros. Principalmente pelos tambores e casaca que é um instrumento musical espécie de reco-reco com cabeça esculpida.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Festivais[editar]

A cultura do estado sofre forte influência de alemães, italianos e afro-descendentes, o que gera diversas manifestações culturais e festas singulares. Os principais eventos no estado, são de entretenimento, culturais e musicais, o maior evento do estado é a Vitória Stone Fair, maior exposição de Rochas Ornamentais do mundo, porém existem vários outros de importância quase igual, voltados ao setor agropecuário e ao setor alimentício.<ref name="Eventos" /> A maioria dos eventos, de pequeno, médio e grande porte, ocorre no Pavilhão de Carapina, espaço construído pelo governo do estado, para sediar eventos, no município de Serra.<ref name="Eventos">Predefinição:Citar web</ref>

Existe em Itapemirim a Tradicional Festa do Atum e do Dourado, sendo uma das principais festas da cultura pesqueira do Brasil, onde há anexado a festa o Festival de Frutos do Mar Capixaba, no distrito de Itaipava. Reúne mais de 50 mil pessoas por dia, onde tem a oportunidade de experimentar tradicionais pratos em frente ao mar, além da tradicional volta dos barcos, em que pecorrem a ilha dos Franceses e o preparo do Peixe no Rolete.<ref name="PortalES_Calendário">Predefinição:Citar web</ref> Há também a tradicional festa de Corpus Christi, realizada por volta dos meses de maio e junho, onde em Castelo são confeccionados tapetes artesanais em um perímetro aproximado de um quilômetro pelo entorno do centro da cidade. Esse tapetes com vários quadro e passadeiras de desenho e muito colorido são de inspiração religiosa e feitos basicamente de flores, serragem colorida e grãos. Outro importante evento é a Festa do Cafona, em Colatina, evento que reúne pessoas de todo o Brasil, que se vestem de forma inusitada e propositalmente ridícula para ouvir músicas com letras provocativas e também ridículas e fazerem coisas bizarras e obscenas. Também há o Festival de Alegre, na cidade de Alegre, importante evento do cenário musical nacional, reúne as maiores e mais populares bandas brasileiras e as vezes, até bandas estrangeiras. Há também a tradicional e italiana festa da polenta realizada em Venda Nova do Imigrante. O maior rodeio do estado é o de Ibiraçu, onde a um encontro de música Sertaneja. O Festival de Inverno de Domingos Martins e a Festa do Vinho, são os maiores eventos da região serrana do estado.<ref name="PortalES_Calendário" />

Há também várias manifestações culturais importantes, como a festa de Exposição Municipal Afonso-Claudense e a festa do Afonso-Claudense Ausente e Presente, que comemora o aniversário do município de Afonso Cláudio;<ref>Predefinição:Citar web</ref> o Boi Pintadinho, em Muqui;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Sömmerfest em Domingos Martins;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Festa do Imigrante em Santa Teresa;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Festa do Morango em Domingos Martins;<ref>Predefinição:Citar web</ref> a Festa de São Benedito, na cidade de Serra;<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a Festa da Penha, maior festa religiosa do estado que reúne cerca de 900 mil fiéis durante a Semana Santa, no Convento da Penha em Vila Velha, durante o período são celebradas muitas missas e romarias.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Na capital acontece o desfile das escolas de samba capixabas, que reúne no Sambão do Povo, como é conhecido o Sambódromo Capixaba, mais de cinquenta mil pessoas, fora os que desfilam, prestigiam as 14 escolas da Grande Vitória que desfilam em três dias de muita festa e animação. O desfile das escolas de samba capixabas acontece sempre uma semana antes do carnaval oficial e tem como atual campeã a Independentes de Boa Vista.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A Liga Espírito-santense de Escolas de Samba (LIESES) é o órgão organizador dos desfiles em parceria com a prefeitura. Depois de dois anos em grupo único, os desfiles voltarão, em 2011, a serem divididos em dois grupos que desfilarão em 3 dias distintos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Esportes[editar]

No setor esportivo, a secretaria responsável por atuar nessa área é a Secretaria de Esportes e Lazer,<ref name="Secretaria de Esportes e Lazer">Predefinição:Citar web</ref> que tem como secretário Vanderson Alonso Leite,<ref name="Secretaria de Esportes e Lazer" /> apelidado de Vandinho, natural de Baixo Guandu e formado em administração com ênfase em análise de sistemas.<ref>Predefinição:Citar webPredefinição:Ligação inativa</ref> O estado é sede de diversos clubes de futebol conhecidos nacionalmente, como, por exemplo, o Rio Branco Atlético Clube, a Desportiva Ferroviária, Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube e o Vitória Futebol Clube.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O Campeonato Capixaba de Futebol é organizado pela Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo e realizado ininterruptamente desde 1917, sendo um dos mais antigos torneios de futebol organizados no Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O estado possui diversos estádios de futebol, como o Salvador Venâncio da Costa, o Governador Bley (todos em Vitória), o Mário Monteiro (em Cachoeiro do Itapemirim), o Engenheiro Alencar de Araripe (em Cariacica), o Municipal Justiniano de Mello e Silva (em Colatina), entre muitos outros.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 2010, segundo a Confederação Brasileira de Futebol, o estado aparece na décima-quinta colocação no ranking nacional das federações estaduais.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Outros esportes também têm popularidade no estado. No vôlei, o órgão responsável pela atuação no esporte é a Federação Espírito-Santense de Voleibol, que possui diversos clubes filiados e organiza todos os torneios oficiais que envolvam as equipes do estado.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No basquete, a federação responsável é a Federação Capixaba de Basquetebol.<ref>Predefinição:Citar web</ref> No skate, existe a Associação Capixaba de Skate (ACSK) responsável pela organização de eventos e afins relacionados ao esporte.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Todos os anos, o estado realiza os "Jogos Escolares do Espírito Santo", evento da secretaria de esportes do governo estadual, que reúne diversas modalidades esportivas.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Feriados[editar]

No Espírito Santo há dois feriados estaduais que são eles o dia da Colonização do solo espírito-santense, no dia 23 de maio, e o Dia do Servidor Público, no dia 28 de outubro.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Ver também[editar]

Predefinição:Referências

Bibliografia[editar]

Ligações externas[editar]

Predefinição:Correlatos

Predefinição:Espírito Santo (estado) Predefinição:Subdivisões do Espírito Santo Predefinição:Regiões do Brasil

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