Bahia

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Predefinição:Coor dms Predefinição:Ver desambig Predefinição:Info/Estado do Brasil A Bahia<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> (Predefinição:IPA-pt) é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada no sul da Região Nordeste, fazendo limite com outros oito estados brasileiros - é o estado brasileiro que mais faz divisas:<ref>Predefinição:Citar web</ref> com Minas Gerais a sul, sudoeste e sudeste; com o Espírito Santo a sul; com Goiás a oeste e sudoeste; com Tocantins a oeste e noroeste; com o Piauí a norte e noroeste; com Pernambuco a norte; e com Alagoas e Sergipe a nordeste. A leste, é banhada pelo Oceano Atlântico e tem, com novecentos quilômetros, a mais extensa costa de todos os estados do Brasil, com acesso ao Oceano Atlântico. Ocupa uma área de Predefinição:Fmtn,<ref name="IBGE_Área"/> sendo pouco maior que a França. Dentre os estados nordestinos, a Bahia representa a maior extensão territorial, a maior população, o maior produto interno bruto e o maior número de municípios. A capital estadual é Salvador, terceiro município mais populoso do Brasil. Além dela, há outros municípios influentes na rede urbana baiana, como as capitais regionais Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, o bipolo Itabuna-Ilhéus e o bipolo Juazeiro-Petrolina,<ref>Predefinição:Citar web</ref> sendo este último um município pernambucano e núcleo, junto com Juazeiro, da RIDE Polo Petrolina e Juazeiro. A essas, somam-se, por sua população e importância econômica, três municípios integrantes da Grande Salvador: Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho; e os municípios interioranos de Jequié, Teixeira de Freitas, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Eunápolis, Porto Seguro e Paulo Afonso.

Um dos primeiros núcleos de riqueza açucareira do Brasil, recebeu a Bahia imenso contingente e enorme influência de trabalhadores compulsórios africanos, trazidos pelos colonizadores europeus para comercialização, visando a suprir os engenhos e as minas de ouro da colônia.<ref name="bahia.historia">Predefinição:Citar web</ref> Esses indivíduos escravizados procediam em especial do Golfo da Guiné, das antigamente chamadas costas dos escravos, da pimenta, do marfim e do ouro, no oeste africano, com destaque para o Império de Oyo, fundado e habitado pelo povo iorubá, e o antigo reino de Daomé. Em contraposição, o Rio de Janeiro viria a receber, posteriormente, escravos procedentes principalmente de Angola e Moçambique.<ref name="historia colonial">Predefinição:Citar web</ref> Assim, a influência da cultura africana na Bahia permaneceu alta na música, na culinária, na religião, no modo de vida de sua população, não só ao redor de Salvador e Recôncavo baiano, mas, principalmente, em toda a costa baiana. Um dos símbolos mais importantes do estado é a da negra com o tabuleiro de acarajé, vestida de turbante, colares e brincos dourados, pulseira, saias compridas e armadas, blusa de renda e adereços de pano da costa, a típica baiana.

A Bahia é considerada a parte mais antiga da América Portuguesa, pois foi na região de Porto Seguro — posteriormente incorporada ao território baiano — que a frota de Pedro Álvares Cabral ancorou, em abril de 1500, marcando o descobrimento do Brasil pelos portugueses e a celebração da primeira missa, na praia da Coroa Vermelha, presidida pelo frei Henrique Soares de Coimbra.<ref name="bahia.historia"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> É de se destacar também o decreto de abertura dos portos às nações amigas, promulgada em 28 de janeiro de 1808 por meio de uma Carta Régia pelo príncipe regente dom João VI de Portugal, na Capitania da Bahia, acabando com o monopólio comercial e abrindo a economia brasileira para o comércio exterior.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Em 1 de novembro de 1501, o navegante florentino Américo Vespúcio, a serviço da Coroa portuguesa, descobriu e batizou a Baía de Todos-os-Santos, maior reentrância de mar no litoral desde a foz do Rio Amazonas até o estuário do Rio da Prata. O local foi escolhido para abrigar a sede do governo-geral em março de 1549 com a chegada do fidalgo Tomé de Sousa, a mando do rei Dom João III de Portugal para fundar a que seria, pelos próximos 214 anos, a cidade-capital do Brasil Colônia, Salvador.

Ao longo da história, a Bahia recebeu diversos encômios como Boa Terra e Terra da Felicidade, por causa de sua população alegre e festiva.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Possui um alto potencial turístico, que vem sendo muito explorado através de seu litoral (o maior do Brasil), da Chapada Diamantina, do Recôncavo e de outras belezas naturais e de valor histórico e cultural. Possui a sétima maior economia do Brasil, com produto interno bruto superior a 260 bilhões de reais, representando mais de 17.000 reais de PIB per capita. A sua renda, no entanto, é mal distribuída, se refletindo num índice de desenvolvimento humano de 0,714 em 2017, o sexto menor do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref>. Na Bandeira do Brasil, o estado da Bahia é representado pela estrela Gamma Crucis (? Crucis) da constelação do Cruzeiro do Sul (Crux).<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Topônimo[editar]

O topônimo "Bahia" é uma referência à Baía de Todos os Santos, a qual deu o nome, originalmente, à Capitania da Baía de Todos os Santos. A capitania foi transformada, em 1821, em província. Em 1889, a Província da Bahia tornou-se o atual Estado da Bahia.

"Bahia" é a grafia antiga para "baía", a qual se conservou, no Brasil, por uma questão de tradição. No entanto, na variante europeia da língua portuguesa (destacando aí Portugal), a grafia também correta e usual é "Baía"; os dicionários portugueses como o da Porto Editora,<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> o da Texto Editores e o da Academia de Ciências de Lisboa, que é o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, definem a palavra baiano como alguém que é originário do estado brasileiro da Baía, utilizando essa grafia.

O gentílico "baiano", já supracitado, não conserva a ortografia antiga. Embora a grafia Bahia siga as regras gerais da atual ortografia da língua portuguesa, está registrada na quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia já estava consagrada como exceção no ponto 42 do Formulário Ortográfico de 1943: Predefinição:Quote Ainda que a grafia Bahia seja universalmente adotada pela população brasileira, tal grafia suscita dúvidas a gramáticos e lexicógrafos como o ortógrafo e lexicógrafo brasileiro Evanildo Bechara, que considera a grafia Bahia, "um capricho imposto à nação",<ref>BECHARA, Evanildo, Na Ponta da Língua, vol. 1, Editora Lucerna, Rio de Janeiro, 2000.</ref> e Napoleão Mendes de Almeida, que qualifica tal grafia como "espúria".<ref>Ver o Dicionário de Questões Vernáculas, Livraria Ciência e Tecnologia Editora, São Paulo, 1994</ref>

História[editar]

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Colonização portuguesa[editar]

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Local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano de 1500, a região do que viria a ser o estado da Bahia começou a ser povoada por portugueses em 1534. Até então, a região era habitada por indígenas como os tupinambás, os aimorés e os tupiniquins.<ref>BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revisada. São Paulo. Ática. 2003. p. 18.</ref> No território correspondente ao atual estado da Bahia, foram formadas cinco capitanias hereditárias entre 1534 e 1566, conservadas até a segunda metade do século XVIII. Foram elas: a Capitania da Bahia, doada a Francisco Pereira Coutinho em 5 de março de 1534; a Capitania de Porto Seguro, doada a Pero do Campo Tourinho em 27 de maio de 1534; a Capitania de Ilhéus, doada a Jorge de Figueiredo Correia em 26 de julho de 1534; a Capitania das Ilhas de Itaparica e Tamarandiva, doada a dom Antonio de Athayde em 15 de março de 1598; e a Capitania do Paraguaçu ou do Recôncavo da Bahia, doada a Álvaro da Costa em 29 de março de 1566.<ref name="capitanias">Predefinição:Citar web</ref>

Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral, fundou Salvador, que se tornou a primeira capital do país em 1549 devido à necessidade de se criar um centro político e administrativo capaz de congregar todas as capitanias. Foi, por muitos anos, a maior cidade das Américas. Em 1572, o governo colonial dividiu o país em dois governos: um sediado em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro. A situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser, novamente, apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763 pelo rei dom João V devido à descoberta do ouro e pedras preciosas em Minas Gerais, de modo que a nova capital tivesse mais fácil acesso às regiões mineradoras.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Desde então, o eixo Sul-Sudeste se consolidou como o novo centro econômico-político-administrativo do Brasil.

Em Salvador, concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços - em decorrência da economia centrada no comércio com dezenas de engenhos instalados na vasta região do Recôncavo.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

O território original da Bahia compreendia a margem direita do Rio São Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente, dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d'Ávila, respectivamente - promotores da ocupação de seu território.Predefinição:Carece de fontes

Invasões neerlandesas[editar]

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No século XVII, a grande produção de pau-brasil e de açúcar, mercadorias valorizadas na época, no Nordeste do Brasil, fez essa região integrar-se ao comércio internacional, atraindo também corsários europeus.<ref name="brasil holandês">Predefinição:Citar web</ref> Assim, Salvador, a sede colonial do Império Português na América Portuguesa, foi visada e atacada por outras potências europeias da época, em especial Inglaterra e Países Baixos, até que, em 1624, foi conquistada pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (CIO).

Os neerlandeses, liderados por Jacob Willekems e Johan van Dorf<ref name="encarta inv.neer">Predefinição:Citar web</ref> e com a participação de Piet Hein,<ref name="brasil holandês" /> chegaram à capital baiana com inúmeras embarcações e mais de 3 600 soldados, enquanto, no outro lado, sem receber reforços, havia apenas oitenta militares que debandaram com a maioria da população na iminência do ataque. Os neerlandeses chegaram à praça deserta, exceto pelo governador, que segurava a espada em riste prometendo defender a cidade até a morte. Foi detido.

Salvador chegou a ficar sob domínio neerlandês por um ano (1624-1625),<ref name="brasil holandês" /> mas foi retomada por tropas pernambucanas na chamada Jornada dos Vassalos, com ajuda da esquadra luso-espanhola comandada por Fadrique de Toledo Osório, mas maioritariamente portuguesa, cujo general era Dom Manuel de Meneses, capitão-mor da Armada da Costa de Portugal. No Recôncavo, organizado nas pequenas vilas, prepararam a reação, com ajuda e empenho do Dom Marcos Teixeira de Mendonça, bispo da Bahia.<ref name="encarta inv.neer" />

Nova invasão ocorreu em 1638, período em que João Maurício de Nassau dominava boa parte do Nordeste, mas foi fortemente repelida. Embora tenham falhado, Piet Hein e Witte de With, junto a outros que tentaram tomar Salvador, novamente capturaram vários navios portugueses com uma grande carga de açúcar.<ref name="brasil holandês" /><ref name="encarta inv.neer" />

Conjuração Baiana[editar]

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Arquivo:Flag Revolt of the Tailors.svg
Bandeira da República Baiense. As cores (azul, branco e vermelho) do movimento são as mesmas da atual bandeira do estado.

Em 1798, a Bahia foi cenário da Conjuração Baiana, que propunha a formação da República Baiense - movimento pouco difundido, mas com repressão superior àquela da Inconfidência Mineira: seus líderes eram negros instruídos (os alfaiates João de Deus Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira e os soldados Lucas Dantas do Amorim Torres e Luís Gonzaga das Virgens) associados a uma elite liberal (Cipriano Barata, Moniz Barreto e Aguilar Pantoja), mas só os populares foram executados, mais precisamente no Largo da Piedade a 8 de novembro de 1799.Predefinição:Carece de fontes

Independência[editar]

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As lutas pela emancipação tiveram início na Bahia, ainda em 1821 e, mesmo após a declaração de independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, o estado continuou em luta contra as tropas portuguesas até a rendição destas, ocorrida no dia 2 de julho de 1823, após diversas batalhas. A data, feriado estadual, é comemorada pelos baianos como o Dia da Independência da Bahia.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Outras revoltas[editar]

Com a independência do Brasil, os baianos exigiram maior autonomia e destaque. Como a resposta foi negativa, organizaram levantes armados que foram sufocados pelo governo central. Foi o caso da Federação do Guanais, levante de 1832.Predefinição:Carece de fontes

Em 1834, a Bahia foi palco da Revolta dos Malês (como eram conhecidos os escravos africanos islamizados), tida como a maior revolta escrava da história do Brasil. Com a República, ocorreram outros incidentes políticos importantes, como a Guerra de Canudos e o bombardeio de Salvador, em 1912. A Bahia contribuiu ativamente para a história brasileira e muitos expoentes baianos constituem nomes de proa na política, cultura e ciência do país.Predefinição:Carece de fontes

Geografia[editar]

Arquivo:Chapada Diamantina Panorama.jpg
Vista do morro Pai Inácio, na Chapada Diamantina.

Predefinição:Artigo principal Em termos de extensão territorial, a Bahia é o quinto estado e possui 36,334% da área total da Região Nordeste do Brasil e 6,632% do território nacional. Da área de 564.733,177 quilômetros quadrados, cerca de 70 por cento situam-se na região do semiárido.<ref name="Bahia em Números">Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Bahia em Números. Volume 4. Edição bilíngüe: português e inglês. Salvador: 2002. ISSN 1516-1730</ref> O estado encontra-se com 57,19% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).<ref>Predefinição:Citar web</ref> O seu litoral é o maior entre os estados brasileiros, com 1 183 quilômetros.<ref name="Bahia em Números" />

Ao norte, o limite é o Rio São Francisco, no município de Curaçá, divisa com Pernambuco. Sendo a latitude 8º 32' 00" e a longitude 39º 22' 49". Ao sul, o limite extremo é a barra do Riacho Doce, no município de Mucuri, na divisa com o Espírito Santo. Sendo a latitude 18º 20' 07" e a longitude 39º 39' 48". No leste, o ponto extremo é a barra do Rio Real, no município de Jandaíra, na divisa com o Oceano Atlântico. Sendo a latitude 11º 27' 07" e a longitude 37º 20' 37". O ponto extremo do oeste é o divisor de águas, no município de Formosa do Rio Preto, divisa com o Tocantins. Sendo a latitude 11º 17' 21" e a longitude 46º 36' 59". O centro geográfico do Estado fica na cidade de Seabra, na Praça Luiz Acosta, defronte ao prédio dos Correios, nas coordenadas 12º 25.098 S e 41º48.105 W (informação Google Earth).Predefinição:Carece de fontes

Hidrografia[editar]

Predefinição:Anexo O principal rio é o São Francisco, que corta o estado na direção sul-norte. Com importância análoga, os rios Paraguaçu - maior rio inteiramente baiano - e o de Contas - maior bacia situada apenas no estado -, que se somam aos rios Jequitinhonha, Itapicuru, Capivari, Rio Grande, entre outros, compõem um total de dezesseis bacias hidrográficas.<ref name="Bahia em Números" />

Em março de 2009, através da resolução número 43 do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh), o estado foi dividido em 26 regiões, chamadas de Regiões de Planejamento e Gestão das Águas (RPGA). Essas regiões hidrográficas organizam as bacias hidrográficas no território baiano para fins de planejamento público, muitas vezes em volta de um curso de água principal ou um grupo deles. A resolução instituiu RPGA's para o Riacho Doce (I), Rio Mucuri (II), Rios Peruíbe, Itanhém e Jucuruçu (III), Rios dos Frades, Buranhém e Santo Antônio (IV), Rio Jequitinhonha (V), Rio Pardo (VI),<ref>Predefinição:Citar web</ref> Leste (VII), Rio de Contas (VIII), Recôncavo Sul (IX), Rio Paraguaçu (X), Recôncavo Norte (XI), Rio Itapicuru (XII), Rio Real (XIII), Rio Vaza-Barris (XIV), Riacho do Tara (XV), Rios Macururé e Curaçá (XVI), Rio Salitre (XVII), Rios Verde e Jacaré (XVIII), Lago de Sobradinho (XIX), Rios Paramirim e Santo Onofre (XX), Riachos da Serra Dourada e do Brejo Velho (XXI), Rio Carnaíba de Dentro (XXII; Rio Grande (XXIII), Rio Corrente (XXIV), Rio Carinhanha (XXV), Rio Verde Grande (XXVI).<ref name="inga.ba.gov.br"/>

Relevo e geologia[editar]

Predefinição:Anexo Seu território está situado na fachada atlântica do Brasil. O relevo é caracterizado pela presença de planícies, planaltos, e depressões e as formas tabulares e planas (chapadas, chapadões, tabuleiros). As altitudes da Bahia são modestas, de modo geral: o território baiano possui uma elevação relativa, já que 90% de sua área está acima de duzentos metros em relação ao nível do mar.<ref name="Aspectos geográficos">Predefinição:Citar web</ref>

Os pontos mais elevados na Bahia são o Pico do Barbado, com 2 033 metros, localizado na Serra dos Barbados, entre os municípios de Abaíra e Rio do Pires e o Pico das Almas, com 1 954 metros, localizado entre os municípios de Érico Cardoso, Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas, na Serra das Almas.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

O planalto e a baixada são as suas duas grandes unidades geomorfológicas. Os chapadões e as chapadas presentes no relevo mostram que a erosão trabalhou em busca de formas tabulares.<ref name="Aspectos geográficos" /> Um conjunto de chapadões situados a oeste recebe o nome de Espigão Mestre. Os planaltos ocupam quase todo o estado, apresentando uma série de patamares, por onde cruzam rios vindos da Chapada Diamantina, da serra do Espinhaço, que nasce no centro de Minas Gerais, indo até o norte do estado, e a própria Chapada Diamantina, de formato tabular, marcando seus limites a norte e a leste. O planalto semiárido, localizado no sertão nordestino, caracteriza-se por baixas altitudes.<ref name="Aspectos geográficos" />

O relevo que predomina o estado baiano é a depressão.<ref name="Aspectos geográficos" /> As planícies estão situadas na região litorânea, onde a altitude não ultrapassa os 200 metros. Ali, surgem praias, dunas, restingas e até pântanos. Quanto mais se anda rumo ao interior da Bahia, mais surgem terrenos com solos relativamente férteis, onde aparecem colinas que se estendem até o oceano. As planícies aluviais se formam a partir dos rios Paraguaçu, Jequitinhonha, Itapicuru, de Contas, e Mucuri, que descem da região de planalto, enquanto o rio São Francisco atua na formação do vale do São Francisco, onde o solo apresenta formação calcária.Predefinição:Carece de fontes

Um único recorte no litoral baiano determina o surgimento do Recôncavo baiano, cuja superfície apresenta solo variado, sendo muito pouco fértil em algumas áreas, enquanto em outras a fertilidade é favorecida pela presença do solo massapê, formado por terras de origem argilosa.Predefinição:Carece de fontes

Clima[editar]

Devido à sua latitude, o clima tropical predomina em toda a Bahia, apresentando temperaturas elevadas, em que as médias de temperatura anuais, em geral ultrapassam os Predefinição:Fmtn, entretanto na serra do Espinhaço as temperaturas são mais amenas e agradáveis. Também se encontra o clima tropical de altitude em cidades da Chapada Diamantina (Piatã a 1268 metros do nível do mar) e no sudoeste do estado (Vitória da Conquista está entre 923 metros e 1100 metros de altitude). Contudo, no sertão, o clima é o semiárido, em que os índices pluviométricos são bastantes baixos, sendo comuns os longos períodos de seca.

Há distinções apenas quanto aos índices de precipitação em cada uma das diferentes regiões. Enquanto que no litoral e na região de Ilhéus, a umidade é maior, e os índices de chuvas podem ultrapassar os Predefinição:Fmtn milímetros anuais, no sertão pode não chegar aos quinhentos milímetros anuais.<ref name="Aspectos geográficos" /> A estação das chuvas é irregular, consequentemente podendo falhar totalmente em certos anos, desencadeando a seca, que é mais marcante no interior, com exceção para região do vale do rio São Francisco.

Vegetação[editar]

Em relação à fitogeografia, possui três grandes formações vegetais: a caatinga, que é a vegetação predominante, a floresta tropical úmida e cerrado. A caatinga se localiza em toda a região norte, na área da depressão do São Francisco, também conhecida como Depressão Pernambucana, e na serra do Espinhaço. Resta para o cerrado a porção ocidental e para a floresta tropical úmida, o sudeste.<ref name="Aspectos geográficos" />

A floresta tropical úmida sofreu forte impacto da exploração antrópica, devido à abundância de madeiras de lei. Os plantios de cacau foram feitos nessa vegetação. Nesses locais vem ocorrendo o reflorestamento com o eucalipto, especialmente na região do extremo sul do estado.Predefinição:Carece de fontes

Conservação ambiental[editar]

Segundo dados de 2002, existiam 128 unidades de conservação (UC) cadastradas no estado, que são instituídas por legislações federais, estaduais ou municipais. Dessas, destaca-se a quantidade de áreas de proteção ambiental (APA), 36 ao todo, por ser uma categoria de UC em que a adequação e orientação às atividades humanas são mais flexíveis. Há, ainda, a categoria de reserva particular do patrimônio natural (RPPN), que aparece como opção de preservação em propriedade privada e totaliza 46 unidades. As áreas preservadas baianas cobrem os diferentes biomas presentes no estado: cerrado, caatinga e floresta (Mata Atlântica). Esta última conta com maior percentual de unidades de conservação, devido ao divulgado estado de fragmentação e degradação.<ref name="Bahia em Números" />

Além dessas formas de estabelecer áreas protegidas, há os parques estaduais e nacionais, também protegidas por lei. São sete nacionais (Marinho dos Abrolhos, Chapada Diamantina, Descobrimento, Grande Sertão Veredas - também localizado em Minas Gerais -, Monte Pascoal e Nascentes do Rio Parnaíba - também localizado no Piauí, Maranhão e Tocantins - e Pau Brasil) e três estaduais (Serra do Conduru, Morro do Chapéu e Sete Passagens).

Entretanto, nem sempre o meio ambiente está livre de poluição na Bahia. Acidentes e crimes ambientais como queimadas, contaminação por metais pesados e derramamento de petróleo e de outros derivados de combustíveis fósseis são alguns dos principais problemas ambientais baianos. O caso mais recente ocorreu na Praia de Caípe, no município de São Francisco do Conde, onde cerca de 2,5 metros cúbicos de óleo provenientes da Refinaria Landulpho Alves vazaram, provocando não só impactos ambientais como econômicos.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Demografia[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Crescimento populacional da Bahia Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE, a Bahia é o quarto estado brasileiro mais populoso e o 15.º mais povoado, com uma população de 14 016 906 habitantes distribuída em 564 733,1 quilômetros quadrados resultando em 24,82 habitantes por quilômetro quadrado nos seus 417 municípios. Segundo o mesmo censo, 6 880 368 habitantes eram homens e 7 141 064 habitantes eram mulheres.<ref name="censo 2010 - Bahia">Predefinição:Citar web</ref> Ainda segundo o mesmo censo, 10 105 218 habitantes viviam na zona urbana e 3 916 214 viviam na zona rural.<ref name="censo 2010 - Bahia"/> Se fosse um país, a Bahia seria o 65.º em população, entre o Camboja (64.º: 14 132 398 habitantes) e o Equador (65.º: 13 752 593 habitantes), 149.º em densidade demográfica, entre a República Democrática do Congo (148.º: 25 habitantes por quilômetro quadrado) e o Moçambique (149.º: 24 habitantes por quilômetro quadrado) e à frente do Brasil (150.º: 21 habitantes por quilômetro quadrado) e 7.º mais rico da América Latina.

Etnias[editar]

Predefinição:Grupos étnicos na Bahia Um estudo genético realizado no Recôncavo baiano confirmou o alto grau de ancestralidade africana na região. Foram analisadas pessoas da área urbana dos municípios de Cachoeira e Maragojipe, além de quilombolas da área rural de Cachoeira. A ancestralidade africana foi de 80,4%, a europeia 10,8% e a indígena 8,8%.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Um estudo genético realizado na população de Salvador confirmou que a maior contribuição genética da cidade é a africana (49,2%), seguida pela europeia (36,3%) e indígena (14,5%).<ref>Predefinição:Citar web</ref> Outro estudo ainda revela que, em relação aos ciganos, a Bahia é o estado brasileiro onde há a maior quantidade de grupos vivendo, segundo pesquisa inédita do IBGE.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Um estudo genético autossômico de 2015 encontrou a seguinte composição para Salvador: 50,5% de ancestralidade africana, 42,4% de ancestralidade europeia e 5,8% de ancestralidade indígena.<ref name="nature1">Predefinição:Citar web</ref><ref>http://www.nature.com/articles/srep09812 Ancestralidade genômica e classificação racial baseada em 5871 habitantes de comunidades brasileiras, projeto Epigen, 2015</ref> Os pesquisadores explicaram que eles coletaram mais amostras de indivíduos que vivem em ambientes mais pobres.<ref name="nature1"/>

Outro estudo do mesmo ano (2015) encontrou níveis semelhantes em Salvador: 50,8% de ancestralidade africana, 42,9% de ancestralidade europeia e 6,4% de ancestralidade indígena.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Um outro estudo genético de 2015 encontrou a seguinte composição em Salvador: 50,8% de contribuição europeia, 40,5% de contribuição africana e 8,7% de contribuição indígena.<ref>Predefinição:Citar periódico</ref>

Em Ilhéus, um estudo genético de 2011 encontrou a seguinte composição: 60,6% de contribuição europeia, 30,3% de contribuição africana e 9,1% de contribuição indígena.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Outro estudo recente demostra a crescente importância de conceitos de herança Africana, do reconhecimento de ligações genealógicas e a ancestralidade, da memória coletiva, e do patrimônio cultural às políticas raciais baianas.<ref>Predefinição:Citar livro</ref>

Populações indígenas[editar]

Predefinição:Etnias da Bahia As populações indígenas localizados na Bahia pertencem, em grande maioria, ao tronco linguístico macro-jê. Dentre elas, estão os grupos indígenas de pataxós, pataxós-hã-hã-hãe, quiriris e os extintos camacãs. Grande parte dos índios vem perdendo o hábito do idioma materno, passando a falar a língua portuguesa. As tribos e aldeias indígenas estão bastante distribuídas pela Bahia em terras e reservas indígenas.Predefinição:Carece de fontes

De acordo com informações da ANAÍ-Bahia e da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), os pataxós vivem, principalmente, na costa do Atlântico Sul, no municípios de Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália, Prado e Itamaraju; os pataxós-hã-hã-hães vivem no sudeste baiano nas Áreas Indígenas Fazenda Baiana e Caramuru/Paraguassu; os ribeirinhos tuxás vivem nas margens do rio São Francisco no norte de Bahia, nas Áreas Indígenas Ibotirama (município de Ibotirama), Rodelas e Nova Rodelas (município de Rodelas), e também em Pernambuco; os pancararés (Pankararé) que vivem nas Áreas Indígenas Brejo do Burgo e Pankararé, localizadas ao norte da Estação Ecológica Raso da Catarina, nos municípios de Nova Glória e Glória; os índios quiriris (Kiriri) moram na Terra Indígena Kiriri, entre os municípios de Ribeira do Pombal e Banzaê, e na Área Indígena Barra à margem esquerda do São Francisco, no município de Muquém de São Francisco; vizinhos a estes, os caimbés (Kaimbé) estão espalhados pela Área Indígena Massacará e pelas localidades de Muriti e Tocas, todas dentro do município de Euclides da Cunha; já os índios tumbalalás vivem no antigo aldeamento do Pambu, também às margens do São Francisco entre os municípios de Abaré e Curaçá; os cantarurés (Kantaruré) habitando a Terra Indígena Kantaruré da Batida, no município de Glória; a pequena etnia dos pancarus (Pankaru) que habitam a Reserva Indígena Vargem Alegre, localizada ao norte da serra do Ramalho, no município de Bom Jesus da Lapa.Predefinição:Carece de fontes

Há também a presença dos tupinambás de Olivença em Ilhéus, Una e Buerarema, geréns, trucás (Truká ou Tur-Ká), aticuns-umãs (Aticum ou Atikim-Umã) e Xukuru-Kariris. O território baiano foi habitado ainda pelos sapuiás e camacãs.Predefinição:Carece de fontes

É no sul da Bahia que está localizada a Aldeia da Pedra Branca, à qual pertencia o índio Galdino, que foi queimado vivo por jovens de classe média-alta num ponto de ônibus de Brasília, em 1997.Predefinição:Carece de fontes

Municípios mais populosos[editar]

Predefinição:Anexo O município mais populoso da Bahia é Salvador (capital do estado, com quase três milhões de habitantes), que também é o terceiro mais populoso do Brasil, sendo seguida por Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, Itabuna, Juazeiro, Lauro de Freitas, Ilhéus, Jequié, Teixeira de Freitas, Barreiras e Alagoinhas. A região metropolitana da capital conta com cerca de quatro milhões habitantes, sendo a mais populosa da região Nordeste e a sexta mais populosa do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Predefinição:Municípios mais populosos da Bahia

Rede urbana[editar]

Arquivo:Municípios baianos na hierarquia urbana brasileira-2.svg
Municípios baianos na hierarquia urbana brasileira.

Segundo o estudo do IBGE Regiões de influência das cidades 2007 (REGIC 2007), na hierarquia urbana do Brasil, 54 municípios baianos estão em algum nível hierárquico definido, ou seja, não são um centro local, atribuição aos que não exercem influência. O município a ocupar o mais alto nível hierárquico é Salvador, como metrópole regional (??). Em seguida, vêm as capitais regionais B (??) Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista; e Juazeiro e Barreiras como capitais regionais C (??), não havendo capitais regionais A no território baiano.<ref name="regic 2007">Regiões de Influência das Cidades 2007</ref>

Como centros sub-regionais A (??) tem-se Guanambi, Irecê, Jacobina, Jequié, Paulo Afonso, Santo Antônio de Jesus e Teixeira de Freitas; e centros sub-regionais B (??) Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Brumado, Cruz das Almas, Eunápolis, Itaberaba, Ribeira do Pombal, Senhor do Bonfim e Valença.<ref name="regic 2007" />

No menor nível, Caetité, Camacan, Conceição do Coité, Ipiaú, Itamaraju, Itapetinga, Macaúbas, Porto Seguro, Santa Maria da Vitória, Seabra, Serrinha, Xique-Xique são classificadas como centros de zona A (??); e Amargosa, Barra, Boquira, Caculé, Capim Grosso, Cícero Dantas,Fátima Euclides da Cunha, Gandu, Ibicaraí, Ibotirama, Jaguaquara, Riacho de Santana, Livramento de Nossa Senhora, Nazaré, Paramirim, Poções, Riachão do Jacuípe, Santana, Serra Dourada e Valente, como centros de zona B (??).<ref name="regic 2007" />

Política[editar]

Predefinição:Artigo principal Integrante da federação brasileira, é uma unidade federativa autônoma, sob os limites da constituição federal, com os três poderes próprios (executivo, judiciário e legislativo), além do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), eleições diretas periódicas para cargos do executivo e legislativo, símbolos oficiais e data magna estabelecidas na Constituição estadual de 1989.<ref name="constituição estadual">Predefinição:Citar web</ref> A capital estadual é o município de Salvador,<ref name="constituição estadual" /> e Cachoeira é a segunda capital do estado, de acordo com a Lei Estadual 10.695 de 2007, que estabeleceu que todos os anos, no dia 25 de junho, o governo estadual é transferido para a cidade, em reconhecimento histórico pelas lutas na Independência da Bahia.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A história da política no estado brasileiro da Bahia confunde-se, muitas vezes, com a política do país - e boa parte dela equivale à mesma, uma vez que Salvador, por muitos anos, foi a capital da Colônia. Contando sempre com expoentes no cenário político nacional, a Bahia é um dos mais representativos estados da federação.Predefinição:Carece de fontes

Durante o período imperial, contou com diversos primeiros-ministros; na fase republicana, estiveram à frente de vários movimentos nacionais baianos como Rui Barbosa, Cezar Zama, Aristides Spínola e outros. Na República Velha, dominou o cenário estadual José Joaquim Seabra; durante a Era Vargas surgiu a figura de Juracy Magalhães e em contraposição, com a redemocratização do pós-guerra, o socialista Octávio Mangabeira. Durante o regime militar, surgiu a figura de Antônio Carlos Magalhães, que dominou o cenário político estadual por três décadas, com breve derrota para Waldir Pires, na década de 1980, ocupando o cargo de senador, quando de sua morte. Tal fenômeno político ganhou a denominação de "Carlismo".Predefinição:Carece de fontes

Tratando-se sobre partidos políticos, todos os 35 partidos políticos brasileiros possuem representação no estado.<ref name="Partidos políticos">Predefinição:Citar web</ref> Conforme informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base em dados de abril de 2016, o partido político com maior número de filiados na Bahia é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com Predefinição:Formatnum membros, seguido do Democratas (DEM), com Predefinição:Formatnum membros e do Partido dos Trabalhadores (PT), com Predefinição:Fmtn filiados. Completando a lista dos cinco maiores partidos políticos no estado, por número de membros, estão o Partido Progressista (PP), com Predefinição:Fmtn membros; e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com Predefinição:Fmtn membros. Ainda de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o Partido Novo (NOVO) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) são os partidos políticos com menor representatividade na unidade federativa, com 24 e 275 filiados, respectivamente.<ref name="Partidos políticos" />

Predefinição:Imagem múltipla

Poder executivo[editar]

Predefinição:Anexo O Poder Executivo baiano é exercido pelo governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um mandato. A atual sede é o Palácio de Ondina, situado no bairro de Ondina, desde 1967.<ref name="memoriasdabahia">Predefinição:Citar web</ref> Antigamente, a sede do governo baiano era o Palácio Rio Branco, localizado na Praça Municipal, e foi construída em 1549 (ano da fundação da cidade de Salvador, em 1549) tornando-se sede do governo e residência oficial do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em janeiro de 1908, foi transformada em residência oficial dos governadores do estado.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Depois do Palácio Rio Branco, a sede do governo baiano foi o Palácio da Aclamação, localizado no bairro do Campo Grande, até ser estabelecida a atual sede.

Poder legislativo[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Anexo O Poder Legislativo da Bahia é unicameral, exercido pela Assembleia Legislativa da Bahia, localizado no Palácio Luís Eduardo Magalhães. É constituída pelos representantes do povo (deputados estaduais) eleitos em votação direta para o mandato de quatro anos. Ela possui 63 deputados estaduais. No Congresso Nacional, a representação baiana é de 3 senadores e 39 deputados federais.Predefinição:Carece de fontes

Cabe, à Assembleia Legislativa, com a sanção (aprovação) do governador do estado, dispor sobre todas as matérias de competência do estado e especificamente sobre:

O Tribunal de Contas, através de seus conselheiros, auxilia a Assembleia Legislativa na apreciação das contas prestadas anualmente pelo governador do estado, no julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis (fundações, empresas etc.) por dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público estadual e as contas que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público.Predefinição:Carece de fontes

Além deste, possui o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que auxilia as Câmaras municipais na apreciação das contas dos respectivos executivos.Predefinição:Carece de fontes

Poder judiciário[editar]

Predefinição:Artigo principal A maior corte do Poder Judiciário estadual é o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, localizado em prédio denominado Palácio da Justiça, situado no Centro Administrativo da Bahia. A Justiça do Trabalho está ligada à Quinta região, que compreende todo o estado e possui sede na capital. A Justiça Federal está vinculada à primeira região com sede em Brasília.Predefinição:Carece de fontes

Eleições[editar]

Predefinição:Artigo principal O sistema eleitoral na Bahia repete o nacional. Os mandatos eletivos duram quatro anos, e as eleições estaduais e federais alternam com as municipais a cada dois anos. O eleitorado baiano é composto por 10.110.100 votantes, segundo dados referentes às eleições de 2012, o que representa o quarto maior colégio eleitoral do país. Sua capital, Salvador, é o município com maior número de eleitores (1.881.544), seguido de Feira de Santana (373.753) e Vitória da Conquista (215.299). O município com menor número de eleitores é Lajedinho, com 3.027.<ref name="Eleitores-BA">Predefinição:Citar web</ref>

Símbolos oficiais[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Imagem múltipla Os símbolos oficiais do estado da Bahia, definidos constitucionalmente, são a bandeira, o brasão de armas e o hino.<ref name="símbolos oficias da Bahia">Predefinição:Citar web</ref>

A bandeira baiana foi criada pelo médico baiano Diocleciano Ramos, quem, numa reunião do Partido Republicano da Bahia, propôs este símbolo como representativo da agremiação política, em 25 de maio de 1889.<ref name="símbolos oficias da Bahia"/><ref name="bandeira da Bahia">Predefinição:Citar web</ref> O uso popular consagrado da bandeira somente veio a ser obrigatório por decreto do governador Juracy Magalhães, em 11 de junho de 1960 (Decreto n.º 17.628).<ref name="símbolos oficias da Bahia"/><ref name="bandeira da Bahia"/> Com forte inspiração na bandeira dos Estados Unidos, a bandeira é composta por quatro listras horizontais alternadas entre vermelhas e brancas e tem, na parte superior interna, um quadrado azul com um triângulo branco no seu interior. O triângulo faz referência ao símbolo maçônico, já adotado nas conjurações mineira e baiana - muito embora as cores azul, vermelho e branco já tivessem figurado como símbolos da revolta de 1798 conhecida como Revolta dos Alfaiates.<ref name="símbolos oficias da Bahia"/><ref name="bandeira da Bahia"/>

O brasão de armas do estado da Bahia constitui-se dos seguintes elementos: timbre com uma estrela, que simboliza o estado; escudo com uma embarcação com a vela içada, onde um marinheiro acena com um lenço branco; Monte Pascoal, ao fundo, local do primeiro registro visual de terra pela esquadra de Cabral; insígnia com dois tenentes sobre listel com o lema PER ARDVA SVRGO, que significa, numa tradução livre, "pela dificuldade, venço";<ref name="heraldryandcrests.com"/> dois tenentes, um homem seminu à esquerda com uma marreta, uma bigorna e uma roda (representação da indústria local) e uma mulher à direita com barrete frígio (símbolo da república), carregando a bandeira da Bahia, que jaz atrás do triângulo maçônico; encimando o brasão, o nome do estado e, abaixo deste, o nome do Brasil.<ref name="símbolos oficias da Bahia"/>

O hino baiano, cuja letra é de Ladislau dos Santos Titara e música de José dos Santos Barreto, faz referência à data máxima do estado, o 2 de julho de 1823 - quando o estado, finalmente, tornou-se independente do jugo português e se uniu ao restante do Brasil, após grandes batalhas, referidas na composição - a exemplo de Cabrito e Pirajá.<ref name="símbolos oficias da Bahia"/><ref>Predefinição:Citar web</ref> Somente foi oficializado em 20 de abril de 2010, em decorrência do decreto n.º 11.901 sancionado pelo governador Jaques Wagner.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Por este ato, o Hino ao 2 de Julho substituiu o Hino ao Senhor do Bonfim que era, mesmo que não de forma oficial, a música utilizada em ocasiões importantes do estado da Bahia.<ref name="símbolos oficias da Bahia"/>

Subdivisões[editar]

Predefinição:Anexo A Bahia, assim como todos os outros estados brasileiros, está politicamente dividida em municípios. Ao total, existem 417 municípios baianos, o que torna a Bahia o quarto maior estado segundo a quantidade de municípios.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divide as unidades federativas do Brasil em regiões geográficas intermediárias e regiões geográficas imediatas para fins estatísticos de estudo, agrupando os municípios conforme aspectos socioeconômicos. As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões. A divisão de 2017 teve o objetivo de abranger as transformações relativas à rede urbana e sua hierarquia ocorridas desde as divisões passadas, devendo ser usada para ações de planejamento e gestão de políticas públicas e para a divulgação de estatísticas e estudos do IBGE.<ref name="IBGE_Divisão">Predefinição:Citar web</ref> Deste modo, há 10 regiões geográficas intermediárias e 35 regiões geográficas imediatas no estado.

Uma outra divisão, desta vez para fins de coordenação de ações de promoção turística, o Programa de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR) subdividiu o território baiano em zonas turísticas, as quais são Baía de Todos os Santos, Costa dos Coqueiros, Costa do Dendê, Costa do Cacau, Costa das Baleias, Costa do Descobrimento, Caminhos do Oeste, Caminhos do Sertão, Caminhos do Sudoeste, Chapada Diamantina, Lagos e cânions do São Francisco, Vale do Jiquiriçá e Vale do São Francisco.<ref name="zonas turísticas">Predefinição:Citar web</ref>

Até meados da década de 2000, o Governo da Bahia agrupava os municípios baianos segundo características econômicas, formando as regiões Metropolitana de Salvador, Extremo Sul, Oeste, Serra Geral, Litoral Norte, Sudoeste, Litoral Sul, Médio São Francisco, Baixo-médio São Francisco, Irecê, Chapada Diamantina, Recôncavo Sul, Piemonte da Diamantina, Paraguaçu e Nordeste. Atualmente, essa divisão foi substituída pelos 26 Territórios de Identidade, a saber: Irecê, Velho Chico, Chapada Diamantina, Sisal, Litoral Sul, Baixo Sul, Extremo Sul, Itapetinga, Vale do Jiquiriçá, Sertão do São Francisco, Oeste Baiano, Bacia do Paramirim, Sertão Produtivo, Piemonte do Paraguaçu, Bacia do Jacuípe, Piemonte da Diamantina, Semiárido Nordeste II, Agreste de Alagoinhas/Litoral Norte, Portal do Sertão, Vitória da Conquista, Recôncavo, Médio Rio de Contas, Bacia do Rio Corrente, Itaparica, Piemonte Norte do Itapicuru, Metropolitana de Salvador.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Bahia também é repartida em 26 partes pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh), que, para gestão das bacias hidrográficas e dos recursos hídricos, criou as 26 regiões hidrográficas, chamadas de Regiões de Planejamento e Gestão das Águas (RPGA).<ref name="inga.ba.gov.br">Predefinição:Citar web</ref>

Predefinição:Imagem múltipla

Economia[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Imagem múltipla A Bahia responde por quase trinta por cento do produto interno bruto do Nordeste brasileiro e por mais da metade das exportações da região. É o sétimo estado brasileiro que mais produz riqueza.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A economia do estado baseia-se na indústria (química, petroquímica, informática, automobilística e suas peças), agropecuária (mandioca, grãos, algodão, cacau e coco), mineração, turismo e nos serviços.<ref name="números">Predefinição:Citar web</ref> Existe o importante Polo petroquímico de Camaçari, onde funciona, entre outros empreendimentos, a montadora Ford, estando o complexo industrial localizado na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e que foi a primeira indústria automobilística a se instalar na região, em 2001.<ref>Predefinição:Citar web</ref> As atividades agropecuárias ocupam cerca de setenta por cento da população ativa do estado. Um bom indicador de suas atividades econômicas é sua pauta de exportação, composta, no ano de 2012, principalmente por petróleo refinado (18,77%), pastas químicas de madeira à soda ou sulfato (10,82%), soja (8,33%), algodão cru (6,32%) e farelo de soja (4,36%).<ref name="exportaçoes">Predefinição:Citar web</ref>

Evolução do PIB e do PIB per capita da Bahia
Anos 2002 2003 2004 2005
PIB (em reais) 60 671 843 68 146 924 79 083 228 90 942 993
PIB per capita (em reais) 4 525 5 031 5 780 6 583

Setor primário[editar]

No setor primário, a agricultura está dividida em grande lavoura comercial, a pequena lavoura comercial e a agricultura de subsistência. A grande lavoura está baseada nas culturas da cana-de-açúcar e cacau, e é integrada com modernas usinas. Entre as pequenas culturas comerciais, a mandioca, o coco-da-baía, o fumo, o café, o agave, a cebola, dendê (e consequente azeite de dendê) são as produções em destaque. As culturas de subsistência estão em todo o território, sendo que a cultura da mandioca é a mais importante, seguida pelo feijão, o milho, o café e a banana. O estado é conhecido por ter uma baixa qualidade nas condições de trabalho e por explorar excessivamente a mão de obra.<ref>Predefinição:Citar periódico</ref>

A Bahia é o primeiro produtor nacional de cacau, sisal, mamona, coco, feijão e mandioca, sendo os dois últimos mais voltados para a subsistência do que para a comercialização. A região de Ilhéus-Itabuna é uma das mais propícias áreas para o cultivo do cacau em toda a Bahia. Além de ser o principal produtor de cacau, é também o principal exportador de cacau no Brasil, porém a produção declinou nos últimos anos vítima de pragas como a vassoura-de-bruxa.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Tem bons índices também na produção de milho e cana-de-açúcar. Outra região do estado que merece a devida atenção é aquela compreendida pelo Rio São Francisco, conhecida também como Vale do São Francisco, compreendendo as cidades de Juazeiro, Curaçá, Casa Nova, Sobradinho, dentre outras. A região é a maior produtora de frutas tropicais do país: essa fruticultura é irrigada, tem crescido e exporta para os mercados europeu, asiático e estadunidense. Recentemente, o cultivo da soja, milho, arroz, café e algodão aumentou substancialmente no oeste do estado, principalmente na área do cerrado, que apresenta terreno plano e propício à mecanização, com perfil produtivo intensivo.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Aiba. Região Oeste, acessado em 20 de maio de 2016.</ref>

Também importante elemento da economia baiana, a pecuária bovina ocupa, hoje, o sexto lugar nacional, enquanto a caprina registra, atualmente, os maiores números do setor em todo o Brasil, mas também se destacando os rebanhos de ovinos.Predefinição:Carece de fontes

Já as atividades extrativas vegetais têm pequena participação na economia baiana. Entretanto, tem reservas consideráveis de minérios e de petróleo. A mineração baseia-se essencialmente na produção de ouro, cobre, magnesita, cromita, sal-gema, barita, manganês, chumbo, urânio, ferro, talco, columbita, prata, cristal de rocha e zinco.Predefinição:Carece de fontes As minas de magnesita a céu aberto em Brumado são a terceira maior do mundo e dão condição para ser a maior produção deste minério no Brasil. O mesmo município é, também, o segundo produtor de talco no país.<ref name=Cetem>Predefinição:Citar web</ref><ref name=UesbUni>Predefinição:Citar web</ref><ref name=A_Tarde>Predefinição:Citar web</ref>

Arquivo:Fábrica de aerogeradores em Camaçari, Bahia.jpg
Fábrica de aerogeradores da cadeia eólica situada no Polo Industrial de Camaçari. Localizado no município de mesmo nome, na Grande Salvador, é o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O município de Camaçari, sozinho, é responsável por 20% da economia do estado.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Setor secundário[editar]

A indústria é relativamente bem distribuída, abrigando os mais mais variados segmentos desse setor. Representa uma grande força econômica no estado. Está voltado para os setores da química e petroquímica, agroindústria, informática, automobilística e suas peças, alimentos, mineração, borracha e plástico, metalurgia, couro e calçados, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, energia eólica, celulose e papel e bebidas.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Na região Metropolitana de Salvador, estão concentradas a maioria das indústrias no Polo Industrial de Camaçari, maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul e que já nasceu planejado na década de 1970, cujo foco inicial era o setor petroquímico e com o passar dos anos diversificou sua produção.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Em relação ao valor de transformação industrial, a Bahia saltou da nona para a sexta posição no ranqueamento nacional em 2005.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Há municípios do interior que se destacam por ser um grande polo produtivo, como de bebidas em Alagoinhas; papel e celulose em Eunápolis e Mucuri; calçados em Itapetinga, Serrinha e Amargosa; agroindústria em Juazeiro etc.

Para fomentar a pesquisa e desenvolvimento tecnológico, foi lançado o projeto de um grande parque tecnológico em Salvador.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Chamado de Parque Tecnológico da Bahia, tem, como prioridades, a tecnologia da informação e comunicação (TIC), a robótica e a energia.<ref>Predefinição:Citar web</ref> A primeira área do complexo foi inaugurada em 2012.<ref>Predefinição:Citar jornal</ref> Outro ponto de desenvolvimento tecnológico, a primeira biofábrica do país se encontra na cidade sertaneja de Juazeiro, no vale do Rio São Francisco.

A indústria, o comércio e os domicílios baianos contam com abundante suprimento de energia elétrica, fornecido principalmente pelo Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso e pelas hidrelétricas de Sobradinho e Itapebi, que, juntas, produzem quase seis mil megawatts de energia. No campo da energia a partir dos hidrocarbonetos, o estado é dos maiores produtores nacionais de petróleo e gás natural. Há um importante polo de refino de petróleo e biocombustíveis em São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador, onde está localizada a Refinaria Landulpho Alves, a primeira construída no Brasil e que foi responsável por manter a Bahia como o maior produtor de petróleo por décadas,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e vários oleodutos e terminais em seu entorno para a chegada e escoamento da produção.

Setor terciário[editar]

Predefinição:Artigo principal

O turismo é uma destacada atividade econômica baiana, uma vez que o setor é responsável por 7,5% do produto interno bruto (PIB) estadual e emprega uma cadeia gigantesca que engloba os estabelecimentos do setor do turismo, como hotéis, bares, restaurantes e agências de viagem.<ref name="dados turismo">Predefinição:Citar web</ref> No cenário nacional, o turismo baiano tem a fatia de 13,2% do PIB turístico nacional, a segunda maior porcentagem.<ref name="dados turismo" /><ref>Predefinição:Citar web</ref> Foram 5,29 milhões de turistas brasileiros e 558 mil turistas estrangeiros que visitaram o estado em 2011.<ref name="dados turismo" /> A diversidade de atrativos no estado incitou o planejamento governamental, que estabeleceu zonas turísticas para definições necessárias ao desenvolvimento do ramo turístico e para identificação das potencialidades por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR). Em 2002, eram sete zonas: Costa dos Coqueiros, Baía de Todos-os-Santos, Costa do Dendê, Costa do Cacau, Costa do Descobrimento, Costa das Baleias e Chapada Diamantina.<ref name="Bahia em Números" /> Isso mostra o destaque para o turismo no litoral, mas também aponta um importante polo no interior, a Chapada Diamantina. Formação geográfica em que chegam anualmente 500 mil visitantes, que gastam meio bilhão de reais ao conhecer as cidades de Lençóis, Andaraí, Rio de Contas, Mucugê e Palmeiras.<ref name="chapada">Predefinição:Citar web</ref> Mais tarde, foram criadas novas zonas, interiorizando o planejamento turístico, a saber: Caminhos do Oeste, Caminhos do Sertão, Caminhos do Sudoeste, Lagos e cânions do São Francisco, Vale do Jiquiriçá e Vale do São Francisco.<ref name="zonas turísticas" />

Os principais veículos da imprensa baiana são: o tradicional jornal A Tarde, que também possui uma emissora de rádio (A Tarde FM); jornal Correio, TV Bahia e outras emissoras que retransmitem a Rede Globo no interior do estado, todas elas empresas da Rede Bahia; o jornal Tribuna da Bahia; a emissora de TV Band Bahia, e a emissora de rádio BandNews FM em Salvador; e as emissoras de televisão TV Aratu (afiliada do SBT), TV Educativa da Bahia (esta mantida pelo governo estadual através da IRDEB), TV Itapoan e a TV Cabrália (ambas filiadas da Rede Record). Destacam-se os grupos de mídia baianos: a Rede Bahia, o Grupo Aratu, o Grupo A Tarde e o Grupo Metrópole, que mantém o Jornal da Metrópole e a emissora de rádio.

Infraestrutura[editar]

Educação[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Anexo

Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006<ref>Predefinição:Citar web</ref>
Média
33,27 (17º)
36,90
51,53 (11º)
52,08
2007<ref>Predefinição:Citar web</ref>
Média
46,79 (14º)
51,52
56,23 (8º)
55,99
2008<ref>Predefinição:Citar web</ref>
Média
36,70 (19º)
41,69
58,71 (12º)
59,35

A Bahia possui um longo histórico na área de educação, desde os primeiros jesuítas que já no século XVI instalaram escolas em Salvador, então a capital da Colônia. Educadores de renome como Abílio Cezar Borges, Ernesto Carneiro Ribeiro e Anísio Teixeira capitanearam o proscênio educacional do país.Predefinição:Carece de fontes

Arquivo:Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA 3.jpg
Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia. As atividades na UFBA se iniciaram com a fundação da Faculdade de Medicina da Bahia, a escola de medicina mais antiga do Brasil, fundada em 1808 sob o nome de Escola de Cirurgia da Bahia, logo após a chegada de Dom João VI ao país.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A escola pública na Bahia é basicamente estadual e municipal, sendo que o município tem uma preocupação maior com a ensino fundamental (primeira à quarta série) e o governo estadual com a educação fundamental também, mas só da quinta à oitava série, além do ensino médio. O governo federal tem pouca participação na formação direta da população, porém, muitos recursos utilizados por estas instituições escolares são provenientes dos fundos federais.Predefinição:Carece de fontes

Atualmente, a Bahia conta com doze universidades, sendo quatro públicas estaduais (UNEB, UEFS, UESB e UESC), seis públicas federais (UFBA, UFRB, UNIVASF, UNILAB, UFSB e UFOB) e duas privadas (UCSal e UNIFACS). Sem falar os institutos federais, IFBA e IF-BAIANO.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

De acordo com um ranking realizado e divulgado pela Folha de S.Paulo, em 2012, a Universidade Federal da Bahia aparece como a segunda melhor pontuação entre as universidades públicas do norte e nordeste, atrás da federal pernambucana, e em 12.º lugar no país inteiro,<ref>Predefinição:Citar web</ref> e na frente da Universidade Estadual do Maranhão. Em outro ranqueamento publicado no mesmo ano, feito pelo Ministério da Educação (MEC) a partir do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), a Universidade Estadual de Feira de Santana foi classificada como a melhor universidade das regiões norte e nordeste e a 15.º do país em cursos com a nota cinco.<ref>Predefinição:Citar jornal</ref><ref>Predefinição:Citar jornal</ref>

Transportes[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Anexo

Arquivo:Bahia transportes.png
Rede de transportes da Bahia.
Arquivo:Sacfeira.jpg
Placa do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do Governo da Bahia, modelo de serviço público premiado pela ONU.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Feira de Santana é o eixo polarizador do sistema rodoviário estadual e é por onde passam as vias principais: a BR-242, que liga Salvador ao oeste baiano e à capital federal; a BR-101, de sentido norte/sul, com traçado paralelo ao litoral; a BR-116, que liga a metrópole ao sudoeste; além da BR-324, que liga Feira de Santana a Salvador. Outras rodovias estaduais e federais atendem ao tráfego de longa distância ou atendem às sedes dos municípios, fazendo parte de um sistema combinado que se complementa a exemplo da BR-110, BR-415, BR-407, BA-052, BA-099 e BA-001 (essas duas últimas são rodovias estaduais litorâneas).<ref name="Bahia em Números" />

A Bahia conta com quatro portos, sendo o de Aratu, o de Ilhéus e o de Salvador marítimos e o de Juazeiro fluvial. O de Ilhéus é o maior exportador de cacau do Brasil e também grande importador. Na cidade, também está em processo de construção o Porto Sul, com a expectativa de ser um dos maiores portos do Brasil em movimentação de cargas.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Bahia conta com dez aeroportos operando com voos regulares, sendo o Internacional Dois de Julho, também conhecido como Internacional de Salvador Deputado Luís Eduardo Magalhães, o oitavo aeroporto mais movimentado do Brasil, o primeiro do Nordeste e estando entre os 20 maiores da América Latina, respondendo por mais de trinta por cento do movimento de passageiros dessa região do país em 2011.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Os outros são Aeroporto de Barreiras, em Barreiras; Aeroporto João Durval Carneiro, em Feira de Santana; Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus; Aeroporto Horácio de Mattos, em Lençóis; Aeroporto de Paulo Afonso, em Paulo Afonso; Aeroporto de Porto Seguro, em Porto Seguro; Aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo, em Vitória da Conquista; Aeroporto de Valença, em Valença; e Aeroporto de Teixeira de Freitas, em Teixeira de Freitas. O Aeroporto de Una-Comandatuba recebe muitos voos fretados.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

A Bahia é cortada por várias ferrovias.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Entre elas, estão: a Estrada de Ferro Bahia-Minas, que vai de Caravelas, na Bahia, ao norte de Minas Gerais;<ref name="ef ba-mg">Predefinição:Citar web</ref> e a Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro, que integrava a Bahia com os estados de Minas Gerais, Sergipe, Pernambuco e Piauí.<ref name="vff l bra">Predefinição:Citar web</ref> Além dessas duas interestaduais, existem a Estrada de Ferro de Nazaré e a de Ilhéus. Esta última possuía projetos de expansão para chegar a Vitória da Conquista e para se ligar a outras ferrovias do estado e à E. F. Bahia-Minas.<ref name="ef ilheus">Predefinição:Citar web</ref> Todas essas linhas férreas já não estão mais em atividade.<ref name="ef ba-mg" /><ref name="vff l bra" /><ref name="ef ilheus" />

Atualmente, está sendo construída a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), com extensão de 1 527 quilômetros, que servirá de importante ponto de escoamento da produção de minérios e grãos do estado através do Porto Sul, no sul do estado. Ela também se conectará com a Ferrovia Norte-Sul em Tocantins, formando um grande corredor logístico.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Durante a primeira gestão de Dilma Rousseff, foram planejadas mais duas ferrovias cortando a Bahia: a Ferrovia Salvador-Recife, com extensão de 893 quilômetros e que atravessa municípios dos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco, onde fazia conexão com a Ferrovia Transnordestina;<ref>Predefinição:Citar web</ref> e a Ferrovia Belo Horizonte-Salvador, com extensão de 1 350 quilômetros e que atravessa 52 municípios da Bahia e Minas Gerais, estabelecendo uma conexão com o Porto de Aratu, na Região Metropolitana de Salvador.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

O transporte de alta capacidade de passageiros por trilhos foi implantado no estado com o Metrô de Salvador, após 14 anos de construção e indícios de superfaturamento.<ref>Predefinição:Citar web</ref> O funcionamento foi iniciado em junho de 2014 e a conclusão das duas linhas licitadas está determinada pelo edital para acontecer em 2017.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Telecomunicação[editar]

O estado da Bahia é o quarto do Brasil em quantidade de dispositivos móveis ativos (17 033 298), após São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A cidade de Salvador tem a maior teledensidade (número de acessos por 100 habitantes), com 198,44 acessos para cada 100 pessoas.<ref>Anatel, Estatísticas dispositivos moveis, Novembro 2012 Câncer de Mama pode ter detecção prematura. Acessado em 25 de dezembro de 2012.</ref>

Os códigos de discagem direta a distância, DDD, para realizações para números do estado são 71, 73, 74, 75 e 77.<ref>DDD Bahia BA: DDD Bahia BA estado. Acessado em 25 de dezembro de 2012.</ref>

Saúde[editar]

Arquivo:HospitalBahia201106.jpeg
Hospital da Bahia, hospital particular localizado na capital.

Predefinição:Anexo A saúde na Bahia não é das melhores do país: problemas típicos da saúde brasileira ocorrem no estado. Algumas doenças têm altos índices de doentes, como o câncer de mama,<ref name="hospitais">Predefinição:Citar web</ref> que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, atinge cerca de dois mil novos casos anualmente.<ref>BA TV - Rede Bahia. Câncer de Mama pode ter detecção prematura. Acessado em 4 de outubro de 2007.</ref> Apesar disso, certas práticas que poderiam salvar muitas vidas não são comuns no estado, a exemplo da doação de órgãos. 60% das famílias baianas se recusam a doar órgãos de parentes, índice bem maior do que a média nacional, que é de 25%.<ref>BA TV - Rede Bahia. Campanha incentiva a doação de órgãos no Estado. Acessado em 4 de outubro de 2007.</ref>

Entre as doenças mais comuns, estão a dengue e a meningite, as quais estão alastrando-se por todo o território baiano e não apenas infectam os baianos, mas também provocam a morte.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

Na parte da estrutura, destacam-se, na capital: o Hospital Geral do Estado (HGE);<ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital Geral Roberto Santos (HGRS);<ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital do Subúrbio, que funciona sob gestão de parceria público-privada, conceito inédito no Brasil;<ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital Santo Antônio (fundado por Irmã Dulce); Hospital Sarah Kubitschek; Hospital Manoel Victorino; Hospital Santa Izabel; Hospital Ana Nery, referência nas áreas de cardiologia, cirurgia vascular, hemodiálise e transplante de órgãos;<ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital Couto Maia, referência em doenças infecciosas e parasitárias,<ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital São Rafael;<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital da Bahia;<ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM);<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital Martagão Gesteira, referência no atendimento às mais diversas especialidades pediátricas;<ref>Predefinição:Citar web</ref> Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (COMHUPES, mantido pela Universidade Federal da Bahia através do Sistema Universitário de Saúde);<ref>Predefinição:Citar web</ref> Hospital Aristides Maltez, instituição referência no diagnóstico e tratamento do câncer no Brasil e que atende, prioritariamente, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS);<ref>Predefinição:Citar web</ref> entre outros. O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, destaca-se por ser o maior hospital público, porta aberta, do interior do estado no atendimento de média e alta complexidade.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref>

As sociedades científicas Academia de Medicina da Bahia e Academia de Medicina de Feira de Santana desenvolvem e publicam as pesquisas médicas dos especialistas baianos.Predefinição:Carece de fontes

Cultura[editar]

Predefinição:Artigo principal

Esporte[editar]

Predefinição:Artigo principal Predefinição:Veja

Arquivo:Casa de Oração da Ordem Terceira do Carmo, Cachoeira 02.jpg
Casa de Oração da Ordem Terceira do Carmo, que funciona como museu de arte sacra em Cachoeira.

Museus[editar]

Predefinição:VT Alguns museus da Bahia são: Museu Afro-Brasileiro, Museu de Arte da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Memorial dos Governadores Bahia, Museu Carlos Costa Pinto, Museu Henriqueta Catharino, Fundação Casa de Jorge Amado e Museu Geológico da Bahia. No interior do estado, destacam-se: o Museu Histórico de Jequié, com um importante acervo sobre a história e cultura da região sudoeste; o Museu do Recolhimento dos Humildes em Santo Amaro, de arte sacra; a Fundação Hansen Bahia, em Cachoeira; e o centro cultural Dannemann, em São Félix, com sua Bienal do livro do Recôncavo.<ref>Reverso online. Disponível em https://www3.ufrb.edu.br/reverso/centros-culturais-de-sao-felix-mantem-a-historia-do-reconcavo/. Acesso em 23 de outubro de 2018.</ref>

Festas[editar]

Na Bahia, ocorrem várias festas durante o ano todo. As principais são a Lavagem do Senhor de Bonfim, o Carnaval da Bahia e as diversas micaretas que ocorrem no ano todo sendo este evento momesco fora de época uma criação baiana. Há também a Festa junina São João com destaque para a cidade de Cruz das Almas (onde acontece a tradicional guerra de espadas) e Irecê que todos os anos trazem grandes atrações da música brasileira. Ainda tem a tradicional Vaquejada de Serrinha, que acontece sempre junto ao feriado de 7 de setembro.Predefinição:Carece de fontes

Em Salvador, acontece sempre, no começo do ano, o Festival de Verão de Salvador. Em Vitória da Conquista, durante o inverno, acontece o Festival de Inverno Bahia.Predefinição:Carece de fontes

Literatura[editar]

Predefinição:Veja

Escritores baianos possuem relevância história ao aparecerem como representantes maiores do Barroco no Brasil: Gregório de Matos, Botelho de Oliveira e Frei Itaparica. Na Bahia, apareceram, também, as primeiras academias literárias no país: a Academia dos Esquecidos (1724-1725) e a Academia Brasílica dos Renascidos (1759). Cabe salientar que, na época, havia os cronistas-mor nomeados pelo rei de Portugal e que as academias eram tidas como seguidoras da moda das academias em Portugal<ref>MONTEIRO, Clóvis - Esboços de história literária - Livraria Acadêmica - 1961 - Rio de Janeiro - Pg. 99</ref> mas também representariam algum tipo de sentimento nativista do meio intelectual, já bastante desenvolvido em território baiano.

No período mais recente, temos uma Bahia pródiga de autores imortais, como Castro Alves, Adonias Filho, Jorge Amado, e João Ubaldo Ribeiro. Os dois últimos são autores excepcionais, de literatura fácil e rica de detalhes sobre a Bahia. São, ao mesmo tempo, radiografias da vida no estado. No entanto, ao se falar em romances, a "produção" está reduzida, restringe-se a pequenos versos e passagens que remontam o estilo medieval e a famosos romances, como o Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, publicado em 1958. A obra é um retorno ao Ciclo do Cacau, entrando no universo de coronéis, jagunços e prostitutas que desenham o horizonte da sociedade cacaueira da época. Na década de 1920, na então rica e pacata Ilhéus, ansiando por progressos, com intensa vida noturna litorânea, entre bares e bordéis, desenrola-se o drama, que acaba por tornar-se uma explosão de folia e luz, cor, som, sexo e riso.<ref name="abrasoffa">Predefinição:Citar web</ref> Paralelamente, a literatura de cordel persiste principalmente no sertão, onde violeiros transmitem a tradição cordelista por meio de sua cantoria.<ref name="abrasoffa" />

Artesanato[editar]

No campo do artesanato da Bahia, destacam-se a cerâmica decorativa, marca da influência indígena, a renda de bilros e outros tipos de bordados, bonecas de pano, os santeiros e carrancas, objetos feitos de couro, metal, pedras e os destinados à cozinha, como o pilão e gamela.<ref name="abrasoffa" />

Música[editar]

Nas últimas décadas, a Bahia tem sido um verdadeiro celeiro musical. Surgiram muitos artistas (músicos, instrumentistas, cantores, compositores e intérpretes) de grande influência no cenário musical nacional e internacional. Tendo a maior cidade das Américas durante muitos séculos, sua capital foi local dos nascimentos, a partir da influência africana, do samba de roda, seu filho samba, o lundu e outros tantos ritmos, movidos por atabaques, berimbaus, marimbas - espalhando-se pelo resto do Brasil, e ganhando o mundo.<ref name="bahia! música">Predefinição:Citar web</ref>

Na Bahia nasceram expoentes brasileiros do samba, do pagode, do tropicalismo, do rock brasileiro, da bossa nova, axé e samba-reggae. Alguns dos principais nomes são Dorival Caymmi, João Gilberto, Astrud Gilberto, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Tom Zé, Novos Baianos, Raul Seixas, Marcelo Nova, Pitty, Bira (do Sexteto do Jô), Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Luiz Caldas, Margareth Menezes, Dinho (do Mamonas Assassinas) etc.<ref name="bahia! música" />

Arquivo:Praia da Barra na véspera do Carnaval 2008 de Salvador.jpg
Praia do Farol da Barra cheia de banhistas, um dia antes da abertura do carnaval de 2008

Carnaval[editar]

Predefinição:Artigo principal A história começou em 1950, quando Dodô e Osmar inventaram o trio elétrico.

O negro reconquista sua identidade e ganha força nos Filhos de Gandhi, o Olodum, e blocos como o Ilê Aiyê, que une música ao trabalho social. O Carnaval de Salvador, considerado o maior carnaval de rua do mundo, atrai anualmente 2 milhões de foliões em seis dias de festa.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Durante o período do carnaval de Salvador, dezenas dos cantores mais famosos do Brasil desfilam nos trios elétricos, como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e muitos outros.

Mas também há as festas de momo no interior, com destaque para Barreiras, Canavieiras, Palmeiras e Porto Seguro.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Culinária[editar]

Predefinição:Artigo principal Do candomblé ou do tabuleiro da baiana do acarajé, brotam o acarajé, o abará, o vatapá e tantos pratos temperados pelo azeite de dendê, festejando os santos, como o caruru, ou festejando a vida, como a moqueca e o mingau.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Dialeto[editar]

Predefinição:Artigo principal Diferentemente da satirização feita pelos grandes meios de comunicação, o dialeto falado na Bahia, segundo alguns linguistas, seria parte integrante do grupo sulista, sendo, portanto, um dialeto próprio, não fazendo parte dos dialetos do nordeste. Algumas de suas gírias soam estranhas para outras regiões do país, como os famosos oxente, massa (no sentido de coisa boa) e aonde (utilizado para negar uma frase).

Cinema[editar]

O cinema na Bahia é promovido e incentivado pela Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (DIMAS), além da Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV / ABD-BA), membro da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas.

Na Bahia, ocorrem vários festivais e encontros de cinema e cineclubismo, entre eles:

Também há várias produções cinematográficas nacionais que possuem como tema a Bahia ou algo a ela relacionado, a exemplo de Cidade Baixa e Ó Paí, Ó.

O estado também é berço de grandes nomes do cinema nacional, como os atores Lázaro Ramos, Wagner Moura, Luís Miranda, Priscila Fantin, João Miguel, Othon Bastos, Antonio Pitanga (pai dos também atores Rocco e Camila Pitanga) e Emanuelle Araújo e os cineastas Glauber Rocha e Roberto Pires.

Valorizando o cinema baiano, a TVE Bahia exibe às sextas-feiras, a sessão de filmes Sextas Baianas.<ref>Predefinição:Citar web</ref> E a DIMAS exibe a sessão Quartas Baianas, especialmente dedicada ao resgate e à valorização da produção local, com entrada franca, na Sala Walter da Silveira, às quartas-feiras, às 8h da noite.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

Pontos turísticos[editar]

Predefinição:Artigo principal

Outra importante indústria no estado é o a do turismo, principalmente ao longo da costa da Bahia. A Bahia é o estado brasileiro com o maior litoral. As bonitas praias e os tesouros culturais tornam, o estado, um dos principais destinos turísticos do Brasil, sendo o estado que mais recebe turistas na região Nordeste, com um fluxo de 11 milhões de visitantes em 2011, segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> Além da ilha de Itaparica e Morro de São Paulo, há um grande número de praias entre Ilhéus e Porto Seguro, na costa sul. O litoral norte, na área de Salvador, esticando para a beira com Sergipe, transformou-se num destino turístico importante, o qual ficou conhecido como Linha Verde. A Costa do Sauípe se destaca como o maior complexo de hotéis-resorts do Brasil.<ref>Predefinição:Citar web</ref>

No ecoturismo, se destaca a Chapada Diamantina.<ref name="chapada"/> Na região, está o melhor roteiro turístico do país, localizado no Vale do Pati (Lençóis), segundo apontou o Ministério do Turismo em 2010.<ref name="chapada"/> Nele, cerca de 500 mil turistas, brasileiros e estrangeiros, passam anualmente.

Segundo a pesquisa Hábitos de Consumo do Turismo Brasileiro 2009, realizada pelo Vox Populi em novembro de 2009, a Bahia é o destino turístico preferido dos brasileiros,<ref>Predefinição:Citar web</ref> já que 21,4% dos turistas que pretendiam viajar nos dois anos seguintes optariam pelo estado. A vantagem é grande em relação aos concorrentes: Pernambuco, com 11,9%, e São Paulo, com 10,9%, estavam, respectivamente, em segundo e terceiro lugares nas categorias pesquisadas. Já em 2010, foi escolhida pelo jornal americano The New York Times como um dos 31 destinos que merecem ser visitados em 2010.<ref>Predefinição:Citar web</ref><ref>Predefinição:Citar web</ref> O estado foi o único do Brasil a integrar o ranking.

Religião[editar]

O catolicismo é a religião dominante no estado. Em Salvador, foi erguida a primeira igreja católica em solo brasileiro, graças a Catarina Paraguaçu, onde hoje é o bairro da Graça. A capital baiana possui centenas de templos católicos, sendo, a cidade, a sede do governo católico no país, morada do Arcebispo Primaz. A padroeira do estado é Nossa Senhora da Conceição da Praia, cujo templo é alvo de culto. Apesar disso, o mais famoso culto no estado é o culto ao Senhor do Bonfim, que é considerado popularmente como padroeiro.<ref>Predefinição:Citar web</ref> Possui, ainda, o centro de peregrinação de Bom Jesus da Lapa, alvo de romarias anuais, além das igrejas seculares do Recôncavo, com suas novenas. Possui a Arquidiocese de Vitória da Conquista, Arquidiocese de Feira de Santana, entre outras arquidioceses. Ressaltam, dentro do catolicismo baiano, as figuras das freiras Joana Angélica, Irmã Dulce e Irmã Lindalva.

O sincretismo com as religiões de origem africana, que na Bahia mais que em qualquer outra parte do país se mantiveram vivas, veio a misturar o candomblé com o catolicismo (como nos casos da Irmandade da Boa Morte e da Irmandade dos Homens Pretos) e outras variantes cristãs. Surgiram, então, religiões mistas, como a cabula e a umbanda. Sobressaem, neste campo, a figura cultuada de Mãe Menininha do Gantois, e terreiros como o Opo Afonjá, além de toda uma cultura que permeia as crenças do povo baiano.

Desde o início do Predefinição:Séc, a Bahia é palco de missões evangélicas protestantes, que redundaram na capital na fundação do Colégio Dois de Julho e na presença de missionários como Henry John McCall. Hoje, todo o estado testemunha o crescimento das múltiplas denominações cristãs.

Feriados[editar]

Data Nome Observações
2 de julho Independência da Bahia Em comemoração ao fato histórico ocorrido nesta data.

Ver também[editar]

Predefinição:Referências

Outras referências[editar]

Ligações externas[editar]

Predefinição:Correlatos

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